O Cowboy

19 Passado sombrio


Notas iniciais
Hey galera! Como estão? Felizes por me ver aqui. Esse carnaval compensou hein, porque ganharam três posts essa semana! Enfim, quero agradecer à Leticiadm9 pela linda recomendação, amei cada palavra flor! Enfim, boa leitura galera e sintam-se à vontade para entrar no meu grupinho anti-Victória.
Ah, quem deixar um comentário em anônimo no blog em qualquer postagem e dizer qual é o nome do Nyah, eu agradeço aqui nas notas iniciais.
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No dia seguinte eu acordei cedo como de costume, me arrumei com uma roupa qualquer, comi biscoito com leite na cozinha e fui para fora ansiosa para ver o Cowboy, a final hoje ele ia trabalhar comigo, era até legal trabalhar com o pessoal, mas eu gostava muito da companhia dele. Quando fui para o lado de fora, lá estava ele com um enorme sorriso no rosto e montado em Trovão.

— Sabia que ele não quis comer durante a semana inteira? – Perguntei enquanto subia em sua garupa.

— Eu notei que ele emagreceu, mas pensei que vocês tivessem esquecido de alimentar o meu fiel escudeiro.

— Nós demos comida aos animais, mas todos pareciam tristes e nenhum deles comeu como costuma comer, eles sentiram sua falta.

— Eu também senti muita falta deles.

Não demoramos para chegar e começar nosso trabalho, era engraçado, mas Edward nunca tentava nada durante o dia, ele me tratava como uma colega de trabalho e só. Ele era um bom profissional, mas de hoje à noite ele não me escapava

Quando caiu a noite e nós já tínhamos terminado o serviço, eu fui para casa e tomei um bom banho, depois me vesti para me encontrar com o Cowboy. Assim que cheguei lá estava ele, me esperando. Nós fomos ao estábulo e pegamos Trovão e Hercules. Nós fomos cavalgando em silêncio até a montanha bem alta onde demos o nosso primeiro beijo. Amarramos os cavalos em um tronco de árvore e eu fiquei parada, apenas admirando a vista. Edward veio por trás de mim e me puxou para um beijo intenso e avassalador. Nada nesse mundo se comparava aos seus maravilhosos beijos com gosto de hortelã. Seus braços abraçavam minha cintura possessivamente me erguendo um pouco do chão, enquanto minhas mãos estavam em sua nuca, assim que terminamos de nos beijar ele mordeu meu lábio inferior e depois me deu outro beijo intenso.

— Eu preciso falar com você. – Eu disse com meu rosto a centímetros do seu e sem muita força de vontade para isso.

— Sobre o que? – Perguntou.

Me libertei de seus braços e me sentei embaixo da árvore esperando que ele também viesse, não demorou muito e ele já estava ao meu lado.

— Eu não sei se é uma boa eu tocar nesse assunto, mas eu simplesmente não consigo tirar isso da cabeça.

— O que?

— Quem é Victória?

Edward imediatamente ficou desconfortável e olhando para baixo, como quem realmente não estivesse de boa em falar sobre o assunto, mas mesmo assim eu insistiria, caso contrário eu não conseguiria ficar totalmente em paz.

— Isso importa?

— Sim.

— Por quê?

— Porque estou insegura em relação a ela. E eu não gosto de me sentir assim por ninguém.

— Você não precisa se sentir assim. Pode ter certeza.

— Você a ama? – Perguntei direta.

— Não. – Disse imediatamente. – Ela é a pessoa que eu mais odeio nesse mundo.

— Por quê?

— Quer mesmo saber toda essa história?

— Sim, eu quero.

— Eu a conheci há seis anos, quando vim morar aqui. Eu nunca fui muito de me apegar a mulher nenhuma, porque nenhuma chegou a me encher os olhos ou algo assim, só que ela era diferente, não era só bonita, ela era simpática, tratava todo mundo bem, tinha personalidade, coisa que me atrai demais em uma mulher, ela também gostava de mim, nós nos encontrávamos ocasionalmente e não demorou muito pra eu me apaixonar, então nós começamos a namorar, quase um ano depois ela engravidou e veio morar aqui na fazenda comigo. Tyler, o nosso filho, nasceu com problemas respiratórios, então achamos melhor ela ficar na mansão com a Esme e as empregadas, porque elas eram mulheres e já foram mães, então saberiam como lidar com o bebê. E com a Victória morando em outra casa, enquanto eu cuidava da fazenda durante o dia e ia pra faculdade durante à noite, nós não nos víamos direito quando eu chegava em casa, era basicamente eu chegar, ir ver ao bebê e ela, ficar lá por uma ou duas horas e ir para casa, a não ser aos fins de semana que assim que eu largava do trabalho, passava o resto da noite com ela e o nosso filho, só que nós mal tínhamos tempo pra ficar juntos mesmo sabe? Namorar um pouco. E isso estava deixando ela louca, eu também queria que ficássemos juntos mais vezes, mas compreendia que tudo aquilo era pelo nosso filho, e os meses foram se passando assim, ela acreditava que eu a traia por estar aceitando toda a situação tão bem, mas não era isso, eu só tratava o meu filho como prioridade, diferente dela e então, um dia depois dele ter completado um ano, quando eu cheguei da faculdade... – Edward fez um pausa e respirou fundo por um instante. – Eles estavam arrasados, porque o meu filho tinha falecido, segundo a Victória, por não conseguir respirar enquanto dormia, só que não foi bem assim.

