O Cowboy
22 Passeio em vista
Notas iniciais
Redcliff, amei as palavras de todas vocês!
E o melhor vocês não sabem... Estou doente novamente, e dessa vez tá tenso, muita tosse, pulmão congestionado, dor no ouvido e na garganta. Resumindo... To na merda! Por isso não postei na outra fic ontem, mas hoje vou fazer de tudo pra postar. O cap tá grande o/ Espero que gostem!
P.S.: LEIAM AS NOTAS FINAIS!
No dia seguinte, estávamos todos moídos, por ter dormido a noite inteira em uma barraca e por ter dormido muito tarde. Para eles nem era tão ruim assim, pior era pra mim e para o Edward que tivemos que ir trabalhar às dez da manhã. Estávamos mega cansados, mas fazer o que? Tínhamos que levantar né? Fomos trabalhar normalmente, sem tocar no assunto sobre tudo que rolou ontem, mesmo eu estando muito interessada em saber o que estava se passando na cabeça dele sobre toda essa situação.
O dia passou rápido, mas assim que terminamos o trabalho Edward não quis me deixar ir embora, me puxando pela cintura e me trazendo para seus braços fortes e aconchegantes.
— O que você quer? – Perguntei com a boca a centímetros da dele.
— Um beijo.
Me aproximei, dando um casto beijo em seus lábios.
— Eu tenho que ir. – Disse sem a mínima vontade.
— Por quê?
— Porque a Alice, a Rose e eu vamos dançar.
— A Alice não sabe dançar.
— Rose e eu vamos ensiná-la. – Eu disse enquanto me abraçava ainda mais a ele.
— Bella. – Alice chegou ao nosso lado, apenas com um shortinho e um top de lycra e um tênis.
— Posso saber que trajes são esses dona Alice? – Edward perguntou com um tom durão, mas em seguida começou a rir e nós duas o acompanhamos.
— É pra gente dançar. Tá bom Bella? Ou eu devo colocar uma saia. Tenho uma saia plissada e pompom.
— Eu odeio pompons. – Eu disse.
— Mas você não é uma líder de torcida?
— Sou, mas eles atrapalham muito na coreografia, ainda mais pra mim que passo praticamente a coreografia inteira fazendo acrobacias.
— OK, então pompons fora de cogitação. – Disse Alice como se estivesse fazendo uma nota mental.
— Então você vai mesmo me abandonar? – Edward perguntou sorrindo.
— Vou sim, só que mais tarde gente se vê. – Eu disse piscando.
— Terminaram o momento casal? – Alice perguntou. – Será que eu posso levar a minha professora agora Edward?
— Pode né? Fazer o que? – Disse Edward já convencido, porém não satisfeito.
Alice e eu fomos até Rose, que já estava no quarto de Alice, que tinha um enorme espaço vago, quer dizer, estava com um enorme espaço vago, que ela fez justamente pra nós ensaiarmos.
— E aí? – Alice perguntou. – Qual vai ser a música.
— Tem que ser country né? – Perguntei.
— Sim.
— Internet. – Eu disse imediatamente e nós corremos para o computador de Alice.
Pesquisamos um pouco e não precisamos procurar muito para acharmos qual queríamos. A escolhida foi Man! I feel like a woman da Shania Twain, famosa cantora country. Os passos da coreografia já começavam a surgir em minha cabeça enquanto eu escutava a música. Essa dança ia ficar show!
Havia alguém que tinha que ficar no meio, elas concordaram que seria eu, só que tinha um porém, tinha certa parte da coreografia que eu estava montando que consistia em as duas dançarinas da ponta darem uma estrela atrás de mim, uma trocando de lugar com a outra. Só que Alice não sabia dar estrela.
— Tá de brincadeira né? – Perguntei.
— Não, eu realmente não sei.
— Mas isso a gente aprende quando é criança. – Disse Rose com a sobrancelha erguida.
— Gente, eu não sou e nem nunca fui líder de torcida OK? – Disse Alice. – Sou a garota das arquibancadas. Quando eu disse que não sabia dançar estava falando sério.
— OK. – Eu disse. – Acho melhor você ficar no meio então.
— Mas Bella. – Disse Rose. – Você sabe que quem tá no meio tem total destaque, não importa o quanto as que estão na ponta dancem bem, se a que está em destaque não fizer direito, a gente não vai ganhar, e pelo que me pareceu, a rainha do milho não dança mal. A gente pode ensinar a Alice a fazer uma estrela, é tão fácil.
