O CEO que Eu Paguei

219 O Homem Que Eu Sou Por Ela


POV HEITOR MONTEIRO



Subi as escadas já abrindo os botões da camisa, sem pressa e sem conseguir parar de sorrir. Minhas bochechas doíam de tanto ficar assim, mas foda-se, eu tô feliz.

A Helena me ama. Me deseja como homem. Me respeita.

E mesmo assim… tava insegura com o próprio corpo.

Balanço a cabeça, incrédulo. A mente da minha mulher sempre me surpreende, é cada coisa que ela põe na cabeça.

Entro no nosso quarto e o sorriso diminui um pouco quando vejo o bercinho do Humberto. O vazio ali aperta o peito de um jeito estranho. Me aproximo, passo a mão pela madeira clara e encaro o espaço onde ele costuma dormir.

Saudades.

Ser pai é um negócio diferente de tudo. Não compete com o amor que sinto pela Helena, é outro tipo de amor, mas do mesmo tamanho. Um amor que ocupa lugares novos dentro do peito.

Pego o celular e mando mensagem pra minha mãe. A resposta vem rápido. O Humberto tá bem, dormindo agora. Ela manda fotos dele espalhadas pelo dia. Careta, boquinha aberta e todo sorridente.

Meu coração se enche.

— Que moleque lindo… — murmuro, sorrindo sozinho.

Passo a mão no rosto tentando disfarçar o sorriso bobo antes de ir pro banheiro.

Quando me encaro no espelho, levo um susto. As olheiras tão fundas, os olhos inchados. A vergonha bate rápido. Passei a tarde inteira feito um idiota chorando por causa da Helena.

Respiro fundo.

Já passou. A gente tá bem. Resolvido.

Entro no box e deixo a água cair forte nas costas. O cansaço pesa na hora. Corpo pesado, cabeça cheia. Mas nem fudendo que eu vou deixar isso estragar a noite que eu esperei por tanto tempo.

Nem que eu viva à base de energético.

Ensaboo o corpo devagar, e inevitavelmente minha mente vai pra ela.

A textura da pele da Helena na minha mão.

O jeito que o peito dela encaixa perfeitamente na palma. Eu sempre gostei dos seios pequenos, cabiam certinho na boca… mas esses de agora?

Porra.

Só de lembrar, meu pau reage. A boca chega a salivar. Estavam macios, quentes… e a buceta dela então.

Passo a língua nos lábios, sentindo a saliva descer.

Eu mal encostei e ela já tava molhada. Ensopada. Do tipo que gruda na mão e não quer largar. Queria ter afundado os dedos ali, sentido ela se abrindo pra mim… mas ela tava tão cheia de tesão que eu só queria provocar mais. Ver ela perder o controle comigo.

Quando comecei a dedilhar, ela simplesmente não conseguia se concentrar em mais nada.

O sorriso volta no meu rosto.

Amanhã ela não anda. Simples assim.

Seguro meu pau com firmeza, lavando devagar, sentindo ele já duro de novo. A madrugada vai ser longa — e muito bem aproveitada.

Helena não faz ideia do que espera por ela.

Saio do banho ainda sentindo a água quente escorrer pelo corpo até me secar. Passo o perfume que sei que deixa a Helena arrepiada só de sentir no ar — faço isso de propósito. Penteio o cabelo com os dedos, jogando de lado, do jeito que ela gosta.

Coloco a bermuda de moletom azul, sem cueca. Quero meu pau solto. Quero que marque. Quero que ela veja. Mesmo mole.

Dou uma última olhada no espelho antes de sair do quarto. Depois que virei pai, não tenho ido à academia com a frequência de antes. Uso quando dá a academia da mansão, entre uma noite mal dormida e outra. Ainda assim, o corpo se mantém. O suficiente.

Observo a tatuagem na lateral da barriga e rio sozinho.

Se eu engordar, esse “H” vai virar um “B”. Melhor não facilitar.

Começo a descer as escadas e o cheiro da comida bate forte. Minha barriga ronca alto, sem pudor. Estou faminto — de tudo. O cheiro me envolve pelo estômago e pelo peito. Eu amo quando a Helena cozinha pra mim, mesmo eu também gostando de cozinhar. Quando ela faz, tem outra coisa ali. Um cuidado que ela só tem com quem se importa.

Chego à cozinha e dou de cara com a minha noiva concentrada nas panelas. Usando a minha camisa. Aquilo devia ser crime.

Ela está linda demais. Gostosa demais.

O cabelo dela… não sei escolher entre cacheado ou ondulado. Pra minha sorte, ela é os dois. Nem o cabelo dela conseguiu decidir.

Me aproximo devagar, passos leves, observando cada movimento dela. Quando estou perto o suficiente, pronto pra envolvê-la—

— Monteiro… o que acha que está fazendo?

