O Cowboy
41 A melhor vida que se pode ter
Notas iniciais
Eram duas da tarde do dia seguinte do nosso casamento e faltavam apenas trinta minutos para o início do nosso vôo. Toda a família estava lá para se despedir. Melissa não saiu de meu colo nem mesmo por um segundo. Edward até tentou pegá-la, mas eu não deixei.
– Deixa eu by Text-Enhance\">segurar a minha filha, por favor? – Edward disse manhoso.
– Não. – Respondi sem me comover.
– Ah, para. – Disse fazendo bico. – Filha, vem com o papai. – Abriu os braços e Mel sorriu abrindo os braços para ele.
– Não acredito! Ela prefere você? – Perguntei incrédula. – Se essa é a sua vontade... – Então a entreguei para Edward e ela o abraçou.
– Também né Bella? – Disse Rose. – Já está há mais de duas horas com a garota no colo.
– Gente. – Disse Esme. – Vocês vão que horas? Já estão anunciando o embarque.
– É mesmo. Vamos Edward. – Eu disse ao lembrar da hora.
– Vamos. – Respondeu.
Edward deu um beijinho na testa de Melissa e sussurrou um “Papai te ama”. Me aproximei dos dois e beijei o rostinho da minha pequena.
– Mamãe vai ligar todo dia. – Comuniquei. Como se ela fosse responder... – Te amo.
Dei um abraço em Mel e em seguida Edward a entregou para Carlisle. Nos despedimos de todos e em seguida fomos até o avião. Nos acomodando em nossos acentos rapidamente.
Ao mesmo tempo em que eu estava louca para ir, eu também estava receosa, já que Mel ficaria, eram duas semanas e eu sabia o quanto ela era louca por mim e por Edward. Por mais que esse tempo a sós em Cancun com Edward tivesse tudo para ser simplesmente perfeito, eu sempre ficaria preocupada com ela.
– Também estou receoso em passar duas semanas longe dela. – Edward disse como se tivesse certeza do que se passava pela minha cabeça. E não é que ele acertou?
– É. – Respondi. – Agora não somos apenas nós dois. Não importa o que aconteça, sempre vamos estar preocupados enquanto ela não estiver conosco.
– Verdade. – Edward disse sorrindo e em seguida segurou minha mão, depositando um beijo carinhoso. – Mas o importante agora é curtir Cancun. Eu sei que no fundo vamos continuar preocupados com a Mel, mas merecemos essas duas semanas para nós dois e vamos aproveitá-la ao máximo.
– Com certeza. – Me aproximei e o beijei ternamente. – As lembranças da nossa Lua de Mel serão as melhores. Eu te garanto.
– É isso que eu gosto de ouvir. – Disse sorrindo.
O vôo em si foi tranquilo, exceto pela aeromoça bonitona que não parava de se insinuar para Edward, mas rapidinho eu dei um jeito, com a minha nada fofa forma de by Text-Enhance\">tratar pessoas que eu não ia com a cara. Edward se divertia com as minhas pequenas demonstrações de ciúmes, OK, talvez nem tão pequenas assim.
Ao chegarmos em Cancun pegamos um táxi até o nosso hotel que por ser de frente para a praia, era um pouco longe do aeroporto. Então quando chegamos já era tarde. Nós não estávamos cansados, mas não nos arriscaríamos sair em um lugar desconhecido, com um idioma diferente do nosso, em plena madrugada. Porém eu tinha ideias melhores a serem realizadas e era pra já!
Assim que entramos no quarto, pulei em seu colo e ele me imprensou na parede, massacrando seus lábios nos meus e nós fomos andando até a enorme cama do luxuoso hotel que senhor Felix fez questão de pagar, o mais caro de Cancun! Fazia tempo que eu não esbanjava de tanto requinte.
Assim que Edward me deitou na cama, ele começou a tirar toda a minha roupa e eu a dele. Num piscar de olhos já estávamos nus e eu segurava seus cabelos sedosos entre meus dedos enquanto ele beijava furiosamente meus lábios com seu corpo sobre o meu.
