Notas iniciais
MENINAAAAAAAS, OLHA SÓ QUEM APARECEU EM QUASE VÉSPERA DE ANO NOVO? E, dessa vez, prometo não deixar vocês na mão. Vou postar os capítulos finais, para não atordoar mais vocês. Eu andei muito sem tempo nesse mês, tanto que não consegui responder comentários, mas quero já agradecer a cada pessoinha que esteve aqui comigo, comentando e me dando apoio. Quero desejar um feliz natal atrasado, espero que tenham comemorada bem o dia, e, já quero desejar um ótimo Ano Novo, agradecer por sempre estarem comigo, e mesmo eu demorando, não desistirem de mim, vocês são as melhores leitoras que alguém poderia ter, e eu amo muito vocês e desejo as melhores coisas do mundo para esse novo ano. Obrigada por tudo meninas ♥ Feliz Natal, Feliz Ano Novo, e uma ótima vida para cada uma de vocês. Nos vemos em breve ♥

Anastásia Steele

Percorro minhas mãos pelos cabelos mais algumas vezes enquanto permaneço sentada no banco do parque. Não pode ser. Alice. Eu preciso da minha filha. Da minha bebê. Eu quero-a de volta. Ela não pode ter sumido. Eu não vou suportar isso.

Levanto-me quando vejo Christian se aproximando, mas ele está sozinho. Seus homens estão percorrendo o parque a mais de uma hora, e nós não encontramos nada. Nenhum sinal delas. Elas simplesmente sumiram.

Meu Deus! Minha filha... ela é só um bebê.

—Algum sinal? —Pergunto enquanto as lágrimas caem.

—Não. Nada... —Christian diz e posso notar seu desespero.

—Nós vamos encontrá-la? Não vamos?

—Claro que sim. —Murmura segurando minhas mãos.

—Christian, me deixa ajudar. A polícia ainda não chegou aqui, eu conheço o Bosque, meu pai me trazia aqui, eu sei andar por ele. Se elas estiverem lá, eu posso encontrar.

—Anastásia eu não vou deixar você entrar num bosque. Ficou maluca? —Ele diz bravo.

—Olha, se o Taylor me der uma arma, eu consigo me virar. —Murmuro e vejo o olhar de Christian escurecer.

—Você ficou maluca? —Berra.

—Não. —Grito empurrando-o. —Minha filha de três anos está lá, e a cada minuto que o resgate e a polícia demoram para chegar, ela corre mais riscos, então eu vou, com ou sem a sua permissão, Christian!

—Ótimo! Você vai, mas eu vou junto. —Diz firme. —Taylor!

—Sr. Grey. —Taylor diz se pondo ao seu lado.

—Nós vamos entrar no bosque, a Srta. Steele disse que conhece bem, vamos nós três e o Sawyer, deixe o resto dos seus homens aqui, se as meninas aparecerem, nós deveremos ser comunicados.

—Sim, senhor.

—Eu quero uma arma. Você tomou a que eu tinha. —Murmuro encarando Taylor e ele olha meio desesperado para Christian.

—Só dessa vez. —Christian murmura a contragosto.

Taylor tira sua arma do coldre e me entrega. Checo a munição e depois a travo guardando no cós da calça enquanto Christian e Taylor me olham meio surpresos.

—Vamos. —Murmuro encarando os dois.

Começamos a andar e Taylor nos deixa para falar com seus homens, mas logo está conosco, assim como Sawyer. Eu estou muito aflita. Se Alice se machucar, eu jamais vou me perdoar. Ela e Arthur são meus bebês, meus filhos. Eu não posso conviver sem algum deles, é loucura só de pensar.

Conforme entramos mais no bosque eu sinto meu coração apertar. Eu quero que Alice esteja bem. Ela precisa estar. Ela precisa de mim. Eu só me distraí por um minuto. Um minuto apenas. Isso nunca mais vai acontecer, quando eu a encontrar... eu...

Apavoro-me quando ouço um trovão e logo uma rajada de vento chega juntamente com uma chuva forte. Encaro Christian e posso ver o desespero dele. Ele está preocupado comigo, mas eu não vou voltar, não enquanto eu não achar Alice. Eu não volto para casa sem a minha filha. Ela é tudo que eu tenho. Eu jamais a abandonaria. Principalmente se ela estiver mesmo aqui.

