O CEO que Eu Paguei

201 Os irmãos dela


Alguns dias antes. No mesmo dia em que Helena confrontou Lorena.



Os dois estavam dentro daquele elevador espaçoso, mesmo entrando diariamente em elevadores, Isaac sempre se sentia nervoso naqueles espaços. Jonas, por outro lado, não parecia nada incomodado, na verdade. Estava bem confiante e com um sorriso debochado na canto da boca

Jonas empurrou de leve o peito do irmão mais novo com as costas da mão.

— Ficou no pique artista agora, hein? Vai ser bom não ouvir mais ninguém perguntando se essa cabeluda aqui é minha irmã.

Isaac revirou os olhos. Ainda não tinha se acostumado com o corte novo. Os fios castanhos-claros, agora curtos no topo com uma ondulação meio rebelde e as laterais raspadas, o deixavam com outra expressão — mais limpa, mais máscula. Mais... visível. Estava acostumado a se esconder atrás do cabelo grande. Mas, agora… não era só o cabelo que tinha mudado.

— Nem é isso tudo — murmurou, ajeitando a barra da camiseta no reflexo prateado da porta do elevador. Estava estranho. Não feio. Só… diferente.

— Tu é alto, tem a barba fechada. Só falta levantar a bunda da cadeira e vir comigo na academia. — Jonas falou, como se aquela fosse a única verdade. — Os bracinhos de T-Rex aí não te ajudam não.

— Malhar é muito chato.

— Tu é que é chato — respondeu o outro, se encostando na parede e puxando o celular do bolso com um sorriso orgulhoso. Digitava rápido, os olhos brilhando com o assunto misterioso.

Isaac não perguntou. Apenas suspirou fundo.

— Ainda não acredito que você me convenceu a vir aqui.

— Irmão, tem coisa que a gente tem que fazer pra honrar as bolas que carrega, entendeu? — Jonas falou sem nem desviar os olhos da tela. — Isso é algo que a gente tem que fazer, tá ligado?

— Me sinto um otário.

— Tu é um otário. — Jonas deu de ombros, ainda sorrindo. — Mas, pra tua sorte, tem um irmão maneiro que sempre cuida de ti.

Isaac não respondeu. Apertou a alça da mochila com uma das mãos e desviou o olhar. No fundo, sabia que Jonas estava certo. Ainda assim, o peso no peito continuava. Helena havia desmarcado o encontro daquela tarde. Era a primeira vez desde que começaram a assistir Tiger King juntos. Era o momento dos dois — e Isaac valorizava aquilo mais do que queria admitir.

"Será que fiz algo errado? Será que estou pressionando demais?"

A dúvida corroía sua mente. Ele não queria invadir o espaço dela, mas... também não queria ser só “alguém por perto”. Queria que Helena sentisse, de verdade, que ele estava ali. Sempre estaria. Como irmão. Como família.

Queria ser tudo que ela não teve.

Ele conhecia o peso do silêncio. E sabia reconhecer quando alguém precisava de presença, mesmo que não dissesse.

— Cara, o teu problema é esse aí — Jonas falou de repente, sem tirar os olhos da tela. — Tu é muito carente. Isso afasta a mulherada. Mesmo sendo tua irmã, ainda é mulher. Mulher não suporta grude.

Isaac bufou.

— Eu não sou carente. Só tô sendo presente. E ela passa o dia sozinha. O Heitor vive atolado de coisa, e ela... — Ele parou, percebendo que talvez tivesse falado demais. — Eu só quero que ela saiba que eu tô ali.

Jonas riu com um canto da boca e guardou o celular.

— Helena faz coisa demais. Aula disso, yoga daquilo, doula, terapeuta, chá de gestante, playlist de mantras e mais uma caralhada de coisas. E ainda tem tu, no pé dela. A mulher deve estar sufocando.

Isaac ia responder, mas as portas do elevador se abriram com aquele barulho sutil. A recepção da diretoria da Monteiro Inc. era impressionante, para outros, não para os irmãos Medeiros que estavam acostumados com aquele tipo de ambiente. No canto da larga recepção, uma pequena mesa com água aromatizada e salgadinhos artesanais.

E ali estava ela: Verônica.

Postura impecável atrás da bancada, blazer escuro sobre a blusa de seda. E o anel de casamento... propositalmente exibido na mão esquerda, repousando no queixo como se fosse apenas um gesto casual.

Isaac percebeu na hora. Aquela mulher conhecia Jonas. De outro jeito. Um jeito que ele preferia não ter que imaginar.

Jonas se aproximou com um andar firme e imponente.

— Veve, pode avisar pro Monteiro lá que a gente chegou — Ele estendeu a mão casualmente, indicando Isaac com o queixo. — Esse aqui é meu irmão, Isaac. E se tu esqueceu, eu sou o Jonas.