— Tudo bem. – Eu disse. – A Allana me ensinou praticamente tudo que eu sei, então eu posso passar isso pra você.
— Quem é Allana? – Alice perguntou.
— Quando eu entrei pras líderes de torcida eu tinha 14 anos, as meninas não gostavam muito de mim, porque eu era nova e mesmo assim fazia tudo direitinho, mas ela era a chefe e a gente ficou amiga, só que era o último ano dela na escola e durante esse tempo eu frequentava muito a casa dela e ela me ensinava vários macetes e tal. Quando ela saiu, fizeram um teste pra ver quem seria a nova líder, e eu passei, com 15 anos eu já era a chefe das líderes de torcida, fui a mais nova a conseguir esse posto. – Eu disse com um sorriso enorme no rosto. – E devo tudo à Allana. Hoje ela é a líder dos New York Knicks.
— Uau. – Disse Alice. – Eles são muito bons. Vocês ainda se falam?
— Quando ela tem tempo a gente ainda conversa.
— Deve ser muito legal ser amiga de alguém tão importante.
— É legal sim. – Eu disse sorrindo. – Agora vamos aprender logo a dar esta estrela.
— Vamos. – Ela disse empolgada.
— Coloca as duas mãos no chão. – Eu disse.
Alice abaixou e fez o que eu pedi, Rose e eu seguramos suas pernas e colocamos para o alto.
— Quando você sentir que está pronta nos avise e nós soltaremos as suas pernas. – Eu disse. – Mas vamos continuar por perto para caso você caia.
— OK.
Esperamos mais um pouco até que Alice finalmente dizer que podíamos soltar, Rose eu a soltamos e ela ficou plantando bananeira por um bom tempo, até perder o equilíbrio e nós a segurarmos novamente.
— Muito bom. – Eu disse enquanto Rose e eu colocávamos seus pés no chão novamente. – Agora eu quero que você vá para perto da parede, coloque suas mãos no chão e sozinha plante bananeira, aí qualquer coisa, você coloca os pés na parede pra se apoiar.
— OK. – Ela disse empolgada.
Alice ficou tentando enquanto eu passava os passos que já estavam em minha cabeça para Rose que parecia bem satisfeita com o rumo das coisas, assim como eu. Algo me dizia que nos sairíamos muito bem e que desbancaríamos a rainha do milho.
Os outros dias até quinta feira passaram praticamente voando. Eu trabalhava, ensaiava com as meninas e ia cavalgar/namorar com Edward. Estava sendo cada vez mais difícil me segurar com ele, eu ainda era virgem e nós não fazíamos nada além do que já havíamos feito na barraca, eu ainda nem tinha o visto nu! Enquanto ele passava seus dedos mágicos por todo o meu corpo, segundo ele “Tudo tinha sua hora” Esse papo já estava me dando nos nervos.
Esme e Carlisle ainda não sabiam sobre nós, apesar dela desconfiar desde o dia que nos viu abraçados e deitados na grama, naquela vez. Mas estávamos sendo muito cuidadosos para eles não descobrirem, eu sei que nós devíamos ter contado, mas apesar de ambos sabermos exatamente o que queríamos, que era um ao outro, concordávamos que era muito cedo, porque apesar de já ter dois meses que eu estava aqui minha relação com meu pai estava cada vez mais forte também e eu não queria estragar isso de forma alguma, enquanto Edward também tinha uma grande estima não apenas pela moradia e emprego, mas também à amizade de meu pai. Então achamos melhor deixar para contar pouco antes do dia de eu ir embora, porque assim não haveria risco dele me mandar para Nova Iorque com a minha mãe. Ah minha mãe, apesar dela me ligar regularmente eu sentia tanta falta dela, eu disse sobre Jake e eu terminarmos, mas não mencionei que coloquei outro em seu lugar, por medo dela contar para Carlisle ou até mesmo ela não gostar muito da notícia. Ela também me contou um pouco sobre ela, disse que estava até namorando por lá! Ela até me disse o nome do cara, mas eu esqueci. Que cabeça a minha que só sabe pensar no Cowboy gostosão popularmente conhecido como Edward! Mas voltando a minha mãe, a saudade que eu sentia dela era muito grande. Eu tinha vontade de vê-la e também de conhecer essa minha tia e todos os nossos parentes que moravam com ela ou por perto. A vontade era tanta que acabei comentando sobre isso com Carlisle.
