O Conto De Zero Zephyrum

13 Grandark 5: Vamos dançar!


Notas iniciais
Eai gente x3
Então, pela primeira vez não vou atualizar os dois contos no mesmo dia D:
Mas, espero que curtam esse capítulo, de verdade ♥
Ah sim, vai ter especial de halloween 8D (assim que eu terminar de escrever, HAHAHA :'c)
Já aviso que o especial vai ser filler, é apenas uma homenagenzinha mesmo. c:
Enfim, boa leitura!

A lâmina da Soluna cortava as gotas da chuva em uma velocidade surpreendente, para impactar direto contra a lâmina negra do Grandark. Faíscas se erguiam enquanto os metais se impactavam naquela noite escura, onde a chuva rapidamente se transformara em uma chuva torrencial. Mas, mesmo sendo um cenário quase caótico e insano para se travar uma luta, Grandark e Sieghart lutavam com sorrisos em seus lábios: era isso que eles amavam fazer, lutar.

Azin e Jin estavam boquiabertos com a cena que se desenrolava na frente deles, os dois guerreiros lutavam com maestria e uma beleza caótica, quando os dentes da Grandark desciam para atingir as pernas do imortal, Soluna aparecia, contendo seu avanço e realizando um veloz contra-ataque, empurrando a arma corrupta para o lado, abrindo o caminho para que Sieghart agarrasse a lâmina embutida na arma gigante, retirando-a para aproveitar aquela abertura e avançar a direção do Grandark. Todavia, o que tornava aquela cena mais insana, era que ambos os guerreiros não tentavam desviar dos ataques: a segunda lâmina da Soluna fincou-se no peito do Zero, afundando, porém, ao ser retirado, o ferimento logo era tampado por aquelas escamas negras.

Após um riso lunático partiu o ambiente, Grandark recuou sua arma e a estendeu para frente, a lâmina se estendeu, atravessando o peito do imortal, para logo em seguida espinhos surgirem da lâmina, cortando e despedaçando a carne do Sieghart. Quando a arma era recuada, tal qual seu oponente, os ferimentos do imortal se curavam rapidamente. Os inimigos pularam para trás, criando uma distância entre si para poderem se olhar, ambos com sorrisos em seus lábios.

Jin estava atemorizado com a cena na sua frente. Aquilo não era uma luta, era uma loucura entre duas criaturas que não podiam morrer, mas que pareciam desesperadamente pedir pela morte. Apertando o bastão em suas mãos, o monge percebe uma coisa. Tinha que parar aquilo.

Virando-se para Azin ao seu lado, que estava igualmente abismado com a cena que se desenrolava na sua frente, o monge colocou a mão no ombro do seu rival. Ambos sabiam o que fazer...

Sem nenhum aviso, a dupla pulou no meio da batalha.

O guerreiro se intrometeu no meio dos dois imortais de um jeito imprudente, pulando logo na frente do Grandark e movendo a mão para atingi-lo no peito com a palma aberta. Ao atingir aquele ponto, um impulso partiu da mão do Azin, o chi canalizado percorreu o corpo do seu alvo, fazendo até mesmo aquelas escamas que o cobriam estremecerem.

O guerreiro expirou lentamente o ar dos seus pulmões, posicionando as mãos frente ao seu peito, com as palmas voltadas uma para a outra. A água da chuva começou a se acumular como um orbe entre suas mãos, atraindo tudo ao seu redor para perto, mas excluindo aquilo que Azin não considerava seus inimigos. As escamas que foram perturbadas pelo golpe inicial do guerreiro começaram a ser arrancadas do corpo do seu oponente com aquela correnteza de água. Grandark arregalou os olhos por debaixo da máscara, tentando se afastar do guerreiro, mas já se encontrava envolvido pela água que pela força bruta o impedia de se afastar.

– Chuva congelada! – Gritou Azin.

O orbe em suas mãos tomou uma aparência mais rígida enquanto um brilho cristalino surgiu de dentro dele. Azin sorriu, movendo as suas mãos ao redor daquela energia acumulada, a primeira camada do orbe explodiu, liberando uma energia ao seu redor, atingindo com toda a força Grandark, que ainda era puxado por aquela corrente forte de água.

