Notas iniciais
Prólogo!
Espero que gostem!

Já era noite. Na cadeia, dois homens conversavam, um deles, Kurama, estava irritado, não acreditava no que havia acontecido.

_ Não acredito que a Shindo acabou!_ Ele bateu na grade da janela, e então cuspiu do lado de fora.

O outro, que tentava acalma-lo, se chamava Minamisawa.

_ Kurama, essa organização criminosa já deu! Você não pode fazer nada!_ Ele falou para ele.

_ Você quem pensa! Quando eu sair daqui, a Shindo vai renascer das minhas mãos!_ Ele gritou alto.

_ Kurama, não seja infantil! Aceite que não dá mais!_Minamisawa gritou de volta_ Você quer que os brasileiros achem que nós, japoneses e descendentes, somos cruéis, malucos e provocadores do caos!

_ Não! Quero provar que os Brasileiros deviam ter se unido ao Japão na Guerra! E não ter ficado do lado dos malditos Norte-americanos!_ Kurama estava fora de si.

_ Calma Kurama! Eu sei o que você passou, eu sei o que você sente!_ Falou Minamisawa_ E nós estamos aqui em consequencia dos nossos antepassados Norihito!

O garoto se acalmou e se sentou na cama da cela, começando a chorar.

_ Lembro da minha infância com eles..._ Ele soluçou_ Lembro de quando a Shindo entou na minha vida e de quando eu falei com os brasileiros pela primeira vez, e como eles me maltrataram, menos aquela garota. Lembro de tudo...

Muitos anos antes, 1938...

_ Norihito!_ Gritou a mulher, enquanto seu filho saia da pequena plantação que a família tinha.

_ Fale Okaa-san!_ Disse o garoto, com cara de sério.

_ Vou querer que você colha alguns legumes da nossa horta, para eu poder fazer a nossa comida de hoje.

_ Hai, Okaa-san!_ Disse o garoto saindo da casa, na direção da horta.

_ Eu tenho um menino de ouro_ Falou a mãe.

O garoto chegou na horta, e lá encontrou um garoto, já seu amigo, chamado Tenma. Ele estava junto de outro garoto, mais baixinho que Kurama.

_ Kurama-senpai, esse é o Shinsuke_ Falou Tenma_ Ele se mudou para a cidade ontem.

_ Prazer, Shinsuke-kun!_ Falou ele_ Minha mãe está fazendo agora um parto que ela aprendeu ontem com nossa viznha italiana.

_ Que interessante Kurama-senpai!_ Falaram os dois.

_ Bem, agora tenho que colher esses tomates para que ela possa fazer um molho_ Falou ele, começando a colher os tomates.

_ Nós te ajudamos, Kurama-senpai!_ Eles exclamaram.

_ Ok então..._ Falou ele.

Em outro lugar...

Um bar quase caindo aos pedaços, tinha apenas o dono e um garoto sentado num banco ao lado do balcão.

_ Hey, Tsurugi..._ Falou um garoto de cabelos roxos entrando, seu nome era Hikaru.

_ Fala logo Hikaru!_ Disse Tsurugi, aparentemente irritado_ Eu não tenho tempo. Meu irmão está vindo para cá, e tenho que recebê-lo na estação.

_ Ok... Achei mais três casas com casais de brasileiros e japonesas ou brasileiras e japoneses, como você me pediu_ Disse ele inocentemente.

_ Arigatou pequeno Hikaru-kun_ Disse Tsurugi passando a mão nos cabelos dos garoto e deixando dinheiro no balcão.

_ Garoto!_ Chamou o dono do bar_ Ontem chegou isso aqui para alguns moradores da região_ Ele mostrou um decreto oficial do governo, que proibia o uso de qualquer idioma que não fosse o Português, e o Inglês em casos, em público ou anúncios, cartazes e fachadas de estabelecimentos_ Mas, como eu não sou dedo-duro e não sou uma pessoa ruim, vou deixar passar, mas, agora é lei, infelizmente garotos_ Disse olhando para os dois que se levantaram e foram para a saida.

_ Kuso!_ Disse ele saindo.

_ Tsurugi!_ Gritou Hikaru preocupado_ Vai que tem algum agente por aqui? Vai que ele nos prende!

_ Hikaru... Vá para casa, eu vou buscar meu irmão, e daqui a algumas horas, estarei no vilarejo_ Falou o garoto olhando o vento.

_ O-ok!_ O garoto falou correndo na direção oposta.

_ Maldita lei! Maldito governo!_ Sussurrou Tsurugi_ Maldito Brasil!

Estação de Trem...