Sorrio.

— Como me viu? Vim estilo ninja.

A abraço por trás, colando meu corpo no dela. Sinto o calor. O encaixe. O cheiro gostoso do cabelo dela.

— Senti o seu cheiro — ela diz, inclinando a cabeça para trás e encostando no meu peito.

— Mesmo com tanto cheiro bom assim? — beijo a testa dela, sorrindo.

— Nenhum desses compara ao seu.

Abro um sorriso largo.

— Essa frase não devia ser minha pra você?

Ela se vira. Me olha. Os olhos brilhando.

O olhar dela desce pelo meu corpo sem pressa e quando para exatamente onde eu queria, vejo o sorriso safado nascer nos lábios dela.

Meu peito infla.

— Uau… que gato você tá — ela diz, passando as mãos pelo meu peitoral, descendo devagar. Morde o canto da boca. As mãos continuam o caminho, apertam de leve por cima do tecido, bem no meu pau. — Hm… e isso aqui?

Minha respiração pesa.

— Tá doido pra ser usado — respondo rouco. — E eu tô mais doido ainda pra usar.

— Vou usar bastante hoje — ela provoca, apertando de novo.

Pronto. Já era.

— Não quer usar agora? — minhas mãos passeiam pelas curvas dela, pressiono devagar, sentindo a pele macia. Minha cabeça já está longe. — Helê…

Seguro o rosto dela com uma mão. Ela se entrega ao toque.

— A gente pode transar agora? — faço a cara mais sofrida que consigo. E nem é mentira. — Eu tô explodindo.

Olho pra baixo. Vejo a bermuda esticando. Deixando o meu pau totalmente à mostra.

Ela acompanha meu olhar e solta um suspiro lento.

Senhor… me dá forças.

Estou a um passo de perder qualquer resquício de civilidade.

Vejo hesitação nos olhos dela. Ótimo. Ela também sente.

— Amor… vamos seguir o cronograma — ela diz, tentando manter o controle. — Olha as panelas… enquanto eu tomo um banho?

Ela põe as mãos no meu rosto, me puxa. Encosta o nariz no meu pescoço e suspira enquanto inala o meu cheiro.

Foi aí que algo estalou dentro de mim.

Minhas mãos descem firmes até as coxas dela e, num movimento só, eu a pego no colo.

— Ui! Que isso?! — escuto a voz dela, surpresa.

Não deu tempo nem de responder.

Ela já tava com os braços ao redor do meu pescoço, firme e decidida, daquele jeito que só a Helena tem quando resolve me provocar de verdade. Peguei ela pela cintura e coloquei sentada na ilha da cozinha sem pensar duas vezes, na verdade, nem cheguei a pensar.

Ela passou a mão pela minha nuca, a outra se enroscando no meu cabelo, e me puxou para um beijo urgente. Um beijo de uma mulher desesperada pelo homem dela.

A língua dela entrou na minha boca sem pedir licença, quente, insistente, e eu senti na hora — ela tava entregue e seria muito bem recebida. Chupei a língua dela com vontade, grogue de desejo, sentindo o corpo dela tremer quando apertei a coxa com força, mostrando de quem ela é.

Minha outra mão foi direto pros botões da calça dela.

Maldita calça jeans.

Os dedos escorregavam, a pressa atrapalhava, e isso só me deixava mais puto — e mais excitado. Soltei a coxa só pra usar as duas mãos, tentando me afastar um segundo do beijo pra vencer aquela porcaria de botão.

Não consegui.

Ela me puxou de volta, colando a boca na minha, faminta, colando o corpo no meu, transbordando de desejo. Safada. Minha safada.

Quando finalmente a calça cedeu, puxei pra baixo com urgência, e ela ajudou sem quebrar o beijo. O corpo dela se oferecendo, se abrindo pra mim daquele jeito… dois meses esperando por isso.

Dois meses.

Ela mordeu meu lábio e eu gemi baixo, rouco, sem conseguir segurar. Senti na hora o efeito nela — o jeito que o corpo dela respondeu, o toque mais firme, a respiração falhando e o gemido delicioso da minha boca.

Ela levou a mão até meu pau, sem cerimônia, o tirando da bermuda.

Não pensei. Fodasse as preliminares.

Segurei firme, a puxei mais para a beirada da ilha. Ela abriu mais as pernas, me oferecendo tudo. Quando toquei a calcinha senti o tecido ensopado, na hora o líquido lubrificante deslizou pela cabeça do meu pau. Afasto a calcinha e sinto o desejo dela deslizar pelos meus dedos. Caralho Helena!

Ela não me solta nem por um segundo, que beijo saboroso.

Com a outra mão seguro meu pau e o guio até a entrada da buceta dela, quando encosto, ela solta um gemido na minha boca tão delicioso.

