O Cowboy

23 Confusão em família


Notas iniciais
Oi amores! Como estão? Bom, em primeiro lugar queria agradecer à paulahalle pela capa que ela fez pra mim. Ficou muito bonita e achei uma linda atitude da parte dela, enfim, obrigada! Bom, notas iniciais são basicamente isso, nos vemos lá em baixo, espero que gostem!

Desci com Emmet para casa, assim que chegamos Carlisle me encarou confuso.

– Onde estava a essa hora?

– Cavalgando. – Eu disse simplesmente. – Encontrei Emmet enquanto voltava.

– Hum. Emmet, você chamou o Edward?

– Sim.

– Bella fique aqui pra tentar convencê-lo caso ele não queira.

– OK. – Respondi imediatamente.

Pouco tempo depois Edward já havia chego.

– Você pediu pra me chamarem? – Perguntou a Carlisle.

– Sim. Sente-se, por favor. – Edward se sentou no sofá e Carlisle continuou. – Eu permiti que a Bella fosse a Nova Iorque fazer uma visita para a mãe dela. Só que como ela é menor de idade, não a quero sozinha por lá, já que eu sei que como a casa da tia dela é pequena ela vai ter que ficar em algum hotel para não incomodar ninguém. Eu vou estar trabalhando, então só me restaram mais três opções, Emmet, Esme e você. Eu pedi para que ela escolhesse com quem queria ir, ela te escolheu. E aí? Posso tirar o seu passaporte?

– Quanto tempo? – Como se ele não soubesse, eu mesma o disse.

– Vocês vão amanhã à noite e voltar segunda de manhã.

– E quem vai ficar com a fazenda?

– Alice, Esme, Emmet. Isso não é problema. A fazenda ainda estava inteira quando você voltou da conferência, acho que os animais sobrevivem durante um fim de semana em nossas mãos.

– Tudo bem. – Disse Edward. – Então eu vou.

– Ótimo, então amanhã depois do almoço, esteja aqui com o seu passaporte e sua mala.

A manhã inteira do dia seguinte passou voando. Nós almoçamos e depois Edward foi para casa se arrumar para irmos, eu também fui direto para meu quarto, estava imensamente feliz, finalmente poderia ter um tempo só para nós dois, sem ter que trabalhar e muito menos nos preocupar com quem iria ver. Seria bom para resolvermos nossas... Pendências. Será que posso dizer assim? Me referir a minha virgindade como pendência soava estranho, então, estava mais para resolvermos o assunto virgindade. É, acho que soa melhor.

Quando já estava arrumada fui para a sala, e Edward já estava lá me esperando. Ele abriu um grande sorriso ao me ver. Ele também estava muito bonito, de jeans, pólo e tênis brancos e uma jaqueta de couro por cima. Ele parecia até mais novo quando se vestia assim, mas sinceramente? Eu gostava mais dele de chapéu, botas e camisa xadrez, como meu Cowboy.

– Nossa, estão muito bonitos. – Disse Esme.

– Fazem um belo casal. – Disse Emmet, fazendo com que Edward e eu o fuzilássemos com o olhar.

– Casal? – Esme perguntou desconfiada.

– Coisa de Emmet. – Disse Edward.

– Vamos logo? – Perguntei cortando o clima estranho. – Senão sabe-se lá Deus quando chegaremos em Nova Iorque.

Edward e eu nos despedimos de Alice, Jasper, Rose e Emmet, já que apenas Carlisle e Esme nos levariam ao aeroporto. Fomos a viagem inteira longe um do outro, já que Carlisle e Esme estavam no banco da frente.

– Edward, quero que cuide muito bem da minha filha hein. – Disse Carlisle. – Porque essa aí é bem avoada.

– Eu vou cuidar. – Disse Edward imediatamente.

– Espero não ter estragado seus planos de fim de semana.

– Eu nem tinha nada planejado mesmo.

– Que ótimo, eu mandei uma boa quantia em dinheiro pela Bella para vocês se manterem lá.

