O Conto da Holy Serenity

2 A Holy Adormecida - Parte 2


Notas iniciais
Ei, obrigado a todos que estão acompanhando x3

Aqui vai a continuação da fic o/

Espero que gostem e boa leitura. :3

Parte 2: A Hora dos Pesadelos

Mal as palavras de Ronan terminaram de chegar em nossos ouvidos quando Zero partiu correndo em direção do oponente mais próximo, que estava de frente para ele. Tive que me apressar para criar liberar a aura vermelha que pegava os arredores, sendo está que era o aumento de ataque. As mãos do meu companheiro brilharam em um verde hipnótico e quando foram estendidas para frente, liberou uma orbe giratória que atingiu com toda a força o peito do palhaço, quando aquela orbe desapareceu, Zero avançou novamente, suas mãos brilhavam em verde e quando fez o movimento de garra subindo em direção do rosto do oponente, deixou para trás um rastro de luz.

Pelo canto do olho percebi que Arme avançou junto conosco, mas foi em um oponente diferente, mais a nossa esquerda. Suas mãos brilhavam em um tom lilás e começou a executar uma série de golpes rápidos muito semelhantes aos que realizava com seu bastão: sua mão direita subiu espalmada, liberando um arco lilás para frente que atingiu o oponente, numa sincronia perfeita sua mão esquerda se ergueu, liberando outro arco de luz, ao invés de interromper o fluxo do golpe novamente, ela realizou um giro no seu mesmo eixo, deixando um hipnotizante rastro lilás para trás a medida que ergueu a mão direita acima da cabeça. Quando terminou o giro de 360º desceu ambas as mãos, liberando um arco duplo de magia.

Fiquei hipnotizada por aquela sequência, pois pareceu por um momento que ela na realidade mais estava dançando do que lutando. Adiantei meu lugar para entre os dois, mantendo minha aura de ataque ativa enquanto ficava perto da Arme e do Zero. Foi então que notei um oponente vindo em minha direção, instintivamente senti que deveria mover o martelo, mas ao me lembrar da falta dele, quase me desesperei, dando um salto para trás, escapando do soco que o palhaço tentou me acertar.

Sem meu martelo, minhas capacidades de combate são muito limitadas! Suspirei meio cabisbaixa por me sentir inferior tanto a Arme quanto ao Zero, pois estes não precisavam de suas armas para lutar. Quando olhei para a minha direita, vi que meu companheiro pareceu notar minha dificuldade e moveu os braços de forma que suas mãos criassem dois rastros verdes que se intercalaram, derrubando o palhaço que ele lutava quando o atingiram. Imediatamente ele se virou na minha direção, dando alguns passos rápidos na minha direção e estendeu as mãos para frente, liberando a orbe giratória, que soltou no seu primeiro golpe, e atingiu com toda a força o meu atacante por trás.

Vi no rosto do palhaço a surpresa pelo golpe e ainda sim tentou me atacar, erguendo seu braço direito e me atingiu um tapa no meu rosto muito mais forte do que eu esperava. Sentiu meu rosto arder e cai para trás com a força, passei a mão no rosto, sentindo minha bochecha formigando com o golpe.

– Ai, ai...

– Holy, levante-se! – Zero gritou o comando e quando olhei para cima, vi que ele tinha segurado os braços do meu oponente para que ele não me atacasse enquanto estava no chão, fiquei surpresa e admito que um pouco sem graça com aquela proteção.

Ao mesmo tempo em que me senti feliz, também me senti com raiva de mim mesma por estar sendo tão inútil! Sem demora me levantei e recuei, para então ver Zero empurrar o oponente para frente com um chute e levou a mão direita para trás, pegando Grandark em suas costas e quando a puxou para frente, Grandark ficou gigante da mesma forma que havia ficado quando foi usado para proteger-nos dos estilhaços da cabine. Era óbvio que Zero tinha problemas em utilizar Grandark naquela forma, ainda mais por que insistia em manuseá-lo apenas com uma mão, mas o peso junto com os pequenos espinhos que se escondiam dentro dos encaixes compensava em muito a lentidão do seu portador.

O arco que o Grandark realizou ao ser sacado atingiu em cheio o palhaço, cortando-o não pela navalha, mas sim pelos espinhos que se esticavam quando as arma atingia o seu alvo, causando múltiplos cortes que eram acentuados pelo baque do golpe. Atordoado com o inesperado, o nosso oponente apenas conseguiu dar um passo para se equilibrar, e quando foi se virar para atacar Zero, esse já tinha terminado um giro em seu eixo e acertou com toda a força a barriga do oponente, jogando-o para o lado sangrando.

– Finalize-o, Zero! – Gritou Grandark e tampei meus olhos com as mãos.

Eu sabia o que aquilo significava. Toda vez que Zero derrubava nosso oponente, Grandark mandava-o finalizar de maneira cruel, certa vez foi fincando a arma no estomago do inimigo e liberou os espinhos da arma para os lados, estripando-o de dentro para fora. Quando abri meus olhos, não olhei para o oponente executado.

– Requiescat in pace. – Murmurei e o olhei para Arme.

Vi-a ficar semitransparente enquanto recuava para trás com seu teleportar de curto alcance para escapar de um golpe. Ela respirou fundo e um símbolo vermelho de magia do fogo surgiu logo abaixo dela, uma aura avermelhada a cobriu por alguns segundos e quando abriu os olhos apontando a mão para frente, bradou em alto e bom tom.

