O CEO que Eu Paguei

36 Por favor… Heitor…


Ele estava completamente dentro dela, os corpos colados, a respiração entrecortada preenchendo o espaço abafado do carro. Helena puxava o ar como se fosse pouco, o corpo arqueando a cada investida.

— M-mete mais fundo… — ela sussurrou, com a voz rouca, a testa colada na dele.

Heitor respondeu com um gemido abafado e uma estocada mais firme, fazendo o corpo dela vibrar embaixo do dele. A cabeça dele bateu no vidro com o movimento, mas ele nem se importou. Soltou uma risada baixa, ofegante.

— Você vai acabar me fazendo quebrar esse carro inteiro, porra…

Ela sorriu com malícia, mordendo o lábio e apertando as pernas em volta da cintura dele.

— Então quebra… mas não para.

Heitor puxou o cabelo dela com delicadeza e força ao mesmo tempo, expondo o pescoço. Deu uma mordida demorada ali, fazendo ela arfar alto.

— Caralho, Helena… você tá me deixando doente.

Ela inclinou a cabeça pra trás, os seios subindo e descendo com força, os gemidos dela ecoando dentro do carro e com certeza nas redondezas daquele lugar. E a cada som que ela fazia, Heitor parecia ir para outra dimensão , enrijecendo os braços se controlando para aguentar o máximo possível.

— Mais… vai, Heitor. Mais forte…

— Você gosta assim, né? Toda brabinha lá fora, mas aqui dentro... — ele sussurrou com a boca colada no ouvido dela — …é minha putazinha.

Ela cravou as unhas nas costas dele de novo, arfando de prazer e provocação:

— Sua puta não… sua perdição.

Ele soltou o ar baixo, batendo de novo a cabeça no vidro ao empurrar mais fundo. O carro rangia, o banco tremia, e o corpo dele parecia querer se fundir ao dela.

— Eu não aguento mais essa sua boca, Helena — ele dizia entre as estocadas. — Fala mais… me diz o que você quer.

Ela gemeu, revirando os olhos, o corpo tremendo.

— Eu quero você me fodend0 como se fosse sua. Como se eu fosse só sua.

Os olhos dele piscaram escuros, o rosto tomado por um misto de fúria e desejo.

— Mas você é. Você sabe que é.

Ele se afastou só o suficiente pra segurar ela com força pela cintura e mudar o ritmo — agora mais lento, mais profundo, mais gostoso, sentindo o pau dele forçar o útero e deslizar pelo ponto G. Helena agarrou o banco atrás com força, gemendo mais alto, a boca entreaberta implorando sem palavras.

— Assim… assim, Heitor… — ela dizia, e ele a olhava como se fosse pecado.

— Tá sentindo? Isso tudo é seu. Só seu.

A cabeça dele bateu no teto de novo e ele soltou uma risada rouca, ofegante, com o rosto suado e as veias pulsando.

— Caralho… você vai acabar comigo, mulher.

— Então acaba logo… — ela gemeu. — Me faz gozar por você.

Ele parou um segundo, respirando forte. O olhar azulado parecia em chamas.

— Eu vou, Helena. Mas você vai gozar primeiro. Eu quero sentir você tremer por mim. Eu quero ouvir você gritar meu nome.

Ela gemeu em resposta, as pernas travando, o quadril rebolando contra ele, querendo mais — querendo tudo. E Heitor continuou estocando assim vendo ela contrair o corpo para ele.

Helena já não sabia onde terminava.

O corpo todo parecia um fio desencapado. Cada movimento dele a fazia perder o eixo.

Heitor segurava sua cintura com firmeza, enterrando o pau devagar e fundo, como se quisesse marcar cada milímetro dela.

— Assim… — ela gemeu, a voz falhando. — Assim, Heitor… por favor…

O ritmo era lento, sim. Mas havia uma precisão que desmontava. Ele sabia exatamente o que fazia, sabia onde tocar, onde esfregar e como olhar para ela.