— O que aconteceu? – Perguntei com o cenho franzido.

— Ela o matou sufocado com um travesseiro. – Ele disse com os olhos marejados.

— Mas como você sabe que foi ela?

— A Esme tinha reparado umas manchas roxas pelo corpinho dele, então ela colocou uma câmera no quarto do bebê, sem ninguém saber pouco antes da Victória matá-lo, a câmera filmou tudo.

— Mas o que vocês fizeram quando souberam que foi ela quem fez essa brutalidade?

— Carlisle e Esme viram o vídeo antes de mim e antes de fazerem qualquer coisa contra a Victória, me mostraram tudo, de primeira eu fiquei perplexo, sem nenhuma reação, porque eu estava tão mal pela morte dele, que parecia um verdadeiro zumbi, e quando a fixa realmente caiu, eu quis imediatamente ir até onde ela estava e matá-la com as minhas próprias mãos, só que graças a Deus eles me impediram, disseram que se eu encostasse em um fio de cabelo dela, ia me complicar com a polícia. Então eu deixei que a Esme e o Carlisle resolvessem as coisas enquanto eu apenas sofria, desde que soube que foi ela quem fez aquilo com o meu filho, eu nunca mais a vi, porque eu sabia que se visse, eu a mataria.

— Mas onde ela está agora?

— Na prisão. E lá vai ficar por mais de cinquenta anos.

— Nossa Edward, eu me sinto tão mal por isso. Eu realmente não entendo o que leva a uma mãe fazer isso com o próprio filho.

— Mãe não, ela nunca foi mãe do Tyler. Ela foi apenas a mulher que o colocou no mundo, só isso.

— Já faz quanto tempo que isso aconteceu?

— Quase quatro anos

— Como você tocou a vida depois de tudo isso?

— Eu amo demais a minha família, justamente porque devo muito a eles. Estiveram ao meu lado quando eu mais precisei, foram tipo, o meu porto seguro depois do que aconteceu, porque eu estava em uma depressão profunda, no ano que ele se foi, eu tranquei a matrícula da faculdade e fiquei um ano sem estudar, eu ficava na fazenda cuidando dos animais e chorando todas as noites, me perguntando o porquê. – As lágrimas desciam por seu rosto enquanto ele falava. – Não tinha motivo pra ela fazer aquilo, ele era só uma criança e era a nossa criança, o nosso filho. – Edward passou a mão no rosto e já soluçava de tanto chorar.

Foi então que eu senti que tinha que protegê-lo como eu nunca havia protegido ninguém em toda essa minha curta vida. Ele estava realmente mal e foi naquele momento que percebi o quanto aquilo doía em mim, como se aquela ferida que estava aberta em seu coração, também fosse minha, como se faltasse um pedaço de mim que não poderia ser colocado no lugar enquanto ele não estivesse bem, talvez isso fosse o amor, não é? Você ver na dor da pessoa, a sua própria dor. Era isso, o tempo inteiro, eu amava Edward, e esse sentimento que eu vinha procurando por anos nos braços errados estava aí, claro como água bem a minha frente e eu burra como sempre, não percebi. Era naquela hora que aquele ditadinho clichê se encaixava perfeitamente àquele momento, eu estava perdendo o meu diamante enquanto colecionava pedras.

Breath – Faith Hill

— Hei, não fica assim. – Eu disse o puxando para meus braços. Edward deitou a cabeça em meus seios, enquanto eu acariciava seu rosto e cabelo, na intenção de vê-lo melhor. – Ele está em um bom lugar agora. Juntinho com o senhor, abençoando a sua vida e todos os seus passos.