– Nem precisava. – Disse Edward. – Eu trouxe alguma coisa aqui.

– Não gaste seu dinheiro, está fazendo um favor à Bella, não é justo que gaste por isso.

– Pai, você avisou pra minha mãe que a gente ia visitá-la? – Perguntei cortando o assunto chato dos dois.

– Não. Eu acho que ela reprovaria a minha ideia se eu avisasse, então estou te mandando de surpresa. Tem certeza que este endereço que você tem é o certo?

– Tenho sim.

– Estou me sentindo um maluco por te deixar ir pro outro lado do país sem sua mãe saber disso.

– Ah pai, não vai desistir agora né? – Perguntei já preocupada.

– Claro que não, promessa é divida.

Algum tempo depois nós finalmente chegamos ao aeroporto, Carlisle tirou as passagens na hora, sendo que só tinha na classe econômica agora, Edward e eu concordamos que não havia problemas, mas mesmo sendo econômica, como não foi agendada saiu o olho da cara, mas meu pai era rico mesmo, essa grana não faria falta. Depois de tirarmos as passagens, fizemos o check in e entramos na fila para embarcar. Carlisle e Esme se despediram e em pouco tempo já estávamos dentro do avião.

– Não via a hora de ficar sozinha com você. – Eu disse olhando para ele.

– Pra quê? – Perguntou também me encarando.

– Pra isso... – Eu disse puxando seu rosto para o meu e o beijando intensamente.

– Hum. – Sussurrou contra minha boca. – Nesse caso eu também mal via a hora de ficar sozinho com você.

Sorri contra seus lábios e em seguida o beijei novamente. Mas fomos interrompidos pelo pigarro forte de uma velhinha que se sentou ao nosso lado.

– Esses jovens de hoje... – Disse baixo, porém alto o suficiente para que escutássemos. – Ficam pensando que qualquer lugar é motel.

Eu já tinha até aberto a boca para responder, mas Edward fez que não com a cabeça.

– Mas você ouviu o que ela disse? – Sussurrei.

– Ouvi, mas não vale à pena responder. – Ele sussurrou de volta. – A errada sempre será você por discutir com uma velhinha. Temos mais oito horas de vôo pela frente, quer mesmo ficar de picuinha com a mulher ao lado? Ela vai ficar jogando indiretas a viagem inteira. E eu realmente não estou a fim de ficar ouvindo.

– Tudo bem. – Respondi imediatamente.

Fui para mais perto de Edward e encostei minha cabeça em seu ombro, em seguida coloquei uma perna por cima da dele, que entrelaçou a mão na minha.

– Não sei pra que compram dois acentos se só ocupam um. – Disse a velhinha pra lá de irritante. – Por isso que falei para a minha filha comprar primeira classe, agora tenho que ficar aturando esses suburbanos quase reproduzindo aqui na minha frente. É uma verdadeira pouca vergonha.

– Olha aqui minha senhora. – Eu disse em um tom normal olhando diretamente para ela. – Se a senhora não calar essa maldita boca, vou tirar as minhas roupas aqui e começar a dar motivos pra senhora falar besteira, agora será que dá pra parar de se intrometer aqui? Se a senhora não gosta de suburbanos o que está fazendo na classe econômica então? Onde está o seu jatinho particular?

– Ora, mas que menininha mais abusada! Já ouviu dizer que não se responde aos mais velhos? Além de sem vergonha ainda é mal criada? Sua mãe deve ter muita vergonha da filha que tem.

– Sem vergonha?! – Perguntei boquiaberta.

– Bella, chega. – Disse Edward.

– Mas Edward, ela me chamou de sem vergonha!

– Bella, nós vamos levar um esporro. – Ele disse e em seguida olhou para a velhinha. – Senhora, por favor, nós só queremos viajar tranquilamente assim como a senhora. Vamos evitar brigas.