– Disparo de Cristal!

Por fim, o que restou do orbe explodiu, liberando toda aquela energia concentrada. Grandark voou surpreso para trás com o impacto, caindo de costas e ainda deslizando pela lama. Azin ofegava, apoiando seu corpo nos joelhos. Ele sabia que aquilo não seria o suficiente, mas já ver aquele maldito quase sem nenhuma escama pelo corpo e sentindo dor para se levantar, era o suficiente para ele.

“Agora é com você, Jin”, pensou Azin, sorrindo de canto.

Grandark foi se levantando atordoado, olhando para suas mãos. Aquele maldito tinha feito um verdadeiro estrago na sua armadura, maior do que imaginou, a parte superior do seu corpo estava completamente exposta, assim como seu cabelo estava voltando ao tom normal.

– Seu maldito...

– Ei!

O homem soergueu as sobrancelhas ao ouvir uma voz atrás de si, se virando para encarar o rapaz ruivo que havia lhe chamado.

– Vai pra lá criança, pode se machucar. – Caçoou Grandark, claramente irritado.

– Eu não quero é bater na sua cara se estiver de costas para mim.

Sem dar mais espaço para palavras, o monge flamejante avançou para cima do oponente, girando seu bastão diversas vezes. Antes mesmo que Grandark tivesse tempo de perceber direito seus intentos, já sentia seu corpo sendo flagelado pelos golpes múltiplos. As escamas se recuperavam mais lentamente do que antes, talvez devido ao golpe do Azin ter arrancado muitas de uma única vez, o que permitia que Jin pudesse causar um dano real ao corpo do Zero.

Novamente as gotas que tocavam o cajado evaporavam imediatamente, fazendo com que aquela sequência, que normalmente seria flamejante, começasse a inundar a cena em uma cortina de fumaça. Assim que a sequência de golpes circulares, que batiam nos ombros do Grandark, terminou, Jin recuou uma das suas pernas e segurou o bastão com ambas as mãos, recuando a arma. Em um único movimento vertical, o monge lançou o corpo do Grandark para cima.

– Aaaaaah!!!- Jin liberou a adrenalina acumulada em seu peito com aquele único corpo.

Dando um pulo para cima, utilizando sua magia, ele se impulsionou na direção do seu alvo, e girando sua arma no ar, atingiu mais uma vez Grandark na barriga para que se distanciasse ainda mais do chão. Após terminar esse golpe rápido, Jin impulsionou seu corpo mais uma vez para cima, no entanto para ficar acima do seu oponente. Nem mesmo a chuva conseguia conter as chamas que se erguiam do bastão.

Naquela posição em que se encontrava, Jin via as costas desprotegidas de Grandark, segurando firmemente o bastão, o monge acertou seu alvo com toda a sua força, liberando toda aquela energia contida de uma única vez.

– Deus da Guerra!

Grandark gritou enquanto sentia que uma explosão flamejante acontecia em suas costas e ia em direção ao chão velozmente.

Jin caiu também, mas diferente do seu oponente, ele tomou cuidado para não se ferir – como se seu oponente tivesse opção de se ferir ou não. Uma fumaça espessa cobriu todo o ponto de impacto, impedindo qualquer visão da parte de dentro. O monge ofegou, recuando e se aproximando do Sieghart e Azin, que estavam assistindo tudo aquilo. Jin sorriu...

– Ele não pode ter sobrevivido a isso... Vamos pegar a Lin, acabou.

Antes mesmo que o imortal e o guerreiro pudessem retribuir o sorriso do monge, uma figura negra irrompeu da fumaça, atravessando a chuva numa velocidade alucinante, agarrando a cabeça do Jin por trás e o forçou contra o chão, saindo correndo enquanto arrastava o rosto do monge no chão.

Depois de alguns segundos de corrida, aquela figura ergueu o monge pela cabeça, atirando-o na direção de uma árvore morro abaixo. O som do corpo do ruivo atingindo a árvore apenas não ecoara pelo vale, pois fora abafado pela chuva pesada. Grandark rosnava, irritado, com vapor saindo do seu corpo.