—Srta. Steele, a chuva está desfazendo os rastros. —Taylor murmura.

—Nós não vamos voltar. —Digo firme e continuo andando.

—Ana... —Christian sussurra me parando.

—Sem chance, se você quiser, pode ir. Eu não vou sair sem a minha filha.

Viro-me e sinto meu coração disparar ao ver uma menina de cabelos ruivos, parada entre as árvores. É Melissa. Ela está parada, completamente molhada pela chuva. Seus olhos estão arregalados e daqui posso ver seu peito subindo e descendo por sua respiração estar acelerada.

—Melissa... —Sussurro e logo Christian, Sawyer e Taylor olham na mesma direção que eu. —Melissa!

Corro em sua direção a abaixo na sua frente segurando seus ombros, ela me olha, com o mesmo pavor que me olhou na delegacia quando segurava meu braço.

—Onde ela está? —Pergunto deixando as lágrimas caírem. —Onde a Alice está? O que aconteceu com vocês?

—Eu levei ela, Anastásia... —Melissa sussurra e vejo algumas lágrimas escorrendo de seus olhos.

—O que?

Melissa... ela levou Alice? Mas... não! Eu não posso acreditar. Por que ela faria isso?

—Era o único jeito de vocês acreditarem em mim. —Sussurra e eu posso notar seu desespero.

—Para onde? Onde você levou ela? —Christian grita e Melissa se encolhe.

—Ela está no jardim agora... embaixo da terra. —Melissa murmura segurando minha mão e eu sinto meu coração se quebrar.

—O que você está dizendo? —Pergunto sentindo meu peito doer.

—Vem comigo. Vocês precisam vir.

—Nós vamos levar você para a delegacia. —Christian diz segurando o braço de Melissa.

—Não. —Ela grita desesperada. —Por favor, acreditem em mim. Vocês têm que vir comigo. Ana, você precisa acreditar em mim.

—Você machucou ela? —Pergunto encarando Melissa.

—Não. É claro que não. Vem comigo. Por favor. —Diz desesperada ainda segurando minha mão.

—Certo. Me mostre então. —Levanto-me e encaro Christian, o que faz ele soltar Melissa. —Nós vamos atrás da Alice, vocês podem chamar a polícia no caminho.

—Anastásia... —Alerta-me.

—Eu já decidi.

Seguro a mão de Melissa e ela me encara surpresa. Eu sei que tem algo errado. Eu sempre soube, e agora eu vou descobrir. Eu só quero que Alice esteja bem. Eu nunca vou me perdoar se ela se machucar. Eu ainda não consigo acreditar que Melissa a levou e o que ela quis dizer com ‘ela está no jardim agora’. Isso me preocupa. Muito. Eu preciso que Alice esteja bem.

Quanto mais caminho com Melissa mais a chuva parece intensificar. Trovões ecoam no céu toda hora, e isso me preocupa. Alice tem medo de trovões. Eu deveria estar em casa agora, cuidando dela.

Meu coração dispara quando chegamos nos fundos de uma casa bem grande, Melissa me olha preocupada e suspira com medo então ela começa a andar para uma parte coberta do jardim, ela começa a olhar para o chão, e parece meio desesperada. O que ela tem? O que ela está procurando?

—Ela está aqui. —Melissa diz ainda procurando.

—Já chega, eu vou chamar a polícia. —Christian diz pegando o celular.

—Acredita em mim, por favor. Ela está. —Melissa grita ajoelhando e começa a cavar a terra com as mãos.

Meu coração está doendo. Muito. Eu estou com medo do pior, mas eu não acho que Melissa possa ter machucado Alice, ela só tem sete anos. Não poderia machucar outra criança.

—Eles me obrigaram. Vocês precisam acreditar. —Melissa grita desesperada.

—Melissa?

Viramos todos ao mesmo tempo e vemos Dandara e Roger. Eles estão parados e completamente molhados.

—O que está acontecendo, Docinho? —Dandara pergunta, mas por algum motivo há desespero em sua voz.

—Não. —Melissa grita. —Não se aproximem. Eu vou encontrar. Eu vou contar tudo para eles. Para todo mundo.