Eu nunca me senti tão homem quanto naquele segundo.

Que sensação maravilhosa. Forço minha entrada e meu pau desliza sem resistência. Porra, mal coloquei a cabeça e tive que parar de entrar. Ela estava tão quente, molhada, macia e apertada, muito mais apertada do que eu me lembrava.

A vontade de gozar me invade como uma corrente elétrica.

Tento concentrar, mas a safada me aperta tão gostoso com a buceta, que sinto um jato de porra sair. Fechei os olhos, segurando nela com força — na coxa e na cintura — lutando contra meu próprio corpo.

Afastei o rosto do beijo com esforço, cerrei os dentes, segurando tudo que dava pra segurar. Puta que pariu! Não posso acabar com a brincadeira agora.

— Heitor… — ela sussurrou, a voz carregada, desesperada — por favor… continua. Eu preciso de você. Por favor! Quero você inteiro dentro de mim, não aguento mais!

Abri os olhos devagar, encarando aquele olhar faminto, aquela boca inchada de beijo, aquele corpo que é meu.

Helena não facilita nada a minha vida. E sinceramente? Eu nunca quis que ela facilitasse.

Senti o controle voltar, aos poucos. A vontade de gozar passou, mas o sangue ainda fervia nas veias. Ela me olhava como se não houvesse amanhã — e talvez fosse isso mesmo que me deixava assim.

— Mas que porra, Helena… — rosnei, encarando aqueles olhos castanhos que sempre me quebravam. — Quer me ver louco? Então implora. Implora pelo pau do seu homem.

Mas eu era o primeiro a querer me ajoelhar e suplicar por ela.

Ela me puxou de volta com tanta fome que perdi o fôlego. A respiração dela descompassada e quente, invadia meu pescoço. Eu mal conseguia raciocinar.

Porra. Tô completamente apaixonado por essa mulher.

— Heitor! Mete logo! — ela ordenou, brava.

Sorri, aquele sorriso safado que ela conhecia bem. Mesmo no meu limite, mesmo quase perdendo a cabeça, eu queria saborear cada segundo de fazer a minha mulher perder a marra dela.

— Não gostei do tom. — fingi frieza enquanto tirava meu pau de dentro dela, devagar, só pra vê-la reagir. E ela reagiu mesmo.

— Desculpa… — murmurou, manhosa, como se soubesse o quanto me desmontava quando falava assim. — Coloca dentro de mim de novo… por favor…

A voz embargada, os olhos úmidos. Porra… está melhor do que pensei.

Ela subiu a boca até meu pescoço e passou a língua ali, me arrepiando inteiro. Mordeu minha orelha e sussurrou:

— Me fode, Heitor… daquele jeito que só você sabe.

Eu não tinha mais escolha. Já era, sou completamente rendido por ela.

Segurei firme sua coxa, sentindo o corpo dela se moldar no meu. Quando encaixei novamente, precisei fechar os olhos. O calor, o jeito que ela me recebia, o gemido que escapou da garganta dela…

— Tá com vergonha agora, amor? — falei baixo, ofegante. — Tem só nós dois aqui. Quero você gritando meu nome.

Apertei as coxas dela contra minha cintura, me enterrando mais fundo, a sentindo toda minha outra vez. Comecei os movimentos com ritmo, mas sem piedade. Dois meses. Dois malditos meses longe do que era meu.

— Porra… rebola no pau do seu homem. Ah… isso… isso… esse jeito que você faz é gostoso demais. Puta que pariu, que buceta é essa!

Minha boca foi direto no pescoço dela, lambendo, sugando e marcando. Ela gemia alto, os dedos cravados nas minhas costas.

— Vai forte… vai, Heitor… — ela pedia, a voz embargada pelo prazer.

Subi as mãos, agarrei os peitos dela por cima da camisa. Estavam tão macios, tão sensíveis. O grito dela me deixou em transe.

Não resisti. Rasguei a camisa. Os botões voaram.

— Heitor! — ela exclamou, surpresa.

— Tira essa merda. — murmurei já puxando o tecido.

Ela me ajudou e eu nem pisquei. Abri o sutiã com a prática de quem conhece cada curva daquele corpo. Mas encontrei alguns papeis escondidos ali. Papel higiênico.

Ela ficou constrangida. Tentei entender, mas não tinha cabeça pra isso agora.

— Preciso tomar banho… — ela disse baixinho, fugindo do meu olhar.

Levei a mão e tirei os papéis, encarando os olhos dela com fome.

— Banho só se for com a minha porra. — murmurei. Passei a língua por um dos seios, saboreando a pele suada e quente. Aquilo era dela. E era meu.

— Heitor… — ela tentou protestar.

