O Cowboy

40 O grande dia


Notas iniciais
Oi gente! Aqui estou eu, demorando de novo. A culpa é da UERJ, se alguém aqui vai fazer a prova sabe que vai ser dia 9 de junho, falta menos de um mês! Eu to pilhadona aqui kkkk. To estudando muito, por isso to demorando tanto pra postar. Só que tenho uma notícia boa pra vcs, esse não é o último cap, mas sim o penúltimo. Pelo que eu estava calculando, ia dar pra colocar tudo aqui, mas aí lembrei de outras coisas que eu queria que entrasse e sabia que se compactasse tudo em um único capítulo, não ficaria legal, então eu achei preferível dividir à dar um final desmerecido à fic. Bom, é basicamente isso, espero que gostem do capítulo e nos vemos lá embaixo!

Edward e eu íamos nos casar. Agora só faltava decidir a data. Tarefa nada fácil inclusive já que eu queria algo bonito só que sem gastar muita grana, já que mesmo Edward ganhando um bom salário na clínica veterinária na qual trabalha, ainda não é o suficiente para pagar um casamento muito grandioso, ainda mais em cima da hora. Então achamos melhor pensar um pouco para tentar chegar a alguma conclusão.

— Pretende mesmo se casar? – Meu pai me perguntou enquanto brincava com Mel na sala de estar de sua casa. Com certeza era comigo que ele estava falando já que de adultos só havíamos nós dois.

— Pretendo sim. Só não sei quando.

— Por que não?

— Pai, há muito tempo que não sou mais rica. Minhas atitudes não dependem mais só da minha vontade.

— Conheço o Edward e tenho certeza que ele não vai deixar que eu pague tudo, mesmo isso não fazendo nenhuma diferença no meu orçamento. Mas se vocês quiserem, eu posso ajudá-los a pagar.

— Eu não sei... – Eu disse meio sem graça de recusar. Ele parecia estar sendo sincero em sua oferta, mas mesmo assim, esse tempo vivendo com Edward me ensinou a viver com o que é meu e eu estava gostando muito de viver assim. – Posso conversar com o Edward, mas não creio que ele vá aceitar.

— Ao menos tente. Eu sei que você acha que eu não dou a mínima e tudo mais. Mas tudo que eu fiz, foi pensando no seu bem estar. Aceitei você ter seguido seu caminho da forma que melhor julgava e ainda estou aqui. Sempre estarei Bella, porque acima de todo mundo, está você, e agora a minha neta também. Nunca duvide disto.

— Depois da nossa conversa de reconciliação de todos os anos nos quais estivemos longe. Eu nunca mais duvidei dos seus sentimentos. Nós tivemos conflitos apenas porque a sua visão do que era melhor para mim era diferente da minha.

— Sim, eu entendo. Mas não fique com raiva de mim, tudo bem? Não sou uma má pessoa apesar de tudo, não é Mel? – Perguntou olhando para a pequena que o encarava com os olhos arregalados e ao perceber que olhávamos para ela começou a gargalhar lindamente. – Viu? Esse sorrisão lindo é uma confirmação que o vovô é o máximo. Bate aí! – Disse erguendo a mão e ela levou sua mãozinha até a dele, não para bater, mas para pegar e ambos rimos.

— É a minha menininha! – Eu disse sorrindo e a admirando.

Quando cheguei em casa felicidade foi a minha ao constatar que o senhor Felix havia chego. Era sempre uma festa quando ele vinha passar muito tempo na fazenda. Sua companhia era muito agradável.

— Como vai a minha gatinha? – Perguntou Assim que Edward, Mel e eu entramos. Ele se referia a Mel, que ele viu há três meses quando veio passar o fim de semana na fazenda.

— Mas que menininha mais linda ela está ficando! – Disse sorrindo e chegando perto dela. – Posso pegá-la papai? – Perguntou para Edward que a segurava.

— Pode. – Disse Edward tentando entregá-la para Felix, mas ela segurou o pescoço do pai e não queria soltar de maneira alguma. – Vai com ele Mel. Tá tudo bem amor. – Disse docemente e eu sorri.

— Tudo bem Edward. – Disse senhor Felix ao perceber que ela estava prestes a chorar por ter que sair dos braços do pai.

— Ela é assim mesmo. – Eu disse. – Com o Edward, comigo e com o meu pai. É praticamente impossível qualquer outra pessoa ficar com ela quando um de nós três estamos por perto.