Olhei para frente ignorando a mulher, que ocasionalmente me alfinetava ainda mais. Estava realmente me segurando para não ser grossa ou mal educada, até que finalmente ela dormiu, então eu também pude fazer o mesmo. Fui acordada por Edward assim que chegamos.

Eram nove da manhã e como eu já havia visto na internet, Nova Iorque estava muito gelada, os relógios marcavam nove graus abaixo de zero, eu já nem sentia mais o meu nariz. Edward e eu fomos abraçados até o primeiro táxi que encontramos e passamos o endereço do hotel e ele nos levou prontamente. Assim que chegamos informamos tudo à recepção que recolheu nossas malas e entregaria tudo em nossos quartos, Carlisle pagou por dois quartos de casal, para que ficássemos bem à vontade, ainda bem que eram um de frente para o outro e nós poderíamos ficar um no quarto do outro sem ter que andar muito.

Subimos e eu fui para o meu e Edward para o dele, nós iríamos nos arrumar para visitar minha mãe. Tomei um bom e demorado banho na banheira quentinha do quarto, eu sentia falta disso, era uma sensação relaxante e boa de se sentir. Tanto que eu me perdi no tempo e Edward bateu à porta.

– Vamos Bella? – Ele disse do lado de fora. – Já são quase meio dia.

– Vamos. Espera aí.

Saí da banheira, me sequei com a toalha, colocando o robe em seguida e indo até a porta.

– Entre. – Eu disse sorrindo.

Edward entrou e se sentou em minha cama. Enquanto eu abria minha mala e olhava receosa em o que me vestir, optei por uma roupa básica de frio que Edward disse que estava boa. Tirei o robe, ficando nua em sua frente, ele me olhou de cima a baixo e eu tive vontade de sorrir, mas não o fiz, apenas vesti minha roupa sensualmente.

Depois de pronta, nós saímos do hotel e pegamos um táxi, passei o endereço ao motorista que começou a nos guiar pelas ruas de Nova Iorque.

– Aqui é tão movimentado. – Disse Edward parecendo meio assustado. – São muitos carros e muitas luzes.

– A Califórnia é mais ou menos assim também, só que lá onde eu moro, dá pra ver celebridades o dia todo, é muito legal.

– Sério? Você tem autógrafo de alguém?

– Autógrafo, fotos, eles até já me cantaram! Acredita? – Eu disse sorrindo.

– Não duvido. Você é linda.

Sorri para ele e em seguida o beijei. Não demoramos muito para chegar ao local indicado, na verdade o hotel no qual estávamos hospedados ficava a menos de dez minutos de carro até a casa de minha tia, mas haviam duas pessoas no portão onde estava o endereço da casa, mas só dava para ver o homem abraçado a alguém e a beijando intensamente, como se o mundo fosse acabar hoje mesmo.

– Nossa. – Eu disse enquanto Edward pagava ao taxista. – Ali é a casa da minha tia.

– Só tomem cuidado, porque aqui é muito perigoso. – O homem avisou.

– Pode deixar. – Respondi simpática. – Obrigada.

Nós saímos e caminhamos timidamente até lá. Edward pigarreou alto, foi então que o casal se separou, foi então que percebi que se tratava de minha mãe e um cara bigodudo.

– Bella? – Perguntou confusa.

– Edward? – O bigodudo beijoqueiro perguntou.

– Charlie, por que você estava beijando a mãe da Bella? – Edward perguntou parecendo extremamente surpreso.

– Quem é Bella? – O carinha que devia se chamar Charlie, perguntou.

– Ela. – Edward disse apontando para mim. – A filha do Carlisle.

– Filha do Carlisle?! – Charlie perguntou com os olhos arregalados. – Espera, se essa menina é filha do Carlisle e também é filha da Reneé. – Agora ele olhou para minha mãe. – Então você foi casada com o meu cunhado?

– Você é irmão da atual esposa do Carlisle? – Minha mãe perguntou surpresa.

– Espera! – Gritei levantando as mãos e fazendo com que todos me olhassem. – Alguém pode me explicar o que está acontecendo aqui? – Perguntei.

