O Cowboy
27 O dia do estresse
Notas iniciais
A noite passou arrastada, afinal eu só sabia me perguntar qual era a da Esme, porque ela nunca gostou de mim, era muito estranho ela insistir em manter segredo sobre Edward e eu, claro que mesmo ela dizendo que não era apenas por isso, nada me tirava da cabeça que era apenas por causa do irmão que ela não nos dedurava, afinal a chance de Carlisle demiti-lo era grande, e se Edward fosse demitido, automaticamente estaria sem casa também, então Esme, como sua irmã, não podia aceitar tal coisa.
No dia seguinte Edward e eu trabalhamos normalmente, eu queria muito que ele me tratasse como sua namorada no trabalho, mas não, ele insistia em manter todo esse lado profissional entre a gente durante o expediente e não me direcionava uma frase que não envolvesse algo relacionado a animais, ovos, leite, plantação e afins.
Na hora do almoço, Esme nos tratou normalmente, e Carlisle parecia o mesmo, conversando alegremente com todos, inclusive com Edward e eu, sinal de que Esme realmente não tinha contado nada a ele. O que me deixava mais tranquila.
— Carl. – Disse Alice num tom pidão.
— Fale Alice. – Ele disse já esperando algo.
— A Bella pode largar uma hora mais cedo do trabalho hoje pra ir comigo e a Rose na cidade?
— Pra que vocês vão à cidade?
— Pra comprar as roupas pra nossa apresentação na festa da cidade nesse domingo.
— Por mim ela pode, mas vocês tem que pedir ao Edward, é ele que sabe o que tem pra fazer.
Então Alice e Rose olharam ansiosas para Edward, com dois pares de olhos intimidantes e pidões, acho que se ele dissesse não elas o obrigariam a voltar atrás.
— Tudo bem. – Respondeu. – Antes dela chegar eu me virava sozinho, não tem problema algum.
— Eba! – Disse Alice empolgada.
— Só tome cuidado com esse seu ex. – Disse Carlisle olhando para mim.
— Pode deixar. – Respondi.
Depois do almoço, escovei os dentes e fui até à arvore na qual Edward deitava embaixo para descansar todos os dias e me deitei ao seu lado, só que sem sequer encostar nele, para o caso de Carlisle ver. Fui acordada por Edward me chamando para ir trabalhar, nós fomos e percebi que ele não estava muito satisfeito com essa coisa de eu sair com as meninas, eu queria perguntar o motivo, mas acho que se era ele quem estava incomodado com algo, era ele quem deveria se expressar, não eu ficar perguntando o que houve, só que essa curiosidade estava me matando e quando deu o horário de eu ir com as meninas acabei perguntando.
— Qual é o problema? – Perguntei.
— Não queria você andando pela cidade sozinha enquanto esse cara está lá, não confio nele. – Disse sério.
— Não vou estar sozinha, as meninas também vão.
— Como se elas pudessem assustá-lo de alguma forma.
— A Rose já quebrou o braço de um menino que nos espiava enquanto trocávamos de roupa no vestiário após o treino. Ela é muito forte. – Tudo bem que Jake era campeão regional de Muay thai, e ninguém se metia a besta com ele, só que Edward não precisava saber disso.
— Pode até ser, só que eu ainda não me sinto seguro.
— Para de besteira. – Eu disse o abraçando. – O Jacob não vai fazer nada.
— Tá bom, mas sete horas te espero no haras hein, se você ainda não tiver chego da cidade, eu vou até lá e te busco.
— OK.
— Agora vai lá. Porque eu ainda tenho que terminar de regar às plantas.
— Tá bom, até mais tarde. – Eu disse dando um casto selinho em seus lábios.
— Até mais tarde. – Respondeu.
Fui até meu quarto e me arrumei rapidamente. Depois encontrei as meninas e nós fomos no jipe de Emmet até a cidade. Hoje era o dia de escolhermos as roupas que usaríamos, tinham que ser iguais, então a procura seria longa até um modelo ousado e sexy, sem ser vulgar e que agradasse e caísse bem em todas, não seria uma tarefa fácil, então em certo momento nos separamos, indo cada uma para uma loja para procurar.
— Nossa. A princesinha da Califórnia, fazendo compras em uma das lojinhas mais baratas de Hill Country. – Disse ironicamente aquela voz irritante que eu já conhecia, a rainha do milho.