— Eu vou passar três meses aqui. Mais cedo ou mais tarde a pequenina se acostuma. – Disse simpático. – Entrem.

Nós entramos e fomos até a sala, onde sentamos no sofá junto com ele.

— Me digam. Como vai a vida de vocês?

— Muito bem. – Edward disse sorrindo. – Estou conseguindo conciliar muito bem os serviços da fazenda com os da clínica.

— Eu dei graças a Deus por você conseguir este emprego de meio período, assim não precisou me abandonar. – Disse sorrindo.

— Eu também dou graças a Deus. Não queria sair daqui.

— Que tal vocês me acompanharem no jantar? – Perguntou.

— Eu já fiz a janta lá em casa. – Eu disse. – E está fresquinha. Não é melhor o senhor ir jantar conosco?

— Pode ser também. – Disse imediatamente. – Vou tomar um banho e já bato lá.

— Tudo bem. – Disse Edward. – Estamos esperando.

Nós fomos para casa e assim que o senhor Felix chegou nós começamos a conversar com ele sobre como andava tudo na nossa vida e entre uma conversa e outra comentamos sobre o casamento. Na mesma hora ele disse que queria pagar a nossa lua de mel em Cancun, lugar onde eu havia comentado que queria ir novamente qualquer dia. Nós insistimos que não seria necessário, mas o senhor Felix estava irredutível, dizendo que nós pagaríamos o casamento e ele a Lua de mel. Edward não aceitou, mas eu estava vendo que o senhor Felix não desistiria nem tão cedo.

Depois de muita conversa, Edward e eu optamos por esperar, até que tivéssemos dinheiro o suficiente para realizar o nosso casamento. E assim fizemos. Todo mês guardávamos uma boa quantia no banco para pegarmos mais pra frente. Senhor Felix não desistiu de nos dar a Lua de mel e Edward já estava quase cedendo. Afinal, estava na cara que o velhinho não desistiria.

Um ano se passou e nós já tínhamos uma boa grana. Nós queríamos nos casar na fazenda de Carlisle que era um lugar simbólico para Edward e eu, já que foi onde nos conhecemos, além de ser maior e consequentemente mais cômodo para os convidados. Então esse já era um custo a menos. Tivemos que nos preocupar apenas com a decoração e o Buffet. E com Melissa é claro. Ela já falava algumas coisas, mas apenas palavras desconexas. Aos onze meses ela começou a andar, então com um ano e meio nem preciso dizer o quanto ela já não corria não é mesmo? Eu já estava com os nervos à flor da pele com toda essa coisa de casamento. Eu queria que tudo saísse perfeito, mas ao mesmo tempo não queria tirar os olhos da minha pentelha nem por um segundo, afinal eu a conheço e sei que qualquer deslize já é um motivo para ela correr para longe e aprontar. Carlisle e Esme estavam me ajudando muito. Eram segundos pais da minha pequena. Já Rosalie e Alice estavam me ajudando com os preparativos.

Senhor Felix não esperou a resposta de Edward sobre a Lua de Mel em Cancun, e se apressou em tirar as passagens e contratar um pacote de duas semanas lá, com direito a hotel, café da manhã, almoço e janta. Eu adorei o presente. Pra mim realmente não poderia ter sido melhor. Minha única preocupação era Melissa, Edward e eu decidimos levá-la, já que tínhamos direito de levar uma criança com até cinco anos de idade. Mas é claro que Esme e Carlisle reprovaram nossa decisão.Dizendo que a Lua de Mel era para curtirmos um ao outro, e que com certeza manteriam Melissa viva durante duas semanas. Ainda estávamos um pouco receosos, mas resolvemos aceitar, afinal Mel era muito apegada a Carlisle, com certeza ficaria feliz enquanto o vovô estivesse por perto.

As semanas até o casamento passaram voando. Ainda mais com tanta coisa a ser feita. Fiz questão de convidar todos da cidade, exceto Tânia, que apesar de não nos dirigir mais a palavra desde que tentou me matar, ainda não era alguém que eu quisesse no meu casamento.

De repente eu estava me arrumando a poucas horas de um dos momentos mais importantes da minha vida, perdendo apenas para o nascimento de Melissa. Eu estava em um misto de felicidade, nervosismo, ansiedade, expectativa, mais felicidade, tudo misturado.

— Calma Bella. – Disse Rose. – Você está uma pilha de nervos. Vai dar tudo certo.

— Eu sei, só que mesmo assim estou nervosa, não dá pra controlar.