– Ele é o Charlie, meu irmão mais velho que mora em Nova Iorque. Lembra que eu te disse? – Edward perguntou.

– Sim. – Respondi começando a entender. – Mas é ele o seu namorado mãe? – Perguntei.

– É sim. Agora é a minha vez de fazer perguntas. – Disse parecendo zangada. – O que faz aqui e quem é este homem que a acompanha Isabella?

– Ele é o irmão mais novo da Esme. E eu comentei com meu pai que estava com saudades suas e querendo conhecer meus parentes daqui, então ele deixou que eu viesse passar o fim de semana, contanto que trouxesse algum maior de idade, então eu o trouxe.

– Ai meu Deus, o Carlisle é louco. – Disse minha mãe. – Mas estaria mentindo se dissesse que não estou morrendo de saudades suas.

Ela me puxou para um abraço forte e eu retribuí. Não existia nada neste mundo como um bom e velho abraço de mãe, era como se nessa hora nada no mundo pudesse nos atingir. Não sei se isso parece muito piegas, mas a verdade era que eu amava demais a minha mãezinha.

– Senti tanto sua falta mãe. – Eu disse enquanto as lágrimas se formavam em meus olhos.

– Eu também meu amor. – Ela disse me abraçando ainda mais forte.

Ela me soltou e pudemos ver Edward e Charlie conversando empolgadamente, relembrando da época em que laçavam os bezerros. Olhei para minha mãe que revirou os olhos.

– Charlie é tão roceiro. – Sussurrou. – Não tem jeito, isso não sai dele.

– Edward também é assim. – Sussurrei de volta.

– Vamos entrar? – Minha mãe perguntou a todos nós. – Quero que os dois conheçam o pessoal.

– Vamos. – Respondi empolgada.

Minha mãe, Charlie, Edward e eu entramos na casa minúscula de minha tia.

– Temos visita Reneé? – Perguntou um homem que devia estar nos seus sessenta anos. – Quem são? Além de Charlie é claro, por que esse já está praticamente morando conosco.

– Esta é Isabella, minha filha e Bella, este é Garret, marido da sua tia Carmen.

– Muito prazer. – Eu disse sorrindo e estendendo minha mão a ele.

– O prazer é todo meu, menina bonita. – Disse apertando minha mão com um grande sorriso simpático no rosto.

– E este é Edward, irmão do Charlie. – Disse minha mãe apresentando-o.

Edward e Garret se cumprimentaram e em seguida nós fomos até um pequeno e humilde quarto, onde havia uma mulher que parecia ter em média a mesma idade do homem, ela estava na cama e parecia muito pálida e sem saúde, devia ser minha tia.

– Bella, esta é sua tia Carmen, e Carmen, esta é minha filha, Isabella.

– Nossa, mas que menina mais linda. – Disse com um sorriso meigo. – Venha aqui meu anjinho, dê um abraço nessa sua tia.

Fui até ela e a abracei ternamente, enquanto ela fazia o mesmo. Minha mãe apresentou Edward a ela e em seguida fomos apresentados para meus primos, Brady e Bree, a menina devia ter mais ou menos a minha idade, já o cara devia ter uns trinta anos, eram todos muito simpáticos e receptivos, apesar de serem pessoas muito simples e amorosas, eram todos muito unidos e isso era evidente. Depois de conhecermos e conversarmos um pouco com todos. Minha mãe, Charlie, Edward e eu andamos pouco mais de dez minutos até o Central Park, onde ficamos conversando.

– Mas está muito magrinha! – Disse minha mãe apertando o osso de minha clavícula. – Carlisle está fazendo você passar fome?

– Não mãe, na verdade eu tenho comido como um monstro, só que tenho trabalhado muito também, mais do que como, então acho que é por isso que emagreci, você sabe que se depender de comer, eu vou engordar, porque eu simplesmente amo comer!