– Minha esposa... – Sussurrou contra meus lábios, fazendo com que eu estremecesse.
– Meu marido... – Sussurrei de volta.
Novamente nos beijamos, só que desta vez um beijo lento e sensual, sua língua entrava e saía da minha boca, em movimentos muito sexuais, me deixando cada vez mais louca de tesão e completa entrega.
– Agora vai ser assim. – Ele disse descendo os lábios pelo meu pescoço. – Eu e você... Para sempre.
– Para todo o sempre!
Edward sorriu e foi trilhando beijos quentes e deliciosos pela minha barriga, até chegar ao meu ponto mais sensível, fazendo com que eu arfasse de prazer e ansiedade. Seus dentes davam leves mordidas em meu clitóris, trazendo o prazer gradativamente. E então, como se já não bastasse ele introduziu um de seus dedos em minha intimidade, estocando devagar e em seguida introduziu o segundo, movimentando sua mão mais rápido. O prazer era grande e eu estava gostando muito, mas estava ainda mais ansiosa para o que viria depois.
– Edward... – Murmurei tentando puxar uma voz que simplesmente não queria sair de minha garganta. – Por favor.
– O que você quer? – Perguntou sem desvencilhar os dedos de minha intimidade. – Fala.
– Vo... Você! – Sussurrei.
Imediatamente Edward deslizou seu corpo por cima do meu, fazendo com que nossos sexos roçassem, me deixando ainda mais aflita pelo que viria a seguir. Ele se apoiou na cama com um dos braços enquanto olhava para baixo e segurava seu membro, dando leves batidinhas em minha vagina, em seguida direcionando-o em minha entrada encharcada e finalmente me penetrando, bem devagar, me torturando ainda mais. Quando já estava totalmente dentro de mim, Edward começou a se movimentar, chocando seus quadris contra os meus, aumentando cada vez mais o ritmo e fazendo nossas peles se chocarem com força. Eu gemia alto e sem pudor, e ele também não ficava muito atrás, forçava meus quadris ainda mais contra os seus na tola intenção de tentar ir ainda mais fundo. Quando estávamos quase no ápice, Edward se sentou, me levando junto com ele, cruzei minhas pernas em torno de seu corpo e uni nossos lábios enquanto quicava em seu colo e ele apertava minha bunda ferozmente, me guiando pela sua deliciosa extensão. Quando senti que ele já estava quase chegando lá, comecei a massagear meu clitóris para vir junto com ele, e nós gozamos juntos, em uma das melhores sensações do universo.
Acordei tarde, e não era pra menos, já que fui dormi de madrugada, e ainda por cima depois de uma viagem internacional e um sexo delicioso. Mas Edward já estava acordado, deitado ao meu lado, olhando diretamente para mim, com um sorriso bobo nos lábios.
– Por favor não me diz que estava me observando. – Eu disse tapando o rosto.
– Por que não posso te observar? – Perguntou sorrindo.
– Porque eu estou horrível.
– Não. – Disse bem humorado, puxando meus pulsos e fazendo com que eu destapasse meu rosto. – Pra mim você é linda de qualquer jeito. A mais linda desse mundo inteiro. Até quando acorda.
– Deixa de ser mentiroso, e para de olhar para mim.
– Eu já cansei de te ver dormindo. – Disse sorrindo. – Parece uma anjinha, a minha anjinha.
Sorri para ele e o abracei, dando um leve selinho em seus lábios, em seguida levantei e saí correndo até o banheiro. Fui até o boxe e liguei o chuveiro moderno, ajustando a temperatura ideal e em seguida entrei nele, me molhando por inteiro, com os olhos fechados e sorrindo. Eu estava imensamente feliz pelas duas semanas de puro amor que teria pela frente com o meu marido. Por mais que eu já estivesse praticamente casada com Edward antes de oficializarmos a nossa união, parecia que tudo era diferente agora, já que não estamos casados apenas aos olhos humanos, mas também aos da lei e aos de Deus, tem coisa mais bonita que essa?
Ouvi um barulho vindo da porta e sorri ao ver Edward entrando.
