O Caso Da Boemia
13 Capítulo 13 - Perseguição de Carruagem
Notas iniciais
Aproveitem o capítulo!
Dentro da carruagem Watson tentava cuidar dos machucados nos pulsos de Irene, enquanto esta fazia perguntas a Sherlock Holmes.
-Quando foi que você ensinou Sophie a guiar uma carruagem como esta?
-Há uns vinte minutos e ela aprendeu em cinco minutos.
-Ela só tem 15 anos.
-Isso não quer dizer que ela não possa aprender. E você que a colocou para fazer aulas de esgrima.
-Isso é bem diferente.
-Verdade? Pois no meu ponto de vista, nós dois ensinamos duas coisas perigosas a ela.
-Eu não ensinei esgrima, apenas a coloquei nas aulas.
Em seguida, o teto da carruagem foi aberto e Damian apareceu.
-Está todo mundo bem ai dentro?
-Damian quer trocar de lugar comigo? Não dá para aguentar um casal brigando aqui dentro. – falou John.
Sherlock e Irene olharam bravos para ele.
-Nós não somos um casal! – disseram ao mesmo tempo e logo se entreolharam.
Então de repente, ouvem-se três tiros e todos se assustam, inclusive Sherlock, que abriu a janela, olhou para trás e viu uns dez guardas a cavalo atrás deles e gritou:
-Sophie vá mais rápido!
A jovem gritou de volta:
-Eu estou apenas guiando, são os cavalos que não vão mais rápidos!
E mais tiros.
-Watson prepare as armas e Sr. Wolfe por acaso você ainda tem mais daquelas bombas de fumaça?
Damian pegou um saco e mostrou-as a Sherlock.
-Tenho sim Sr. Holmes.
-Ótimo, nós vamos precisar.
E mais tiros foram seguindo-se, até que Watson disse que as armas estavam preparadas. Ele e Sherlock abriram as janelas e começaram a atirar nos guardas, que iam caindo, um por um, a cada bala de Holmes e Watson, porém mais começavam a chegar como se estivessem esperando por eles.
-Sophie tenta ir mais rápido! – gritou Damian.
E foi o que a jovem fez, ricocheteou as rédeas e gritou “ia” e os cavalos aceleraram, mas parecia que não era o suficiente, por mais que Sophie tentasse.
-Os cavalos estão começando a ficar cansados, eu não sei por quanto tempo eles vão aguentar! – gritou Sophie. – Tentem atirar no maior número de guardas possíveis!
-Esse é o problema! Toda vez que o Doutor e seu pai vão atirando e derrubando um, mais vem chegando e as balas deles estão acabando!
-Parece que ela estava preparada para isso!
Depois de mais 10 minutos, Sherlock pediu para Damian jogar algumas bombas de fumaça nos guardas a fim de deixá-los confusos. A cada bomba, cinco guardas ficavam para trás, e Damian jogava várias, até que todos os guardas ficaram para trás.
-Funcionou Sr. Holmes. Eles ficaram para trás. – disse Damian muito contente.
-É só que isso não os deterá por muito tempo. Logo eles estarão a nos perseguir novamente. – disse Holmes.
-E quanto tempo irá demorar? – perguntou Watson, mas no segundo seguinte teve sua pergunta respondida com um tiro que atravessou a lateral da esquerda para a direita da carruagem.
Sophie começou a entrar em pânico.
“Será que a bala atingiu ela?”, pensou ela.
Mas graças a Deus, ou por muita sorte, a bala não atingiu Irene, que apareceu na janela direita ao lado de Sherlock.
-Quem foi que atirou? – perguntou Irene.
Sophie ficou grata por poder escutar a voz de sua mãe, mas não podia olhar para trás e vê-la, pois estava prestando atenção na estrada a sua frente e no barulho de rodas vindo atrás deles. Mais tiros foram seguindo-se.
De repente, uma carruagem toda preta apareceu ao lado da de Sophie e tinha duas pessoas guiando, um moreno e uma ruiva de olhos verdes, a quem Sophie logo reconheceu: Jeniffer e Collin, o outro irmão da jovem ruiva e outro atirador do príncipe.