– Eu sei disso, mas você tinha treinos intensivos com as líderes e nem por isso emagrecia.

– Pois é, mas nada é tão intensivo quanto cuidar de uma fazenda enorme como a de Carlisle.

– Verdade. – Edward concordou na mesma hora.

– Mas me diga, como tem sido esse tempo lá? – Perguntou. – Já está de bem com o seu pai e a sua madrasta ou ainda está com aquela coisa de odiá-los?

– Eu não odeio ninguém. – Esclareci. – Estou falando com o meu pai e estamos muito bem, agora a Esme, não nos falamos e eu nem pretendo falar com ela, ela não me passa confiança.

– Hei! – Edward e Charlie disseram juntos e todos rimos.

– Assim, eu nunca tive nada contra ela. – Disse minha mãe. – Até mesmo porque Carlisle e eu já estávamos pra nos separar mesmo. E pelo pouco que sei dela, me parece uma mulher muito integra. Por que não dá uma chance?

– Ah, eu não sei mãe, ela não tentou falar comigo e eu também não tentei falar com ela, estamos bem assim, é melhor do que tentarmos resolver qualquer coisa e acabar piorando tudo, ao menos assim ainda conseguimos ficar no mesmo ambiente e suportar uma a outra com respeito, pra mim já está de bom tamanho.

– Eu ainda acho que vocês deviam conversar. – Disse Edward.

– Eu também. – Minha mãe concordou, então eles olharam pra Charlie.

– O que? – Ele perguntou. – Eu não conheço nada da história, mas se quiserem que eu diga, eu digo, também acho!

– Já que se iniciou na conversa, vamos conversar senhor Charlie, meu cunh... Padrasto. – Eu disse. Idiota, só faltava dizer “cunhado!” É Isabella, você nasceu burra e entrou na fila vinte mil vezes! – Quais são suas intenções com a minha mãe? – Perguntei.

Charlie gargalhou e naquele momento vi muito de Edward nele, eles tinham a gargalhada muito parecida, parecia aquelas de bebê, descontraída e contagiante, provavelmente essa foi a primeira coisa que minha mãe percebeu nele, porque aquele bigode. Senhor!

– Bom. – Começou. – Eu gosto muito da sua mãe. E as minhas intenções com ele são as melhores possíveis, porque a cada dia que passa, me apaixono mais por ela. – Ele olhou para minha mãe que o puxou para um beijo intenso e apaixonado.

Edward e eu nos olhamos, ele tinha um sorriso safado para mim no rosto e eu provavelmente tinha um igual. Eu também queria beijá-lo!

– E então? – Charlie perguntou de repente, fazendo com que eu desviasse meu olhar para ele. – Estou apto para namorar sua mãe?

– Sim, vocês tem minha benção.

– Aê! – Disse Charlie agora me abraçando e me erguendo do chão, fazendo com que minha mãe e Edward caíssem na gargalhada. – Olhe Reneé, é a filhinha que eu nunca tive!

– Minha menininha. – Disse orgulhosa.

Charlie me soltou no chão e em pouco tempo Edward e ele se encantaram pelos patos que nadavam no laguinho. Minha mãe e eu nos sentamos nos bancos enquanto eles observavam os malditos patos.

– Você está tão diferente. – Disse minha mãe sorrindo admirada para mim. – Está mais feliz, radiante, simpática e até mais bonita! Eu com esses meus quarenta e cinco anos de vida diria que isso é amor.

– Amor?

– Huhum! Se eu soubesse que essa fazenda e talvez algum cowboy gostosão fossem te fazer tão bem, já teria te mandado pra lá há muito tempo.

– É o que dizem né mãe? Pra tudo há sua hora. Eu não me arrependo de absolutamente nada que fiz durante toda a minha vida, nem mesmo de ter namorado aquele idiota do Jacob ou confiado na traíra da Jane, porque tudo isso fez eu enxergar muito melhor e dar muito mais valor às coisas que estavam na minha frente, mas eu não podia ver, porque estava cega por um mundo no qual eu não pertencia, com pessoas que não me pertenciam. Agora eu sinto que estou exatamente onde deveria estar, e eu não trocaria a minha vida pela de ninguém. – Eu disse convicta.