— Então é assim que você implora safada? — disse com um sorriso vencedor estampado — É todinho seu, nessa sua bectinha saborosa.

Os olhos dele ardiam nos dela. E ela não conseguia desviar.

— Tá sentindo isso? — ele murmurou, sem parar. — Seu corpo apertando o meu.

Ela gemeu, mais alto agora, o rosto quente, os olhos úmidos de tanto segurar.

— Eu não aguento mais…

— Goza pra mim — ele sussurrou, com a voz baixa, rouca, feita de ferro e veludo. — Mostra pra mim o que ninguém nunca viu.

Ela tentou dizer algo, mas a onda já estava vindo.

Um calor subindo da base da barriga, rasgando tudo por dentro com uma força nova, forte e incontrolável. Quase doloroso de tão bom.

Heitor continuava entrando, fundo, rápido e forte. As mãos estavam cravadas na cintura e na coxa, a pele toda arrepiada, e ele adorava a pele dela assim.

E então, com uma última estocada mais para cima, funda, mais cheia, ela quebrou.

O corpo dela se arqueou sem aviso, os dedos agarrando qualquer parte dele que alcançassem, as pernas apertando com força a cintura dele, o peito arfando sem controle.

— Ahn… Heitor…!

O nome escapou em um gemido delicioso, como confissão e como súplica.

Ela tremia.

E ele sentia tudo.

Cada espasmo.

Cada contração úmida e intensa que o puxava mais fundo.

O gozo veio intenso e descontrolado.

Ela gemia com a testa colada no ombro dele, a boca aberta, o corpo pulsando sem conseguir parar.

— Isso… — ele dizia contra a orelha dela. — Isso… porra… olha o que você me faz…

Heitor a segurava como quem segura algo precioso.

Porque era.

Porque ela era.

E Helena, pela primeira vez, não se defendeu.

Não debateu.

Não fingiu indiferença.

Ela gozou por ele e com ele.

E porque ele, maldito ou não, a fez sentir algo que ela nunca tinha sentido antes: Prazer.

Heitor ainda estava dentro dela, ofegante, o peito subindo e descendo como se tivesse acabado de sair de uma luta. O corpo colado ao dela, os músculos tensos, o suor escorrendo pela têmpora até a mandíbula. Helena respirava contra o pescoço dele, os dedos sem força ainda em suas costas, as pernas trêmulas ao redor do quadril dele.

O corpo dela ainda tremia.

As pernas travadas ao redor da cintura dele, o ventre pulsando com força, úmido, quente, absurdamente apertado.

Helena tinha gozado como nunca antes na vida. Com o corpo, até com a alma e com a boca que chamava o nome dele como se fosse reza.

E aquilo...

Aquilo acabou com ele.

Heitor segurava firme, tentando se conter, tentando prolongar, estava delicioso dentro dela, mas o corpo dela — aquele calor absurdo, aquele encaixe perfeito — implodia qualquer controle.

— Caralho, Helena… — ele sussurrou, os olhos fechados, o maxilar travado.

Ela ainda gemia baixo, o corpo reagindo em espasmos involuntários.

E então, no meio daquele delírio, ela falou.

— Heitor… — gemeu de novo, com a voz fraca, falhada, mas carregada de desejo.

Só que dessa vez… Foi diferente.

Foi o modo como ela disse. Foi o som da boca dela abrindo o nome dele com aquele tom entre o prazer e o súplica.

Um gemido quente, sincero, rendido — como se ela não tivesse mais escudo nenhum. Porque agora, ela era dele.

Aquilo foi o gatilho.

Aquilo foi o fim.

Heitor grunhiu com força, quase em fúria.

Agarrou a cintura dela com ambas as mãos e afundou com tudo, uma, duas, três vezes, até o corpo inteiro dele estremecer.

— Foda-se… — ele gemeu contra o pescoço dela. — Não dá. Não aguento mais!

E então gozou.

Forte. Inteiro. Profundo.

O prazer explodiu como uma descarga elétrica pelo corpo dele.

