O Cowboy
39 Aniversário da Rosalie
Notas iniciais
Os seis meses seguintes passaram voando, ainda mais pelo fato de Melissa ser uma criança fora do comum, ela engatinhava e até ficava em pé com o auxílio de qualquer superfície que a sustentasse. Fora o pobre do Apsirtos que até corria dela de tanto ser agarrado pela mesma.
Edward era o pai mais coruja desse mundo, chegava do trabalho e passava horas brincando com a nossa pequena. Ela virou o verdadeiro xodó não apenas de nós dois, mas também de toda a família. Até Carlisle que tanto relutou durante a minha gravidez se rendeu aos seus encantos. Se rendeu tanto que quando eu não ia à casa dele, ele fazia questão de vir até a minha para executar o seu papel de avô babão. Mel adorava ele, tanto que abria o berreiro toda vez que ia embora. Eu ainda não havia conversado com ele sobre os nossos ressentimentos passados, aos poucos estávamos nos aproximando e ele vinha se tornando um avô exemplar, mais ou menos como o pai que ele era antes de se separar da minha mãe. E por mais que as coisas tenham mudado para mim eu ficava feliz em ver que ele ainda tinha a capacidade de ser daquele jeito, ainda mais com a minha filha.
Hoje era o aniversário de Rosalie e nós preparamos uma festa surpresa para ela na fazenda do Carlisle. Iam vir alguns membros da família dela e do Jasper, amigos da faculdade, da cidade, alguns nossos de Los Angeles que aceitaram vir. Entre eles Angela e sua irmã, eu sentia falta delas e seria maravilhoso revê-las.
Na festa teriam em média umas duzentas pessoas e estava marcada para as sete da noite. Então Alice, Esme e eu corremos contra o tempo para organizar tudo, enquanto Carlisle tomava conta de Mel. Mas quem se deu bem no final das contas foi Emmet, porque se livrou totalmente das obrigações, já que o seu papel foi apenas levar Rosalie para passear e distraí-la o dia inteiro para que não percebesse. Assim que o pessoal que veio de Los Angeles chegou, Edward e eu fomos até o aeroporto para buscá-los. Eu conhecia todos e eles ficaram muito felizes por me ver. Entre a família da Rose, os amigos dela e a Angela com sua irmã, tinham quase cinquenta pessoas que devido a um agendamento prévio, conseguiram pegar o vôo todas juntas. Eles pegaram um táxi e foram nos seguindo até o sítio. Assim que chegamos todos foram muito bem recepcionados por Esme. Angela ficou toda boba, brincando com Mel assim que a viu.
Aos poucos as pessoas da cidade e da faculdade de Rose foram chegando e a fazenda enchendo. Quando eram sete horas, Emmet chegou junto com Rose que se assustou ao ver tanta festa, tanto que imediatamente começou a chorar. Ô amiga sentimental essa minha. Emmet a abraçou forte e ela retribuiu. Então todos os convidados foram falar com ela, enquanto nós curtíamos a festa.
Apesar de Rose ser a aniversariante, quem roubou mesmo a atenção foi Mel, que passou nas mãos de vários convidados que ficaram encantados com sua beleza. Eu ficava apenas a vigiando de longe, para o caso de acontecer qualquer coisa.
— Hei. – Disse Edward chegando ao meu lado.
— Oi amor. – Eu disse sorrindo.
— Se diverte um pouco, passou o dia inteiro organizando, agora tá aí olhando a Mel, sendo que o Carlisle já está fazendo isso. – Desviei meu olhar para o meu pai que estava bem perto dela, olhando tudinho. Não pude reprimir a vontade de rir. Essa criança ia ser muito mimada mesmo.
— Tudo bem. Eu posso parar de tomar conta dela, mas eu estou cansada demais para dançar, então não tenho muito o que fazer.
— Pois eu sei exatamente o que você pode fazer. – Disse com um sorriso malicioso e eu sorri, já imaginando do que se tratava.
Edward segurou minha mão e me puxou para longe de todos, na verdade nós fomos até o estábulo e observamos os cavalos que lá estavam. Edward acariciou alguns sorrindo.
— Sinto saudades deles. – Ele disse. – Na verdade eu sinto falta de todos os animais daqui, me apeguei muito a todos.
— São animais maravilhosos mesmo. – Concordei enquanto acariciava um deles.
— Vamos dar uma volta? – Perguntou sugestivo.
— Huhum. – Respondi prontamente.