— O que é garota? – Perguntei olhando para ela que estava com suas duas amigas/robôs sem personalidade, ao lado. – Eu faço compras onde bem quiser.
— Estou vendo. – Disse ainda naquele tom irritante de deboche.
— Estou apenas escolhendo a minha roupa para a festa da cidade nesse domingo. – Eu disse com um sorriso de canto bem diabólico, e sua cara de desespero foi impagável.
— Olha aqui garota. – Disse perdendo toda sua compostura, dando lugar à fúria. – Nem perca o seu tempo se inscrevendo para nada, porque tudo que eu concorro eu ganho, e você não vai tirar isso de mim!
— Se está tão segura assim de que vai ganhar tudo, por que se importa de eu participar? – Perguntei calmamente. – Deveria até torcer para que eu participasse para ter a chance de me ver por baixo. A não ser é claro que tenha medo de que eu te humilhe como fiz no Pump It Up naquele dia.
— Tá pensando que é quem? Sua vadiazinha de quinta. – Disse empurrando meus ombros com força, fazendo com que eu batesse as costas no armário que estava atrás de mim.
— Você precisou dar pro seu próprio primo pra ter uma chance com o Edward e a vadia sou eu? – Perguntei com uma das sobrancelhas erguidas.
— Ora sua...
— Sabia que eu não precisei de homem nenhum antes pra que ele tirasse de mim o que não aceitou tirar de você?
— Olha só, não sei se você já sabe, só que não importa quantas passem na vida dele, no final das contas, é sempre na minha cama que ele termina, e vai ser assim quando você for embora, pra você, esse lance que estão tendo pode até significar muito, mas pra ele, não passa de sexo fácil.
— Sexo fácil? – Perguntei gargalhando. – Querida, Edward e eu estamos namorando sério. – De repente os olhos de Tânia e até da sua corja ficaram maiores do que a cara. – Antes ele até podia correr atrás de você e agora sim, vamos usar o termo corretamente. Correr atrás de sexo fácil, porque é o que você proporciona a ele há anos, na tola esperança de que algum dia ele te apresente a todos como namorada, coisa ele fez comigo em menos de três meses. E agora, pode ir tirando o cavalinho da chuva, porque ele não precisa mais ir atrás dessas vadias da sua laia pra se satisfazer. Porque ele já tem a mim, e com base em todas as milhões de coisas que eu faço melhor do que você, não duvido nada de que sexo não esteja incluso. Então agora que ele acostumou com carne de primeira, acha mesmo que ele vai querer uma de terceira? Me poupe, né queridinha? – Eu disse da forma irônica que só eu sabia fazer.
— Eu vou acabar com você garota. – Ela disse furiosa me empurrando novamente com força contra o armário. – Vamos ver se o Edward ainda vai te querer quando estiver parecendo um alien. Meninas. – Ela chamou e rapidamente a corja se posicionou ao meu lado e cada uma segurou em um braço meu, e a vadia já estava pronta para me bater.
— O que tá rolando aqui? – Rose perguntou séria, chegando ao lado de Alice.
— Não se mete, mulher macho. – Disse Tânia para Rose, fazendo o meu sangue esquentar, ninguém ofendia a minha amiga e saia assim. Motivada pelo ódio mortal que estava sentindo da vadia loira a minha frente, me apoiei nas mãos firmes das duas idiotas que seguravam meus braços, tomei impulso e levantei minhas pernas com toda a minha força, atingindo o queixo da vadia...Ops, rainha do milho, com tudo, fazendo com que ela caísse no chão, se contorcendo de dor.
— Tânia! – Disseram as duas que me seguravam, me soltando e correndo até ela para ajudá-la.
Olhei para Rose e Alice, Alice estava com os olhos arregalados e as mãos na boca, suprindo a vontade de rir, enquanto Rose gargalhava deliberadamente.
— É isso aí amiga! – Ela disse erguendo a mão para mim e eu bati com tudo.
Olhei para Tânia que estava chorando e com a mão na boca que sangrava, foi então que ela abaixou mais a mão, e percebi que nela havia algo branco. Ai meus Deus! Era um dente!