—Melissa Carter, você está passando dos limites. —Roger diz tentando se aproximar, mas eu saco a arma e aponto para ele. —O que você...

—Cala a boca. E fica longe. —Murmuro com ódio.

—Achei! Eu achei. —Melissa grita e posso ouvir uma certa alegria em sua voz.

Troco um olhar com Taylor e Sawyer e eles sacam suas armas mantendo apontadas para os Carter’s. Christian se aproxima com cuidado de Melissa e abaixa. Ele me olha apavorado e então toca o chão revelando uma pequena alavanca. Ele puxa a alavanca sem pensar e então, um pouco perto da cerca de madeira, um vão começa a se abrir no chão.

—Vocês não sabem o que estão fazendo. —Roger murmura e o ódio é absolutamente palpável.

—Calados! —Taylor diz firme.

Dandara e Roger trocam um olhar. Eles vão correr. Então eles se viram, e eu ajo sem pensar duas vezes. Atiro na perna de Dandara e ela caí no chão, ao mesmo tempo em que Taylor atira em Roger. Eles caem no chão gritando e os seguranças se aproximam deles, nesse momento ouço um chorinho que conheço muito bem.

Aproximo-me com cuidado do vão que se abriu e tudo que eu vejo é uma grade grande, fechada com cadeados, de um lado há uma escada, e numa parte escura, que começa a se clarear pelo dia, eu vejo Alice, ali no cantinho, cercada por muitas outras crianças.

—Alice. —Grito me ajoelhando.

—Mamãe. Mamãe. —Alice grita estendo os braços e meu coração simplesmente explode.

Ela está bem. Meu bebê está bem.

Há várias crianças, mais de cinquenta. É um espaço como um quarto grande. Há colchões espalhados pelo chão com cobertas. Todas as crianças devem ter cerca de cinco anos para baixo, e parecem muito assustadas. Troco um olhar com Christian e depois encaramos Melissa.

—Eles me obrigam. —Melissa sussurra chorando. —Eu nunca fugi... eles me mandam para a rua, para encontrar crianças, e eu tenho que trazer elas. Para eles venderem. Se eu não fizer isso, eles matam minha mãe.

—Ah, meu Deus! —Christian exclama antes de puxar Melissa para os seus braços.

—Me desculpa. Me desculpa. —Imploro entre lágrimas.

—Eu vou matar você! —Roger grita e eu o encaro com ódio, mas antes que possa responder Taylor começa a chutá-lo.

—Mamãe. Mamãe. —Alice chama e eu volto a encará-la.

—Tudo bem, amorzinho, já, já você vai sair daí. Todos vocês. Vocês vão ver suas mamães. —Sussurro e posso ver algumas crianças sorrindo de emoção.

Viro-me quando ouço o barulho de sirenes, vários carros de polícia começam a estacionar na parte da frente do jardim e vir correndo em nossa direção. Clarck está aqui, ele para ao meu lado e encara o quarto no chão.

—Ah, meu Deus! —Ele exclama então pega seu rádio. —Detetive Adams, venha para cá, você vai querer ver isso.

Clarck guarda o rádio e me encara, depois encara os Carter’s e por fim Melissa.

—Nós... nós vamos tirar eles daqui... eu preciso de espaço. —Clarck diz e eu balanço a cabeça.

Encaro Alice antes de me levantar, aproximo-me de Christian e suspiro ao ver Melissa agarrada a ele enquanto chora soluçando. Viro o rosto e encaro os Carter’s sendo presos, então volto a olhar a menina. Acaricio suas costas e ela me encara.

—Me desculpe... ninguém ia acreditar em mim. —Melissa diz dando pequenos solavancos. —Você foi a única.

—Tudo bem, Mel. Nada vai acontecer com você. Vai ficar tudo bem. —Sussurro acariciando suas costas.

Os policiais começam a cortar as grades, e nessa hora temos que nos afastar. A impressa já está aqui, gravando e tentando falar conosco, mas os seguranças estão os mantendo longe. Nós estamos encostados no carro, encarando todo o processo de retirarem a grade. Meu coração está aflito, muito aflito. Tudo que eu quero é abraçar minha menina... e, saber que Melissa vai ficar bem.