— Mantenha a calma e vai dar tudo certo. – Disse Alice. – Não tem porque se preocupar tanto.

— É. Eu vou tentar me acalmar. – Eu disse respirando fundo. Mas me lembrando de outro motivo para preocupação – Cadê a Mel?

— Tá com o Carlisle. – Disse Rosalie como se fosse a coisa mais normal do mundo. E era, mas não hoje, porque ela também tinha que se arrumar.

— Ela tem que começar a se arrumar também. O casamento é daqui duas horas.

— A Renée disse que vai arrumá-la. – Alice disse. – Fique calma, na hora da cerimônia ela estará pronta.

— Concentre-se em você. – Disse Rose. – A Mel está com o vovô, a vovó e a titia.

Tentei relaxar pela milésima vez e deixei que Rose e Alice cuidassem de mim. Alice estava com um ótimo faro para coisas boas, já que estava indo para o quarto período de moda. Não levei fé alguma nela nesse quesito assim que a conheci, mas hoje vejo que estava completamente enganada em relação a sua capacidade.

Esme e minha mãe ficaram pra lá e pra cá, divididas em espionar como eu estava ficando, arrumarem Melissa e se arrumarem.

Quando deu a hora e eu já estava pronta, não havia mais ninguém por perto, afinal, o casamento já era pra ter começado, então fui para fora e lá estava Hércules, me esperando para que fôssemos à cerimônia. Montei em sua garupa e comecei a cavalgar, a cerimônia não estava longe da mansão, então não demorei muito para chegar, e todos me esperavam, inclusive ele, meu futuro marido, que me olhou com uma linda expressão de pura felicidade.

Com o sorriso maior que o rosto desci de Hércules , o entregando ao rapaz contratado para levá-lo de volta para o estábulo e então todos ficaram de pé para recepcionar a minha entrada.

Carlisle me esperava no início do tapete de pétalas de rosa brancas que ia até o altar. E me ofereceu o braço, no qual eu imediatamente segurei com um grande sorriso.

Os músicos começaram a soar a marcha nupcial e nós caminhamos lentamente até o altar, onde o homem mais lindo e perfeito deste mundo me esperava, homem esse que ainda que não fosse o mais rico, o mais habilidoso com esportes urbanos ou até mesmo tecnologias. Era perfeito para mim, com o seu sorriso cativante, seu dom com os animais, seu enorme coração e caráter, sua forma de pensar e agir. Nem vou mencionar a beleza e o desempenho sexual para não ser julgada como superficial, mas ambos eram definitivamente quesitos a se considerar.

Conforme íamos chegando ao altar, a vontade de chorar pela forte emoção de estar vivenciando aquilo tudo foi me tomando, mas não o suficiente para que eu permitisse que as lágrimas caíssem, mas estavam todas acumuladas em meus olhos, com certeza.

Assim que chegamos ao lado de Edward, Carlisle sussurrou para Edward algo como “Continue cuidando bem dela” e ele assentiu prontamente. Em seguida meu pai foi para o lado de minha mãe e então todos se sentaram novamente, enquanto Edward e eu nos ajoelhamos para que o padre começasse a cerimônia.

O padre começou a falar coisas sobre o casamento e no que ele consistia. Até que finalmente chegou a parte mais esperada: Os nossos votos e a entrada da nossa princesinha.

Mel começou a caminhar pelo tapete de pétalas, no início um pouco tímida e sem saber ao certo para onde ir, e então nos viu no altar abrindo um grande sorriso. Edward parecia um bobão rindo para ela e eu não devia estar muito diferente. Só que ela estava de fato bastante confusa. Então resolvi chamá-la.

— Vem pra mamãe amor. – Eu disse abrindo os braços para ela que estava com a almofadinha onde estavam as alianças em mãos.

Mel começou a andar rapidamente, quase correndo, só não o fazia para não derrubar o que carregava, mas era evidente o quanto ela queria correr até nós dois.

Assim que chegou veio para meus braços abertos e eu a abracei com ternura.

— Muito bem! – Elogiei.

Mel me entregou a almofadinha e em seguida abraçou Edward, por fim indo para os braços de Carlisle. Dei para Edward a almofadinha e ele retirou a minha aliança de lá, começando seus votos e a colocando em meu dedo em seguida. Então todas as lágrimas que eu tanto segurei vieram com força total, ao ver que aquela era a prova da nossa união, e não era um sonho, estava realmente acontecendo! Edward também não resistiu muito e as primeiras lágrimas desceram fracas por seu rosto ao me ver emocionada. Comecei meus votos e sua pose de noivo durão foi pelo ralo, ele também se emocionou lindamente e eu sorri para ele enquanto colocava a aliança em seu dedo.