— Meu Dente! – Gritou olhando para mim enfurecida. – Eu te mato garota! Você arrancou meu dente!
— E você chamou a minha amiga de mulher macho. Ainda me deve toda a arcada. – Eu disse erguendo uma sobrancelha.
— Qual dente? – Ela perguntou olhando para uma de suas amigas e mostrando todos os dentes, tentei comprimir a vontade de rir por ver qual era.
— Ih. – A menina disse. – É um dos dois da frente.
De repente a rainha do milho começou a gritar, muito alto, quase estourando meus tímpanos. E como eu não tinha paciência para escutar gritos que não fossem os meus, resolvi ir embora.
— Vamos meninas? – Perguntei a Rose e Alice.
— Vamos. – Responderam juntas.
— Espera, você vai pagar por isso. – Disse Tânia furiosa.
— Até domingo. – Eu disse a ignorando. – E que vença a melhor.
Rose, Alice e eu saímos e fomos até a loja ao lado para procurar as roupas, elas ficaram falando sobre o quão incrível foi o que eu fiz com Tânia, mas confesso que fiquei com pena, perder o dente da frente deve ser simplesmente horrível! Não tinha sido minha intenção, mas que na hora eu gostei justamente por estar cega de ódio, não nego que é verdade. Mas achamos ir embora e voltar outro dia, antes que aquela estúpida resolvesse encrencar ainda mais com a gente.
P.O.V. EDWARD
Tudo estava indo muito bem, nosso fim de semana em Nova Iorque foi incrível, ainda mais por finalmente acontecer a nossa primeira noite de amor, minha Abelhinha era simplesmente maravilhosa em tudo que fazia, é claro que nisso não seria diferente, e não foi, na verdade ela até surpreendeu minhas expectativas, mas como nem tudo são flores, desde que aquele maldito havia chegado, eu não tive mais um só segundo de paz completa, por medo do que ele pudesse fazer para a gente, ou do que ele pudesse fazer para ela. Eu queria apenas fugir dali, e levá-la junto, para algum lugar onde só houvesse nós dois, mas era impossível, e agora toda essa minha preocupação só aumentava, já que o tempo dela na fazenda estava terminando e a gente tinha que dar um jeito de continuar juntos. E então pra piorar o meu dia, quando eu tinha acabado de guardar as coisas do trabalho e já começava a ir para casa, ele apareceu.
— Oi. – Disse Jacob meio sem jeito.
— Oi. – Eu disse com cara e voz de poucos amigos.
— A Bella está?
— Não, mas ainda que estivesse, acho que ela já deixou bem claro que não quer nada com você.
— Ela quer, aquela garota me ama. Só anda meio chateada com algumas coisas que eu fiz, mas estou disposto a mostrar a ela que eu mudei. Vocês podem não acreditar, mas eu a amo, e não vou desistir dela. Esse tempo longe, só fez com que eu percebesse que a amo de verdade.
— Olha, é melhor você ficar longe da Bella. – Eu disse irritado. – Ela não te quer por perto.
— Vem cá. – Disse percebendo minha hostilidade. – Você está aqui para cumprir ordens. Então primeiramente, não chame a filha do seu patrão pelo apelido, até mesmo porque eu tenho certeza que a Bella nem te dá confiança pra isso. E outra, quando alguma visita chama, independente de quem seja, você tem o dever de comunicar ao seu patrão para que então ele decida se permite ou não a entrada desta visita. Então ponha-se no seu lugar, pare de discutir comigo e chame a Bella.
— Terminou? – Perguntei imune a sua tentativa medíocre de me humilhar.
— Sim. – Respondeu com o queixo erguido.
— Pois então saia agora daqui. Antes que eu resolva quebrar a sua cara.
— Ora, mas é muito abuso... – Disse indignado. – Carlisle sabe que o vaqueiro da fazenda trata as pessoas assim?
— Eu trabalho aqui sim, só que também sou cunhado do Carlisle, então pode parando com esse papo fajuto de que eu tenho que te tratar bem só porque é uma “visita”. E você não vai ver a Bella, porque ela não está e porque ela não quer nada com você. Fique bem longe dela, ou eu acabo com a sua raça. – Avisei.
