O Caçador
33 O preço do pacto
Notas iniciais
Boa leitura
O capitulo é dedicado a BrunaAraujo que deixou uma linda recomendação, muito obrigada viu linda eu amei de verdade.
Julia esta em choque sendo plateia desse espetáculo de horrores que levou a morte do seu amigo que apesar do pouco contato se sentia ligada a ele como se fossem conhecidos de toda uma vida. Subitamente sentiu seus olhos marejarem seus pulmões a sufocar, o ar tinha se tornado toxico, se sentia como presa em uma sala em chamas com a fumaça a sufocando, não fazia ideia do que esta acontecendo e do porque isso estar acontecendo, mas seu instinto de sobrevivência já sabia e estava a alertando sua morte agora parecia eminente.
Larissa voltou sua atenção para Julia e horrorizada via a sobrinha se contorcer no chão, sufocando com uma fina fumaça quase transparente que a rodeava e embrulhava seu corpo.
– Julia – gritou para o nada, tentando em vão se aproximar da sobrinha – Julia – o desespero já tinha a tomado, olhou para Leonora que ainda em choque velando o corpo de Felipe não via sua própria filha sendo arrastada para a morte.
– Leonora – Larissa gritou tentando tira-la do transe sem sucesso algum, correu ate ela e a chacoalhou pelos ombros freneticamente – Presta atenção a Julia esta morrendo.
Os olhos desfocados, sem vida, foram tomados pelo fogo que sempre esteve ali, aquela frase a despertou olhou rapidamente para a menina que se contorcia, e tentava inutilmente respirar, largou o corpo do seu menino ali deitado tendo a grama como seu ultimo leito, e correu ate o corpo da filha.
– É o pacto, ele foi rompido – Constatou para si mesma.
– Do que você esta falando?
– Não entende, a vida da Julia era ligada a de Felipe com ele morto dessa forma os espíritos estão cobrando a vida dele — olhou para a menina, entrou em desespero – vão mata-la!
Larissa digeriu aquela nova informação, precisava ganhar tempo ate descobrir como quebrar aquele pacto, precisa de tempo e era justamente isso que Julia não tinha. Olhou novamente para o corpo da menina ela não teria muito mais tempo, talvez se tivessem sorte 10 minutos, precisa ser rápida, precisava de algo que protegesse a menina da fúria dos espíritos nem que fosse apenas para ganhar mais algumas horas, “é isso” sua mente se iluminou tinha que fazer um amuleto de proteção para a menina, claro que isso não duraria muito, mas seria já de grande ajuda para ganhar tempo e achar uma solução mais duradoura.
– Já sei o que vou fazer – Começou a mexer em sua bolsa e instruir Leonora pegar ervas na floresta, montou um pequeno altar e clamou por fogo fazendo um pequeno circulo em volta de si e de Julia banhado a chamas vermelhas incandescentes. Pegou as folhas de Patchouly as envolvendo com sua mão a chama vermelha, colocou em um pequeno recipiente do tamanho de um pingente médio as cinzas da planta e foi recitando palavras em sua antiga linga já morta invocando as forças protetoras da terra e de Gaia para seu amuleto no final da ultima palavra o fogo sessou como se nunca tivesse existido e Julia parou de se contorcer.
O fogo levou a fumaça dos espíritos que estavam a matando, Larissa colocou o pingente junto a uma pulseirinha que Julia usava.
A menina aos poucos foi tomando o ar de volta a seu corpo, seu corpo voltando a tonalidade certa, Marcelo e Ana que assistiam a tudo paralisados pelo choque despertaram.
– O que vocês são? O que fizeram com ela? – Ana foi a primeira a conseguir falar. Larissa não deu atenção às perguntas da garota.
– Agora não é tempo de perguntas, temos pouco tempo – Olhou para Leonora – Vamos a casa dessa sua tia que fez o pacto, já estavam se direcionando a pegar Julia e sair dali, quando Marcelo correu ate a menina ainda caída no chão e pôs seu corpo a protegendo.
– Não vão leva-la a lugar nenhum – disse protetor – O que querem com ela?
Larissa revirou os olhos estressada, não havia tempo para explicações sua vontade era arrancar Marcelo dali elevar Julia.
– Presta atenção dom Roan, você quer saber quem nós somos, eu vou te falar nós somos as únicas que no momento tem como salvar sua namoradinha da morte e se você ficar empatando meu caminho ela vai morrer e a culpa vai ser só sua.- falou ríspida sem paciência – então sai da minha frente, antes que eu mesma te tire dai.
– Não tenho medo de você- bradou tendo uma overdose de coragem, ele não confiava naquelas pessoas e não iria perder Julia novamente.
– Para Marcelo, não vê tudo que nós acabamos de presenciar ela acabou de salvar a vida da Juh e se ele estiver falando a verdade? Não vou a deixar morrer por sua teimosia.
– Não confio nelas.
– Nem eu. Mas não temos opção melhor – Olhou para Larissa e Leonora as observando e disse com toda firmeza que pode – Vocês podem levar ela, mas nós vamos junto.
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