Notas iniciais
Mais um!
Espero que gostem!

Após uma franca conversa com o garoto, Kogure fez a pergunta fatal.

_ Nós ficaremos a sua disposição_ Falou Kogure.

_ Ahñ?_ Kurama o questionou.

_ Vou ser direto, quer se juntar a Shindo Renmei?_ Kogure perguntou convicto.

_ Por que eu me juntaria?_ Desconfiou Kurama.

_ Não tem raiva do que os americanos estão fazendo?

_ E..._ Ele foi interrompido.

_ Não minta!_ Disse Kogure encarando o garoto.

_ Tenho, muita raiva..._ Ele desabafou e começou a chorar.

_ Ponha para fora, mas não de maneira fraca como chorar, mas de maneira forte!_ Incentivou Kogure.

_ Como assim, forte?_ Perguntou Kurama.

_ Matando os americanos!_ Ele gritou_ Exterminando toda aquela maldita raça da face da Terra! E depois, assumir o controle do mundo, matando os Alemães!

_ Eu, acho que, vou pensar, e, amanhã lhe dou a resposta_ Falou Kurama.

_ Ok, eu esperarei no Bar da Cidade, às duas em ponto, não chegue atrasado_ Falou Kogure_ Pois partirei as duas e quatrenta e cinco para outra cidade, no Paraná, para informar sobre a Shindo_ Ele disse, jogando o dobro da quantia que Kurama e sua mãe recebiam da Pia.

Kogure foi embora, e Kurama fechou a porta, e foi ver como Hayami estava.

Dezembro de 1948, Prisão Estadual

_ Foi o primeiro contato que eu tive com a Shindo_ Disse Kurama apoiado na grade da janela.

_ Meio parecido com o meu, só que, eu fui recrutado a força, dois dias depois_ Falou Minamisawa olhando as outras celas, vazias, com exceção de uma, onde um garoto dormia, e ao seu lado, um homem de cabelos azul-petróleo_ Pobre Kariya, ficou aqui com o filho.

_ Quem mandou não deixar a mãe levar o garoto?_ Falou Kurama.

_ Ele não queria ficar longe do filho!_ Disse Minamisawa.

_ Minamisawa tem razão, Kurama-san_ Disse Kariya da outra cela_ Eu quero meu filho perto de mim, afinal, Aoi foi morar na Indonésia, enganada por aquele vendedor medíocre!_ Ele bateu forte na grade_ Merdinha!_ Ele chutou um penico de metal que bateu na grade e o barulho ecoou alto.

_ Calma Kariya, nós podemos ter descoberto o golpe, mas ela aceitou isso nos tempos em que acreditar era comum_ Falou Minamisawa.

_ E por causa dessa burrada toda, que ela deve tá plantando arroz, agora_ Disse ele fazendo carinho na cabeça do filho_ Maldita seja a Shindo! Que todos os que enganaram alguém morrão da pior forma possível!_ Gritou ele_ De preferência afogados nas merdinhas que eles mesmo são!

_ Masaki!_ Falou Minamisawa_ Quer que seu filho aprenda isso!

_ Seja mais homem Minamisawa!_ Disse Kariya_ Ele fala se ele quiser!

_ Sorte que eu não passei a infância com vocês!_ Disse Kurama com indiferença.

_ Foi duro viu Kurama_ Falou Minamisawa.

1938, vilarejo perto de uma estrada principal, três dias antes dos acontecimentos do capítulo passado

_ Atsushi!_ Gritava a mulher pelo filho, que brincava na rua_ Atsushi, venha lavar as mãos para almoçar!

_ Já vou mãe!_ Gritou ele em resposta.

_ Não demore!_ Gritou ela de volta_ Senão, vai se atrasar para a escola.

Minamisawa era uma criança feliz, e uma das mais velhas do pequeno vilarejo de Dolce Lar, fundado por italianos, mas que acolhia japoneses, alemães, franceses, lituanos, arabes e ingleses. Era um dos mais responsáveis também, e bastante solidario com seus colegas e vizinhos. Era muito amigo de Kariya Masaki, Aoi Sorano, Kageyama Hikaru, dos irmãos Tsurugi, Tsurumasa Hayami e Hamano Kaiji.

_ Bem, vamos almoçar, senão, nos atrasaremos para a escola_ Disse Minamisawa preocupado com os outros.

_ Ok Minamisawa-senpai!_ Gritaram os outros.

Eles correram apra suas casas, e lá, lavaram as mãos e almoçaram. Então, saíram apra a escola do vilarejo.