— Ah que lindo! – Disse irônico. – Agora eu estou percebendo tudo. Não é que o vaqueiro bronco e burro gosta da princesa? – Então Jacob gargalhou, como se eu tivesse contado a piada do ano. Como ele percebeu que eu era apaixonado por Bella? Era tão óbvio assim? – Pelo amor de Deus, como é ridículo. Acha mesmo que tem naipe para possuir uma mulher como a Bella?
— Você fala como se ela fosse um objeto. – Eu disse irritado.
— Já que estamos sozinhos aqui e ninguém vai acreditar nas palavras de um peão mesmo, então vamos ser sinceros. As mulheres são objetos sim, são como carros. Eu de família rica, com um futuro brilhante ao lado dos Lakers pela frente, modéstia parte, sou um cara muito bonito, engraçado e bom de cama. Acha mesmo que eu vou perder o meu tempo com algum carro velho, acabado e que já passou por outras mãos? Não né? A mesma coisa serve para as minhas mulheres, claro, mulheres que eu posso chamar de namorada, porque essas piranhas que eu pego de vez em quando não contam, enfim, um cara como eu só namora top de linha, novinha, linda e virgem. – Eu juro que estava voltando todas as minhas forças para o meu cérebro, porque se deixassem elas irem para o meu corpo, já teria o acertado com um soco muito bem dado há muito tempo. Quem esse idiota pensava que era pra comparar a minha Abelhinha a um carro? – Ela vai ser minha e quando eu cansar, aí sim, entra um outro trouxa, de classe média metido a besta e fica com as minhas sobras, aí quando ele enjoar você entra na história, assumindo uma mulher velha, cheia de filhos, amargurada. Exatamente como os carros, um cara como você, não tem condições de ter um carro do ano, então fica com os velhos, que não tem mais utilidade alguma pra quem tem condições de ter um novo. Então pode ir tirando o cavalinho da chuva, porque o carro novo da vez é a Bella, e já faz quase dois anos, que eu venho esperando para comer aquela putinha, e não é você e nem ninguém que vai me impedir de fazer isso.
— Vou te ensinar a respeitar a mulher dos outros, seu filho da puta. – Eu disse cego de ódio.
— Ah é? Cai dentro então. Sou campeão estadual de Muay... – Antes que ele terminasse a frase, fui com tudo para cima dele. Dando vários socos em sua barriga e rosto. Ele caiu imediatamente, mas isso não me bastou, eu fui para cima dele o socando com tudo, nesse momento ele ainda conseguiu me acertar um soco na testa, seu anel fez um corte em cima da minha sobrancelha, mas isso não me afetou em nada, eu o socava como uma máquina, era um atrás do outro e ele nem conseguia reagir, eu estava tão cego de raiva que eu não conseguia medir a minha própria força, daquele jeito eu ia matá-lo. Mas Emmet e Jasper chegaram, para a sorte dele e até minha, porque matar um playboyzinho daqueles provavelmente daria merda pra mim. Eles seguraram os meus braços com força, me erguendo, mas o meu ódio era tanto que comecei a chutá-lo com toda a minha força, fazendo com que ele gemesse de dor. Tamanha eram minha raiva e indignação que conseguia uma força que nem eu imaginava ter, tanta que Emmet e Jasper não estavam conseguindo me segurar. O maldito nem conseguia se mover para fugir, ele sangrava tanto que até eu estava começando a ficar assustado.
— Carlisle. – Emmet gritou a plenos pulmões desesperado. Já sem forças para me segurar. – Carlisle.
— Meu Deus! – Gritou uma voz conhecida. Uma voz que automaticamente foi capaz de me acalmar. Bella. – Edward!
Eu ainda continuava me debatendo para bater nele, coisa que eu tinha vontade de fazer, apesar de Bella estar lá vendo tudo junto com Alice e Rose que pareciam assutadas, mas ela correu até mim, ficando em minha frente.
— Shhh. – Ela disse segurando meu rosto entre suas mãos macias e delicadas. – Eu estou aqui, tá bom? Não perde a linha. Por mim.
— Mas ele... – Tentei dizer, mas ela me calou com um selinho demorado e cheio de sentimento, de repente, toda a sua paz passou para mim e eu já me sentia infinitamente melhor.
— Tá tudo bem. – Ela disse. – Vem comigo.
— Tá... Tá bom. – Eu disse meio desorientado.