– Seu corno... Não subestime seu oponente. – O homem suspirou, estralando o pescoço enquanto se virava para o imortal e o guerreiro.

Azin se preparou para enfrentar aquele monstro, sem acreditar no que vira. Aquilo podia ser verdade?

Grandark sorriu de canto para eles, erguendo a mão e se abaixou, espalmando a mão no chão. Sieghart e Azin não entenderam no primeiro instante o intento do seu oponente, até sentirem o chão sob seus pés se tornar instável e se darem conta que uma espécie de espinho partia do chão, acertando-os de baixo. Apesar da dor que sentiram, o espinho recuou, sem deixar nenhum dano físico visível. Mesmo assim aquela dor... Era absurda o bastante para fazer ambos irem ao chão, gemendo de dor.

Grandark deu um riso, caminhando na direção da dupla.

– Eu suguei a energia vital de vocês para poder me curar... Espero que não se importem.

O homem parou de frente para Azin, puxando-o pelos cabelos e o ergueu daquele jeito. O guerreiro gemeu ao sentir o coro cabeludo sendo forçado daquela forma, ao abrir os olhos, viu que a arma do Grandark estava empunhada mais uma vez. Horrivelmente, ele já sabia o que iria acontecer com ele. O homem sorriu, erguendo sua arma e a estendeu para frente, afundando os dentes que compunham a lâmina da espada na barriga do Azin.

– Aaaargh!

– Me dê... Sua... Vida... – Sussurrou Grandark no ouvido do Azin, dando um risinho.

Sieghart afastou alguns passos, abismado e boquiaberto com o que via, sem acreditar. Aquilo não podia ser verdade. Seus olhos lhe diziam que o sangue do Azin estava sendo absorvido pela Grandark e a energia da sua vida era passada para seu portador... Os ferimentos que Jin se esforçou tanto para criar, estavam se curando!

O corpo do guerreiro era banhado no próprio sangue enquanto seu oponente se recuperava ao custo da sua vida. Não havia mais escapatória para o Azin... Já sentia seu corpo ficando leve, a escuridão tomava conta do seu ser. Seu peito pesava de tal forma que não conseguia mais respirar direito... Estava se sentindo cansado... A cabeça do guerreiro pendeu para o lado, seu rosto estava pálido.

Grandark sorriu, recolhendo sua espada e soltando o corpo inerte do Azin no chão. Sieghart o olhava boquiaberto, mas, imediatamente sentiu uma fúria tomar conta do seu corpo, apertando a Soluna em sua mão.

– Seu... Assassino...

– Apenas nas horas vagas. – Grandark deu um riso, sentindo as escamas negras cobrirem novamente seu corpo. – Agora... Vamos dançar?

Uma energia arroxeada começou a sair do corpo do imortal, a fúria se apoderava dele. Iria fazer aquele maldito pagar por ter feito aquilo com Azin, Jin e Lin... Imediatamente Sieghart avançou na direção do Grandark, descendo a Soluna de cima para baixo, um golpe que logo foi aparado pela arma Grandark, enquanto este ria.

– O que foi, caro Sieghart? Ah, sim, acho que deve ser estranho para um imortal ver as pessoas morrerem, não é?

– Cale a boca!

Após gritar essas palavras, o avatar sacou a segunda lâmina da Soluna, avançando na direção do seu oponente, este que desviou do golpe direto simplesmente recuando para trás, no entanto, o golpe que veio a seguir, a segunda lâmina gigante que compunha a arma do imortal desceu em sua direção em um corte diagonal de cima para baixo, Grandark tomou o golpe, o impacto pesou nas suas escamas, forçando-o a andar para trás para não cair. Quando enfim se recuperara do choque e fora encarar seu oponente novamente, Sieghart já descia a lâmina menor em direção da sua cabeça, no mesmo movimento fluente que havia começado aquela sequência de golpes.

A lâmina curta atingiu o meio da cabeça do Grandark, porém, este simplesmente sorriu de canto. Uma energia verde-escura percorreu sua arma, que se tornara imensa de um instante para outro. Ao perceber aquilo, apesar de tentar fugir, já era tarde demais para Sieghart.

