O Cowboy
29 O primeiro dia sem trabalho.
No mesmo dia corri até o quarto das meninas e contei tudo que aconteceu, desde que Carlisle descobriu, até o final do nosso primeiro encontro, elas adoraram tudo, é claro. No dia seguinte foi estranho não ter mais que acordar cedo como de costume, porém quando eram seis horas eu já estava de pé, afinal, já até me acostumei. Então fiquei rolando de um lado para o outro na cama para fazer hora até que todos acordassem, o café da manhã era as sete em ponto. Então quando eram dez minutos antes, fiz minha higiene matinal e desci até a sala de jantar onde aos poucos foram chegando todos. Nós tomamos café e em seguida eu fui até as meninas, que conversavam com Jasper.
– Cadê o Emmet? – Perguntei.
– Foi renovar a matrícula da faculdade. – Disse Rose. – E o Edward foi junto pra renovar a dele também.
– Hum... – Eu disse. – Mal vejo a hora dele terminar pra arrumar um emprego nessa área. O Edward rala muito aqui na fazenda.
– Verdade. – Concordou. – Ah, vamos comprar as roupas pra apresentação hoje? – Perguntou.
– É Bella. – Disse Alice empolgada. – Hoje já é quarta feira.
– OK. Vamos então. Mas vamos logo, porque hoje à tarde eu quero estar livre. – Eu disse com um sorriso malicioso.
– OK. Rumo às compras! – Disse Alice empolgada.
Rose, Alice e eu fomos até o centro com a picape de Carlisle. Ao chegarmos, ficamos umas boas horas tentando achar algo legal e nada. Até que decidimos dar uma parada para um lance. Só que a lanchonete ficava de frente para um sex shop, é claro que Rosalie não deixaria essa passar, e eu não estava enganada, assim que terminamos de comer, ela nos puxou para lá. A sorte foi que não pediram nossas identidades.
– Larga essa boneca inflável e vamos embora. – Ouvi a voz que eu conhecia há quilômetros de distância em algum lugar perto dali. Mas que diabos Edward estava fazendo aqui?
– Ah Edward, relaxa. – Disse Emmet despreocupado, então Rose, Alice e eu nos olhamos e rimos discretamente. – Leva alguma coisa pra Bella.
– Emmet, eu estou falando sério, eu não alimentei todos os animais, tenho que voltar pra casa logo.
– Então você não vai levar nada? – Emmet perguntou.
– Eu já disse que não. Ainda mais com você aqui... Caralho Emmet, larga essa boneca inflável pra gente ir embora! – Disse irritado.
– Eu vou levá-la.
– Pra que? Você tem uma namorada que todo mundo sabe que dorme no seu quarto todo santo dia. Precisa mesmo dessa porra?
– É... Tem razão, isso é coisa de punheteiro.
– Exatamente.
– Edward. Com qual frequência você faz sexo? – De repente senti meu rosto queimar e Rose soltou um riso baixinho, fazendo com que eu a olhasse de rabo de olho.
– Eu já mandei você ir se foder hoje? – Edward perguntou calmamente.
– Não.
– Pois então vá se foder.
– Por que você só fala palavrão quando tá comigo?
– Porque você me tira do sério. Onde já se viu perguntar com qual frequência as pessoas fazem sexo? Eu não sei se você percebeu, mas eu não costumo comentar sobre a minha vida sexual com ninguém.
– Eu achei que era porque você era gay. – De repente eles ficaram por algum tempo em silêncio.
– Fala mais uma besteira e eu te mando pra onde mandei o ex da Bella. – Edward disse irritado e ouvi passos se aproximando.
Droga, não tinha como sair dali agora. Que lindo. Agora como eu explicaria para ele o que estava fazendo em um sex shop? Olhei para Rose desesperada e ela fez cara de quem também não fazia a menor ideia de como agir. Então peguei uma embalagem qualquer e coloquei na direção da minha cara, fingindo que estava lendo, para que ele não visse que era eu.
– Bella? – Edward perguntou num tom espantado. Merda, planos frustrados!
– Er... Oi Edward. – Eu disse sem graça enquanto abaixava a embalagem que segurava.
– Rose? – Emmet perguntou da mesma forma. – O que vocês três estão fazendo aqui?
Olhei para elas e percebi que eu era a única que tinha algo na mão... Merda de novo! Então antes que eu pudesse ler o que estava escrito, Emmet chegou ao meu lado e leu, eu também olhei para ver do que se tratava a maldita embalagem e meu Deus, põe merda nisso agora.
– Caralho! – Emmet gritou nos assustando. – Desenvolvedor peniano! – E então começou a gargalhar feito um louco enquanto Edward começava a ficar vermelho e eu também. – Edward, eu não sabia que você precisava dessas coisas.
– Abelhinha. Você pretende comprar isso pra mim? – Ele perguntou com o cenho franzido.