– Posso tomar banho também? – Perguntou.
– Claro que pode. – Respondi prontamente. – Vem.
Edward entrou no boxe e me abraçou, entrando na ducha morna também. Nem preciso dizer o quão proveitoso foi o banho, não é?
Depois do nosso café da manhã no restaurante do hotel, nós fomos até a praia, que ficava de frente para o nosso quarto, aproveitamos muito o dia, andando de Jet ski, lancha, e nadando feito duas crianças quando vão à praia.
À noite fomos a um restaurante famoso por lá, que segundo o pessoal que passava por lá, preparava tacos deliciosos. O restaurante era bem animado e tinha uma banda que tocava bolero em um pequeno palco que ficava de frente para a pista de dança onde alguns casais dançavam.
– Vamos? – Perguntei.
– Hum... Não sei. Eu nunca dancei bolero.
– Nem eu. – Disse sorrindo.
– Então o que a gente vai fazer lá?
– Ah Edward, vamos. Não deve ser tão difícil.
Ele suspirou derrotado e levantou, direcionando a mão para mim, eu a segurei e nós fomos até a pista de dança, inicialmente parados, eu observava como o casal mais habilidoso dançava, e pelo visto ele também, em geral os movimentos eram marcados, variando apenas em alguns passos mais livres que davam um charme a mais, eu podia fazer aquilo. A música que tocava anteriormente terminou e em seguida começou uma bem conhecida, e bem oportuna também, La barca. Olhei para Edward e ele também parecia pronto, então nós começamos a dançar, eu estava confiante, mas o senti meio tímido, mas aos poucos foi ganhando confiança. Nossos movimentos foram ficando cada vez mais precisos, já que o bolero tem todo aquele jogo de pernas e de olhares. Até nos arriscávamos em passos mais elaborados e sempre dava certo, porém bom mesmo era quando nossos olhares estavam fixos um no outro, eu sentia a energia que pairava sobre nós dois e não era pouca coisa. Assim que a música terminou nós nos abraçamos e nos beijamos, porém sem sair da pista, já esperando pela próxima.
Todos os outros dias nós fazíamos coisas diferentes, baladas, restaurantes de frutos do mar, passeio de lancha para visitar as cavernas, e até mergulho no fundo do mar! Fora todas as lembrancinhas que compramos para todos, as milhões de fotos que tiramos e os pratos diferentes que comemos, também os lugares inusitados nos quais transamos, mas esta parte nós não contaríamos à família. Ligávamos todos os dias para saber como Mel estava, Carlisle disse que ela chamava pela “Mama” e pelo “Papa” muitas vezes ao dia e até chorava, mas que na maior parte do tempo ela brincava e dormia, me garantiu que não precisávamos nos preocupar porque estava tudo perfeitamente bem e que ela estava sendo muito mimada por todos na mansão.
E num piscar de olhos já era o dia de irmos embora. Porém eu não escolheria permanecer por mais tempo, nós já vimos todas as atrações turísticas de Cancun, algumas até repetimos por falta de opções, eu já tinha pegado um bronze incrível com tantos dias de praia, não havia nada que eu quisesse mais do que ver a minha pequena e era evidente que Edward queria o mesmo.
Pegamos o avião completamente satisfeitos e ansiosos para chegar ao nosso lar, com a nossa filha, o resto da nossa família e amigos.
Assim que chegamos fomos recepcionados com muita atenção e carinho por todos, Mel estava no colo de Carlisle e assim que nos viu abriu um grande sorriso e começou a se agitar, para que ele a colocasse no chão, ele o fez e imediatamente ela veio correndo para os meus braços. Eu a abracei forte, a tirando do chão e a enchi de beijos, fazendo com que ela desse aquela linda risada que deixava qualquer um encantado.
– Mama! – Disse feliz enquanto segurava meu rosto entre suas mãozinhas. Mel se aproximou e depositou um beijinho na ponta do meu nariz e em seguida olhou para Edward esticando os braços para ele. – Papa! Papa!
