O Caçador
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Notas iniciais
espero que gostem
Musica:http://www.youtube.com/watch?NR=1&v=3rnxlW5TrBs&feature=endscreen
Evanescence - Lost in Paradise
Boa Leitura
Andreia ajoelhada ao chão em choque, seus olhos estavam vazios, seu rosto sem expressão “ não, não, não” repetia em sua mente “ eu sou o monstro, eu te tirei a vida do meu pequeno anjo” a dor era demais para ela.
“sonhei tanto com o dia que veria seus lindos olhos de novo, sonhei tanto em poder te ter aninhado em meus braços, em acariciar seu rosto, em te ouvir me chamar de mamãe eu daria minha vida para te proteger e, no entanto eu..eu...te matei, eu...sou o monstro” suas lagrimas banharam seu rosto, não tinha coragem de olhar para seu filho ali desfalecido, morto nos braços de Leonora, “ele morreu para protege-la” lembrou amargamente de suas ultimas palavras chamando Leonora de mãe.
– Eu te carreguei nove meses na minha barriga sonhando cada dia com o dia que te traria ao mundo, que te teria em meus braços. Eu chorei tanto por você agarrada em sua manta fazia, velando por seu berço que nunca chegou a usar, sonhando com o dia que te reencontraria – Levantou a cabeça tomando coragem de olhar para o corpo de seu filho – eu jurei me vingar por você, jurei acabar com a desgraçada que te matou e eu... Eu que sou sua... Assassina.
– Lagrimas de crocodilo é isso que você tem – Leonora disse a olhando com nojo – teria celebrado a morte dele se não tivesse te contato quem ele era, você sempre me acusou de ser o monstro, mas eu cuidei dele, eu dei comida, eu segurei em sua mão quando ele teve medo do escuro eu o amei de verdade. EU O AMEI COMO MEU FILHO – Explodiu
– Você o roubou de mim, você acabou com a minha vida e com a dele – Andreia Gritou descontrolada.
– Não eu dei uma vida feliz a ele, vida que você acabou de ceifar – Falou fria ainda abraçada ao corpo de Felipe – eu fui para ele a mãe, e você a assassina. Eu fiz tudo que fiz em nome do amor que eu tinha pela Julia, para salvar a vida dela, mas você correu o mundo caçando minha filha e a mim em nome do ódio e no final todo esse ódio apenas se voltou contra você.
Leonora sabia que nada justificava o que tinha feito com sua ex-amiga e que todo aquele ódio era valido, mas mesmo que pudesse voltar no tempo não mudaria o que havia feito, “Eu teria feito qualquer coisa para te salvar filha”. Lembrou amarga do dia que tomou a decisão de raptar o Felipe.
“Andreia já estava com a gestação avançada perto de ter seu bebe, quando ela descobriu que estava gravida nessa época ela morava com Thiago, eles ficaram muito felizes com a gravides, mas ela logo começou a ter complicações, desesperada foi consultar sua tia uma anciã de seu clã, ela era parteira e uma mulher muito sabia.
– Tia, Sua benção? – Ela falou ao entrar na velha casa de madeira no meio da floresta escura.
– Que Gaia ilumine e proteja seus caminhos tortuosos minha menina. – Falou a velha bruxa – Eu vi que viria, vi que estava mal, menina o que te aflige?
– Meu bebe eu estou gravida de algumas semanas e estou passando muito mal, sinto dores terríveis – falou passando a mão na barriga ainda lisa – e hoje de manha eu sangrei, tia me ajuda – disse chorando.
– Calma, vem deixe me ver, vou falar com os espíritos eles saberam o que esta escrito – A velha senhora pegou algumas ervas e queimou junto com incenso fazendo uma fumaça escura desenhou no chão um circulo em volta de Leonora e começou a falar palavra estranhas – Os espíritos me falaram – disse preocupada – Seu bebe esta fraco e doente, não vai vingar.
Leonora sentiu suas pernas fraquejarem ela sonhou tanto com aquele bebe como não iria vingar seu coração estava sangrando por dentro, ela não deixaria seu bebe morrer faria qualquer coisa para salvar a vida dele.