— Eu queria ver a minha mãe e conhecer essa minha tia, sabe? – Eu disse enquanto estávamos pescando no lago que ele tinha na fazenda.
— Eu acho que seria bom pra você conhecê-los. São sua família também.
— Pois é. Minha mãe disse que a casa é pequena e que o Brooklyn é perigoso, por isso não me deixou ir.
— Que bom que ela não te deixou ir. – Disse sorrindo. – Estou adorando a sua estadia.
— Eu tenho que concordar com você.
— Sobre o que?
— Que bom que ela não me deixou ir. – Eu disse com um sorriso meigo e meu pai pareceu sorrir, porque ele também abriu um largo sorriso para mim.
— Você tem algo marcado pra esse fim de semana?
— Bom, trabalho, provavelmente ir para o “point” – Disse fazendo aspas com as mãos – com o pessoal. Acho que só.
— Bom, se você quiser pegar um avião amanhã pra visitar a sua mãe e voltar na segunda de manhã, só pra matar a saudade, eu posso pagar as suas passagens e a sua estadia em algum hotel a sua escolha.
— Sério? – Perguntei empolgada.
— Não vejo porque não, eu sei que a sua mãe não quis te levar porque é perigoso, mas são apenas dois dias e além do mais você não vai sozinha é claro.
— Quem vai comigo? – Perguntei.
— Quero alguém maior de idade, eu mesmo iria, mas justo neste fim de semana tenho um negócio muito importante pra fechar na empresa. Mas você pode escolher. A Rose, a Alice e o Jasper não podem porque são menores de idade. Você pode levar o Edward, o Emmet ou a Esme.
— Edward. – Respondi imediatamente.
— Nossa. – Disse Carlisle com os olhos arregalados. – Você gosta mesmo dele hein.
— Para com isso. – Eu disse batendo em seu braço e ele sorriu. – Não tem nada a ver com o que você está falando. Eu só quero que ele vá porque eu não falo com a Esme. E o Emmet, apesar de ser muito legal, eu também quase não converso, já o Edward eu passo praticamente o dia todo e consequentemente eu converso mais com ele.
— Tudo bem, eu vou falar com ele, mas se ele vai já é outra história né? Porque agora tem essa garota que ele está apaixonado. Quem diria? Eu realmente pensei que nunca veria o Edward se apaixonar novamente e aí está ele, parecendo um adolescente bobo.
— Pois é. – Eu disse simplesmente.
— Mas me responde. Você conhece esta menina?
— Que menina.
— Que ele está apaixonado. Ela é da cidade ou algo assim?
— Eu não sei de nada. – Eu disse prontamente.
— O Edward é louco.
— Por quê?
— Ela é menor de idade.
— E daí? – Perguntei.
— E daí que eu estou me pondo no lugar dos pais dela. Eu conheço o Edward e sei que ele é um homem muito bom, mas sinceramente não sei se aceitaria ele namorando você por exemplo.
— Por que não? – Perguntei quase sem conseguir conter minha indignação. – Como você mesmo disse, ele é um homem muito bom. Isso não basta?
— Não. Tudo há o seu tempo. Ele está em uma fase da vida dele, essa menina em outra. Ela é jovem, quer curtir e essas coisas, já o Edward apesar de não ser velho, ele é muito maduro e tem uma cabeça diferente, ele pensa pra frente, então eu não vejo como um relacionamento assim possa vir a dar certo. E além do mais, ele é homem, eu não sei se essa menina é virgem, mas se os pais dela pensam que é, não vão aceitar de bom grado que a filhinha virgem e pura deles namore um homem que com certeza já tem uma vida sexual ativa.
— Tudo bem, já que ela deve ter mais ou menos a minha idade, vamos supor que fosse eu. O que você faria, como pai, se o Edward quisesse namorar comigo?
