Chegou um ponto em que parecia que tudo estava prestes a desmoronar. Um dos cavalos estava irremediavelmente quebrado, e uma das engrenagens principais simplesmente não funcionava, por mais que tentassem consertá-la. Pacífica estava à beira das lágrimas, sentindo a frustração e o peso do fracasso.

— Talvez… talvez não seja possível — Disse ela com a voz trêmula. — Talvez eu tenha sido boba por pensar que poderia salvar isso.

Dipper, vendo sua angústia, se aproximou, colocando uma mão reconfortante em seu ombro.

— Não pense assim, Pacífica. Você não foi boba. Você se importou o suficiente para tentar, e isso já é mais do que a maioria das pessoas faria.

Ela olhou para ele, tentando não deixar as lágrimas caírem.

— Mas não foi suficiente. O carrossel ainda está quebrado.

Dipper olhou para o carrossel, pensativo.

— Talvez não esteja tão quebrado quanto parece. Espere aqui.

Ele correu para a cabana dos Mistérios e voltou pouco tempo depois com uma caixa de ferramentas e um conjunto de engrenagens antigas que ele havia encontrado no galpão.

— O que é isso? — perguntou Pacífica, curiosa.

— Partes de uma máquina antiga que encontrei no galpão — explicou Dipper. — Pode não ser a solução perfeita, mas vale a pena tentar, certo?

Com uma nova esperança, eles trabalharam juntos para substituir a engrenagem quebrada pelas partes que Dipper trouxera. O trabalho foi difícil e cansativo, mas, finalmente, o carrossel parecia estar quase pronto.

— Acho que conseguimos — disse Dipper, suado e sujo, mas com um sorriso no rosto. — Vamos ligar e ver o que acontece.

Pacífica cruzou os dedos enquanto Dipper acionava o interruptor. Por um momento, nada aconteceu, e o silêncio foi sufocante. Mas então, as luzes do carrossel piscaram, a música começou a tocar, e os cavalos de madeira começaram a girar lentamente.

— Nós conseguimos! — sussurrou Pacífica, incrédula, enquanto via o carrossel ganhar vida novamente.

Dipper se virou para ela, sorrindo amplamente.

— Sim, conseguimos!