O CEO que Eu Paguei
4 Trabalho
Ela começou a massagear o volume com firmeza, e ele deixou a cabeça tombar para trás por um instante, gemendo baixo, os dedos cravando na coxa dela.
Helena aproveitou. Beijou o pescoço dele, depois desceu lambendo o maxilar, mordeu de leve o canto da boca antes de tomar os lábios dele com mais fome.
Ele correspondeu. Com tudo.
O beijo virou embate. Língua, dentes, gemidos abafados. Ela se esfregava com vontade no colo dele, sentindo a dureza pressionando entre o fino fio da calcinha. Ele agarrou a bunda dela com uma pegada forte.
— Se você quisesse me enlouquecer, tá quase lá — ele disse entre os beijos.
— Quase? — ela provocou.
E então segurou a mão dele e a colocou entre suas pernas, por cima da calcinha fina.
— Sente.
Heitor pressionou. A respiração dele falhou. Ele mexia os dedos sentindo bastante o líquido lubrificante dela, um pouco pegajoso, e ouvindo o som que fazia.
— Tá molhada assim por mim?
— Não é por você — ela mentiu, cínica e com um sorriso insolente. — É por tudo que eu quero fazer com você.
— Você é maluca.
— E você adora — ela respondeu, mordendo o lábio inferior dele com firmeza.
Ele ia puxar a calcinha, a tensão no ar já quase cortando a pele… mas o celular vibrou.
Uma, duas vezes.
Ela travou. Ele parecia não ter percebido, os beijos pela pele arrepiada dela continuavam entre os seios.
Helena suspirou, inclinou o corpo e esticou o braço, pegando o aparelho no criado-mudo. A tela acesa mostrava o nome da supervisora. Trabalho. No seu dia planejado de folga.
Heitor ainda estava com a mão na cintura dela, beijando o seu corpo à medida que ela se esticava e apertando a bunda e a coxa com insistência. Mas ela levantou a palma da mão, gesto claro: espera.
Ele ficou parado, observando, a respiração ainda pesada. Parecia um pouco incrédulo.
— Oi? — Helena atendeu com a voz firme, baixa, como se estivesse no meio de uma reunião importante. — O quê? Não… não era pra fazer isso hoje. Tá, tô indo.
Desligou. Massageou as têmporas, respirou fundo e virou para ele.
— Me desculpa.
Ele não respondeu. Apenas a olhava com intensidade. Não parecia bravo. Parecia... intrigado. Ferido. E ainda visivelmente excitado.
Helena se levantou e subiu a blusa, cobrindo seu sutiã. Passou a mão pelos cabelos, arrumando-se com uma tranquilidade calculada. Foi até a cômoda ao lado da cama, abriu a bolsa e pegou um pequeno maço de notas dobradas.
— Não gosto de ficar devendo — ela disse, deixando o dinheiro em cima da madeira polida, como se fosse o pagamento por um serviço qualquer. — Mesmo que o serviço não tenha sido completo.
Heitor travou. A expressão mudou.
— Você tá me pagando? — ele perguntou, devagar, a voz mais grave, como quem tentava confirmar que tinha ouvido certo.
— É só um gesto educado. Considere como quiser.
Ele riu. Curto, quase sem humor. Passou a mão pela barba e olhou para a calça ainda armada entre as pernas, depois para ela, incrédulo.
— Camila… — falou com o sotaque carioca escorrendo pela voz. — O único pagamento que eu quero de você é você levando meu pau inteiro na sua buceta. Gritando meu nome. E pedindo mais. E se brincar vai falar até que me ama de tanto prazer.
Helena parou, como se absorvesse o golpe — e depois sorriu, lenta, debochada.
— Você é cheio de frases de efeito, carioca. Mas, no fim, ainda tá aí… sentado, com cara de quem foi deixado na mão.
— Tu tá de sacanagem comigo, né, Camila?
Ela ajeitava o cabelo, serena. A blusa ainda meio torta, a pele quente de desejo recém-interrompido. Não olhou pra ele.
— Só tô indo trabalhar, Heitor.
— Trabalhar? — ele riu de novo, descrente. — Comigo assim? Duro?
Ela virou só o suficiente pra encarar o volume entre as pernas dele. Depois, ergueu os olhos, impassível.
— Achei que um homem resolvia essas coisas sozinho. Ou o carioca só funciona com plateia?
Heitor passou a mão no rosto, respirou fundo, os olhos cravados nela.
— Sobe nessa cama de novo e eu juro... tu não anda até terça.
— Hmm... promessas demais pra um homem que nem conseguiu tirar minha calcinha.
Ele se inclinou pra frente, os cotovelos nos joelhos, a frustração exposta no rosto.
— Você gosta de provocar, né? Só quero ver a pose quando a gente se encontrar de novo. Se tiver alguém por perto, melhor nem olhar muito pra mim… porque eu vou lembrar de tudo. Cada detalhe de você.
— Acha que eu me importo? — ela provocou, já ajeitando os cabelos como quem se recompõe depois de uma reunião de negócios.
— Não sei. Mas essa calcinha molhada… essa aí me disse que você vai voltar.
Ela sorriu de canto.
— Eu sou boa no que eu faço. E isso aí — disse, olhando diretamente para a calça dele, ainda com o volume gritante — é a prova.
Heitor bufou, mordendo o lábio, sem saber se estava mais excitado, mais frustrado ou mais fascinado.
— Vai sair mesmo? Me deixando nessa situação?
Ela ajeitou a alça da bolsa no ombro e respondeu com ironia sutil:
— A parte boa de te deixar assim... é saber que ninguém vai conseguir resolver melhor do que eu.
— Cami... — ele chamou, o tom mais sério, o olhar cravado nela. — Não finge que isso aqui foi só diversão. A gente nem começou direito.
Ela parou com a mão na maçaneta. Virou o rosto só o suficiente pra deixá-lo com mais uma dúvida.
— Não precisa vir com esse papinho. Eu não quero te conhecer e nem quero que me conheça. Só quero que você lembre.
— Lembrar do quê?
Ela olhou por cima do ombro com um meio sorriso, fria e afiada como uma lâmina.
— De que não precisei de muito pra te deixar assim… cheio, latejando, e com cara de cachorro sem osso. Todo melecado.
E saiu.
Deixando o quarto com cheiro de pele quente e promessa quebrada.
Ele ficou ali. Sentado.
Sozinho.
E com o gosto dela ainda na boca.
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