O CEO que Eu Paguei
37 Cavalgada Silenciosa
Helena o empurrou sem força nenhuma para trás, mesmo sem entender ele obedeceu ao toque, ainda com o pau duro.
— Senta direito. — ela disse, com a respiração ainda entrecortada e os olhos brilhando de pura malícia.
Heitor se recostou no banco traseiro. As pernas grandes ocupando tudo. O peito subindo e descendo, suado. O rosto ainda vermelho do gozo anterior. E o olhar… o olhar ainda escurecido pelo desejo. Quase febril.
O pau dele estava mais duro do que antes e latejando. Mesmo com a camisinha, ela conseguia ver ele brilhando com o resto do gozo anterior.
— Tem certeza que aguenta outra? — ela perguntou, com um sorriso de canto.
A voz saiu mais baixa, rouca, quase arrastada — aquele tom que fazia o corpo dele responder antes da mente.
Heitor soltou um riso abafado.
— Olha pra mim, Helena. Eu nem voltei a respirar direito. E já tô pronto de novo. A culpa é toda sua.
Ela mordeu o lábio, sem tirar os olhos dele.
Ajoelhou-se sobre ele como quem assume o comando de vez, uma perna de cada lado, o corpo nu ainda suado, e a pele colada de prazer.
— Então deixa que eu assumo minha culpa.
Ela passou a mão pelo peitoral dele, arrastando as unhas leves pelo suor quente da pele. Os olhos de Heitor acompanharam o movimento dela como se estivessem hipnotizados.
Helena se posicionou e sentou devagar, sentindo tudo e fazendo ele sentir também.
A glande roçou na entrada quente e molhada dela, e os dois soltaram um som ao mesmo tempo — ele, um grunhido grave, ela, um gemido baixo e trêmulo.
E quando ela encaixou… Quando o pau inteiro entrou, forte, fundo, até a base…
Heitor jogou a cabeça pra trás com um palavrão preso nos dentes.
— Puta que pariu… Helena…
Ela estava quente demais, tão molhada que cada movimento fazia um barulho gostoso, a buceta dela estava tão apertada, ou talvez ele só fosse grande demais.
Era uma sensação perfeita de estar sendo engolido e estar preso nela.
Helena gemeu, os olhos meio fechados, o quadril encaixado com força.
Ficou ali por um segundo, só sentindo — sentindo ele duro, pulsando dentro.
Ele subiu uma das mãos e agarrou a coxa dela, depois a cintura, fazendo ela parar o movimento.
— Não se mexe — ele pediu, quase suplicando. — Só… só deixa eu respirar. Se você se mexer agora, eu gozo de novo. Porra…
Ele xingou entre os dentes.
E ela riu, provocativa.
— Tá tremendo, Heitor?
— Helena...
— Se concentra — ela sussurrou, encostando a boca na orelha dele. — Porque agora eu vou te usar.
E começou a cavalgar.
Devagar no início, só pra fazer ele sentir.
A cada movimento, o som molhado do encaixe preenchia o carro.
O couro do banco rangia.
O vidro já estava completamente embaçado.
Mas eles não ouviam mais nada além dos próprios gemidos.
O som do corpo dela batendo no dele preenchia o carro. A respiração dos dois virava gemido. O vidro já embaçado. O banco já afundado.
Heitor segurou na cintura dela com força.
— Você tá linda demais — ele disse, rouco. — Você vai me matar.
Helena jogou os cabelos pra trás, os olhos semiabertos. O rosto dela… era o mais bonito que ele já viu.
A boca entreaberta. Os olhos brilhando. As mãos firmes nos ombros dele.
Ela subia e descia com controle e vontade.
Requebrando o quadril com intenção.
Rebolava com aquele ritmo que era impróprio.
— Isso, caralho… — Heitor sussurrou. — Isso… assim mesmo…
Ele agarrou a cintura dela, os dedos afundando na pele.
O quadril dele começou a responder, acompanhando.
E logo os dois estavam se batendo com mais força.
Mais ritmo.
Mais selvageria.
Ele cravou os dedos na bunda dela. O corpo inteiro tremia.
Helena mudou o ritmo. Começou a quicar mais rápido, e Heitor gemeu alto. A cabeça tombou pra frente, encostando no peito dela.
— Porra… Helena… se continuar assim…
— Vai fazer o quê? — ela provocou. — Vai gozar de novo por mim?
Ele riu. Riu como se estivesse perdendo o controle. Porque estava.
— Eu vou gozar até meu nome sumir da cabeça. Até esquecer quem eu sou.