– Claro que não. É que a Rose queria entrar aqui pra ver algumas novidades e tal, a gente entrou, e ouvimos as vozes de vocês se aproximando, e não tinha mais como fugir, então eu peguei a primeira coisa que a minha mão encontrou e fingi estar lendo pra vocês não perceberem que era eu.
Edward riu de lado, já Emmet não parava de gargalhar.
– Ah, mas eu não vou mais esquecer disso. – Ele disse. – Desenvolvedor peniano. Ah, essa é boa!
Nós saímos junto com eles que foram embora para casa, enquanto Rose, Alice e eu continuamos batendo perna até finalmente encontrar a roupa perfeita para a dança. Agora era mole, compramos três chapéus iguais, e três botas também, depois fomos para casa, chegamos na hora do almoço. Depois nós fomos à cachoeira, com Jasper e Emmet, foi muito legal, exceto pelo fato de eu estar sem o meu namorado, enquanto minhas amigas aproveitavam os delas. Ah, mas eu ia caçá-lo!
– Gente, eu vou ver como está andando o serviço do Edward. – Eu disse.
– Tudo bem. – Disseram juntos.
– Bella. – Disse Emmet zombeteiro e eu olhei para ele. – Avisa pro Edward não tentar aumentar muito de uma vez só não, senão vai estourar e ele vai ficar sem nada.
– Hum, você parece saber muito bem hein Emmet. – Eu disse em um tom animado. – Acho que isso já aconteceu com você.
– Ih, gastou! – Disse Alice gargalhando.
– Se o Carlisle perguntar, eu estou colhendo frutas. – Eu disse e todos assentiram.
Aquela hora, provavelmente Edward estava regando as plantas no orquidário da Esme. Fui até lá e não deu outra, lá estava ele. Caminhei lentamente em sua direção, e ele nem percebeu, parecia muito concentrado em não deixar a água derramar do vasinho. Quando cheguei nele, o abracei por trás e ele tomou um susto, derrubando toda água em sua camisa.
– Ai Abelhinha, que susto. – Ele disse sorrindo.
– Essa sua camisa está molhada agora. Não acha melhor tirá-la pra não pegar um resfriado?
– É, pode ser. – Ele disse sorrindo e tirando a camisa, ficando apenas de jeans, botas e chapéu. Não havia nada mais delicioso nesse mundo.
Eu estava apenas de biquíni e a saia rodada, curta e preta. Então desamarrei o sutiã, ficando com os seios completamente nus, esperando para que ele olhasse para mim e não para a maldita planta. Quando Edward finalmente olhou, seus olhos se arregalaram e se concentraram em meus seios, com puro desejo.
– Abelhinha, aqui não. A Esme vem aqui toda hora. É muito arriscado.
– Por isso que vai ser ainda mais gostoso. – Eu disse me aproximando.
– Melhor não... Eu vou pro estábulo depois, porque tem um cavalo com gasterofilose. Tenho que cuidar dele. Se você quiser ir para lá.
– Estarei no haras andando no Hércules, vai lá me chamar quando for pro estábulo.
– OK. – Respondeu.
Vesti minha parte de cima do biquíni e saí. Ah, mas eu tinha algo muito interessante guardado para ele. Peguei Hércules, o selei e nós fomos até o Haras. Tirei a parte de baixo do biquíni, coloquei pendurado no portão, assim eu teria certeza de que Edward ia ver quando viesse me pegar. Montei em Hercules e comecei a cavalgar, eu já até tinha perdido a noção do tempo e quando olhei, lá estava Edward no portão, me observando e com a calcinha de meu biquíni em mãos.
– Sua safadinha. – Ele disse e eu sorri de canto.
– Você ainda não viu nada. – Eu disse cavalgando para fora do Haras. Quando cheguei no estábulo que ficava logo ao lado, esperei Edward chegar. – Cowboy, me ajuda a descer. – Pedi.
Edward sorriu maliciosamente e veio até mim, ele sabia que eu estava com segundas intenções já que eu sabia descer do cavalo, mas nada foi dito. Edward apenas veio até mim. Passei a perna para o lado em que ele estava e sentei de lado em Hércules, ficando de frente para ele, abri as pernas sensualmente e ainda levantei um pouco a saia para ter certeza de que ele veria. Ele estava na altura exata, e eu estava louca para que ele retribuísse meu favor de ontem. Edward então segurou minhas panturrilhas levantando-as e colocando-as sobre seus ombros. Haha, ele entrou no jogo! Então se aproximou e caiu de boca em meu sexo, em um ponto estratégico, me fazendo gemer na mesma hora. Senti sua língua quente me penetrando rápido, em movimentos de vai e vem, simulando uma boa foda, mordendo levemente meu clitóris em seguida, me penetrou com um dos dedos, depois mais um, enquanto me estimulava com a língua, aos poucos eu ia sentindo aquela sensação gostosa chegando, e em questão de segundos eu já estava gozando em sua boca. Ele me pegou no colo e me jogou com força contra a parede de madeira do estábulo, em uma situação normal, eu teria brigado com ele pela força que me empurrou contra a parede, mas eu gostei, e gostei muito! Edward puxou minha parte de cima, tirando-a de uma vez só e eu comecei a abrir sua calça, libertando seu pau delicioso que estava ali preso. Ele tirou uma camisinha do bolso e colocou rapidamente, em seguida segurou a parte de trás de minhas cochas, me erguendo do chão com tanta facilidade que parecia que eu era uma pena. Entrelacei minhas pernas em seus quadris e ele me penetrou de uma vez só, deliciosamente, chupando meus seios em seguida. Era uma situação extremamente excitante. Ele estava de chapéus e botas, me comendo no estábulo, com quase vinte cavalos nos olhando. Eu só podia estar me tornando uma verdadeira roceira. Eu gemia seu nome enquanto ele me estocava forte, dando leves reboladas no final, o que fazia parecer que ele conseguia ir ainda mais fundo.