_ Hey, Hamano, por que Tsurugi e Hiakru andam faltando esses dias?_ Perguntou Minamisawa para seu vizinho.

_ Não sei, acho que é porque Yuuchi-san pediu para o irmão fazer algo para ele na outra cidade_ Respondeu Hamano.

_ Ok então..._ Se conformou Minamisawa.

Chegaram na escola e lá viram um sujeito que usava uniforme militar, em seu traje estrava escrito o seu sobrenome, Roniejo, e, quando todos os alunos chegaram, o diretor, Fideo, os encaminhou ao pátio.

_ Alunos, esse é o Inspetor-Geral de Ordem e Educação do Estado_ Falou ele_ Ele está aqui, pois agora, um Dcreto-Lei foi sancionado e é, agora, proibido o ensino de matéria em línguas estrangeiras e o aprendizado das mesmas, com raras excessões, como o Inglês e o Francês, cujo, apenas o básico terá que ser ensinado.

_ Exato, pois o Querido Presidente quer que vocês façam do nosso país, o país do futuro!_ Ele disse.

_ Bem, voltem para suas salas em paz, e sem comentários_ Disse o diretor, com um pouco de sotque, que tinha.

_ E caso comentem, que seja em português!_ Falou o Inspetor, cumprimentando Fideo e saindo da escola.

_ Merdinha!_ Sussurrou Minamisawa.

Na saída, Minamisawa, Kariya e Hamano foram falar com o diretor.

_ Crinaças, eu entendo, realmente entendo, mas não posso fazer nada, senão eu serei preso, e vocês serão tirados de suas famílias, sendo colocados em Orfanatos_ Disse o Diretor, triste com a situação.

_ Ok, obrigado pela ajuda, Diretor_ Falou Hamano com Minamisawa. Kariya havia ficado mudo, e os três saíram da sala do Diretor.

_ Que eles vão a merda!_ Gritou Kariya_ Cansei de ser rebaixado quando vou na cidade comprar as coisas, cansei de ser visto como se fosse um pau-mandado, cansei de duvidarem da honra do Imperador!_ Ele falava revoltado, chutando baldes de lixo, e sujando a escola.

_ Calma Kariya!_ Disse Aoi chegando, e o garoto ao ouvir sua voz, corou.

_ Aoi-chan_ Ele ficou sem graça_ Você concorda comigo?

_ Olha a boca Kariya!_ Disse Hamano para ele.

_ Concordo, Kariya-kun!_ Falou ela.

_ Eles ainda não entenderam!_ Bufou Hamano.

~X~

Tókio, 1938, um dia antes dos acontecimentos do capítulo anterior

_ Então, quando vamos?_ perguntava um garoto de cabelos castanhos aos seus pais.

_ Partiremos em dois dias_ Falou uma mulher.

_ Tem certeza que não quer ficar Shindou?_ Perguntou um homem para o garoto.

_ Tenho pai, afinal, eu tenho um amigo, e uma amiga, perdidos no Brasil_ Disse ele.

_ Mas, eles te escrevem todo o mês_ Disse a mulher.

_ Quero revê-los, para saber que não são pessoas que mandam como eles_ Disse ele, olhando para uma janela, e observando uma criada sua, de cabelos roxos e longos.

_ Já disse, que fomos nós que mandamos Fuyuka fazer aquilo, pois lemos a carta que eles mandaram!_ Disse a mulher.

_ Não me importa, eu vou para o Brasil_

Dezembro de 1948, aeroporto particular

Era uma noite chuvosa na capital, um homem estava entrando no avião particular, junto de uma mala, acompanhado de uma mulher, de cabelos roxos, e de um homem ruivo.

_ Esta tudo pronto para retornarmos, só falta a Akane e o Ranmaru_ Falou Shindou aos dois.

_ Ainda acho que você deveria ficar_ Disse Hiroto.

_ Ele não pode, principalmente depois do que aquele homem fez com ele_ Disse Fuyuka.

_ Nunca imaginei que Tenma pudesse me passar para trás_ Falou Shindou_ Parecia ser um amigo fiel.

_ Daqui a pouco, o senhor Kirino e a senhoria Akane chegam_ Disse Hiroto olhando para fora.

_ Hiroto-san, estaremos voltando para o Japão, iremos viver em Okinawa, na ilha particular da família Shindou_ Disse ele_ Não vai precisar de português lá.

Notas finais
Bem, espero que tenham gostado.
No próximo, as coisas vão ficar mais tensas!
Bem, reviews?