O Cowboy

1 Não quero morar com o meu pai!


Notas iniciais
Oi galera! E aqui estou novamente! Bom, essa é a minha nova fic, e já tenho alguns capítulos escritos, então nem preciso dizer quanta coisa já aprendi sobre animais né? Porque a gente tem que pesquisar pra fazer as coisas direito. Bom, chega de falar. Aproveitem o primeiro capítulo!

Era sexta feira e o dia amanheceu com um belo sol logo pela manhã, a Califórnia era sempre assim, muito ensolarada, hoje era o final das interestaduais dos Bleachers — Time de basquete da escola — e eu tinha que me arrumar para dançar com as líderes de torcida, meu tornozelo doía um pouco pela queda do último ensaio, mas eu tinha que ir, porque era a capitã e também porque meu namorado Jake ia jogar, ele era o melhor do time e estava sendo treinado para se tornar um jogador profissional, eu estava tão orgulhosa.

– Filha, vai se arrumar ou vai chegar atrasada. — Disse minha mãe. — Suas malas já estão arrumadas, amanhã você vai para o Texas.

– Mãe eu já disse um milhão de vezes que não preciso ir para Texas.

– Isabella, você acabou de entrar de férias, não vai prejudicar seus estudos e além do mais tem 17 anos, não pode passar três meses sozinha, se a polícia vier? Como vou explicar que deixei minha filha menor de idade morando sozinha por tanto tempo?

– Mãe, a polícia só vai vir se algo chamar sua atenção, isso não vai acontecer porque não vou dar festas aqui nem nada disso.

– Mesmo assim, não é apenas pela polícia, os vizinhos sabem que vou viajar, e se comentarem com alguém mal intencionado? Não vou dormir tranquila sabendo que a minha filhinha não está protegida.

– Por que você tem que viajar? — Perguntei contrariada.

– Sua tia está muito doente, é pobrezinha e não tem dinheiro para pagar um médico, eu sou médica, acha justo negar ajuda?

– Mas mãe, por que ela não vem pra cá?

– Ela está em um estado crítico e talvez não sobreviva, não seria certo trazê-la pra cá e separá-la de seu marido e filhos.

– Traga-os pra cá também.

– Eles tem uma vida lá Isabella, não podem abandonar tudo.

– A senhora também tem uma.

– Estou de férias, custa ajudar? Pensei que fosse uma menina mais compreensiva.

– Por que não posso ir junto então?

– O Brooklyn é perigoso, não quero você lá.

– Eu posso ficar o dia inteiro dentro de casa se você quiser, por favor mãe, não me obrigue a ir morar com o meu pai.

– Isabella, eu já disse uma vez, não vou repetir, você vai passar três meses com o seu pai e ponto. Já até tirei seu passaporte, você vai para o Texas no domingo.

– Nesse domingo agora? – Perguntei surpresa.

– Sim.

– Faltam dois dias! – Eu disse irritada.

– Exatamente. Vou para Nova Iorque no domingo também. Filha, por favor, não complique as coisas.

– A senhora não está sendo justa comigo mamãe.

– Você tem que passar um tempo com o seu pai, você vai pro Texas, e sem celular, quando eu quiser falar com você eu mesma ligo pro telefone da casa do seu pai.

– Isso não é justo! – Gritei. – Como vou falar com as minhas amigas? E com o meu namorado?

– Não importa, você vai ficar com o seu pai no Texas e ponto. Quantos anos você tinha na última vez que o viu?

– Nove.

– Então, já tem quase dez anos, não acha que está na hora de superar tudo isso? Seu pai se separou de mim, não de você.

– Mas nunca veio me procurar.

– Claro que não, toda vez que ele liga você não quer atender e sempre diz pra ele não se atrever a dar as caras por aqui.

– Mesmo assim, ele nem tentou.

– Não importa mais, você vai pra casa dele e fim da conversa. – Disse minha mãe saindo do quarto e indo ao banheiro.

Soquei a cama com toda minha força e enterrei o rosto no travesseiro deixando as lágrimas descerem. Por que minha mãe estava fazendo aquilo comigo? Não era justo. Eu teria que ficar três meses naquele fim de mundo sem ver os meus amigos, o meu namorado e sem shopping com meu pai e sua esposa biscate, caipira e idiota. Tem coisa melhor? Não, não tem!

Depois de muito relutar arrumei minhas malas com tudo que precisaria pra essa viagem estúpida, isso parecia mais um castigo.