Viro-me quando vários carros começam a chegar e estacionar, então meus olhos se enchem e lágrimas, há mais de trinta carros, e são... são os pais das crianças, eu acho. Elas estão gritando os nomes de seus filhos e tentando passar, mas policias estão fazendo uma barreira. As lágrimas começam a cair quando a primeira criança saí. É uma menina... ela absurdamente linda, tem a pele negra e cabelos super cacheados. Ela deve ter a idade de Alice. Está andando desconfiada, sendo guiada por um policial, então ela para e encara duas pessoas.

—Mamãe! —A menina grita abrindo os braços e começa a correr em direção a mulher e o homem ao seu lado. —Papai.

Logo os pais estão gritando enquanto todas as crianças correm para seus braços. Encaro Melissa e ela encolhe os ombros.

—Você fez um grande trabalho, Mel. —Sussurro e ouço algo que faz meu coração disparar.

—Mamãe. Papai. —Sorrio amplamente e me viro vendo Alice correr com os braços abertos, chamando por nós repetidas vezes. —Mamãe. Papai.

Começo a correr em sua direção, e vejo alguém que faz meu coração se apertar, mas eu não paro, chego a minha filha e pego-a em meus braços beijando-a enquanto ela gargalha. Logo Christian está do nosso lado. Ele toma Alice dos meus braços e começa a jogá-la para cima enquanto ela grita completamente feliz.

Afasto-me com cuidado dos dois e começo a me aproximar da mulher que pendura no pescoço um distintivo. A mulher de olhos tão iguais aos meus.

—Mamãe... —Sussurro sentindo as lágrimas caírem novamente.

Eu não posso acreditar...

—Oi, Ana. —Ela diz e posso ver seus olhos marejarem.

—O que... —Sussurro confusa.

—Aconteceram muitas coisas... eu me tornei detetive. —Ela diz rindo e eu sorrio. —Ela... ela está tão grande. Você está grande.

—Você me deixou... me deixou... —Acuso percorrendo as mãos pelos cabelos.

—Eu... —Carla suspira e encara Alice e Christian. —Nada do que eu disser vai mudar o que eu fiz, Anastásia, mas eu sinto muito.

—Sente? —Pergunto e tudo que eu vejo nos seus olhos é dor e sinceridade. —Eu queria ter levado vocês comigo. Eu teria feito isso.

—Você foi embora com outro.

—Não. É claro que não. Eu jamais faria isso.

—Mas o Ray...

—Ele mentiu para você, sobre muitas coisas..., mas eu estou aqui agora.

—Mas e durante os três anos que eu precisei de você?

—Eu sinto muito... mesmo. —Ela sussurra tocando meu rosto.

Ah, meu Deus! Como eu senti falta disso. Eu me sinto fraca por admitir. Mas eu sinto falta dela. Sinto falta da minha mãe.

—Como você pode nos deixar?

—Há tantas coisas que você precisa saber, filha. —Ela sussurra e eu percebo em como senti falta de ser chamada assim. —Me dá uma chance? Uma única chance. Eu explico tudo, e depois se você não quiser me aceitar, eu vou embora.

—Uma chance? —Pergunto e ela balança a cabeça. —Eu te dou, mamãe...

—Ah, Ana... você continua a garotinha doce de sempre. —Ela diz sorrindo e volta a tocar eu rosto. —Eu preciso trabalhar agora... será que... que eu posso ver vocês depois?

—Claro... Alice vai adorar te conhecer.

—Ela está linda.

—Ela é minha filha agora. —Digo insegura. —Nada do que você diga, vai mudar isso.

—Eu respeito isso... —Carla sussurra tocando meu ombro. —Vai ver seu bebê. Eu tenho trabalho a fazer.

Balanço a cabeça e a encaro se afastar, então volto minha atenção para Christian e Alice e logo meu coração está cheio.

➳➳➳➳

Nós estamos na delegacia, e já são quase duas da manhã. Melissa está sendo interrogada há um bom tempo. Roger e Dandara foram presos, por tráfico de crianças, e, graças aos registros que a polícia encontrou na casa deles, a maioria, ou talvez todas as crianças sequestradas e vendidas, ou adotadas de forma ilegal, voltem para suas famílias.