Eu sorri e a entreguei para ele, que a recebeu de braços abertos, literalmente. Edward a pegou no colo, a abraçando forte e beijando também, era lindo ver o quanto Mel já nos amava também, era claro o quanto ela estava feliz com a nossa volta, seus olhinhos brilhantes e seu sorriso largo mostravam isso. Nós fomos para a mansão de Carlisle, com plena consciência de que teríamos um grande questionário sobre como foram as últimas duas semanas pela frente. Mas a felicidade era tão grande, que não víamos nenhum problema em contar tudo.
Assim que voltamos da Lua de Mel, eu comecei a investir na minha próxima meta: Ser uma profissional em algo que me atraísse, já que a única exigência de Edward foi que eu escolhesse algo que gostasse, sem visar o dinheiro, porque nós já vivíamos muito bem, e o que eu ganhasse seria apenas um complemento, ou se eu quisesse, apenas para gastar comigo e com Melissa. Eu não queria ficar longe de Melissa em nenhum momento até que ela completasse dois anos. Ainda faltavam cinco meses, então durante esse tempo eu pesquisei muito na internet sobre várias profissões, antes eu estava interessada na engenharia civil, mas ao pesquisar mais a fundo sobre esta e outras profissões, percebi que eu me encaixava muito melhor no perfil de direito. Ao ler cruamente sobre o que eu veria durante todo o curso, eu achei muito interessante e a vontade de saber mais profundamente sobre tudo aquilo veio com força, foi então que percebi que era ali que eu deveria estar, era aquela carreira que eu queria seguir.
Depois do aniversário de dois anos de Mel, e o meu de vinte, esperei mais dois meses, até que fosse janeiro, então me matriculei em direito na faculdade do Texas. O meu curso era à noite, e motivado pela minha volta aos estudos, Edward resolveu fazer uma pós graduação em “Animais de grande porte” que era o que ele realmente gostava de fazer. A pós também era na faculdade que eu, Alice, Rose, Jasper e Emmet estudávamos, eles faziam de manhã, mas assim que souberam que nós começaríamos a estudar lá à noite por causa do trabalho do Edward, mudaram para de noite também, e os intervalos eram juntos, então nós sempre ficávamos conversando e às vezes até íamos para algum restaurante ou barzinho depois das aulas. Mel ficava na fazenda, brincando com Carlisle até às dez horas, quando Edward e eu passávamos lá para pegá-la.
Carlisle ficou imensamente feliz com a notícia, já que não esperava que eu fosse fazer qualquer coisa depois de casada, ainda mais com Edward ganhando bem. Minha mãe também só faltou soltar fogos de artifício pelo telefone quando informei que estava na faculdade.
Seis anos se passaram. Sim, seis anos. Tanta coisa aconteceu neste período de tempo. Começando pelo senhor Felix, que infelizmente, faleceu. Poucas foram as vezes que vi Edward chorando, mas essa foi uma, eu também nem tentei me fazer de forte, e chorei muito. Mel já tinha cinco anos na época e entendeu o que estava acontecendo, aquela foi uma época muito difícil, mas ele fez um testamento antes de ir, nos deixou a fazenda e metade de todo o seu dinheiro. A casa da Flórida e a outra metade do dinheiro ficou para seu filho único que mora lá. Era muito dinheiro, mas Edward resolveu investir metade em duas clínicas veterinárias de primeira categoria, com tudo do bom e do melhor para animais de grande porte, uma na nossa cidade e outra no centro do Texas. Comprou caminhões que suportavam cargas vivas para transportar os animais das fazendas até a clínica caso fosse necessário. A outra metade da fortuna, nós guardamos no banco para algum investimento futuro. Edward trabalhava na da nossa cidade, mas toda semana visitava a do Texas para ver se estava tudo OK. Rose fez administração e Jasper computação gráfica, então Edward deu emprego para os dois na clínica. Alice conseguiu um emprego como design de roupas