– Tão apertadinha... – Murmurou. – E tão delirantemente gostosa. Eu vou te foder todinha. – E estocou ainda mais forte, arrancando altos gemidos de minha garganta.
A coisa estava intensa e gostosa, mas quando eu atingi ao maravilhoso orgasmo, Edward também não resistiu por muito tempo e gozou. Minhas pernas estavam dormentes pela foda gostosa que ele acabou de me dar, mas eu não tinha lugar pra sentar, então me apoiei em seus ombros e ele sorriu.
– Gostou?
– Eu amei. Amanhã eu vou voltar hein. – Eu disse enquanto vestia meu biquíni novamente. – E eu não sou uma garota de coisas monótonas, então pode ir providenciando outro lugar.
– Amanhã a gente vê.
– Você vai ir lá na mansão pra ficar comigo hoje? – Perguntei.
– Claro que eu vou. – Respondeu com um sorrisinho de canto. – Acha mesmo que eu vou ficar sem ver a minha pequena?
– Ah tá. Acho bom então hein. – Eu disse me aproximando e dando um beijo de cinema em seus lábios. – Eu tenho que ir agora. Antes que alguém resolva me procurar.
– OK. – Ele disse. – Eu vou cuidar do cavalo doente.
– Tá bom, tchau.
– Tchau.
Desci até a mansão, o pessoal ainda não havia voltado, só havia Carlisle e Esme sentados no sofá da sala, o clima ali não era dos melhores. Eu realmente não ia perguntar, porque provavelmente era alguma coisa deles, mas mesmo assim, não custava nada né?
– Tudo bem? – Perguntei.
– Não.– Disse Carlisle tenso.
– É algo que queiram dividir?
– O delegado avisou que vai vir aqui hoje, porque ele tem um mandado de prisão para o Edward por agressão.
– O que?! – Perguntei me aproximando deles. – Vão prender o Edward?
– Ao que parece sim. Eu vou tentar falar com o delegado, até oferecer algum dinheiro se for o caso, mas eu acho que as coisas complicaram filha. Ele bateu muito nesse Jacob.
– Pai, ele não pode ser preso. De jeito nenhum. Ele estava só me defendendo. Não podemos deixar que o prendam.
– Eu juro que vou fazer o possível e o impossível pra isso não acontecer. Tá bom meu amor? – Ele disse me abraçando. É claro que as coisas estavam boas demais para serem reais.
Meu pai pediu para que eu chamasse Edward na mesma hora e eu fui. Edward não parecia tão desesperado quanto eu nem nada disso, na verdade ele parecia bem tranquilo, como se tivesse certeza que tudo acabaria bem.
Quando a noite começou a cair, a viatura da polícia chegou. Dentro dela, havia apenas o delegado.
– Boa noite Carlisle. – Disse o delegado assim que meu pai abriu a porta.
– Boa noite Aro. – Disse Edward.
– Boa noite Edward. – Respondeu o simpático delegado, porém mesmo com toda essa simpatia, eu não ficava menos nervosa. – Pelo certo, tem toda uma burocracia por trás desse negócio de agressão, porque é a palavra de um contra a do outro, só que eu recebi uma ligação de uma pessoa muito importante dentro da polícia, mandando eu prender quem fez aquilo com o garoto. Por isso estou aqui, só que é com o coração apertado, porque eu sei que você é um homem de bem, e que se fez isso com esse rapaz, foi porque ele mereceu. Então vamos conversar e tentar achar alguma forma de resolver isso daqui.
OK, talvez esse cara pudesse nos ajudar de alguma forma e eu estava disposta a qualquer coisa para não ver Edward na cadeia.
Notas finais
Hoje eu acho que não tenho nada a dizer. Só que a vizinha de fato falou pra minha mãe que eu estava dando uma festa (Eu odeio festa! Pra que eu ia dar uma?) enquanto ela e o meu pai não estavam, só que se ferrou, pq minha mãe quem deixou u.u Ah, e pra quem lê A filha do reitor, eu só não postei ainda, pq o caderno onde eu escrevi toda a estória foi esquecido na casa da minha avó e eu só vou lá amanhã. Por isso, amanhã tem post galera o/ Bjs e até, comentem e recomendem!
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