Eu tinha apenas dois dias para me despedir de todos os meus amigos, então organizei uma festa para sábado à noite, minha mãe estava irredutível, mas eu sabia que estava se sentindo culpada por me obrigar a ir passar três malditos meses com meu pai, então ela queria me compensar de alguma forma, tanto que permitiu que eu desse a festa, ela ia dormir na casa de uma amiga e eu ficaria em casa, recepcionando meus amigos e curtindo a noite.

Quando já estava perto da hora da festa começar, me arrumei e esperei os convidados que foram chegando rapidamente, eu tinha que ficar de olho para nenhum nerd idiota aparecer, a final eu sou a garota mais popular da escola, imagina se alguém fica pensando que ando com esse tipo de gente? É jogar a reputação pelo lixo!

Meia hora depois do horário marcado minha casa já estava lotada, minhas melhores amigas Jane e Rosalie já haviam chego.

– Amiga, sua festa tá um arraso! – Disse Jane empolgada.

– Eu mesma organizei tudo. – Disse me gabando.

– Mas mudando de assunto. – Disse Rosalie. – Já contou pro Jake que vai viajar?

– Ainda não, tenho medo da reação dele.

– Mais cedo ou mais tarde ele vai ter que saber.

– Eu sei, vou contar tudo hoje, mas no fim da festa, porque caso ele não aceite bem, não quero passar o resto da noite triste.

– Isso é.

– Ele acabou de chegar. – Disse Jane olhando para a porta.

Olhei para trás e lá estava ele, lindo como sempre. Sem nem mesmo me despedir das meninas fui até meu namorado, as garotas o secavam enquanto ele andava até mim e isso era o que eu mais gostava.

– Nossa. – Disse me olhando de cima a baixo. – Você está linda meu amor.

– Obrigada. – Eu disse sorrindo.

Eu queria comentar com ele depois sobre a viagem, mas eu estava com uma expectativa muito grande, então resolvi contar logo.

– Jake, preciso falar com você.

– Fala amorzinho. – Disse meloso.

– Vamos pro meu quarto.

– Hum, já estou gostando da conversa.

– Bobo. – Eu disse sorrindo.

Nós subimos até meu quarto e nos sentamos em minha cama.

– Fala. – Ele disse.

– É que minha tia está doente e minha mãe vai cuidar dela durante três meses, sendo que essa minha tia mora em Nova Iorque, então como eu não posso ficar aqui sozinha por ser menor de idade, vou passar três meses com o meu pai.

– Quando você vai? – Perguntou simplesmente. Por que ele não parecia se importar?

– Amanhã. É por isso que estou dando essa festa.

– Porque não me contou antes?

– Eu fiquei sabendo ontem.

– Tudo bem. – Disse olhando para baixo, agora ele parecia tristinho, mas ainda não era o que eu esperava. – Eu vou sentir sua falta.

– E eu a sua. – Eu disse passando a mão em seu rosto.

Jake olhou para mim e me beijou ferozmente, nós fomos nos deitando na cama e ele começou a passar a mão por baixo do meu vestido.

– Jake, para. – Eu disse.

– Por quê? – Perguntou relutante. – Vai dizer que não quer?

– Eu... Não sei, acho que ainda não estou pronta.

– Tente amor, apenas tente.

Jacob voltou a me beijar enquanto suas mãos passeavam por minha coxa subindo em direção a minha bunda, ao chegar ele apertou forte e levou sua mão para minha virilha, foi quanto algo dentro de mim me impediu de deixá-lo prosseguir, o empurrando.

– Desculpa, não é a hora. – Eu disse me levantando da cama.

– Poxa Bells, a gente vai passar três meses longe.

– Mais um motivo pra não darmos esse passo, e se o nosso sentimento não for forte o suficiente pra suportar esse tempo longe?

– Tudo bem. Então isso quer dizer que quando você voltar a gente vai dar esse passo?

– Eu não disse isso.

– Eu sei, mas quero saber se posso ter esperanças.

Parei e pensei um pouco, eu era a única das minhas amigas que ainda era virgem, tinha o namorado mais lindo e popular da escola, que se daqui a três meses ainda estiver aqui significa que realmente gosta de mim, então por que não tentar?

– OK, daqui a três meses, se o nosso namoro resistir, a gente transa.

– Beleza. – Disse abrindo seu lindo sorriso colgate.

Nós voltamos à festa e Jacob me puxou para dançar, enquanto cada vez mais pessoas chegavam. A festa foi o máximo, eu bebi muito – mesmo não tendo idade pra isso. – dancei, namorei, enfim, me diverti, por uma última vez em três meses.


Notas finais
E aí galerinha? Como vocês acham que vai ser esses três meses na casa do papis? Não deixem de comentar, quero saber o que estão achando. Beijinhos e até segunda que vem ;)