em uma cidade próxima a nossa, e Emmet fez uma pós, agora era cardiologista do hospital da cidade. Alice e Jasper casaram e tiveram dois, Henry e Vincent, que estavam três e dois anos, respectivamente. Emmet e Rose como o casal furacão que eram só foram morar juntos e ainda nem pensavam em filhos, porém todo o amor que não davam para algum filho só deles, eles davam para os sobrinhos, amavam dar presentes e chamar para que passassem o dia na casa deles ou para passear, eram tios muito legais. E eu? Bom, o delegado da cidade se aposentou no ano que eu terminei a faculdade, eu prestei o concurso e passei. Agora eu era a delegada! Mel estudava e fazia balé. Ela era tão parecida comigo tanto na personalidade quanto nos gostos, que chegava a assustar. Ela estava com oito anos, e desde os quatro anos, sentia muita falta de alguém para brincar, mas nós sabíamos que se eu engravidasse agora, Mel continuaria sozinha durante a infância já que o bebê seria bem mais novo que ela. Então resolvemos adotar. E conseguimos. Adotamos Sarah que tinha cinco aninhos, enquanto Mel tinha seis. Ela também era muito parecida comigo e com Mel, parecia que já fazia parte da nossa família há muito tempo. Elas eram unha e carne, brigavam de vez em quando, é claro. Mas sempre se resolviam no final. Edward e eu tratávamos ambas igualmente, e com o tempo elas realmente eram iguais aos nossos olhos. Amávamos Sarah incondicionalmente, assim como amávamos Mel. As duas saíam da escola e iam direto para a clínica de Edward, ou para a mansão de Carlisle que adorava ser visitado pelas netas. Elas nunca vinham ao meu trabalho para passar o dia porque eu não queria que os detidos que aparecessem por aqui vissem minhas filhas, por uma questão de segurança mesmo. Minha mãe ainda estava viajando pelo mundo com Charlie, eles apareciam ocasionalmente e as crianças eram loucas por eles dois. Também né? Eram o casal mais animado da família! Quanto à Tyler, bom, Edward, Mel, Sarinha e eu íamos visitá-lo sempre. Ele também era da família, ainda que não estivesse mais entre nós.
Era véspera de natal e a festa ia ser na mansão de Carlisle. Alice, Rose, Esme, minha mãe e eu estávamos arrumando tudo para a ceia, enquanto Edward, Jasper e Charlie compravam as bebidas e com certeza enrolariam o bastante para não chegar e ter o que fazer. Emmet estava trabalhando, já que ele trabalhava por escala e Carlisle ficou para olhar as crianças, quer dizer, olhava Henry e Vincent, já que Mel e Sarinha corriam pela casa.
– Pai! – Gritei de cima da escada na qual eu estava para pendurar os arranjos.
– Oi? – Perguntou.
– Dá pra você chamar a Mel e a Sarinha? Elas não param de correr pela casa.
– Ah mãe, qual é o problema de a gente correr pela casa? – Perguntou Sarinha.
– Vocês vão acabar se machucando, ou derrubando as coisas da decoração da ceia.
– Mas mãe, a gente tá brincando de pique. – Disse Mel como se fosse a coisa mais importante do mundo.
– Vocês me ouviram. – Eu disse autoritária.
– Mas mãe... – É! Como eu disse, Mel era parecida comigo em todos os aspectos, todos mesmo, inclusive a teimosia.
– Melissa, se teimar comigo vai ficar de castigo. As duas pra sala, já! – Ordenei.
Sarinha virou cabisbaixa, já Mel suspirou bem alto, irritada por não ter saído da forma dela e saiu batendo o pé.
– Marra não vai te levar a lugar algum, hein mocinha. – Eu disse alto.
Continuei com meus arranjos e então senti uma tonteira estranha, e me desequilibrei, quase caindo da escada, a sorte foi que consegui me segurar na ponta da escada a tempo.
– Bella? – Rose perguntou de baixo, onde segurava a escada junto com Alice. – Está tudo bem?
– Eu fiquei tonta de repente. – Eu disse me segurando firme vendo tudo rodar.
– Vem cá. – Disse Alice erguendo as mãos e Rose fez o mesmo. – Segura na gente e desce.
Segurei firme nas mãos delas e desci devagar da escada.
