O Conto da Holy Serenity

8 A Resistência - Parte 2


Notas iniciais
E ai gente, tudo bem? ^^

Esse vai ser o último capítulo diário da fic, então a partir de hoje eu vou começar a demorar um teco mais para postar.

Enfim, sem mais demoras, desejo uma boa leitura!

Essa parte é bem parada e funciona mais para conectar a parte 1 e a parte 3, só avisando. q
\\\"\\\" Parte 2: A Primeira Missão

Acho que o melhor termo que posso usar para o que aconteceu depois daquela coisa estranha, foi que eu desmaiei. Ah, mas não foi num sentido ruim! Eu desmaiei de sono. Fazia tempo que eu não tinha um tratamento tão bom e junto com o cansaço da viagem, eu estava simplesmente exausta.

Nem vi o amanhecer chegar, mesmo que eu levantasse todos os dias de manhã cedinho. Levantei devagar da cama estranhamente mais fofa do que a minha e me estiquei, olhando ao redor logo em seguida.

Não sei por que eu esperava acordar de volta na minha casa, com a Elesis batendo na minha porta por eu ser dorminhoca e depois ir encontrar o Zero para continuarmos nossa missão. Ver aquela parede de pedra me fez apenas realizar o porque não acordei junto com o sol: não tinha tal coisa nesse mundo.

Droga, esta ficando cansativo até para a minha cabeça pensar tantas vezes sobre o sol e o eclipse, mas é horrível não ter nenhum tipo de localização temporal. O som ritmado de madeira atraiu minha atenção e vi, para meu absoluto alivio, um relógio de ponteiros na parede.

“09:48” dizia o relógio.

Me levantei nas pressas. Eu dormi três horas além do que eu normalmente acordo! Não era por que não tinha o guia do sol que era motivo para se tornar preguiçosa. Corri para o banheiro e tomei uma ducha rápida apenas para acordar direito e enfim me vesti. Batidas na porta. Olhei surpresa para a porta do meu quarto e enquanto andava para atender, olhei o relógio.

“10:02”

As batidas ecoaram novamente, com mais urgência.

- Já vou abrir! – Avisei e me aproximei da porta, abrindo-a para dar de cara com Edna, ofegando. – Bo-Bom Dia! Aconteceu algo?

As mãos da asmodiana apertaram meus ombros e vi em seus olhos um brilho de fúria que me abalou completamente, me fazendo engolir seco.

- Grandark... Ele passou por aqui?!

- O-O que? Do que está falando?

Edna apertou de leve meus ombros e falou algo em asmodiano que eu não entedi, dando um murro na porta logo em seguida. Dei um sobressalto, arregalando meus olhos.

- Calma, Edna! O que aconteceu?!

- Aquele maldito... Ele fugiu.

Senti o calor fugir do meu rosto mesmo que meu coração tivesse acelerado. Minhas pernas pareceram mais leves, mesmo que meus pés tivessem se tornado chumbos. Levei a mão esquerda à cabeça. Não pode ser... Melhor, não podia ser verdade aquilo. Ele parecia estar agindo que iria me ajudar, me guiar... E agora a primeira pessoa que acreditei me abandonou? Será que era por que alcançamos o nosso destino?

- Por que...? – Murmurei.

- Eu vou lá raios saber o por que! – Exclamou de forma exaltada Edna, bufando logo em seguida. – Aquele rato!

Não gostava de ouvi-la ofender Grandark, não por que eu me importava com o demônio de olhos verdes, mas por que me importava com Zero... Sei que ele devia se sentir assustado e triste por ouvir pessoas chamando-o de coisas ruins mesmo que não fosse para ele exatamente. No entanto, não queria tentar corrigir a Edna. Podia apenas deixa-la ainda mais nervosa.

E também, agora ela era a última pessoa de confiança que me restava. Olhei-a.

- Edna...

- O que?