– Meteoros!

O céu pareceu trovejar de fúria e queimou em diversos pontos, as nuvens abriram espaço para que bolas flamejantes caíssem o céu, punindo todos nossos oponentes com a implacável força da maga violeta. O oponente que ela estava lutando previamente sucumbiu as chamas da punição, assim como o que Zero estava lutando antes de me socorrer. Os três restantes caíram devido ao impacto dos meteoros, levantando logo em seguida atordoados. Nos lábios da Arme havia um sorriso entusiasmado.

– Tome cuidado. – Foram as palavras de Zero dirigidas para minha pessoa, acabei dando um pequeno sorriso por ver aquela pequena faceta humana que eu sabia que existia e o Grandark insistia em afoga-la no seu mar de ordens.

– Tomarei! — Respondi com um sorriso.

– Não é hora para conversa fiada, Zero! – A voz do Grandark ecoou novamente e encarei a espada com raiva.

– Sim. – Com a resposta mecânica do Zero e abaixei meus ombros sentindo certa decepção.

O grito da Arme chamou minha atenção e olhei aterrorizada para frente, vendo a maga violeta caindo no chão e os três oponentes se reunindo ao redor dela. Era obvio que estava com problemas, mas a distância que nos separava era grande demais para conseguirmos chegar a tempo de salva-la dos golpes.

De relance percebi uma sombra correndo na nossa direção e uma chama azul no céu. Ao estreitar os olhos para tentar observar aquela chama, percebi cabelos azuis esvoaçando no vento e um sorriso enfeitou meus lábios. Quando voltei meu olhar para Arme, foi a tempo de ver um homem alto de cabelos negros segurando suas duas espadas de batalha com o corpo inclinado para frente, uma energia escura era emanada daquelas bainhas.

– Sieghart! – Exclamei exaltada.

– Punição Mortal!

Os golpes seguintes foram tão rápidos que somente o brilho das armas permitiu que fosse possível ver o que aconteceu: as espadas do general foram vorazes por sangue, mas de tão rápidas conseguiram cortar perfeitamente os oponentes que nem mesmo um pingo respingou no chão ou ficou na arma, pude ver apenas o corpo do Sieghart se movendo poucas vezes, mas os traços deixados no ar diziam o contrário do que eu via.

Ao termino das suas dezenas de ataques, o general guardou as espadas e os três palhaços estavam imóveis no lugar, com os rostos paralisados na mesma expressão. Foi então que uma explosão mágica aconteceu entre os três, mandando seus pedaços para os lados, mas ainda sem sujar os seus aliados.

Arme estava boquiaberta observando aquilo tudo e Sieghart sorriu da sua maneira convencida de sempre, estendendo a mão para que a maga violeta se levantasse.

– Problemas, baixinha?

A chama azul de antes pousou alguns metros a minha frente e reconheci perfeitamente o rosto e os olhos heterocromicos da Mari. Arme pegou na mão do Sieghart e se levantou ainda meio atordoada com tudo que aconteceu. Escutei passos vindos por trás e olhei na direção por cima do ombro, vendo Lire, Ronan e Elesis correndo na nossa direção.

– Vocês realmente nos salvaram de grandes problemas! – Ronan possuía um grande sorriso de orgulho nos lábios.

– Isso que dá crianças como vocês saírem por aí sozinhas! — Sieghart começou a tirar sarro, colocando as mãos na cintura enquanto balançava a cabeça numa falsa decepção. – Já disse para não saírem de perto dos mais velhos!

– Sieghart, chega. – Mari cortou Sieghart do seu jeito frio de sempre, e estende as mãos para frente, que brilharam num tom azulado. – Aqui, encontramos isso quando estávamos checando o perímetro.

A fala do general foi completamente ignorada quando a duelista utilizou seus dons de tecnomaga para trazer para perto as nossas armas. Meus olhos brilharam ao sentir o cabo do meu martelo de volta as minhas mãos e o abracei, suspirando. Elesis teve suas espadas de volta, assim como Ronan teve sua tyrfing e a Arme com seu cetro.

– Ótimo, todo mundo já tem suas chupetas de volta, vamos embora, Zero. – Grandark voltou a apressar Zero.

– Mas... – Zero foi tentar falar algo para discordar e foi cortado pela Elesis, agora ainda mais furiosa.

– Nem vem com essa, nosso passeio no parque ainda não acabou. – Seu sorriso ameaçador dizia que não era para contrariar ela.

– E-Elesis! Nós não vamos a lugar algum sem que o Lass esteja de volta! – Dei alguns passos a frente, levando a mão ao meu peito enquanto falava com convicção. – Certo, Zero?

O andarilho me encarou durante alguns segundos, senti um breve medo de que ele iria discordar e acataria as ordens do Grandark, mas o aceno positivo dele me fez soltar um suspiro aliviado. Sorri de volta para a cavaleira vermelha, que se virou para a tenda.

– Nossa missão é resgatar o Lass e acabar com esse circo! – Olhou em seguida para o Ronan, que acenou com a cabeça em concordância.

Notas finais
Espero que tenham gostado ^^

Se gostaram, por favor, favoritem para acompanhar x3

Se tem alguma critica quanto ao texto, por favor, escreva-a. ^^

Agradeço e espero que continuem acompanhando. o/