– Vou buscar um copo de água com açúcar. – Disse Esme que estava arrumando a mesa junto com minha mãe.
Esme correu para a cozinha e minha mãe veio para o meu lado.
– Acho que eu estou com labirintite. – Eu disse com uma das mãos na testa e fechando os olhos para espantar a tontura.
Esme me entregou o copo d’água e eu bebi todo.
– Tá se sentindo melhor? – Minha mãe perguntou?
– Mais ou menos.
– Vem. – Disse Esme. – Vamos pro quarto, aí você deita e descansa um pouco.
– Tudo bem.
Esme me levou até um dos vários quartos da mansão e eu me deitei para descansar, mas eu não estava legal mesmo, tanto que até vomitei. Eu definitivamente não queria passar o meu natal assim, então pedi para que Carlisle me levasse ao hospital enquanto elas aprontavam tudo, mas minha mãe fez questão de vir. Melissa e Sarah também queriam vir, mas eu não deixei, hospital não era lugar para criança, elas ficaram chorando, mas mesmo assim, não as deixei ir. Esme ficou olhando as duas e os filhos de Alice, enquanto Alice e Rose preparavam tudo. Assim que chegamos no hospital, preenchemos a ficha e eu fui atendida. A médica fez os exames e eu teria que esperar uma hora até que saísse o resultado de tudo. Hora essa que passou como anos, eu estava ansiosa, afinal não devia ser apenas uma simples virose, porque se fosse eu já teria sido liberada. Emmet estava sem clientes, então veio ficar um pouco com a gente e nós ficamos conversando, porém ele foi embora antes do meu resultado. Então finalmente a enfermeira saiu. Fui até ela que sorria para mim.
– Meus parabéns delegada. – Ela disse simpática. – A senhora vai ser mamãe.
– O que?! – Perguntei com os olhos arregalados.
– Isso mesmo, a senhora está grávida!
– Meu Deus! – Disse minha mãe feliz. – Vou ganhar mais um netinho ou netinha! Que presentão de Natal!
Minha mãe veio até mim e me abraçou carinhosamente.
– Mais um! – Disse meu pai parecendo feliz também. – Mais um netinho pra eu paparicar!
– Gente... – Eu disse ainda incrédula. – Mas que coisa... Inesperada e maravilhosa!
– Sim. Vamos encontrar o Edward e contar pra ele. – Disse meu pai.
– Não, eu vou contar hoje à noite, não só pra ele, mas para todos.
– Tudo bem. – Disse meu pai. – Guardaremos segredo.
– Sim. – Disse minha mãe. – Nossa boca é um túmulo.
Voltamos para a mansão e eu disse às meninas que era só uma virose. E os preparativos continuaram, eu fiquei na sala assistindo TV com Carlisle e as crianças enquanto elas arrumavam tudo. Jasper, Edward e Charlie chegaram quando já era quase noite.
– Posso saber o que os bonitões estavam fazendo? – Perguntei.
– Não nos mate. – Disse Edward. – Nós fomos no bar do Marcus e ficamos jogando sinuca.
– Beberam? – Alice perguntou.
– Não. – Jasper garantiu.
– Nós estamos guardando o nosso apetite alcoólico para mais tarde. – Disse Charlie levando as cervejas para a cozinha.
– Elas não vão gelar a tempo. – Eu disse.
– Já compramos gelada pirralha. – Disse Charlie. Pra ele era mais fácil chamar uma mulher de vinte e seis anos de “pirralha” do que aceitar que na verdade era ele quem estava ficando velho.
A noite passou rápido. Emmet chegou às oito e as meninas dançaram com Charlie, mas eu não o fiz, estava nervosa demais e também não sabia se seria bom para o bebê. Edward não saia do meu lado, o que me deixava ainda mais nervosa, já que eu estava fazendo um esforço enorme para não contar a ele antes da meia noite.
– Tá tudo bem amor? – Perguntou enquanto me abraçava por trás e beijava meu pescoço.
– Tá sim. – Respondi.
– Não tá não. Você está estranha.