Assinamos toda a papelada que de fato nos tornaria marido e mulher não somente perante à igreja, mas também perante à lei e fomos junto com os convidados para a parte da fazenda onde a festa estava preparada.

Todos começaram a se ajeitar e nós recepcionamos a todos os convidados, Edward ia em uns e eu em outros, até que ambos tivéssemos passado por todas as mesas. Depois que todos foram recepcionados, nós fizemos a primeira dança como marido e mulher, eu estava com a cabeça deitada em seu ombro e com os olhos fechados, repousando uma de minhas mãos sobre seu peito.

— Tudo está da forma na qual você esperava? – Edward perguntou.

— Não. Tudo está infinitamente melhor. – Respondi com um leve sorriso nos lábios.

— Eu também estou gostando muito. Principalmente disso. – Disse tocando o meu dedo no qual estava a aliança. – Não sabe o quanto é especial te ter oficialmente toda pra mim, como a minha esposa, de papel passado, poder finalmente te chamar de Senhora Cullen.

— Sim, agora eu sou a Senhora Cullen. – Eu disse sorrindo já gostando da ideia. – Esposa do homem mais incrível deste mundo. Nunca me senti tão completa como estou agora. Mãe, esposa. Agora só falta uma coisa pra eu me tornar a mulher que eu sonho em ser.

— Qual?

— Profissional. Eu sei que tudo ficou em uma ordem meio trocada, mas eu coloquei as coisas em uma escala de importância.

— É claro que nada seria normal com a minha Abelhinha. – Disse sorrindo e eu o acompanhei. – Mas nós vamos providenciar isso assim que voltarmos da Lua de Mel, tá bom? Você vai ser uma mulher realizada por completo, senhora Cullen.

— Eu te amo. – Eu disse o encarando. – Eu sei que já te disse isso muitas vezes, mas nunca me parece o suficiente, acho que eu fico tentando mostrar em palavras todo esse amor que fica transbordando dentro de mim e...

— Shhh. – Ele disse colocando o indicador sobre minha boca, fazendo com que eu me calasse. – Eu também te amo, e não existe frase no mundo que se compare com esta saindo da sua boca, então pode dizer quantas vezes quiser o quanto me ama.

— Olha que serão muitas hein. – Eu disse sorrindo.

— Eu posso perfeitamente lidar com todas elas. – Disse se aproximando e finalmente me beijando, fazendo com que eu me derretesse toda em seus braços.

Depois da dança, Edward e eu nos sentamos, Mel ficou no colo dele, abraçada em seu pescoço, enquanto o pessoal da família e os amigos começaram a fazer seus votos, porém de todos o que mais me chamou a atenção foi o último, do meu pai.

— Bom, eu tenho tanto a dizer que nem sei direito por onde começar. – Disse respirando fundo e todos riram. – Eu sei que cometi muitos erros no passado e infelizmente não tenho como mudar tudo, no entanto quando olho para trás, imagino que nada sairia tão bem se eu modificasse qualquer coisa. Não quero me dar os méritos de absolutamente nada, até mesmo porque seria uma grande mentira minha dizer que sou o causador de tudo que está acontecendo aqui, porém eu sou a prova viva de que até mesmo os nossos erros podem acarretar em acertos de outras pessoas ou até mesmo nossos, mais pra frente. A minha estúpida decisão de permitir que a Bella ficasse tantos anos sem me visitar aqui no Texas, fez ela vir depois de adulta e fazer com que o Edward a visse com olhos diferentes. E por outro lado, a minha resistência em permitir que eles ficassem juntos depois de conflitos com coisas que eu acreditava serem as corretas a serem seguidas, fez com que eles resolvessem antecipar esse presente tão especial não apenas na vida deles, mas também na da família inteira, que é a minha neta, Melissa. Mas o que eu realmente quero dizer, é que ao mesmo tempo que eu me arrependo de muitas das minhas atitudes passadas, eu não queria voltar e mudar absolutamente nada, porque eu gosto muito do rumo que vida da minha filha tomou. Por mais que eu pensasse que o caminho certo era só o que eu julgava ser, eu vi que existem sim, outras possibilidades e caminhos que podem ser seguidos que dão certo. Porque o que a gente leva dessa vida, são as coisas que vivemos, as experiências que tivemos o prazer de vivenciar, as pessoas que ainda que por pouco tempo, nos fizeram bem, e o tempo que passamos com aqueles que amamos. Eu amo a minha filha, a minha neta, e por mais que isso não seja comum, o meu genro e cunhado. Então o que eu mais desejo nesse mundo é que os três sejam imensamente felizes, não importa como ou em qual circunstância, contanto que vocês permaneçam juntos e felizes, o casamento e a união de vocês vai dar certo, vai durar e se Deus quiser, se eternizar. Um brinde.