Eu escolhi um branco e Edward um marrom, assim que montamos, começamos a correr pela enorme fazenda, sentindo o vento bater em nosso rosto. E eu só dava graças a Deus pela fazenda ser muito bem iluminada.
Deixei que Edward me guiasse e nós começamos a subir uma das montanhas. Eu já imaginava para onde estávamos indo e não estava errada. Após algum tempo de cavalgada chegamos ao topo de uma das montanhas mais altas, aquela que tinha uma árvore bem grande e uma vista magnífica, aquela na qual demos o nosso primeiro beijo.
Não havia luz, mas a noite era de lua cheia, então podíamos perfeitamente identificar o lugar e até mesmo nos enxergar.
Edward desceu do cavalo e o amarrou no galho da árvore, eu fiz o mesmo.
— A lâmpada que instalei ainda está aqui. – Ele disse. – Só que não funciona mais.
— Claro né Edward? Já faz mais de um ano que você não mora mais aqui.
— Verdade. – Ele disse me abraçando por trás.
— Você se arrepende em algum momento?
— Do que?
— De ter tomado a decisão de jogar tudo pro alto e ir atrás de mim naquela noite.
— Claro que não. – Disse como se fosse óbvio. – Por que pensa que eu poderia me arrepender de ter escolhido ficar contigo?
— Não, não é esse o ponto. Mas o fato de a gente ter ido rápido com tudo. Em menos de cinco meses que nos conhecíamos já estávamos vivendo como casados e à espera de um filho. Eu nunca me arrependi de absolutamente nada quanto à forma que as coisas aconteceram com a gente, na verdade é simplesmente tudo que eu sonhei, mas às vezes eu me pergunto sobre você. Se você pensa como eu, ou se acha que fomos muito rápido e mudaria a ordem e a velocidade das coisas no nosso relacionamento.
— Assim, eu não planejava ter filhos assim tão rápido, na verdade eu tinha em mente curtir aí mais uns cinco anos com você e depois a gente pensava em filhos, mas naquela noite, quando eu olhei nos seus olhos, foi simplesmente contagiante ver a sua verdadeira vontade de ser mãe. Então eu simplesmente não pensei em mais nada e fiz questão de permitir que essa vontade se tornasse realidade. E hoje, eu simplesmente vivo do jeito que eu sempre sonhei. No lugar que eu amo, com a mulher que eu amo, que me deu uma filha, que significa absolutamente tudo pra mim. Eu não me arrependo de nada e não mudaria nada. Essa é a melhor vida que eu poderia ter.
— Eu também. – Eu disse me virando de frente para ele e colocando as duas mãos em seu rosto. – Nada é mais perfeito do que estar ao seu lado. Para sempre.
Edward então tratou de acabar de uma vez com a distância ainda existente entre nós e me beijou, lento e carinhosamente, aproveitando cada segundo, cada movimento. E então eu me lembrei do nosso primeiro beijo, no mesmo lugar e com os mesmos sentimentos, só que com certeza, bem mais evoluídos e claros para ambos. As coisas definitivamente não mudavam para nós dois, cada beijo era como o primeiro. E eu sabia que sempre seria assim, pois o que nós tínhamos um com o outro jamais poderia ser encontrado em outro alguém.
Edward colocou as duas mãos em minhas bochechas e acariciou meu rosto levemente. Já eu coloquei as mãos na barra de sua camisa, levantando-a lentamente e passeando minhas palmas por suas costas quentes e macias. Seus lábios começaram a trilhar um delicioso caminho pelo meu queixo e indo até minha clavícula e em seguida me pegou no colo, cruzei minhas pernas em volta de seu corpo e ele me segurou com uma das mãos na minha bunda e a outra em volta da minha cintura.
Voltamos a nos beijar e Edward se sentou no gramado, fazendo com que eu me sentasse sobre sua ereção. Imediatamente comecei a me esfregar em cima dela, fazendo com que ele soltasse um leve gemido.
Desabotoei sua camisa enquanto ele me beijava e a tirei, em seguida abri o fecho de sua calça jeans, levando minha mão diretamente ao seu pau, colocando-o para fora em seguida. O masturbei sensualmente enquanto nos beijávamos e isso já foi o suficiente para Edward gemer em meus lábios, passando seu tesão para mim também que já estava molhada a sua espera.
— Você está me enlouquecendo... – Sussurrou contra meus lábios e então aumentei o ritmo em minha mão, fazendo Edward jogar a cabeça para trás de prazer. – Eu não vou mais aguentar... – Murmurou. – Tem que ser agora.
— Me induza. – Eu disse provocante.
