O Caminhante
1 Prólogo
Num mundo onde não se existe dó ou compaixão, homens e mulheres tem que caçar para sobreviver. Onde os animais tem tamanhos escândalos, desproporcionais ao molde forjado pela mãe natureza. Um mundo onde rios e lagos banham pequenas colônias onde seres humanos sobrevivem com o que podem, onde verões são menos frios, e invernos, glaciais. Um mundo onde poucas árvores restaram, multiplicadas por alguns poucos seres – desde humanos a pequenos animais –, que costumam plantar sementes para que tenham o que comer, antes que chegue o inverno.
Um mundo que se reergueu lentamente, após a Guerra do Fogo.
A Guerra Sanguinária, aquela que acabou com as metrópoles mais desenvolvidas, com seu armamento trazido do Novo Mundo – onde um dia, o Sol brilhou, fazendo crescer as plantações. Com sua pólvora e chamas ardentes, de onde se derivou o nome de tal acontecimento. Uma Guerra a qual muitos povos sofreram com o medo, a fome, o frio e a morte. Todo o tipo de armamento foi utilizado – desde gases venenosos até bombas e canhões avassaladores, que não deixaram uma simples casa em pé. Muitas famílias ficaram sem teto em meio ao inverno, acabaram congeladas e com fome... Crianças gritando e chorando para salvar suas mães cujos peitos foram atravessados por balas, isto quando não eram levadas para o deleite dos soldados inimigos... Maridos morrendo tentando proteger sua pátria e suas famílias porém em vão, um caos infernal que durou dezoito anos... Dezoito anos de tormenta, que finalmente cessaram. O mundo se reerguia em passos lentos, como um bebê em desenvolvimento retomando as primeiras engatinhadas.
Porém as civilizações nunca mais foram as mesmas.
Devido à destruição em massa causada pela Guerra – sim, escrito pelos escrivães com “g” maiúsculo, por ter sido uma das guerras que mais marcou a história – civilizações inteiras tornaram-se ruínas. Povos e pequenas a grandes colônias abandonaram seus lares, foram para outras terras... Deixando tudo que um dia fora seu para trás. Abandonando o que talvez tivessem levado suas vidas inteiras para construir...
Mas o que importava é que estavam vivos.
E isso sempre foi o que mais importou. Estar vivo.
Incrível como algo tão simples e delicado como a vida possa mudar tanto um ser humano...
Notas finais
Então, gostou? Deixa uma review aí dizendo o que acha, não julga pelo prólogo, porque ainda tem muito mais por vir. Não falamos da história em si ainda, e sim do ambiente... Gosto de narrar essas coisas =3
E então, reviews? *o*
Fale com o autor