– Eu estou tão orgulhosa da mulher que está se tornando, seja lá quem for o responsável por isso, eu agradeço eternamente. – Ela disse me abraçando forte e eu retribuí.

Então nós ficamos paradas, olhando para Edward e Charlie que conversavam felizes e risonhos, enquanto observavam os patos.

– É um gatinho! – Disse minha mãe.

– Quem? – Perguntei.

– Edward.

– Oh, sim, é verdade. – Eu disse olhando para ele admirada.

– Acho que vou trocar Charlie por ele. Uma versão mais nova e melhorada.

– Põe melhorada nisso né? – Eu disse com os olhos arregalados e minha mãe deu um tapa fraco em meu braço, me fazendo sorrir.

– Mas a senhora pode ir sossegando o facho com o seu caipira porque esse aí já tem dona.

– Ah é? – Perguntou com um sorriso malicioso nos lábios. – E posso saber quem é?

Me levantei, ignorando sua pergunta e indo até eles. Sem me importar com absolutamente nada, abracei Edward por trás, que se assustou com meu ato, mas não se esquivou, muito pelo contrário, ele se virou me abraçando de lado, era muito bom poder ficar assim com ele, porque aí podia sentir seu cheiro que eu juro que reconheceria em qualquer lugar desse mundo.

– Hum. – Disse Charlie com um sorriso malicioso. – Acho que agora estou entendendo o motivo de você quase ter me chamado de cunhado.

Logo depois minha mãe chegou o abraçando por trás, assim como eu fiz com Edward, só que Charlie virou para abraçá-la também e recebê-la com um selinho demorado.

– É namoro ou amizade isso daí? – Minha mãe perguntou para nós.

– Os dois. – Respondi e Edward me olhou com os olhos arregalados.

– Eu sabia! – Ela disse sorrindo. – Agora é a minha vez. Quais são suas intenções com a minha filha? Meu cunhado ou genro, chame como preferir.

Edward deu um leve sorriso e olhou para baixo sem graça.

– As mesmas que as do Charlie. É basicamente isso.

– Hum. E o pai dela sabe disso?

– Não. – Respondi.

– Carlisle não gosta muito de descobrir as coisas sozinho hein. – Alertou. – É bom que contem logo.

– Ele não vai deixar. – Eu disse olhando para o chão, meio cabisbaixa. – Me disse isso com todas as letras. Só que tudo trabalhado em uma situação hipotética, porque eu jamais diria a verdade assim, sem saber direito qual é sua reação.

– Carlisle nunca soube se impor em nada. Ainda que ele não deixe, depois aceita. Pode acreditar em mim, foram 2 anos de amizade, 4 de namoro e 12 de casamento, eu o conheço como a palma da minha mão.

– Tomara que seja assim mesmo.

Nós comemos por ali mesmo e conversamos mais até pouco antes de escurecer, quando já era hora de Edward e eu irmos para não sairmos pelas ruas do Brooklyn à noite, já que era perigoso. No entanto hoje era a nossa primeira noite no hotel, apenas nós dois, sem absolutamente ninguém para nos atrapalhar, é claro que isso não ia prestar!

Notas finais
Oi gente! E aí? Gostaram? Muita gente já estava desconfiada que o Charlie era o namorado da Reneé. Vocês acertaram! E essa velhinha no avião? kkkkk O pior é que existe muita gente assim mesmo! ¬¬ Queria dizer também que senti falta de alguns comentários nesse cap, então quer dizer que vocês só comentam se eu responder? Maldade com a autora tão esforçada que vos fala. Custa nada né gente? Vamos lá, comentem e eu leio tudo! Dedinhos trabalhando! Ah, só tenho uma coisa para dizer sobre o próximo... Bem quente!