– Dança...

Após dizer essa primeira palavra, Grandark ergueu sua arma, atingindo o imortal em cheio, a lâmina da espada estava deixando um rastro esverdeado para trás conforme seu portador girava. Sieghart gritou, sentindo uma pressão gigantesca sendo aplicada em seu tronco conforme aquele movimento continuava. Tentou agarrar a espada, mas espinhos cresceram na hora em que a tocou, furando suas mãos.

–... da Perdição!

A energia esverdeada que já rodeava do seu portador, e que brilhava meio daquela escuridão noturna, se explodiu ao terminar a frase daquela magia. Sieghart voou para trás com o impulso, soltando um gemido de dor ao impactar no chão.

Grandark sorriu, apoiando a arma em seus ombros enquanto andou na direção de Sieghart. Antes que o imortal pudesse se levantar, seu oponente impiedoso colocou o pé em seu peito, forçando-o a ficar deitado.

– Ultimas palavras?

– Seu... Maldito... Você não pode me matar... Eu sou imortal!

– É o que achei que falaria... – Grandark suspirou, dando de ombros. – Vamos ver se não pode mesmo.

A espada gigante Grandark foi erguida, a chuva caia lentamente sobre os corpos dos dois homens, ou pelo menos era o que parecia... Tudo estava lento, o tempo parecia parar novamente. Sieghart, apesar de não querer assumir, estava temendo pela sua vida.

Foi então que algo aconteceu.

Uma explosão surgiu atrás de Grandark, lançando-o por cima do Sieghart apenas com a movimentação do ar. Atordoado, o imortal levantou a cabeça e não acreditou no que viu.

Uma mulher com uma pele enegrecida estava parada na sua frente, suas intimidades eram cobertas por uma espécie de energia negra que se remexia como se tivesse vida. Seus longos cabelos brancos estavam soltos, mas a chuva era incapaz de molhar suas madeixas: a aura caótica que emanava era tão poderosa que a água não conseguia passar por ela.

A desconhecida olhou ao redor, deparando-se com o corpo desfalecido de Azin.

– Não... – Sua voz estava distorcida, mas Sieghart pôde reconhecer. – Não..!

Um riso insano surgiu logo atrás do imortal e aquela criatura caótica virou o rosto imediatamente na sua direção. Seus olhos azuis celestes brilhavam ardentemente enquanto uma expressão de puro ódio dominou seu rosto.

– Você... O que você fez comigo?!

– E-Espere..! – Sieghar tentou falar algo, temendo que fosse com ele.

– Sabe, cara Lin. – Grandark se manifestou enfim, parando ao lado do imortal que estava sentado no chão. – As trevas são tentadoras, mas muitas vezes a luz é um grande empecilho... Não pode sentir? Você está poderosa! Está mais do que estaria se tivesse seguido aqueles ensinamentos fúteis! Banais e imbecis! Nunca iriam lhe guiar para o verdadeiro poder. Eu simplesmente lhe dei trevas.

Lágrimas de raiva começaram a descer do rosto da Lin enquanto ela apertava os punhos, sentindo aquele ódio consumindo-a.

– Por que fez isso comigo?!

Grandark riu como um homem louco, levando a mão ao rosto enquanto se inclinava para trás. Sieghart se levantou, apanhando Soluna e se afastando daquelas figuras hostis. Quando enfim Grandark controlou-se novamente, e abaixou a mão, mas ainda sorria.

– Por que você merecia morrer, é fútil, abestada, se deixa guiar por sentimentos tão falsos quanto você mesma... Mas, não iria matar alguém com tanto potencial como você antes de desperta-lo... Não, seria errado! Covarde da minha parte! É por isso que eu matei aquele inútil ali no chão. Ele não iria muito longe mesmo.

Sem aguentar mais aquelas palavras, a energia caótica se manifestou fortemente ao redor da Lin. Naquela breve explosão de energia, enfim vestido negro apareceu recobrindo seu corpo, um par de braceletes dourados surgiu em seus pulsos.

– Eu o matarei, Grandark, você usando o corpo do Zero ou não!

– Vem pra cima então.