— É pensar nisso que faz com que eu consiga me levantar todo santo dia e continuar vivendo. – Disse enquanto abraçava minha cintura e fechava os olhos, se permitindo descansar sobre meu corpo, como se agora mais do que tudo, eu fosse seu alicerce. – Eu prometi a mim mesmo que jamais permitiria que alguém entrasse na minha vida, por medo de que essa pessoa acabasse com tudo e destruísse o que restava de mim, foi então que você apareceu. Eu jurei a mim mesmo que jamais te deixaria me conquistar e que no máximo a gente se divertiria um pouco e daqui a três meses você iria embora enquanto eu voltaria pra minha vida normal, mas agora as coisas me soam tão diferentes. Você trouxe algo completamente diferente, que eu não estava esperando. Você trouxe felicidade pra esse cowboy infeliz e sozinho, desde que o meu filho se foi eu nunca mais soube o que era dar um sorriso de verdade, espontâneo, e quando estou com você eu faço isso direto, eu não me sinto mais triste o tempo inteiro ou sozinho, na verdade eu me sinto muito completo quando estou contigo. Não tinha percebido nada disso, mas essa semana longe de você fez com que eu pensasse em tudo com mais clareza, e eu simplesmente não posso te deixar ir. Eu sei que lá é onde sua mãe está e que você sente falta da sua popularidade, mas o seu lugar é aqui, ao meu lado, eu tenho que acreditar nisso, porque qualquer verdade que te mantenha longe de mim, dói demais, eu não posso suportar mais essa perda. Eu estou completamente apaixonado por você Bella e não é como qualquer outra coisa que eu tenha sentido, é como se cada segundo longe de você, fosse um segundo sem ar. Pode soar ridículo ou qualquer coisa assim, mas é a forma como eu me sinto.

— Hei. – Eu disse enquanto segurava seu rosto e o erguia, até seus olhos vermelhos de tanto chorar encontrassem os meus que também liberavam muitas lágrimas por todas as suas palavras que traduziam perfeitamente os meus sentimentos por ele também. – Eu sinto exatamente o mesmo em relação a você, e não é qualquer coisa, não é só uma paixãozinha adolescente, é algo mais forte do que muitas pessoas já puderam experimentar durante toda uma vida e isso não pode simplesmente ser desperdiçado por qualquer outra coisa. Eu não sei o que eu vou fazer, mas uma coisa é certa, eu não vou te deixar. Eu sei que você já sofreu demais com alguém que te fez acreditar em família e amor sem nem mesmo saber o significado disso, mas eu não sou assim, só preciso que você acredite nos meus sentimentos e no que eu te digo. Você vai me dar essa chance? Vai acreditar na sua Abelhinha?

— Vou. Eu não apenas acredito, como eu confio em você.

Foi então que imediatamente puxei seu rosto em direção ao meu e o beijei como nunca havia beijado antes, não foi um beijo arrebatador e fervoroso, mas sim calmo, que passava puro sentimento e companheirismo, como nos filmes de romance, um beijo perfeito e paciente. Assim que terminamos ele continuou com o rosto erguido para cima, encarando o meu, mas me abraçou ainda mais forte e eu fiz o mesmo levando meus lábios de volta para os dele com urgência.

Nós ficamos nesse jogo incessante de beijos e mais beijos onde ninguém sairia perdendo de forma alguma até que já era hora de irmos embora.

— Mas já? – Ele perguntou. – Ainda são nove horas, é muito cedo, vamos ficar mais um pouco.

— Não Edward, eu tenho que ir pra casa. Combinei com o meu pai que o procuraria para tocar piano pra ele hoje à noite.

— Espera, tem duas coisas nessa última frase que eu quero falar sobre.

— O que?

— “Meu pai”? Desde quando você chama o Carlisle assim?

— Desde o dia em que conversei com ele sobre tudo que vinha me incomodando durante anos. Agora somos amiguinhos de novo. – Eu disse sorrindo.

— Nossa, isso me deixa muito feliz, sério mesmo. – Disse Edward parecendo empolgado com a notícia. – Mas e o lance de tocar piano?

— É, eu toco piano, teclado e violão.

— Sério?

— Sim, por que o espanto?

— Minha mãe tocava piano pra mim quando eu era criança, ela parecia um anjo quando tocava, era realmente lindo. Quando ela se foi eu ficava olhando pro piano e chorava demais. Eu gosto de ver pessoas tocando, porque me lembra ela e me dá uma grande paz de espírito, eu acho que é a forma dela se comunicar comigo, não sei, só sei que eu sempre me sinto muito bem quando vejo alguém tocando.

— Qualquer dia eu toco pra você.

— Tudo bem.

— Agora vamos, antes que o Carlisle resolva me procurar.

— Vamos.

Edward e eu pegamos nossos cavalos e voltamos para nossas casas, ele não me deixou na porta de casa como costumava porque Esme já estava desconfiando, e não seria nada legal se ela visse Edward me trazendo para casa, assim que chegamos ao local aonde ele ia me deixar de hoje em diante, Edward me puxou para seus braços e me beijou com tanta intensidade que eu mal sabia como ainda estava em pé.

— Boa noite minha Abelhinha.

— Boa noite meu Cowboy. – E pela primeira vez eu dizia isso, sem qualquer medo ou insegurança e me sentia imensamente feliz por isso.

Notas finais
Um recadinho pra quem lê "A filha do reitor" Cheguei moída da faetec ontem e não estava em condições de escrever, estou postando essa aqui direto porque já estava escrita, então a outra eu estou escrevendo agora e mais tarde eu posto OK? Não me matem. Comentem aqui e no blog
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