Haviam cinquenta e cinco crianças naquele quarto, e todas foram entregues as suas famílias. Pelo que eu entendi, minha mãe estava trabalhando no desaparecimento de cada uma daquelas crianças, e, ela estava investigando os Carter’s há algum tempo, mas não tinha provas suficientes para tomar alguma decisão sobre eles.

Minha mãe... isso é um outro grande problema. Ela disse que há coisas que eu preciso saber, e isso realmente está me matando. Eu quero saber por que ela se foi. Eu sempre quis saber. E Ray... ele nunca me contou realmente.

Alice já foi para casa, e Gail está cuidando dela. Christian e eu permanecemos aqui para entender melhor tudo o que aconteceu.

Meu coração dispara quando Melissa sai da sala de interrogação, com a agente social ao seu lado, então vai para outra sala. Carla saí da sala e faz um movimento nos chamando. Levanto-me com Christian e entro na sala, nós sentamos em frente à mesa então encaramos minha mãe e Clarck.

—Então? O que ela disse? —Christian pergunta impaciente.

—Bom, Sr. Grey, ela nos contou muitas coisas. —Carla sussurra. —A Melissa, como eu posso explicar isso? Ela... ela foi roubada da família dela ainda na maternidade, ou seja, ela não tem certidão de nascimento, é como se ela não existisse.

—Ah, meu Deus. —Exclamo completamente pasma. —Eles a sequestraram?

—Sim. —Clarck diz se levantando e se recosta sobre a parede olhando alguns papéis. —Depois eles começaram a usar ela como cobaia. Para atrair outras crianças. Eles levavam ela no parque, quando ela era bebê, e quando as crianças se aproximavam, eles pegavam e levavam sem os pais verem. Quando ela ficou maior, cerca de três anos... ela a escolhiam a vítima, e era só mandar a Melissa para perto deles. Ela chamava as crianças para brincar de esconde-esconde. Foi o mesmo que ela fez com a sua filha. No começo eles esperavam ela com o carro, perto do parque, ou seja, lá onde roubavam as crianças. Depois ela ficou por conta própria de chegar em casa sozinha.

—E então ela nunca fugiu? —Pergunto deixando as lágrimas caírem.

—Não. Era tudo um truque deles. —Carla diz suspirando. —Todas as crianças que eles pagavam, eles vendiam. A Melissa não tinha coragem de contar o que estava acontecendo, então ela inventou a agressão, porque ela queria que as pessoas viessem que havia algo errado, e nem mesmo quando ela levou a assistente social no jardim, ela percebeu o que estava acontecendo ali.

—O que vai acontecer com a Melissa agora? —Pergunto encarando minha mãe.

—Bem, nós vamos encontrar a mãe dela, já temos ideia de quem seja. Ela vai para casa.

—E os Carter’s? —Christian pergunta enrugando a testa.

—Ah, eles vão ter uma estadia bem longa na penitenciaria. Muito longa. Há muitos processos em cima deles. —Clarck diz trocando um olhar com a minha mãe.

Ah, não. Isso não. Ah, que nojo. Eu conheço essa troca de olhar, eles estão juntos. Eu não posso acreditar.

Abaixo a cabeça para não ter que encará-los.

Ficamos apenas mais alguns minutos para poder prestar queixa contra Dandara e Roger, então finalmente saímos da sala. Suspiro ao encarar Melissa sentada em um dos bancos, tomando um copo de água. Aproximo-me e abaixo em sua frente.

—Oi, gatinha. —Murmuro e ela sorri. —Sabia, que você foi muito corajosa hoje?

—Eu fui? —Pergunta de forma tímida.

—Ah, sim. E eu estou muito orgulhosa. Você vai para casa agora.

—Eu sei... eu estou tão feliz. —Melissa diz sorrindo amplamente.

—Eu quero que a gente continue se vendo, ok? Eu sempre vou ser muito grata. Obrigada por cuidar da Alice.

—Obrigada, Ana. Você foi a única que acreditou em mim.

Melissa sorri antes de me abraçar. Aperto-a e meus braços e sinto um calor muito grande que sei vai quando me afasto. Dou espaço para Christian se despedir, mas quando me viro, quando me viro para ir, eu sinto que meu coração está ficando aqui. Eu não posso entender. Melissa vai para casa agora. Mas por que isso parece tão errado?