Não deixei. Fechei a boca ao redor de um dos seios, sentindo a textura, o gosto, tudo que era dela e que sonhei durante todo esse tempo. Senti um leve jato. Por um segundo lembrei que ela ainda amamentava. No segundo seguinte, esqueci de novo.

Continuei. A mão voltou pra coxa dela, o quadril encaixando com força. Os movimentos ganharam ritmo, fome e urgência.

O cheiro de queimado veio do nada, invadiu minhas narinas como um tapa seco, me arrancando do transe que a Helena me colocou. Eu até tentei ignorar, queria continuar ali, sentindo só ela, o calor da pele, os gemidos, o cheiro doce que vinha da curva do pescoço dela. Mas a fumaça me irritou. Irritou de verdade. Era como se o mundo tivesse invadido nosso momento — e eu não tava pronto pra largar dela ainda.

Mas o corpo dela não ajudava. A forma como me puxava, como arfava meu nome, como me prendia contra ela com as pernas… porra, tava impossível segurar. Cada gemido dela me empurrava mais perto do limite.

— Helena — chamei, com a voz rouca, cheia do desejo que ela me fazia sentir. — Me olha.

Os olhos castanhos dela encontraram os meus, marejados, intensos, lindos de um jeito que só ela conseguia ser.

— Me diz... — pedi, com a testa colada na dela, sentindo a respiração quente se misturar — Quem te faz sentir tudo isso? Quem fode gostoso?

— Você, Heitor… só você.

— E você é minha, né? Só minha.

— Eu só posso ser sua.

Aquilo me acertou em cheio no coração. Como se ela tivesse me amarrado com uma corrente invisível que eu implorei a vida inteira pra carregar. Me joguei no momento, no corpo dela, nos sons que ela fazia só pra mim. Era intenso demais. Era selvagem, real e nosso.

O corpo dela tremeu sob o meu, e eu soube que ela tava chegando lá. Não parei. Me entreguei por completo, como sempre faço com ela. Vou mais rápido e mais forte, a buceta dela aperta o meu pau e ela se derrete nele. Ah, porra! Que sensação deliciosa.

O tesão dentro de mim explodiu e o alívio veio pesado, intenso, me fazendo perder o fôlego por alguns segundos. Encostei o rosto no pescoço dela, sentindo a pele quente e o coração acelerado. Enquanto sinto três jatos da minha porra a preencherem.

— Ah, Helena... olha o que você faz comigo — sussurrei, ainda ofegante.

— Heitor, eu te amo — ela respondeu com a voz baixinha, meio sonhadora, como se estivesse flutuando.

A abracei mais forte, enterrando o rosto no pescoço dela, só pra prolongar aquele instante.

— Eu também te amo, gatinha. Mais do que consigo explicar.

A beijei com vontade, um beijo demorado, de quem não quer que acabe nunca. Quando nos separamos, ela sorriu — aquele sorrisinho que me faz querer de novo, de novo, e de novo.

— Vira de quatro? — provoquei com um sorriso de canto. — Quero explorar todas as suas maravilhas essa noite.

Ela riu, revirando os olhos, já sabendo o que eu queria.

— Idiota. Anal não, viu?

Fiz um bico de propósito.

— Poxa, amor…

— Nada de “pooxa amor”. Não é não. — Ela começou a se virar, ainda sorrindo — E agora… vai ter que tirar ele, né?

Me afastei devagar, com aquele orgulho no peito. Olhei pra baixo e vi o quanto o meu gozo tinha a preenchido. Enchi ela mesmo. Só minha.

Mas aí… ela parou o movimento. Franziu o cenho.

— Que cheiro é esse? — ela perguntou, farejando o ar.

Antes que eu dissesse qualquer coisa, ela arregalou os olhos e me empurrou com as duas mãos.

— A COMIDA, HEITOR!

Fiquei paralisado por um segundo, olhando ela correr pelada pela cozinha, atrás das panelas.

Minhas pernas ainda estavam meio bambas — e minha mente, presa naquela visão da bunda da Helena balançando enquanto ela se virava pra pegar alguma coisa. Mas o transe que eu tava foi quebrado no segundo em que ouvi um som que me rasga por dentro: o choro dela.

— Helena? — perguntei, já indo até ela com o coração disparado. — Amor, o que foi?

Porra... será que fui bruto demais? Que merda. Eu devia ter me controlado.

— Tá doendo? Você se machucou? Quer que a gente vá pro hospital? — falei agoniado, tentando olhar pra ela.

Foi aí que o cheiro de queimado invadiu minhas narinas e me fez franzir o rosto. Olhei em volta, confuso, até perceber: era a comida. Ou o que sobrou dela. Tudo ali nas panelas estava... preto. A janta que ela tava preparando pra mim. E ela tava com uma mão no rosto e outra na bancada, chorando baixinho.