E então levantamos as taças para ele. Que veio até a minha mesa e me estendeu a mão em um convite para dançar. Dei minha mão para ele e nós fomos até a pista de dança.

— Eu já disse como está excepcionalmente linda esta noite? – Meu pai perguntou.

— Não. – Eu disse sorrindo enquanto dançávamos.

— Pois então eu digo, está excepcionalmente linda esta noite. – Disse sorrindo. Era uma sensação realmente muito satisfatória olhar para meu pai e ver tamanha felicidade em seus olhos. Ele não estava fingindo o qualquer coisa assim, era como se eu pudesse ver no fundo de sua alma o quanto um grande passo como esse em minha vida, representava algo muito importante para ele também.

— Engraçado, a gente aqui dançando, você de terno, eu com um vestido branco, é como um baile de debutante. – Eu disse sonhadora. – Tão lindo. Pena que eu não tive o meu.

— Por que não?

— É melhor a gente não ficar entrando nesse assunto. – Eu disse cortando para não deixá-lo sem graça nem nada disso.

— Pode falar filha.

— Pai...

— Foi por minha causa, não é? – Perguntou numa boa e eu apenas assenti com a cabeça. – Mas por quê? Você poderia ter feito sua festa sem mim, ou na pior das hipóteses ter me convidado. – Disse sorrindo.

— Eu não quis festa porque todas as minhas amigas dançavam a valsa com o pai delas e tal, e eu não me senti à vontade para dar uma festa de 15 anos sem um pai pra dançar a valsa. Agora te chamar? E dar o braço a torcer? Carlisle, por favor né? Até parece que não conhece a filha que tem.

— Verdade. – Disse sorrindo. – O que acha de dançarmos a sua valsa agora? Nunca é tarde para se ter 15 anos.

— Ah claro, no dia do meu casamento. – Eu disse sorrindo.

— E qual é o problema? Você continua sendo a minha menininha.

— Nesse caso, acho que lhe permito a honra desta valsa. – Eu disse e ele sorriu.

— Só um momento. – Ele disse se libertando de meus braços que o envolviam na dança e foi até o DJ. Para a minha surpresa Carlisle pegou o microfone. – Eu queria pedir a atenção de todos, para a valsa de debutante quatro anos e meio atrasada que dançarei com a minha filha, obrigado.

Eu sorri e Carlisle também. Ele voltou em seguida e ao fundo começou a tocar a valsa Vozes da primavera, de Strauss, e todos nos olhavam, mas eu não me importava.

Carlisle tomou minha mão e nós começamos a dançar levemente pela pista de dança, e não é que o meu pai dançava muito bem? Acho que já sei a quem puxei, já que minha mãe era uma verdadeira derrota no quesito dança. Ele me rodava pelo salão em passos elaborados que não fugiam da proposta de valsa e eu acompanhava tudo como se já tivéssemos passado a coreografia antes. No final todos aplaudiram e nós nos abraçamos.

Toda a festa foi regada de muita música e dança. Rosie e eu nos acabamos na pista de dança. A noite inteira, eu até rasguei meu vestido, mas quem disse que me importei? Nada disso, no final da festa eu já estava até descalça.

Edward também dançou muito, mas se ele estava pensando que teria sossego quando chegássemos em casa, estava imensamente enganado. Hoje a noite prometia!

Notas finais
Oie! Gostaram? Eu adorei kkkkkk. Eu não tenho muita coisa a dizer aqui, só que fiz o álbum de casamento da Bella, segue o link:

http://mariacarolinefanfics.blogspot.com.br/2013/05/casamento-da-bella-e-do-edward-o-cowboy.html

Não deixem de ver hein!
Ah, se vocês estão gostando não deixem de recomendar, a fic tá no finalzinho, se recomendarem nesse eu ainda vou agradecer nas próximas notas, depois disso não vai mais rolar já que não vai ter mais atualização. Até mais!