– É impressão sua.
– Aconteceu alguma coisa que você não quer que eu saiba? – Perguntou calmamente. – Com as meninas? No trabalho?
– Não. Tá tudo bem.
– Tá bom. Acho que tem alguém te TPM então, vou respeitar o seu espaço. – Disse calmamente, como se falasse como uma filha adolescente que quer ir a uma festa que não pode. Ri alto com este pensamento, imaginando como seria quando Sarinha, Mel e agora o bebê que estava aqui dentro crescessem e passassem por esta fase.
– O que? – Perguntou confuso.
– Nada demais. Só estou aqui pensando como vai ser quando a Mel e a Sarinha entrarem na adolescência e começarem a frequentar festas de adolescentes, arrumarem namoradinhos.
– Vamos mudar de assunto? – Perguntou incomodado e eu ri ainda mais.
– Para com isso Edward.
– Eu tenho certeza que esses “namoradinhos” vão pensar bem antes de ir falar com a mãe delegada delas.
– Se forem bons rapazes não há pelo que temer.
– Ah, então você vai deixar assim, de bom grado?
– Claro, proibir é sempre pior Edward.
– Bella, Edward, corram aqui. – Disse Rose agitada. – A chamada do jornal disse que vai transmitir uma declaração polêmica do Jake.
– Jake? – Perguntei imaginando se era realmente quem eu estava pensando. – Jacob Black? Meu ex, jogador de basquete do Lakers?
– Ele mesmo, vem ver.
– Vamos. – Eu disse a Edward e nós fomos até a sala onde todos já estavam sentados para assistir a tal entrevista.
O jornal transmitiu todas as coisas que tinha na programação, fazendo a chamada a cada intervalo, até que no final, a tal declaração começou e Jake apareceu na tela. Fisicamente ele permanecia basicamente a mesma coisa que era na época que namoramos. Só estava um pouco mais forte, mas para mim isso não era novidade, já que ele sempre aparecia quando os Lakers jogavam.
– Boa noite. Tá todo mundo pensando que eu vou me aposentar, mas não é isso gente, calma. – Disse sorrindo. – O que eu tenho a dizer é infelizmente um assunto muito delicado, hoje em dia nem tanto, mas ainda é. Eu sei que durante todos esses anos eu venho sido visto com todas essas mulheres e nada sério, mas não adianta esconder, eu sempre soube que essa minha dificuldade de me apegar a alguém tinha que ser relacionada a alguma coisa e eu finalmente descobri aonde está o “x” da questão. Bom, sem mais delongas, o que eu tenho a dizer é que estou namorando.
– Nossa, meus parabéns! – Disse um dos entrevistadores. – Mas era só isso que você tinha a dizer?
– Não, eu também quero dizer com quem estou namorando.
– E quem é?
– O meu agente. – Disse calmamente.
– A sua agente?
– Não. O meu agente. Um homem. Eu sou gay e eu estou feliz como nunca estive em toda a minha vida. – Arregalei os olhos imediatamente e minha boca quase foi ao chão. Então Jacob Black. O maior garanhão da escola na verdade era... Uma flor?
– Meu Deus! – Disse Rose impressionada.
Edward começou a gargalhar e eu não pude deixar de fazer o mesmo.
– Ih Bells. – Disse Emmet. – Acho que quando ele vinha aqui pra tentar te separar do Edward, na verdade ele tava querendo era te tomar o Cowboy hein.
– Também to achando. – Eu disse rindo.
– Gente, falta um minuto para o Natal. – Minha mãe avisou.
Nós fomos para a varanda e quando deu meia noite, começamos a desejar um feliz natal para todos e distribuir os presentes, Henry, Vincent, Sarah e Melissa fizeram a festa com todos os brinquedos que ganharam, e depois que todo o frisson de finalmente ser natal passou, pedi a atenção de todos, respirei fundo e comecei a falar, olhando diretamente para Edward, que parecia confuso e eu diria até que um pouco preocupado.