— Bella, é muito complicado, porque por mais que você tenha amadurecido muito nesse tempo que está aqui, você ainda não é o tipo de mulher que faz alguém como o Edward se manter interessado, assim, ele se apaixonaria tranquilamente, porque você é bonita, legal e tudo isso, mas e depois? Quando esse fogo da paixão começar a apagar? Quando não apenas a paixão, mas também o amor vai ser essencial para mantê-los juntos? Como vocês vão continuar se ele tem todo um futuro trilhado e planejado enquanto você só tem o seu carinho e o seu corpo a oferecer? Pode ter certeza que é nessa hora que chega uma mulher que vai ter o carinho, vai ter o corpo e ainda por cima, vai ter metas parecidas com as dele a serem traçadas. Você acha que ele não vai se apaixonar facilmente por esta mulher? E agora revertendo, ele lá trabalhando todos os dias, enquanto você na faculdade, conhecendo gente nova, que só quer saber de festa que curte a vida ao máximo e você presa a um relacionamento com uma pessoa que não gosta de festa, enquanto tem aquele gatinho da faculdade, super festeiro e interessante dando em cima. É isso que estou querendo dizer, não que eu duvidaria dos sentimentos dele por você. Porque eu o conheço e sei que o Edward não é o tipo de homem que pediria alguém em namoro sem realmente estar gostando dessa pessoa, mas por outro lado, eu sei que a paixão pode facilmente ser confundida com amor.
— Tudo isso parece algo muito planejado, diferente de como as coisas realmente acontecem quando gostamos de alguém e além do mais, eu tenho planos, quero dizer, ainda estou meio em dúvida do que eu quero pro meu futuro, mas ainda sim, tenho planos de seguir uma profissão e ser brilhante nela.
— Mesmo assim Bella, você e ele são completamente diferentes, o Edward é um cara simples que detesta sofisticação, e você é extravagante, gosta de brilho, glamour, roupas caras, essas coisas, vocês não dariam certo juntos. Eu gosto de olhar as coisas mais a diante, e eu sei que se vocês namorassem, você provavelmente se entregaria a ele e depois não daria certo. Você ficaria muito triste e eu também, então pra isso ser evitado, eu não aprovaria esse relacionamento. – Eu apenas fiquei quieta olhando para o rio enquanto segurava minhas lágrimas que ameaçavam cair por saber que as coisas não seriam fáceis pra gente. – Mas que bom que vocês não estão juntos né?
— É. – Respondi tentando parecer empolgada como antes de termos essa conversa.
Depois da pescaria com meu pai nós fomos para casa. Era estranho, mas por mais que eu batesse na tecla com ele sobre o sentimento de duas pessoas não se resumir em elas serem parecidas, as palavras dele ainda ecoavam em minha mente, era como se tudo que ele dissesse se encaixasse perfeitamente, e de fato se encaixava, mas por outro lado uma parte de mim gritava “E desde quando o amor faz sentido?”
Carlisle me deixou encarregada de falar com Edward sobre a viagem, porque segundo ele eu tinha o poder mágico de convencê-lo para tudo. Então quando era a hora de cavalgarmos eu fui ansiosa ao Haras e assim que cheguei, fui recebida por seus braços fortes e ternos me envolvendo e em seguida por seus lábios macios e receptivos.
— Boa noite minha Abelhinha.
— Boa noite meu Cowboy.
— Pra onde você quer ir hoje? – Perguntou.
— Pra sua casa.
— Então não vamos cavalgar?
— Não.
— Bella, Bella... Você sabe que se ficarmos na minha casa, sozinhos, isso não vai prestar.
— Eu não estou me privando de nada Edward. Você é quem tem essa mania de manter a minha virgindade intacta, por mim eu já tinha dado pra você há muito tempo. – Eu disse sorrindo e ele não pode conter o seu riso também.
— Sério, eu não te acho uma garota fácil, mas não sei como ainda é virgem, sinceramente.
— Edward, eu realmente não sou fácil, só que eu sei o que eu quero, quando eu quero e com quem eu quero, tudo na minha vida é assim, eu não queria dormir com o Jake porque algo em mim dizia que não, que não era a hora, era sempre assim, até eu descobrir que na verdade o errado não era o tempo ou a circunstância, mas a pessoa. Quando eu estou com você, eu simplesmente sinto que é a hora, então eu acho que estou pronta, não que eu não estivesse antes, eu só não tinha encontrado a pessoa certa, eu encontrei agora. Não digo isso porque estou apaixonada por você, mas porque eu sinto, eu já estive apaixonada pelo Jake também, mas nunca cheguei a sentir que estava pronta, como sinto com você.
— Você quer isso mesmo? – Ele perguntou com o rosto a centímetros do meu.
— Quero, muito.