Emmet e Jasper foram me soltando aos poucos e Bella segurou minha mão.
— Emm, Jazz. Levem-no ao hospital. – Ela disse olhando para Jacob. – Eu vou chamar o Carlisle.
- OK. – Responderam.
Nós fomos até a mansão e Esme e Carlisle estavam lá, Bella soltou minha mão antes que Carlisle visse, e quando eles se viraram e olharam para mim que estava coberto de sangue do maldito, e também meu pelo corte na testa, rapidamente se levantaram vindo em minha direção.
— O que houve? – Esme perguntou assustada.
— Ele brigou com o Jacob. – Disse Bella nervosa. – Pai, leva o Jacob no hospital, ele tá muito machucado.
— Tá bom, mais tarde estou aí.
— Edward, pelo amor de Deus! – Disse Esme depois que Carlisle saiu. – O que você fez?
— Eu... Não pude evitar. Ele disse coisas terríveis e aquilo foi a gota d’água pra mim.
— Eu vou ao hospital com o Carlisle. Peça a Deus para esse garoto não dar queixa de você. – Disse saindo.
Olhei para Bella que me olhava aflita, ela parecia com medo de alguma coisa.
— Por que tá assim amor? – Perguntei.
— E se te prenderem? – Perguntou nervosa. – Eu não sei o que eu faço sem você Edward.
— Calma, vai ficar tudo bem.
— Tomara né? Vamos pra sua casa. Eu vou cuidar de você. – Ela disse acariciando meus cabelos.
— Tudo bem. – Respondi.
Bella segurou minha mão e nós fomos até a minha casa. Encontramos Alice e Rose voltando para a mansão e elas disseram o quanto gostaram do que fiz com o maldito, nossa, essas meninas são loucas mesmo, eu quase matei o cara e elas me parabenizando por isso! Logo Bella e eu chegamos, assim que entramos em casa, ela me puxou pelo cinto até o banheiro. Tirou minha roupa toda em tempo record, em seguida a sua e ligou o chuveiro, me puxando para debaixo dele. Ela me ensaboou todinho e quando chegou na minha testa machucada, limpou levemente o ferimento, que doeu um pouco com seu toque, me fazendo gemer levemente. Então ela segurou minha cabeça, a puxando para baixo, na direção de sua boca e depositou um leve beijo sobre o machucado. Depois do banho, eu vesti uma samba canção e ela uma camisa minha que lhe servia como um vestido.
— Vem. – Ela disse me puxando até o sofá da sala. – Sente-se.
Eu a obedeci e ela começou a vasculhar a minha estante da sala, até que achou a minha maleta de primeiros socorros. Veio até mim e verificou o corte em minha testa.
— Não acho que vá precisar de pontos. – Ela disse. – Vou fazer um curativo, depois você vê com o Emmet se vai precisar ou não.
— OK. – Respondi.
Bella limpou o machucado e em seguida fez todo o curativo, que sua mãe que é médica a ensinou a fazer, para toda vez que ela se machucasse quando não estivesse por perto. Depois de pronto, Bella deixou a maleta sobre a mesa e parou em pé ao meu lado novamente. Segurei sua cintura, a puxando para o meu colo.
— Você é maluco mesmo. – Ela disse acariciando meu rosto levemente. – O que deu na sua cabeça?
— Ninguém fala da minha menininha como se ela não fosse nada sem sair com alguns hematomas. – Ela sorriu levemente e beijou meus lábios de forma doce e apaixonada. Era nessa hora que nada mais nesse mundo me importava. Abracei sua cintura com as duas mãos e descansei minha cabeça sobre seus seios.
— Eu também andei arrumando encrenca hoje. – Ela disse divertida.
— Com quem? Posso saber? – Perguntei também em um tom divertido.
— Com a rainha do milho. Acredita que ela ia me bater?
— Eu ia lá e batia nela também. – Eu disse e nós gargalhamos.
— Mas então ela xingou a Rose, e eu perdi a cabeça. Arranquei um dente dela.
— Que isso? – Perguntei impressionado. – Acho que não vou te contrariar mais não. Você é uma mulher fatal.
— Pois é. – Disse com um lindo sorriso. Meu Deus! Como eu amava essa mulher apenas pelo seu jeitinho meigo e amargo ao mesmo tempo!