— Então esquece — ela sussurrou, cravando as unhas nas costas dele. — Porque agora você é só meu.
As mãos dele foram para os seios dela, apertando com desejo bruto. Ele chupou um dos mamilos, gemendo junto com ela. Os corpos colados. A pele colando. A sanidade indo embora.
Helena rebolava mais fundo, mais rápido, e ele segurava como podia. Heitor gemeu forte, grunhido abafado na pele do ombro dela.
— Você é o tesão da minha vida, porra. A gostosa mais safada que eu já comi.
— Não fala isso — ela disse, mordendo o lábio. — Que eu gozo de novo só de ouvir.
— Então goza. — Ele segurou firme a cintura dela. — Goza pra mim, Helena. Aqui, no pau do teu homem.
Helena jogou a cabeça pra trás, as mãos firmes nos ombros dele, os seios balançando com o impacto.
— Gosta assim, né? — ela arfou, entre uma estocada e outra — Quando eu te monto como se você fosse só meu?
— Eu sou só seu. — ele respondeu, rouco. — Porra, eu sou seu.
Ela gemeu alto.
E acelerou.
O som ficou mais sujo. Mais molhado. Mais indecente. A sensação, absurda.
Ele estava explodindo.
O corpo inteiro em tensão.
O prazer subindo rápido demais.
E então ela gemeu o nome dele.
— Hei… tor…
Mas não foi só o nome, foi um som rasgado, quente, vulnerável.
Era o gemido de alguém que tava gozando de novo. Que tava sendo destruída por dentro com prazer.
E isso... isso acabou com ele.
Heitor grunhiu como um animal.
Enterrou as mãos na bunda dela.
Meteu com força, mais fundo, mais bruto, enquanto o corpo dele começava a estremecer. O carro estava rangendo alto e podiam jurar que ouviram ele batendo no asfalto.
— Porra, Helena… eu vou… Eu vou gozar, caralho... vou gozar dentro de você...
— Então vai. — ela gemeu, a boca colada na dele. — Vai goza dentro de mim… enche minha bucetinha de leitinho.
E ele veio com tudo. Com um grito abafado na garganta, o quadril travando, a pele suando e o pau pulsando dentro dela, se derramando até o fim.
O orgasmo sacudiu cada músculo dele. Fez ele grudar nela com os braços e perder o ar.
— Ufa… achei que você ia infartar, hein, quase quarentão — disse Helena, ainda ofegante e com um sorriso safado no rosto.
— Quê? — Heitor abre um dos olhos, a encarando com o rosto mais baixo grudado no suor dos dos ombros dela.
— Foi bonito de ver. Mas teve uma hora que sua respiração falhou ali que eu já tava pensando em fazer massagem cardíaca. — disse rindo o provocando.
Heitor segura firme a cintura dela e a puxa pra mais perto.
— Cuidado, garota. Tem muito novinho por aí que não aguenta nem a primeira. Eu meti duas seguidas e ainda tô duro. Vai me chamar de velho por isso?
Helena finge pensar, com a ponta do dedo deslizando pelo peito dele.
— Não… Velho não. — ela o olha com uma carinha de indecente — Só… experiente. Tipo um vinho caro. Que vira vinagre se abrir demais.
Ele ri um pouco rouco, depois morde de leve o queixo dela.
— Cuidado, Helena. Vinho caro quando sobe, derruba.
— Ui. Ele ficou bravo. — ela responde gemendo em falso de uma forma bem teatral.
Ele aproxima a boca do ouvido dela.
— Continua me provocando assim, que eu te mostro o que mais um “quase quarentão” consegue fazer… — sussurra, firme — E aí você me implora pra virar rotina.
— Promete?— ela pergunta encarando ele com um sorriso malicioso.
Heitor morde o lábio inferior.
— Te mostro. — responde baixo — E depois você vai ter que pedir desculpa pro meu RG.
Ela o beija, um beijo calmo e sincero, lambendo os lábios dele e puxando.
E depois ele a puxou para um abraço. Ela ainda tremia por cima dele.
Helena deitada sobre o peito dele, ofegante, com os cabelos colados na pele. Heitor passou a mão devagar pelas costas dela, como se marcasse o momento com os dedos.
— Isso foi… — ele começou a dizer, sem saber como terminar.
— Eu sei — ela respondeu, com a voz falhada. — Eu também sei.
Eles ficaram ali. Calados, cansados e juntos.
Ali, no banco de trás do Audi A7, eles tinham descoberto o que era esquecer o mundo. E lembrar, enfim, um do outro.
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