— Mas e quando acabar a viagem? Você pretende mesmo continuar comigo. Porque eu não quero tirar de você algo tão importante para uma mulher e depois a gente se separar em menos de dois meses.
— Eu quero fazer isso dar certo. E você?
— Eu também.
— É isso que eu mais quero, ser sua, de corpo e alma.
— Então a gente vai dar esse passo, a partir de hoje eu não me seguro mais, quando tiver que rolar, vai rolar.
— Beleza. – Eu disse imensamente feliz.
— Você ainda quer ir lá pra casa?
— Claro que eu quero.
— Então vamos.
Segurei sua mão e nós fomos até sua casa, eu estava em um misto de sensações, nervosa, feliz, ansiosa. Eu sabia que a possibilidade de eu perder a minha virgindade hoje era grande, assim como também não era, então tudo aquilo ainda estava meio vago pra mim. Mas ainda que não rolasse, eu tinha tantos motivos para estar extremamente feliz, um deles era que se ele quisesse, nós passaríamos dois dias em Nova Iorque, juntinhos.
Assim que chegamos Edward se virou para me recepcionar e eu pulei em seu colo, dobrando minhas pernas ao redor de seu corpo, ele prontamente me segurou pela cintura enquanto eu o enchia de beijos.
— Nossa. – Ele disse sorrindo. – Ser recepcionado assim é bom demais pra esse cowboy solitário.
— De jeito nenhum. – O repreendi. – Este ex cowboy solitário, porque agora ele está acompanhado.
— E muito bem acompanhado.
Eu sorri e o beijei novamente, então nós fomos para seu quarto, tirei minhas botas, ele as dele e nos deitamos na cama, com as pernas entrelaçadas e o meu corpo praticamente inteiro por cima do dele.
— Eu tenho um convite a te fazer. Na verdade é uma intimação.
— Pois então diga. – Ele disse sorrindo.
— Carlisle permitiu que eu fosse visitar a minha mãe em Nova Iorque nesse fim de semana, contanto que eu levasse algum maior de idade comigo, ele não vai poder ir porque tem compromissos da empresa, então só sobraram a sua irmã, o Emmet e você. Eu disse que te levaria e ele concordou. Agora só falta você concordar.
— Tudo bem. – Ele disse prontamente.
— Mas rápido assim? – Perguntei assustada.
— Você acha mesmo que eu vou perder a oportunidade de ficar sozinho com você em Nova Iorque? – Ele perguntou enquanto me abraçava.
— Que bom que quer ir. – Eu disse feliz. – Vai ser tão legal! A minha mãe vai te adorar e você também vai adorá-la!
— Você pretende contar a ela sobre a gente?
— Não, porque eu não sei direito qual vai ser a reação dela. É melhor a gente contar primeiro pro meu pai que, aliás, não vai aprovar.
— Como sabe que não?
— A gente falou sobre você hoje enquanto pescávamos e em certo momento ele falou que se estivesse no lugar dos pais da “garota menor de idade” que você está gostando, ele não deixaria. E ainda me usou como exemplo.
— Ele me conhece, sabe que eu não me aproximaria tanto de você sem boas intenções.
— Ele disse isso também, mas usou outros argumentos que às vezes me parecem bem convincentes. – Confessei olhando para baixo triste ao lembrar.
— Que argumentos? – Ele perguntou enquanto colocou a mão no meu queixo e o ergueu para que eu o encarasse.
— Ele disse que enquanto existe toda essa paixão avassaladora as coisas vão bem, mas depois, quando ela não bastar mais, o seu relacionamento com “a menina que provavelmente não é parecida contigo” não vai durar, porque enquanto ela só pode te oferecer o carinho e o corpo dela, outra mulher vai poder te oferecer o carinho, o corpo e os planos futuros que são parecidos com os seus. Por isso ele não deixaria se fosse a filha dele, porque por mais que ele acredite nos seus sentimentos, ele não iria querer que eu me magoasse, por isso era melhor que o relacionamento nem começasse.
— E você acha que o que eu sinto por você é só fogo de palha?
— Ah, sei lá, a gente nem namora.
— Não seja por isso. Quer namorar comigo? – Ele perguntou olhando em meus olhos.
— Edward. Eu não quero que você faça isso porque eu te pedi. Porque eu...
— Quer namorar comigo? – Ele me interrompeu ainda olhando em meus olhos e eu pude ver sinceridade neles.
