O Caçador
31 dor
Notas iniciais
Boa leitura
Musica:Evanescence-My Immortal (N/A: leiam o capitulo escutando essa musica)
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Sentia o me sangue escorrer de meu peito ferido e meu coração já batia cada vez mais fraco aos poucos sentia minha vida se esvaindo, Sentia meu corpo fraco, a respiração cansada, o fim estava próximo podia sentir, contudo isso não importava mais se morresse ali iria morrer para proteger a pessoa mais importante da minha vida, se não fosse por Leonora eu não estaria aqui nesse exato segundo. Olhei novamente para o rosto perfeito de minha mãe, seus olhos que sempre considerei frios agora estavam banhados por lagrimas, tentei tocar seu rosto.
– Esta tudo bem – Minha voz saiu como um fino sussurro – Eu te amo mãe – Meu corpo se estremece tudo esta ficando escuro escuto o grito agudo dela.
– Não, olha pra mim meu amor, olha para mim – ela tenta inutilmente reanimar meu corpo – tento balbuciar que esta tudo bem, Porém não tenho mais forças meu olhos só enxergam a escuridão tudo lentamente esta perdendo o som e a ultima coisa que ouço é o choro desesperado de dor de alguém que já não sei mais assimilar quem é e tudo se apagou.
______________________NARRADOR___________________________________
Andreia fitava o corpo morrendo aos poucos nos braços de Leonora, aquela cena a impediu de fazer uma nova investida, ficou observando a dor de Leonora, era uma dor sincera, era difícil de acreditar que Leonora estava ali vulnerável por causa da morte de outra pessoa. A temida, poderosa, fria e calculista Leonora nesse momento era apenas uma mãe sofrendo a perda de seu “bebe”, isso era inacreditável aos olhos de Andreia, contudo ela olhava para o corpo pálido nos braços de sua inimiga e não conseguia sentir-se vitoriosa pela dor que causou a ex-amiga, sentiu uma sensação ruim ao ver sua vitima ali morrendo lentamente.
Leonora ergueu a cabeça e olhou furiosa para Andreia, seu coração ferido pela sua perda se converteu em ódio.
– Sua monstra, você matou...matou – Chorou se agarrando ao corpo, sem coragem de conseguir prosseguir com a frase e explodi-o gritando toda sua dor – Assassina, assassina.
– Você sua lacraia me chama de monstro – Andréia riu sínica – e o que é você então? Sua víbora, Você roubo e matou meu filho, meu bebe recém-nascido, uma criança indefesa – Gritou colocando para fora sua dor de anos.
– Vadia assassina não tem noção do que fez
Todos estavam paralisados vendo a cena a sua frente, ninguém ousava se mexer assistindo o acerto de contas das duas prorrogado há vinte anos.
Daniel estava calado olhava para a vitima de Andréia com dor, no minuto que viu o corpo pálido desfalecendo nos braços de Leonora seu coração de pedra se contorceu de dor “ Não, não pode ser” pensou aflito, naquele instante viu o peso que toda aquela vingança inútil havia causado, Seu coração estava sangrando também estava chocado demais para conseguir falar ou fazer algo.
Nunca imaginou que tudo aquilo levaria a esse trágico desfecho, a única pessoa que jamais quis machucar agora estava morrendo, como a vida podia ser irônica há alguns segundos queria matar com suas próprias mãos Leonora e agora compartilhava um sentimento tão forte com ela: A dor da perde de uma pessoa que amava tanto e que não teve tempo suficiente para lhe dizer isso. No final de tudo Matheus que estava certo aquela vingança apenas lhe tirou coisas e agora havia lhe tirado uma das únicas pessoas que amou e que se pudesse daria a vida para proteger.
– Tenho sim paguei na mesma moeda a dor que você me causou – Andreia revidou orgulhosa. – apenas exterminei da terra mais um dos seus demônios imundos.
Leonora a olhou sádica, fria como gelo e disse com a voz áspera:
– Não Andréia, você não matou mais um dos meus demônios imundos – Apertou o corpo em seu peito, sufocou sua dor, o olhou novamente “eu nunca imaginei que te amaria tanto” pensou acariciando o rosto pálido de seu filho, prosseguiu – Você matou seu próprio filho, eu não sou a assassina do Felipe você é.
Andreia olhou para Felipe caído pálido e sem vida nos braços de Leonora e como uma luz em sua cabeça aquela declaração desanuviou seus olhos que estavam tampados pelo ódio e que a impediam de reconhecer seu próprio filho e no mesmo momento seu coração reconheceu, era ele seu Felipe, ela havia matado seu tão amado filho, ela era sua assassina não Leonora.
– NÃOOOO – gritou sangrando por dento, caindo de joelhos no cão, e viu em um relance os olhos do seu filho se fecharem para sempre, não havia mais volta ele estava morto.
Notas finais
Vejo vocês nos reviews
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