– Tem que haver algum meio de salvar meu bebe tia, tem que haver – falou desesperada.
– Só tem um jeito Leonora, um velho encantamento de ligamento de vidas para salvar seu filho tem que liga-lo a vida de outro bebe, os tornando irmãos de vida, mas não pode ser qualquer bebe, ele tem que ter o sangue puro e completo dos amaldiçoados e a bruxa deve o purificar redimindo o sangue do bebe para assim os espíritos serem agradados e curar o bebe doente, mas isso é magia antiga e perigosa Leonora se algo der errado as consequências podem ser desastrosas e as vidas dos bebes estarão ligadas por um elo muito forte ate que a morte quebre esse elo se o bebe purificado tornar a manchar seu sangue ativando a maldição os espíritos vão se enfurecer e a graça concedida ao outro bebe lhe será tirada.
– Eu faço qualquer coisa pelo meu bebe, cuidarei para que ele nunca ative a maldição.
E foi o que Leonora fez, ela roubou o filho de sua antiga amiga o levou ate sua tia que fez o encantamento selando a vida dos bebes e assim salvando o bebe em seu ventre”
Andreia nada respondeu não possuia mais forças, porque tudo aquilo era verdade se ela não tivesse deixado ser consumida pelo ódio, Felipe estaria vivo e feliz. No final Leonora estava certa ela foi à mãe e Andreia a assassina.
Não podia mais continuar ali se sentia indigna de olhar para o filho, de tocar seu corpo com suas mãos imundas sujas de seu sangue. Virou e correu, correu sem olhar para direção, corria tentando inutilmente aliviar sua dor.
Daniel ao ver Andreia correndo saiu do choque e correu atrás dela, a morena continuava a correr sem direção entrando cada vez mais dentro da mata, ate se deparar com um precipício que encontrava com o mar. Parou em seu topo e encarou o mar furioso se chocando com as pedras e sucumbiu a sua dor posicionando seu corpo de encontro ao mar.
Daniel ao ver Andreia se lançando ao mar correu mais rápido chegando a tempo de agarra-la por traz impedindo que ela caísse.
– Me larga – Gritou – eu não mereço estar viva enquanto ele esta morto, Me larga.
Daniel a Abraçou mais forte, Andreia amoleceu em seus braços chorando esvaziando de seu peito sua interminável dor.
– Eu não sabia... Nunca teria... Eu o matei – soluçava chorando dizendo palavras desconexas, Daniel em silencio apenas a abraçava, ela estava destruída por dentro não queria viver, não suportaria carregar o peso do que fez o peso de ter em suas mãos o sangue de seu filho. – Eu o amei tanto, sonhei tanto em poder reencontra-lo e não o reconheci, eu matei nosso bebe. – Dizia atormentada revivendo em suas lembranças a morte do filho, vendo o morrer lentamente diante de seus olhos, o passado e o presente se misturava em sua mente atormentada os olhinhos do seu bebe rescem-nascido se misturava com os olhos desfocados do filho morrendo, dela apunhalando sem piedade o coração de seu filho, o berço vazio via manchado de sangue – eu não fiz nada, eu assisti sua morte sem fazer nada eu sou o mostro da historia, eu o matei. – a dor e a culpa estavam a consumindo, nada podia parar ou aliviar sua dor nada podia mudar o fato dela ter o matado.
Passaram longos minutos abraçados em silencio chorando juntos por sua perda e culpa. Todos foram culpados direta ou indiretamente pela morte de Felipe, Leonora por telo roubado, Daniel por ter roupado Julia e criado toda a situação e ela por ter sido quem o matou. No fim o unico inocente foi quem pagou pelos erros e pecados de todos.
Notas finais
UM Feliz 2013 para todas voces minhas lindas que acompanham a fic eu só tenho a agradecer o ano maravilhoso que passei com voces lendo os reviews lindos que voces (ou algumas) deixam depois de lerem os capitulos...é isso gente mesmo nao conhecendo voces pessoalmente sabiam que eu amo cada uma das minhas leitoras e que cada review que eu recebi sempre fez com que meu dia melhorasse e me deu muita motivação.....um grande beijo para todas.
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