Verônica demorou dois segundos a mais que o normal para responder. Dois segundos que diziam muita coisa. Mas Jonas não parecia se importar.

— Um momento. — respondeu.

Ela pegou o telefone, fez o contato e, enquanto isso, Jonas se virou para Isaac e baixou a voz:

— Cara de mau, postura. Me copia aqui.

Ele estufou o peito, ajeitou a gola da camisa, fez uma expressão carrancuda. Isaac apenas riu de lado. Aquilo tudo era tão ridículo… mas, de algum jeito, fazia sentido.

Verônica se levantou, ainda sem olhar diretamente para Jonas.

— Podem me acompanhar. O senhor Heitor vai recebê-los agora.

Os dois seguiram pelos corredores da diretoria como quem entra num ringue.

Isaac ainda não sabia exatamente o que ia dizer — mas sabia por quê estavam ali.

Heitor Monteiro estava com a irmã deles. E isso significava que ele precisava ouvir algumas coisas.

Da boca dos dois. Irmãos da Helena.

Irmãos dela de verdade.

As portas se abriram e, antes que os irmãos pudessem dizer qualquer coisa, a voz inconfundível de Heitor Monteiro ecoou pelo ambiente, carregada daquele tom caloroso e dominador que lhe era tão natural.

— Olha só quem apareceu! — exclamou ele, se levantando com um sorriso largo e vindo direto na direção deles, paletó aberto, passos decididos, pronto para só mais um reencontro de parças. — O que eu devo à honra de finalmente receber uma visita dos meus brothers, hein? Achei que vocês tinham me esquecido!

Jonas e Isaac mal tiveram tempo de abrir a boca.

— Caraca, moleque... olha isso aqui! — Heitor disse, parando diante de Isaac e segurando firme nos ombros do rapaz, girando-o levemente como se fosse avaliá-lo. — Tu ficou pica demais, na moral. As mina não vão resistir agora... Pode chamar a carrocinha que o cachorrão tá solto!

Ele deu uma gargalhada que preenchia a sala — um riso genuíno, afetivo, que arrancou de Isaac um sorriso contido, mesmo enquanto ele desviava o olhar tentando manter a compostura. A admiração que tinha por Heitor era óbvia, mesmo que não dissesse uma palavra.

Então Heitor se virou para Jonas, já jogando o braço pelo ombro dele como quem retoma uma intimidade de anos.

— E tu, tá todo boladão por quê, hein? Já falei que tô suave com essa parada de vocês não terem colado no hospital. Eu entendi, pô. Tá tranquilão.

Jonas, que vinha com a tensão marcada no maxilar desde que entrou, soltou um suspiro contido e balançou a cabeça.

— Não tô bolado com isso. A gente veio conversar com você.

Heitor arqueou uma sobrancelha, curioso.

— Ih… hoje tem jogão do Flu, né? Já vou avisando: não tem a menor chance de eu levar a Helena grávida pro estádio, e menos chance ainda de ir sem ela.

Jonas afastou o braço de Heitor de leve, sério. O gesto foi sutil, mas a tensão subiu imediatamente. Heitor recuou um passo, olhos estreitando com desconfiança, estranhando completamente a atitude do amigo.

— Vocês vieram… conversar sobre a Helena? — perguntou, o sorriso esvaindo-se aos poucos, a preocupação tomando conta de seus traços. — Aconteceu alguma coisa?

Isaac levantou as duas mãos, um pouco sem jeito.

— Não, não aconteceu nada não. Tá tudo bem…

Heitor cruzou os braços devagar, postura firme, o semblante mudando. Agora era o CEO. O alfa do lugar.

— Então o que houve?

O silêncio que se seguiu foi tenso. Isaac vacilou, claramente intimidado pela presença que Heitor exalava com naturalidade. Mas foi Jonas quem deu um passo à frente, firme, com o queixo erguido e os olhos nos de Heitor.

— A gente veio como irmãos da Helena. Conversar com você. De homem pra homem.

Heitor encarou Jonas por um segundo. Só então a expressão dele mudou, suavemente. Um leve balançar de cabeça, como se estivesse entendendo finalmente do que se tratava.

— Ah... então é isso. — murmurou, o tom agora mais sóbrio, sem sarcasmo.

Ele virou de costas e, com um gesto contido da mão, indicou para que o seguissem até a área mais reservada da sala, onde ficava sua mesa de reuniões. O som dos sapatos dele batendo firme contra o piso dava a exata medida do peso que carregava — um homem no comando, mas que sabia que estava prestes a ser testado. Nada diferente do que ele já estava acostumado.

Enquanto andavam, Jonas cutucou discretamente Isaac com o cotovelo nas costelas, sem nem virar o rosto. Mexeu os lábios em silêncio, rápido:

— Fica firmão. Nada de brochar.

Isaac assentiu com um movimento seco da cabeça, respirando fundo.