— Eu preparei tudo pra essa noite ser perfeita — ela disse entre soluços. — E nada deu certo, Heitor. Nada. Que tipo de noiva não consegue nem fazer um jantar pro noivo que tá morrendo de fome?

Ai, Helena...

Naquele momento, eu nem lembrava mais que tava com fome. Só via o rostinho dela triste, os olhos vermelhos, e senti meu coração se despedaçar.

— Helê… você preparou tudo isso por mim. Sozinha. Em pouco tempo! — fui até as panelas e mexi com cuidado. O fundo tava torrado, mas por cima… ainda dava pra salvar. — Tá tudo certo, amor. Queimou só por fora. Juro! Dá pra comer tranquilo, e eu tô faminto. Vou comer igual um trator.

Ela tentou forçar um sorriso, limpando as lágrimas. Esses hormônios do pós-parto estão acabando com ela. Minha mulher é forte, mas quando fica sensível assim, só me dá mais vontade de protegê-la do mundo inteiro.

— Mas tá tudo tão queimado… — ela murmurou, enxugando os olhos.

Levantei minha bermuda que ainda tava meio baixa por conta da bagunça de antes e fui até o armário. Peguei dois pratos. No dela, coloquei o que tava mais bonitinho por cima: arroz, tutu de feijão, vaca atolada e salada, tudo bem separadinho e bonitinho. Ela mistura sempre depois, eu sei, mas gosto de montar direitinho. Entreguei pra ela.

— Aqui, ó. Você cozinhou pra mim, então agora é meu dever como seu homem te servir. Vai cortando a cebolinha e o ovo enquanto eu me viro com o resto — falei, beijando a testa dela.

Ela assentiu, respirando fundo e pegando a tábua. Aproveitei que estava distraída e fui montar meu prato. Fiz igual sempre: coloquei de tudo, generoso. Mas a parte de baixo tava preta, socorro. Só de olhar meu estômago embrulhou. Eu detesto comida misturada, detesto! Cada coisa tem seu canto. Mas naquele instante... ah, naquele instante o que importava era o coração dela. Então disfarcei, joguei caldo por cima de tudo — arroz, purê, feijão... até cobrir o queimado. Tava um nojo visualmente, mas se ela visse a comida queimada, ia chorar de novo. Eu aguentava. Por ela, tudo.

— Heitor, cuidado pra não pegar nada queimado… pode te fazer mal — ela falou enquanto cortava o ovo.

— Amor, tenho 40 anos e nem uso óculos pra leitura. Minha visão é perfeita — respondi com meu melhor sorriso tranquilo. Por dentro? Pânico.

Ela chegou perto e olhou direto pro meu prato. Os olhos dela arregalaram. Merda.

— Esse aqui é o meu? — ela esticou a mão para tentar pegar.

Sim, esse tipo de gororoba é a cara da mulher que eu amo. Helena que costumar se servir assim.

— Não! É o meu. — Afastei rápido.

— Mas você odeia comida assim! Você... — ela estalou os dedos na frente do meu rosto — gozou e ficou fora de sintonia?

Dei de ombros, segurando a compostura.

— Eu tava com muita vontade de comer a sua vaca atolada. E você faz ela sem gordura, o que é raro. Acabei exagerando. — dei de ombros, tentando parecer natural.

Ela sorriu. Pronto. Valeu a pena.

— Tá certo. Quer que eu coloque o ovo e a cebolinha no seu também?

— Claro! Serviço completo. — pisquei e dei um tapa de leve na bunda dela.

Ela revirou os olhos e foi enfeitar meu prato. Enquanto isso, eu fazia meu preparo mental. Porque eu sabia que ia sofrer com aquela comida… mas pelo menos ela tava sorrindo de novo.

Logo ela foi fazer um suco de abacaxi natural. O meu favorito. Graças a Deus.

Fomos até a sala de jantar.

— Eu devia subir e vestir uma blusa — ela disse, meio sem jeito, tentando cobrir os seios com o braço.

Dei um sorriso safado. Melhor que qualquer série da Netflix.

— Tá maravilhosa, amor. E se for subir, a comida esfria. Além do mais, não tem nada aqui que eu já não conheça de cor — falei com aquele tom sacana que ela adora.

Ela riu e se sentou, e eu fiz o mesmo.

A primeira garfada foi um teste de resistência. Puta que pariu, aquele queimado tinha dominado tudo. O gosto? Inexistente. Mas minha expressão? Um espetáculo de ator digno de Oscar.

— Amor… ninguém se compara a você na cozinha. Tá incrível.

— Que bom que gostou! Fiz do jeitinho que você gosta... menos a parte queimada, né? — ela disse rindo.

— Relaxa, nem peguei o queimado.