Jeniffer disse algo no ouvido de Collin, o que não pode ser entendido por Sophie por causa dos tiros atrás dela.
A carruagem de Jeniffer começava a se aproximar e esta tirou seu sabre da sua bainha e desferiu um golpe no braço de Damian, que ajudava Sherlock, John e Irene a deter os guardas que os perseguia.
Aparentemente, o corte não fora profundo, de acordo com a ponto de vista de Sophie, mas por causa dele, Damian quase caiu da carruagem se Sophie não tivesse segurado a camisa branca do jovem.
-Cuidado à frente! – gritou Damian, mas Sophie não conseguiu desviar a tempo da pedra que estava em seu caminho que causou um grande solavanco, que quase teria derrubado Sophie e Damian se Irene não tivesse pegado na mão da jovem e puxado-a de volta a seu lugar.
Era o primeiro contato entre mãe e filha, o que deixou Sophie com muito mais vontade de abraçar Irene. Esta olhou nos intensos olhos azuis de sua filha e desejava o mesmo que a jovem, mas aquele não era o melhor momento, e então disse, segurando o rosto de Sophie:
-Preste atenção à sua frente! Logo poderemos conversar. Não se preocupe com isso agora. Entendeu?
-Sim senhora! – respondeu virando para frente.
A carruagem de Jeniffer se aproximava cada vez mais.
-ADLER! Venha e lute comigo aqui e agora!
Sophie olhou para ela e riu.
-Você realmente quer fazer isso agora? Eu não quero que suje suas roupas, ainda mais com seu próprio sangue.
-Já que você falou em roupas, você ficou muito bem de cocheiro ou devo dizer “cocheira”.
-Eu não aceito elogios de assassinos.
-Então está com medo do quê? De cair e morrer e não conseguir ter sua tão esperada conversa com sua mamãezinha?
Aquilo irritou Sophie profundamente.
-Damian segure as rédeas! – falou ela gritando e levantando-se enquanto jogava as rédeas para o jovem.
-Espera! Aonde você vai?
Sophie ignorou a pergunta de Damian e subiu no teto da carruagem, levando consigo seu sabre e tirando-a da bainha e deferiu um golpe no sabre de Jeniffer e iniciaram seu duelo.
A cada golpe de Jeniffer, Sophie desequilibrava-se um pouco, chegando a quase cair duas ou três vezes.
-Parece que você perdeu a prática. Que pena que agora terei que matá-la aqui e agora e não no lugar mais seguro da Inglaterra. – falou a ruiva sarcasticamente.
Sophie levantava-se pela terceira vez.
-Cale a sua boca Jeniffer! E vou acabar com você! – gritou a morena cheia de raiva e atacando novamente.
Os golpes de Sophie estavam ficando inúteis, pois não importava o quanto ela atacasse, Jeniffer vinha com mais força, até que esta conseguiu desarmar Sophie, jogando seu sabre ao lado de Damian, que não percebeu por estar concentrado em guiá-los.
Jeniffer apontava seu sabre no queixo de Sophie pronta para matá-la, quando de repente um galho de árvore bateu no rosto de Jeniffer, dando a Sophie tempo o suficiente para sentar-se ao lado de Damian.
Quando se recuperou do inesperado, Jeniffer falou para Collin voltar ao castelo e olhou para Sophie e gritou:
-Te vejo em cinco dias no lugar mais seguro da Inglaterra, pois é lá que irei matá-la!
Collin virou a carruagem na direção oposta e voltou ao castelo, junto com o restante dos guardas, que eram pelo menos uns sete.
Todos ficaram aliviados por finalmente conseguirem escapar e resgatar Irene.
-Sr. Wolfe leve-nos para um lugar onde eles não nos encontrem e que seja perto de um porto.
-Sim Sr. Holmes.
Notas finais
Mandem seus reviews e até o próximo capítulo!
Beijos!
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