– Bom, eu não sei bem como começar, mas primeiramente o que eu tenho a dizer é que estou muito feliz por ter uma família dessa, com cada membro tão importante e querido como todos vocês são e a verdade é que a gente sempre acha que está preparado para tudo, no entanto a verdade é que não, nós não estamos preparados para todas as coisas que o futuro nos reserva. E eu definitivamente não estava preparada para o que ele me reservou. – Agora Edward parecia em pânico, será que ele estava pensando que eu estava com alguma doença terminal ou algo assim? Era melhor eu falar logo o que era.– E eu não pensei que ficaria tão feliz com esse presente que Deus me deu. – E sem mais delongas levei minha mão até a barriga, fazendo com que todos olhassem e imediatamente entendessem. – É isso aí gente, o presente de fim de ano que eu tenho pra todos nós é esse. A família vai aumentar!
E então todos comemoraram, vindo até mim e me abraçando. Edward permaneceu em seu lugar com a expressão séria e se há um segundo atrás eu estava imensamente feliz, agora estava imensamente triste, ele não gostou da notícia, uma notícia que devia ser algo maravilhoso para nós dois não era boa para ele. Assim que terminei de falar com todos fui até ele que permanecia sério.
– Edward, você não gostou da notícia? – Perguntei com o coração na mão.
– Não. – Disse imediatamente. – Eu não gostei da notícia.
– Mas eu achei que...
– Achou errado, porque eu amei a notícia! – E então sua expressão mudou da água para o vinho. Edward abriu um grande sorriso e parecia imensamente feliz. – Eu vou ser pai de novo!
E então me abraçou, me erguendo do chão e dando um beijo intenso em meus lábios. O abracei com força, sentindo minha felicidade voltar com tudo!
– Eu te amo... – Sussurrou contra meus lábios. – Muito obrigado por me dar esta família maravilhosa que a gente tem.
– Eu também te amo, infinitamente. Obrigada por tudo.
Nós fomos de mãos dadas até a beira do grande lago da fazenda de Carlisle e Edward me puxou para um abraço forte.
– Será que vai ser menino, ou será que vai ser menina?
– Ou quem sabe gêmeos? Dois meninos, duas meninas ou um casal.
– Bem que podiam ser dois meninões, né? – Perguntou sorrindo.
– Quem sabe?
– Não importa, quem vier, será muito bem recebido.
– Com certeza. – Eu disse olhando para ele e fazendo biquinho.
Edward sorriu de canto e me beijou, um beijo calmo e intenso, que passava perfeitamente tudo que ele sentia, o mais puro amor e admiração.
Eu definitivamente podia dizer que eu estava completa, ainda que nós não tivéssemos recebido todo o dinheiro do senhor Félix, eu ainda seria a mulher mais feliz deste mundo, porque eu tinha lindas filhas que me amavam, parentes e amigos que eram companheiros de verdade e o melhor marido deste mundo, o meu Cowboy.
Notas finais
http://mariacarolinefanfics.blogspot.com.br/2013/05/cancun-o-cowboy-capitulo-41.html
Agora indo para o clima de final, acabou mesmo gente! Eu estou com o coração na mão aqui por chegar no fim desta fic que representou algo tão bom pra mim, que foi me aproximar ainda mais de vocês, conhecer pessoas novas e ver o quanto vocês sabem ser maravilhosas quando aprovam alguma coisa. Eu quero dizer a todas, independente de qualquer coisa que vocês são incríveis e agradecer MUITO por não me abandonarem, ou melhor, não abandonarem "O Cowboy". Agradeço a todas que comentaram e recomendaram, por cada palavrinha de incentivo que me dava cada vez mais força para continuar. E eu queria, se não for pedir demais, que vocês deixassem um último, ainda que fosse o único, comentário aqui, não precisa ter vergonha por isso, é tudo que eu peço. só pra ter uma noção de quem chegou até aqui junto comigo, ainda que anonimamente. E quem quiser recomendar também, será muito bem aceito. Vou responder à todas nos reviews ok?
E pra quem estiver interessado na minha nova fic, segue o link:
http://fanfiction.com.br/historia/370285/Etica_Do_Amor/
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