Mentira. Peguei sim. Tava tudo queimado. Mas eu comi. Comi sorrindo. Cada garfada me fazia querer me despedir da vida, mas eu segui sorrindo como se fosse a melhor refeição do mundo — porque, no fundo, era. Porque foi feita por ela. Pra mim.

Porque ver ela feliz vale mais que qualquer coisa.

E se tiver que fazer isso de novo… eu faço. Com gosto. Por ela. Sempre.

Helena se aproximou e me abraçou, sentando no meu colo. Eu adoro quando ela faz isso. Parece algo tão simples, mas me desmonta inteiro.

— Amor… que bom que você gostou da janta. Fiz tudo com tanto carinho — ela disse, a voz suave, colada ao meu ouvido.

Meu olhar percorreu o corpo dela sem cerimônia. As curvas, o jeito como se encaixa em mim. Às vezes eu paro e penso no quanto fui absurdamente sortudo.

— Gostei muito — respondi, passando a mão pelas costas dela. — Das duas jantas, inclusive. Mas confesso que a primeira merece replay.

Ela sorriu daquele jeito que só ela sabe. Safado. Provocante. Meu ponto fraco.

— Monteiro, eu vou tomar um banho. Você todo arrumado e eu assim? Uma já foi… deixa eu me limpar pelo menos.

Fiz uma cara séria de propósito. Ela precisa entender que eu também tenho limites — poucos, mas tenho.

— Helê, impossível você tomar banho sozinha. Tem lugares seus que claramente exigem supervisão e que apenas eu alcanço.

Ela começou a rir, jogando a cabeça levemente para trás. Esse riso sempre foi um ótimo sinal.

Minhas mãos subiram com naturalidade, desenhando o caminho que eu já conheço de cor. Toquei nos seios dela, os massageando. Ela fechou os olhos por um segundo, respirando fundo, e aquilo foi o suficiente pra quase acabar comigo.

Ela abriu os olhos, me encarou e pousou a mão no meu peito.

— Se controla. Vou tomar banho e já volto.

Ela se levantou, mas segurei a mão dela antes.

— Não quer ficar mais um pouco aqui? — perguntei, a voz baixa, arrastada.

Ela inclinou a cabeça, avaliando.

— A gente acabou de comer. Depois do descanso… a gente conversa. Pode ser?

Suspirei, rendido. Com tudo o que eu tinha comido, ela até tinha razão. Ainda assim…

— Tá bom. Mas só porque você pediu. Porque disposição não falta.

— Sei… — ela respondeu, lançando um olhar rápido e nada inocente para o volume no meu das minhas pernas, antes de se soltar e sorrir. — Tô vendo. Já volto.

Ela soltou minha mão e saiu rebolando pelo corredor daquele jeito que só ela tem. Apoiei o cotovelo na mesa, a cabeça na mão, acompanhando cada passo. Minha mente já estava quilômetros à frente, fazendo planos completamente impróprios.

Quando ela sumiu da minha vista, tentei lembrar onde tinha largado meu celular. Passei pela cozinha e vi o dela ali. Pensei em ligar pro meu, desbloqueei sem pensar… e vi as notificações pipocando.

Rafael.

Senti o sangue ferver por um segundo, mas respirei fundo. Confiança. A gente tinha conversado sobre isso. Não abri a conversa. Subi direto pro meu nome fixado no topo e estranhei minha foto não aparecer.

Cliquei.

As mensagens que a Helena tinha me mandado mais cedo apertaram meu peito. Eu não queria que ela tivesse passado por aquilo. Mas eu também estava mal demais pra lidar naquele momento.

Tentei ligar. Chamou. Chamou de novo. Nada.

Foi aí que lembrei.

— Droga… — murmurei. Eu tinha bloqueado ela.

Deixei o celular dela onde estava e subi as escadas, indo pro nosso quarto. Ao abrir a porta, o som do chuveiro ligado veio na hora. Sorri sozinho, lembrando de outras vezes, outros momentos em que fizemos amor no banho.

Mas, hoje não. Hoje era pausa estratégica.

Vi meu celular na cômoda, peguei e me joguei na cama. A primeira coisa que fiz foi desbloquear ela. Mandei uma figurinha carinhosa, do jeito que ela gosta.

Depois fiquei conversando no grupo dos amigos. Já combinando uma pelada pro fim de semana. Pensei que a Helena nunca me viu jogando bola. Ia ser uma boa oportunidade de mostrar minhas lendárias habilidades.

Já me imaginei fazendo um gol e dedicando pra ela.

Como será que se faz um H com a mão?

Pesquisei, escolhi um gesto meio improvisado e sorri satisfeito.

Quando o barulho do chuveiro cessou, larguei o celular e me ajeitei na cama, o coração acelerando de expectativa.