Os dois se sentaram diante da enorme mesa de Heitor, as poltronas de couro engolindo parte do corpo, mas o clima no ar estava longe de confortável. Heitor sentou-se do outro lado, pousando os antebraços sobre o tampo de madeira nobre, os olhos fixos neles — especialmente em Jonas.

Aquele não era mais um bate-papo entre amigos.

Agora era coisa de família.

E Heitor estava ouvindo.

Heitor se acomodou na cadeira imponente atrás da mesa, o corpo relaxado, mas o olhar atento. Observa os dois se ajeitarem nas cadeiras à frente. Por alguns segundos, só o som do ar-condicionado preencheu a sala.

Jonas cruzou os braços sobre o peito e encara Heitor com firmeza.

— A gente quis vir aqui porque… as coisas mudaram. — começa, a voz firme. — A Helena não tá mais sozinha.

Isaac mexe os dedos no colo, inquieto, mas tenta manter o tom calmo:

— A gente sabe que vocês tão juntos há um tempo e… que você é um cara sério. A gente respeita isso. Mas agora ela tem a gente também. E isso muda as coisas.

Heitor mantém o olhar nos dois. Não demonstra irritação, nem sarcasmo. Só escuta.

— E muda como, exatamente?

Jonas se inclina levemente, sem baixar o tom:

— Muda que agora tem dois caras que também se importam com o que acontece com ela. Que se importam se ela tá bem, se tá segura… se o homem que tá com ela merece ela.

Isaac respira fundo e complementa:

— Não é julgamento, Heitor. A gente só quer entender. Querer cuidar dela não significa atacar você.

Heitor apoia os cotovelos na mesa, entrelaça os dedos e observa por um instante. O jeito dele muda, não pra grosseria, mas pra firmeza:

— Eu sei cuidar da Helena. E sei o valor que ela tem.

Ele fez uma pausa antes de continuar.

— Ninguém aqui tá brincando com a vida dela. Nem com o meu filho que ela carrega.

Jonas arqueia uma sobrancelha, desafiando:

— Você diz isso agora. Mas já parou pra pensar no que vai ser daqui a um, cinco, dez anos? Porque pra gente isso não é namoro. É sobre a vida dela.

Heitor solta uma risada curta, quase sem humor.

— Engraçado você falar isso, Jonas. Porque pra mim nunca foi só namoro. Nunca foi leve. Desde o início, eu soube o que ela significava e deixei bem claras as minhas intenções com ela.

Isaac se ajeita, sentindo o clima pesar.

— A gente não quer virar mais um problema, Heitor. De verdade. A Helena ama você. A gente vê. E a gente não quer que ela se machuque nunca mais.

Heitor finalmente inclina o corpo para frente. O tom ainda calmo, mas com aquele peso que só homem vivido carrega na voz:

— E você acha que eu quero? Eu enfrentei a minha família e entreguei a minha posição de bandeja por ela. Segurei a mão da tua irmã quando ela tava com medo de tudo. Segurei quando ela me empurrou também. Eu tô aqui… porque não sou o tipo de homem que foge.

O silêncio paira por um instante.

Jonas ajeita o corpo na cadeira, o rosto mais firme agora. Seus olhos castanhos parecem escurecer enquanto encara Heitor de frente.

— Eu não vou enrolar mais. — Ele começa, voz firme. — A Helena é minha irmã. Pode ter sido por pouco tempo até agora, mas é. E isso muda tudo.

Isaac se vira na cadeira, surpreso com a postura do irmão mais velho. Aquela era uma das raras vezes em que Jonas se parecia absurdamente com o pai deles. Ele continua:

— A gente se conhece, Heitor. Já dividimos umas boas merdas por aí. Mas agora não é sobre amizade, nem respeito. É sangue. É família. É a minha irmã. E eu só tenho uma coisa pra deixar clara.

Heitor não responde. Os olhos dele continuam atentos, os braços ainda cruzados — ele não está intimidado. Mas também não sorri.

— Se um dia você machucar a Helena... e não estou falando só de traição, não. Tô falando de tudo: abandono, descaso, palavras que não se pode voltar atrás... Se um dia você for a dor dela, Heitor… — Jonas se inclina, voz baixa e cortante — …nem o inferno vai querer me engolir pelo que eu posso fazer. Você me conhece o suficiente pra saber que não tô blefando.

O ar pesa. Isaac engole seco. Heitor continua imóvel.

— Ela pode te amar. — Jonas completa. — Mas agora ela também tem irmão. E eu só não estive com ela antes porque a vida foi filha da puta. Mas agora eu tô aqui. E não saio mais.

Heitor respira fundo, inclina o rosto para o lado, analisa Jonas com olhos impassíveis. Quando responde, a voz é baixa, segura, sem nenhum traço de ironia.