Imediatamente Edward colocou sua mão sobre a minha que estava em seu pau e direcionou até minha entrada, enquanto sua outra mão puxou minha calcinha para o canto, rapidamente ele me penetrou profundamente, arrancando um alto e gostoso gemido de minha garganta. E sem nem mesmo esperar que eu me adaptasse a tudo que ele tinha a me oferecer, Edward começou a estocar rapidamente, me fazendo gemer sem pudor.
Suas mãos ferozes foram até o decote do meu vestido e puxaram cada parte para um lado, fazendo os botões que prendiam sua frente desabotoassem, deixando meus seios à amostra. Edward imediatamente os cobriu com suas mãos em uma carícia forte e deliciosa ao mesmo tempo, massageando levemente meus mamilos, em seguida começou a distribuir beijos deliciosos por eles, chupando-os e ocasionalmente mordiscando o bico, fazendo com que eu rolasse os olhos sem me decidir ao certo se era por seus lábios que provocavam meus seios na medida certa, ou por suas estocadas precisas e intensas.
Na intenção de participar mutuamente da atividade que estávamos realizando, contraí os músculos vaginais, fazendo com que Edward se movimentasse um pouco mais lento, encontrando mais dificuldades para sair de dentro de mim, mas isso não o incomodou, na verdade ele gostou bastante, já que imediatamente gemeu alto e mordeu o lábio inferior em seguida. Em certo momento eu apenas esperei que ele retirasse quase todo o corpo de seu pênis e quando senti que a cabeça estava na exata posição que eu pretendia, contraí os músculos, não muito forte, apenas o suficiente para massageá-la sensualmente, imediatamente Edward tirou os braços que mantinham seu tronco estendido e se permitiu deitar no gramado, se rendendo ao prazer que estava sentindo. Agora quem estava no controle da situação era eu, então sem dó nem piedade comecei a cavalgar em cima dele, quicando rapidamente com as duas mãos espalmadas em seu peitoral.
Não satisfeito com a posição submissa Edward me abraçou pela cintura, me rodando e ficando sobre meu corpo, sem nos desconectar em nenhum momento. Então segurou uma de minhas pernas e a colocou sobre o seu ombro, fazendo com que sua penetração parecesse ainda mais profunda, a sensação foi tão incrível que gemi ainda mais alto.
— Você gosta assim? – Perguntou estocando ainda mais forte. – Com força?
— Sim. – Eu disse projetando o queixo para frente, provocando-o. – Com muita força. Como um animal.
Edward esboçou um leve sorriso e em seguida me penetrou até o talo, erguendo levemente os quadris, fazendo com que esse movimento resultasse em uma sensação interessante com a forma na qual estávamos conectados.
— Gostoso. – Murmurei com os olhos fechados de prazer.
Então como se já não bastasse o êxtase que eu já me encontrava, Edward começou a estimular meu clitóris com uma das mãos.
— Eu quero que você venha junto comigo. – Murmurou.
— Então continua. – Sussurrei ofegante. – Assim...
Edward me estimulou com movimentos circulares ou ocasionalmente apenas para cima e para baixo e eu fui sentindo meu orgasmo vindo por todo o meu corpo lentamente, até finalmente chegar aonde devia e gemi deliberadamente, já sentindo Edward vindo junto.
Edward deitou ao meu lado, e nós ficarmos feito dois idiotas apenas olhando para o céu e sorrindo. E então percebi que Edward me olhava de uma forma diferente. Ele parecia estar criando coragem para dizer algo.
— O que? – Perguntei.
— Casa comigo? – Perguntou direto e eu arregalei os olhos.
— Como é? – Eu estava realmente incrédula. Aquilo nem parecia real.
— Casa comigo Abelhinha? – Disse dessa vez mais naturalmente. Ele realmente não estava brincando.
— Nossa, mas assim, rápido desse jeito?
— Quer que eu fique de joelhos? Eu fico. – Disse sorrindo.
— AAAAAAAAAAHHHHHHHHHHH. – Gritei de empolgação e em seguida pulei em cima dele novamente, atacando seus lábios. Nós fomos rolando na grama, e ele sorria lindamente. – Claro que eu caso meu Cowboy gostosão!
Era engraçado, mas pra muitas pessoas um pedido de casamento era algo financeiramente grandioso, mas simplesmente não tinha muito valor. Enquanto eu, mesmo tenho recebido um de forma tão simples e descontraída, poderia dizer com todas as letras: Eu era a mulher mais feliz do mundo naquele momento!
Notas finais
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