Fiquei encarando a porta do banheiro.

Esperando.

Quando ela saiu do banheiro, já sabia que seria de tirar o fôlego — e não decepcionou. Sempre sai com aquele jeitinho molhado, a toalha mal presa no corpo, cabelo ondulado e ainda úmido, escorrendo gota por gota. Ela parece uma sereia que saiu do mar só pra mim.

Me viu jogado na cama e fez aquela cara desconfiada que eu conheço bem.

— O que tá fazendo aqui, Monteiro?

Cruzei os braços atrás da cabeça, me ajeitando melhor no travesseiro.

— Senti tédio lá embaixo. Vim te esperar.

Ela semicerrrou os olhos, desconfiada.

— Heitor, Heitor… sem gracinhas, viu?

Não consegui segurar a risada.

— Você demorou meia hora no banho. Tenho direito de me entediar, vai.

Ela suspirou, e meu olhar caiu direto pro pescoço dela. As marcas que deixei estavam lá. Fiquei satisfeito.

— Lavei o cabelo. Queria ficar bem cheirosa.

Me levantei da cama devagar e fui me aproximando. O olhar dela ficou atento.

— Vem cá, deixa eu ver se conseguiu mesmo — disse estendendo a mão e chamando com o dedo.

— Heitor Monteiro… sossega. — Ela cruzou os braços, mas a pose era mais provocante do que qualquer outra coisa.

Fiquei parado por um segundo. A lembrança do passado dela, daquele desgraçado que teve o que nunca mereceu. Mas eu sabia o que eu tinha agora. Sabia do que ela precisava. E sabia que ela nunca tinha sido tão dela quanto é comigo.

Me aproximei mais, só pra sentir o calor do corpo dela. O cheiro do sabonete me atingiu e me fez suspirar, era muito bom.

— Tá muito cheirosa mesmo — comentei, deixando a voz mais baixa.

— Obrigada — ela respondeu, com aquele olhar que sempre entrega tudo. E ainda mordeu o lábio. Tentando manter a pose, mas eu a conheço como a palma da minha mão.

Sei do que ela precisa.

Fiquei perto o suficiente pra tocar. Levei minhas mãos até a cintura dela. Ela estava ofegante. Aqueles olhos castanhos dilatados me fitaram como se dissessem "tô toda sua".

Me inclinei e encostei meu nariz no dela. Vi o jeito que ela reagiu e soube que era hora. Virei o rosto e a beijei. Um beijo que diz tudo o que eu não preciso colocar em palavras. Era meu aviso: "você nunca vai precisar de outro homem".

Ela se agarrou em mim. A mão nos meus cabelos, como se quisesse me prender ali. Minha mão subiu pela nuca dela, dedos enroscando nos fios molhados. Inclinei o rosto dela pro lado puxando devagar pelos cabelos, só pra expor aquele pescoço que eu amo. Beijei ali com calma, sentindo o arrepio que percorreu o corpo dela.

Fui descendo até a clavícula, sentindo ela se entregar mais a cada segundo. A forma como o corpo dela se molda no meu é surreal.

Empurrei ela devagar na direção da parede, conduzindo com o corpo, sem pressa. Quando ela encostou ali, a prensei, deixando claro que ela não ia a lugar nenhum. A respiração dela ficou mais pesada. A entrega dela, inevitável.

Fiquei ali, só olhando. Uma mão apoiada na parede, o corpo colado no dela.

— Você não tem pra onde correr. — falei baixo, rouco. — Vou te fazer sentir mulher. Do jeito que só eu sei.

Ela sorriu com aquele ar de desafio que me instiga mais do que tudo.

— É mesmo? Me mostra então.

Desafio aceito.

Tiro a bermuda e deixo cair em qualquer canto. Faço a toalha dela se soltar e cair ao chão. Aproximo meu rosto da Helena com aquele fogo já pulsando, e começo a distribuir beijos por toda a pele exposta que consigo alcançar. Primeiro nos ombros, depois descendo pelo colo. Ela solta um risinho tímido quando passo pela barriga deixar uma mordiscada, e isso me deu mais vontade de explorar cada pedaço dela.

Desço mais, ajoelhando devagar diante dela. Beijo a parte interna das coxas e subo uma das pernas até meu ombro, sentindo o calor do corpo dela aumentar.

Tinha até me esquecido como era uma buceta. Que tesão.

Desço a língua até o seu clitoris. Ela agarrou meus cabelos com força, os gemidos ficando cada vez mais altos conforme eu insistia nos movimentos. Estava completamente entregue, dizendo meu nome em súplica. Senti sua pele arrepiar sob minhas mãos enquanto eu a segurava com firmeza pelas coxas.

Passo a língua ao redor, por cima, me embriagando do gosto dela e do cheiro. Ponho toda a minha boca e sugo o clitoris devagar.