— Bom saber que ela tem quem a proteja.

— Isso não é resposta. — Jonas devolve rápido.

Heitor abaixa os olhos por um segundo e descruza os braços.

— Eu não vim pra responder ameaças, Jonas. E, com todo respeito, você chegou tarde demais pra medir o que eu sinto por ela. Eu tava lá quando ninguém tava. — Ele apoia as mãos na mesa. — Eu conheço cada uma das dores dela. E se você pensa que vai me ensinar o que é proteger Helena, talvez ainda não conheça a irmã que acabou de ganhar.

Jonas arregala os olhos por um breve segundo, mas não recua.

Isaac, até então em silêncio, respira fundo e se inclina na cadeira. A mão tamborila nervosa na coxa.

— Tá, chega. — Ele diz, tentando manter a calma, mesmo com a tensão. — Vocês dois são dois touros teimosos. Mas, Heitor... só pra constar, eu sou o irmão mais novo da Helena. E eu sou meio reservado, mas não sou cego.

Heitor olha pra ele com atenção.

— Eu gosto de você. De verdade. Sempre admirei o que você construiu, o jeito como cuida das coisas. E o que você fez pela Helena... bom, você já provou muita coisa. Mas se um dia ela olhar pra mim com os olhos cheios de dor por sua causa...

Isaac levanta o indicador com um sorriso meio torto, meio nervoso:

— Eu viro um cachorro de guarda, cara. E eu mordo para matar.

Heitor ergue uma sobrancelha, como se avaliasse a frase, e por fim — pela primeira vez — solta um breve riso baixo.

— Não vou dar motivo pra você mostrar os dentes, Isaac.

Jonas aperta os lábios e cruza os braços.

— Melhor que não dê mesmo.

Heitor não responde de imediato. Observa os dois, com aquele jeito controlado de quem já ouviu muita coisa pior de pessoas muito menos importantes.

Mas depois de alguns segundos de silêncio, inclina levemente a cabeça para o lado, e então fala, num tom mais leve:

— Vocês já terminaram? Porque eu tô com fome.

Jonas pisca, pego de surpresa. Isaac solta uma risadinha nervosa.

— Eu paguei um dia inteiro de lanche pro prédio todo. — Heitor continua, recostando-se na cadeira. — O mínimo que eu mereço agora é um hambúrguer decente e uma batata quente.

Ele lança um olhar mais descontraído para os dois.

— E vou falar uma coisa… — agora ele cruza os braços, ainda relaxado. — Três homens se consideram do jeito que a gente se considera… não precisam desse teatro todo. Eu sei que vocês me amam. E eu também amo vocês, por mais difíceis que sejam. Jonas sempre gostou de cheddar duplo e de Sprite. Isaac não come maionese, mas rouba os nuggets dos outros. Vocês acham que eu não sei com quem estou lidando?

Isaac balança a cabeça, rindo:

— Eu não roubo os nuggets! Eu só pego os que ninguém tá comendo…

— E se alguém tentar comer o que é da Helena, você rosna. — Heitor provoca, arqueando a sobrancelha com humor.

— Mando direto pro veterinário. — Isaac responde, entrando na brincadeira.

Heitor soltou um breve suspiro e se levantou, ajeitando o paletó encerrando aquela reunião importante.

— Então fechô.. Vocês são os irmãos da mulher que eu escolhi. Eu sou o homem que vai estar ao lado dela. E nós três… somos a dor de cabeça oficial um do outro agora.

— E se você fizer ela chorar… — Jonas ainda tenta provocar, mesmo sorrindo.

— …eu vou estar lá pra segurar. — Heitor responde com firmeza e simplicidade.

Isaac revira os olhos, Jonas sorri com o canto da boca.

— Vamos comer, antes que acabe descobrindo que saímos para lanchar sem ela.

— Ela vai saber. — Isaac comenta.

— Vai. — Heitor concorda. — Mas se eu levar pra ela uma sobremesa do jeito que ela gosta, ela vai entender.

Jonas faz que sim com a cabeça, mais tranquilo.

— Então bora comer um sandubão, meus queridos cunhados? — Heitor deu a volta em sua mesa se aproximando dos garotos.

Isaac não conseguiu esconder o enorme sorriso e Jonas se levantou com o peito estufado, era isso, agora eles não eram mais os irmãos de consideração de Heitor, e sim seus cunhados. Homens de verdade que protegem a irmã, mesmo sendo mais velha.

— Partiu! — disse Jonas

— Nós três sempre nos consideramos família e agora somos literalmente uma de verdade. — Isaac falou se levantando com um sorrisão.

— Melhor que a encomenda. — Heitor fala puxando Isaac e bagunçando o cabelo dele.

Jonas ri alto com a cena, enquanto Isaac tenta se soltar em vão de Heitor.

— Falei mané, bracinhos de T-rex!