_ Yuuchi!_ Falou Tsurugi correndo na direção do irmão.

_ Kyosuke!_ O irmão dele ficou feliz em vê-lo.

_ Quanto tempo, irmão!_ Ele falou a ultima palavra com dificuldade.

_ Kyosuke, o que aconteceu com você?_ Perguntou Yuuchi_ Desde que começou a aprender Português, disse que achava Nii-san, mais bonito, e mais você.

_ É... Por causa de um Decreto-Lei, que proíbe falar, ler, escrever ou ouvir japonês, alemão e italiano em locais públicos, exceto em casos de nomes, comidas e cidades_ Disse o garoto.

_ Entendo..._ Disse Yuuchi_ Por falar nisso, conseguiu o que eu te pedi?

_ Sim, os endereços das casas_ Falou ele.

_ Ótimo_ Disse Yuuchi_ Sinto que será muito importante daqui alguns anos.

_ Bem, vamos para casa_ Falou ele_ Tenho péssimas notícias, nosso pai foi preso por Perturbação da Ordem, depois que gritou que uma estação de radio voltasse ao normal.

No Vilarejo, casa de Kurama...

_ Obrigado por me ajudarem a colher esses tomates!_ Falou Kurama, sorrindo_ Agora, é só levá-los para minha mãe cozinhar.

_ Bem, não foi nada, Kurama-senpai!_ Falaram Tenma e Shinsuke.

_ E, quem sabe ela não deixa vocês experimentarem também?_ Disse Kurama.

_ Verdade?_ Os olhos deles brilharam.

_ Claro!_ Disse ele andando na direção da casa_ Venham!

_ Uhul!_ Comemoraram os dois.

Junho de 1942, vilerejo, casa de Kurama...

_ Kurama-kun, hoje um membro da Pia vem aqui nos dar dinheiro!_ Disse a mãe dele_ Desde que seu pai foi preso por Averiguação, que eu me preocupo com o seu futuro.

_ Ok mãe..._ Falou um triste Kurama.

Kurama tinha deixado de lado a inocência desde que seu pai foi preso para Averiguação de uma denúncia de espionagem. O garoto passou a trabalhar e tinha que se controlar as vezes para não surrar alguns americanos que visitavam a região. Desde que o pai foi preso, ele a mãe recebiam doações da Pia, uma organização criada para ajudar a colônia no Brasil.

_ Você vai estudar no ensino médio ano que vem, então acho bom você parar de trabalhar_ Falou a mãe dele_ E de qualquer modo será perigoso por causa da guerra! Nós estamos do lado oposto aos dos brasileiros!_ Falou ela.

_ Eu sei, mãe, eu sei!_ Disse Kurama.

_ Tudo bem meu filho, eu agora, vou ao mercado, espere o beneficente da Pia!_ Falou a mãe dele.

Ela saiu com a sacola, e Kurama foi se arrumar no quarto. Chegando lá, ele viu um garoto que estava desmaiado havia dias, e nem dava sinal que iria acordar. A única coisa que sua mãe e ele sabiam sobre o garoto é que ele se chamava Tsurumasa Hayami e que tinha dupla nacionalidade, como ele e sua mãe.

_ Quando será que esse garoto vai acordar?_ Se perguntou Kurama, quando alguém bateu na porta.

O garoto correu para atendê-la. Ao abri-la, viu um homem que era diferente do que costumava vir em sua casa todo mês. Tinha baixa estatura, cabelo pontudo e usava um sobretudo azul bem escuro.

_ Ahn... Quem é o senhor?_ Perguntou Kurama.

_ Kogure, Yuuya Kogure-sama_ Fez ênfase ao falar sama.

_ Vo-você falou, japonês?_ Se perguntou Kurama, pois era proibído falar a língua no país.

_ Claro! Em comunidades próprias, alemães, italianos e japoneses falam normalmente, nossas línguas natais_ Falou o homem para ele.

_ É verdade então, que alguns aind-da fazem isso..._ Kurama estava apavorado e surpreso_ Isso... Vocês não tem medo de serem presos?

_ Claro que não! Fazemos isso em absoluto segredo_ Falou Kogure_ E acho que você não sabe das novas...

_ Que novidades?_ Perguntou Kurama.

_ Que a sede da Pia na cidade, agora tem outra localização e agora, obedece a um novo centro, a uma nova organização, trduza-me: "Liga do Caminho dos Súditos"!_ Incentivou Kogure.

_ Shindo... Renmei_ Disse Kurama, deixando Kogure entrar na casa.

Notas finais
Para saber mais, favor visitar a Wikipedia ou Google, já que essa organização realmente existiu.
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