Ela então me beijou antes que eu iniciasse qualquer assunto, fazendo com que eu esquecesse qualquer outra coisa que martelava antes em minha cabeça. Minhas mãos passaram por sua perna sem pudor e foram passeando de cima a baixo por sua pele lisa e irresistível, em pouco tempo, meu pau já se contorcia dentro da cueca e ela com certeza sentiu isso, porque estava se esfregando sem pudor algum em minha ereção e praticamente quicando em cima de mim, simulando uma penetração, eu me levantei com ela no colo e sem parar de beijá-la. Nós fomos até o quarto e eu a coloquei em cima da cama, desvencilhando meus lábios dos dela. Quando a olhei, ela estava tirando a minha camisa de seu corpo, peça na qual era a única que lá estava. Vi em seu rosto um sorriso safado, como quem praticamente implorava para ser comida, e muito bem comida.
— Fica de quatro. – Ordenei e ela sensualmente o fez.
Fui até o criado mudo onde eu guardava minhas camisinhas, fora no bolso da minha calça, já que eu conhecia essa minha namorada, se desse a louca nela na hora do trabalho, eu sabia que não seria forte o suficiente para recusá-la, então andava prevenido, ainda mais depois daquele dia no qual fizemos sem.
Quando fui para trás dela novamente, tirei minha cueca e coloquei o preservativo, meu pau já estava pedindo loucamente por ela, mas eu não queria apressar muito as coisas, então acariciei levemente seu sexo que já estava encharcado, confesso que não havia nada tão excitante para mim quando vê-la dessa forma, ainda mais por minha causa.
— Sempre molhadinha pra mim. – Murmurei dando dois tapinhas. – Boa menina.
Bella soltou um gemido e eu sorri de canto, ela estava tão ansiosa quanto eu. Acariciei novamente sua vagina, massageando seu clitóris em seguida.
— Edward... – Disse com a voz suplicante. – Por favor!
Eu a penetrei de uma vez só, indo até o fundo e depois tirei tudo e ela gemeu alto, tanto de prazer quanto de reprovação.
— Edward! – Gritou.
— Me diga o que quer. – Eu disse roçando a cabeça de meu pau em sua entrada molhada. – Diga, senão não vai ter.
— O seu pau. – Disse ofegante.
— Aonde? – Eu disse penetrando um pequeno pedaço da cabeça.
— Na minha boceta. – Disse de maneira vulgar, me deixando ainda mais excitado.
— Diga tudo. – Ordenei tirando o pouco que lá estava e dando leves batidinhas com ele em seu sexo.
— Eu quero o seu pau na minha boceta. Agora! – Disse suplicante e quase gemendo, me enlouquecendo de vez. Eu seria mal com ela e até mesmo comigo se não a penetrasse agora mesmo.
Direcionei meu membro em sua entrada e a penetrei de uma vez só, arrancando um alto gemido de minha garganta, e dela também.
— Caralho. – Murmurou e eu comecei a estocá-la com força, fazendo com que gemesse loucamente.
— Porra... – Eu disse extasiado de prazer. – Tão deliciosamente apertada!
Dei alguns tapas em seu traseiro redondo e durinho, enquanto ela rebolava gostoso, eu a estocava com força e rapidamente, alternando entre estocadas mais rasas e mais profundas. ela gemia alto e eu também não ficava muito atrás, era bom demais fazer amor com ela. Mesmo essa sendo uma experiência nova para Bella, ela já fazia incrivelmente bem, melhor do que qualquer mulher na qual eu já tenha saído anteriormente. Ela era muito boa em tudo que fazia. Não seria justo na cama que ela se sairia mal.
Depois de chegarmos ao ápice juntos, eu me deitei ao seu lado, e nós estávamos exaustos e suados. Então ela se virou, deitando parte do corpo sobre o meu, e começou a me beijar.
— Eu te amo. – Ela disse.
— Eu também te amo. Mais do que tudo. – Garanti e aquilo nunca me pareceu tão certo, quanto agora.
Notas finais
Agora voltando à fic, todos revoltados nesse cap né? Emoções a flor da pele, mas bem que o cão mereceu u.u E a rainha do milho? haushasusahus. Humilhada! ADORO! Bom, comentem e recomendem. Bjs e até segunda ;)
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