— Quero. – Respondi sorrindo.
— Olha isso. – Edward pegou uma de minhas mãos e colocou sobre seu peito, onde seu coração pulsava muito rapidamente, assim como o meu quando ele estava por perto. – Tá sentindo?
— Sim. – Respondi.
— Ele só fica assim por você. Nunca, eu repito, nunca, ficou desse jeito, por ninguém. Se isso é só fogo de palha, eu tenho até medo de como seria qualquer outro sentimento mais forte.
— Você é incrível. – Eu disse o abraçando e suspirando enquanto sentia um enorme alívio no peito por ele me dizer com tanta convicção que o que sentia por mim não era apenas uma paixão avassaladora.
— Eu gosto tanto de você, minha menininha. – Disse enquanto entrelaçava os dedos em meus cabelos em uma leve carícia sobre meu coro cabeludo.
Eu o beijei apaixonadamente e ele apenas retribuiu, as coisas então foram esquentando e quando eu vi, já estava apenas de calcinha sobre sua cama, ele nunca tirava a minha calcinha, apenas colocava seus dedos mágicos dentro dela, segundo ele, a calcinha era a barreira para que ele não fizesse nenhuma loucura, mas hoje foi diferente, Edward colocou as mãos nas laterais de minha calcinha e a puxou lentamente para baixo, me deixando completamente nua em sua frente. A princípio confesso que me senti um pouco insegura perante a seus olhos bem atentos à minha região íntima, mas ele pareceu gostar, seus olhos o denunciavam.
— Parece deliciosa. – Ele disse sem desviar os olhos de lá.
Edward acariciou os meus lábios vaginais levemente e uau, ela cabia inteira em sua mão e ainda sobrava coisa pra caramba. Eu estava fodida com esse cara, literalmente. Ele abaixou lentamente e depositou um beijo sobre ela, fazendo com que eu me contraísse em excitação.
— Você quer que eu faça isso? – Ele perguntou com a voz rouca.
— Sim. – Respondi imediatamente. – Quero muito.
Edward começou a massagear meu clitóris enquanto explorava cada ponto da minha intimidade com sua língua, deixei um gemido alto e intenso escapar de meus lábios e Edward pareceu gostar, porque logo foi me penetrando com um dedo, fazendo com que eu gemesse ainda mais.
— Tão apertadinha e gostosinha. Eu mal vejo a hora de me enterrar aí dentro.
— Eu também. – Eu disse ofegante. – Eu quero você aqui... E agora.
Edward começou a mexer em seu pau sobre a cueca e eu fiquei o observando, ele estava prestes a tirar, quando começaram a bater na porta com força.
— Edward! – Chamou. Pela voz provavelmente se tratava de Emmet.
— Estou indo. – Respondeu enquanto se levantava. – Fica aqui anjo. – Edward sussurrou para mim.
Ele se levantou e saiu de cueca mesmo, eu também me levantei, vesti a blusa que ele estava usando antes de nos despirmos e fiquei observando pela pequena abertura da porta. Edward estava atrás da porta da sala, olhando pelo canto.
— Fala Emmet.
— Não vai deixar eu entrar não? – Perguntou Emmet já empurrando a porta e entrando. – Ah, agora eu to vendo porque você não queria que eu entrasse. – Ele disse olhando para o membro de Edward. – Tá de pau duro.
— Emmet! – Edward o repreendeu. – Olha o vocabulário.
— O que tem eu dizer isso? A gente fala sobre essas coisas de boa.
— É, mas agora é diferente.
— Ah. – Disse Emmet depois de pensar um pouco. – Ela tá aí né?
— É. – Edward respondeu sem graça. – Mas fala. O que você quer?
— O Carlisle quer falar contigo sobre um papo de viagem no fim de semana, um negócio assim. Pediu pra você ir lá pra vocês conversarem.
— OK. – Respondi.
— Ah, a viagem é com a Bella, então provavelmente ele vai querer chamá-la, então é melhor ela descer logo também.
— Abelhinha. – Edward me chamou.
— Oi? – Respondi.
— Vem pra descer com o Emmet.
— Tá bom, já estou indo.
Vesti minha roupa e em seguida saí. Emmet e eu fomos para a casa de Carlisle conversando e quando chegamos Esme e ele estavam na sala provavelmente já esperando por Edward.
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