Veio com tudo que ele segurou — a fome, a tensão, a raiva, o desejo acumulado por noites.

O corpo dele se curvou sobre o dela, o som abafado do gemido contra a pele quente do ombro de Helena, o quadril ainda empurrando com um instinto desesperado.

Ela sentiu o calor do gozo dele, mesmo com a camisinha. O pau dele pulsava soltando o que parecia ser litros.

Já Heitor sentia que aquela mulher, desgraçada, tinha sido a única capaz de fazê-lo gozar daquela forma.

Ele ficou ali por segundos. Trêmulo e ofegante.

Com o rosto enterrado entre o pescoço e o ombro dela, os olhos fechados e o corpo mole, como se tivesse perdido todas as forças. E, de fato, perdeu. Porque ela tirava tudo dele.

A mão subiu devagar pela coxa dela. Um carinho firme. Quente.

Como quem dizia, sem voz: Você é minha. E agora você sabe.

— Caralho… — ele murmurou com a voz rouca, o rosto enterrado na curva do pescoço dela. — Você acabou comigo…

Ela deu um riso curto, mas não respondeu. Estava tentando controlar a respiração, recuperar o controle do próprio corpo — que ainda ardia por inteiro.

Heitor afastou o rosto, apoiou a testa na dela. Os olhos azuis a fitaram com um brilho quente, feroz.

— Você gozou no meu pau, Helena… — ele disse, mais baixo, como se confessasse. — E eu gozei só de ouvir você gemer meu nome assim.

Ela mordeu o lábio, tentando conter o sorriso. Mas ele viu. Viu aquele orgulho dela tentando disfarçar que estava tão entregue quanto ele.

Heitor passou a mão grande no rosto dela, depois segurou o queixo e beijou sua boca de leve, só os lábios, como se quisesse memorizar o gosto dela com calma agora.

— Que mulher gostosa da porra… — ele soltou com aquele sotaque arrastado, ainda colado nela. — Meu tesão inteiro, Helena. A porra do tesão da minha vida.

Ela riu contra a boca dele, fechando os olhos um segundo.

— Vai se achar agora?

— Já achei. Você — respondeu, sorrindo sacana, antes de sair de dentro dela devagar, os dois soltando um suspiro ao mesmo tempo.

Heitor olhou pra baixo e depois pra ela de novo, como se não acreditasse.

— E eu ainda tô duro, acredita? — disse, meio ofegante, meio indignado. — Você me deixa assim. Parece bruxaria.

Helena olhou pra ele, o cabelo bagunçado, a boca ainda vermelha dos beijos, os seios arfando. Sorriu, provocante.

— Então troca essa porra dessa camisinha, garotão. Antes que eu me arrependa.

Ele soltou um riso baixo, satisfeito demais.

— Não fala duas vezes.

Com um gesto ágil, ele se ajeitou, puxou o quadril pra trás. Abriu a porta do carro, respirou o ar fresco da madrugada, o corpo ainda quente. Amarrou a camisinha usada e jogou ali mesmo no mato. Tudo estava escuro lá fora e a única iluminação daquele lugar era a do carro.

Fechou a porta do carro e os olhos dele estavam novamente famintos ao encontro dela.

— Agora vem cá — ele disse, puxando ela pela cintura — Porque dessa vez eu quero te ver gemendo com calma. Com o meu nome saindo da tua boca como se fosse oração de novo.

Helena se recostou no estofado, os cabelos bagunçados caindo soltos sobre os ombros, os joelhos dobrados.

— Tá falando muito de novo, Heitor— ela provocou, puxando o próprio cabelo pro lado. — Vamos ver se aguenta duas mesmo.

Ele colocou a nova camisinha com pressa, com os olhos fixos nela. Depois passou as mãos pelas coxas dela, beijou devagar a barriga, os seios, a base do pescoço.

— Só reza pra eu não ficar viciado nisso aqui… — ele disse, olhando nos olhos dela.

— Eu nunca rezaria para isso… — Helena sussurrou, puxando ele de volta pra si.