Engoli seco. Aquela frase certamente iria soar estranha, e notei o olhar da asmodiana sobre mim, quase que falando “desembucha logo!”. Respirei fundo, reunindo um pouco de coragem.

- Pode ficar do meu lado?

Como imaginei, ela ficou surpresa com a pergunta, mas também pareceu se acalmar sobre a fuga do Grandark e deu um sorriso muito mais calmo, respirando fundo e expirando devagar.

- Certo, eu vou ficar.

-x-

Depois dessa cena, fomos chamadas por um guarda para encontrarmos com Ryan no salão de reunião. Presumi que fosse a Sala do Trono. Seguimos pelos corredores e olhei pelas janelas. A cidade se movimentava devagar, e aquele brilho vermelho parecia querer roubar o que restava da vontade das pessoas, apesar de que de alguma forma aquela luz azul dos postes de luz parecia querer formar um escudo sobre a cidade.

Devo estar imaginando coisas de volta.

Voltei a olhar para frente e me lembrei da sombra na minha porta de ontem a noite. Será que era Grandark querendo se despedir antes de ir embora? Lembrar que não o veria mais, de alguma forma, me deixou um pouco... Triste. Até agora, ele era a pessoa que mais me deu segurança, mesmo que ele fosse rude e babaca do seu jeito... Quando dei por mim, chegamos no salão.

Eu esperava ver aquela mesa de cristal cheia de pessoas, mas sentados estavam somente Ryan e Mari, que pararam de conversar assim que entramos. Ambos se levantaram e caminharam até o nosso encontro, o elfo com um sorriso nos lábios e a... La Geas com sua feição neutra. Senti o olhar dela me analisando friamente, e isso me deu um pouco de medo. Será que tinha algo no meu rosto?

- Muito bom dia garotas! – Ryan começou a falar, tentando manter o clima descontraído. – Espero que tenham dormido bem, pois gostaria de pedir um favor a vocês.

- Desembucha.

Acho que a Edna não gosta do jeito do Ryan... Não sei por que. Mas, me senti um pouco aliviada de sentir o olhar da Mari desviar sua atenção para a asmodiana. O comandante deu um riso meio sem jeito.

- Pois é... Então... Nós mandamos uma dupla nossa para as Ruínas de Prata investigar meios de trazer o continente dos deuses de volta... – Ryan coçou a nuca. – No entanto, eles... Não retornaram e não dão notícias fazem duas semanas.

Notei Edna soerguer as sobrancelhas e eu olhei para o Ryan. Ruínas de Prata? Talvez tivesse alguma conexão com o Jin e a Amy? Eu tinha ouvido falar que a Amy era bem popular na cidade de Prata e que o Jin nasceu lá... Também tinha ouvido algo sobre que a Terra de Prata originalmente era um pedaço de Xênia...

Independentemente de quem fossem as pessoas, eles precisavam de ajuda e eu precisava de um pouco de ação para parar de pensar. Acenei com a cabeça.

- Posso ir resgata-los!

Edna e Mari pareceram surpresas de me ver voluntariando daquela forma, enquanto Ryan abriu um grande sorriso, pegando a minha mão e a apertando de leve enquanto praticamente balançava meu braço num aperto de mão bem entusiasmado.

- Que ótimo! – Então ele parou com a cena, dando um sorriso bobo. – Fico realmente aliviado de poder contar com a sua ajuda, Holy!

Dei um sorriso e acenei positivamente com a cabeça. Escutei Edna bufar logo ao meu lado.

- Certo então, eu vou também.

Ryan pareceu ficar ainda mais contente, apesar da sua reação ter sido bem menos exagerada. Sério, qual era a necessidade daquilo, gente?

- Bom, muito bom... – Ryan encheu o peito de ar depois de falar aquilo. — Certo, daqui algumas horas vocês vão partir para as Ruínas de Prata.

Notas finais
E ai gente, espero que tenham gostado e desejo profundamente que continuem a acompanhar >w

Até a próxima!