— Ah, Heitor… se fizer assim… — ela diz gemendo.

Sinto clitoris dela inchar, minha língua explora os grandes lábios ao redor, arrancando dela gemidos cada vez mais altos. Coloco a ponta da língua nele e vou a passando e tirando rapidamente, como um gatinho tomando leite do pote.

Abri os olhos por um momento e tive uma visão espetacular: Helena com o rosto vermelho, mordendo os lábios, com os olhos semicerrados, lutando para não perder o controle. Ela estava no limite.

Tentei mantê-la firme quando o corpo começou a tremer. Ela soltou um gemido arrastado, pronunciando meu nome como se fosse a única coisa que conseguia lembrar naquele instante.

Continuo o ritmo e não demora e Helena começa a esfregar o clitoris contra a minha lingua.

Ela segura com força no meu cabelo e começa a dizer meu nome daquele jeito que me deixa sem juízo. Me concentro em cada som que ela solta, cada movimento do corpo tentando acompanhar o que sente. Sigo obediente, mantendo o ritmo, deixando ela perder o controle aos poucos, exatamente como sei que ela gosta.

A maneira como ela reage me deixa completamente encantado. Helena tenta recuar, mas não deixo. Ela vai sentir tudo. Não só na pele, mas na alma também. Eu a conheço melhor do que qualquer um — e faço questão de mostrar.

Uso meu outro ombro e afasto mais a outra perna dela, solto a coxa direita que está no meu ombro e penetro dois dedos nela. Ela grita mais alto.

Já está ensopada de novo, mas sinto que ela ainda está cheia da minha porra. Meto fundo os dedos e quando estão inteiros lá, abro os dois, sinto a buceta dela os apertar. Deslizo eles abertos para cima e baixo.

Helena vai gemendo e arfando, apertando o corpo que tem movimentos involuntários de puro desejo. Continuo o bom trabalho com a minha língua, até a sentir apertar o corpo inteiro, um gemido com meu nome vem alto e ela goza nos meus dedos.

Os retiro de dentro dela, observo que estão melados, mas de mim do que dela.

Olho para cima e a vejo com o rosto todo corado e ofegante, meu amor parece bem relaxadinha.

Abaixo a perna dela do meu ombro devagar, parece tá de perna bamba. Sorri com aquela satisfação de quem sabe que fez bem feito, e vou subindo aos poucos, distribuindo beijos até chegar ao rosto dela. Passo a língua pelos seus lábios.

— Trouxe uma coisa pra você — digo, deixando a provocação no ar.

— O quê? — ela pergunta, ainda com a voz embargada.

Levantei os dedos, com os nossos fluídos escorrendo, e encostei de leve nos lábios dela.

— Um pouquinho do gostinho da gente. Toma vai.

Ela entende o que quero dizer. Sorri daquele jeito safado que só ela tem e abre a boquinha para mim. Conduzo os movimentos e enquanto ela brinca com os meus dedos, fico observando cada expressão. Me perco ali por um instante. Que mulher…O jeito que ela me olhava enquanto fazia aquilo... era de perder o juízo.

Ela era absurda. Sedutora, quente e entregue. E eu? Eu estava completamente viciado nessa mulher.

Quando finalmente me afasto, respiro fundo. Helena continua encostada na parede, linda, ofegante e inteira minha. E eu pronto pra continuar o que a gente começou.

— Vira — peço, com a voz carregada de intenção.

Ela hesita por um segundo.

— Heitor…

Não dou espaço pra dúvida. Seguro firme na cintura dela e a faço se virar. As mãos dela encontram a parede, e meu olhar percorre cada curva das costas até parar onde eu mais gosto. Passo as mãos ali na bunda dela, apertando com vontade, deixando claro o quanto ela me provoca. Não resisto, dou um tapa que tenho certeza que foi ardido.

— Ai! — ela dá um gritinho tão gostoso.

Dou outro tapa e ela reage da mesma forma, ofegante, e isso só me incentiva.

— Empina para mim — murmuro, guiando a bunda dela com as mãos.

Ela obedece. A postura que ela assume, o jeito que arqueia o corpo, me tira qualquer resquício de controle. Me aproximo, encostando a cabeça do meu pau na entrada del devagar, fazendo questão de prolongar o momento.

— Não me tortura assim… coloca ele logo — ela pede, com a voz falhando.

Esse desespero dela por mim me deixa muito excitado.

— Helena, olha só o que você faz comigo.. você é gostosa demais.

Me encaixo nela de uma vez, sentindo ela estremecer. Ela prende o ar, e eu seguro as mãos dela acima da cabeça, firme. Começo a movimentar um pouco de ladinho, sentindo toda a extensão do meu pau a preencher. Automáticamente ela aperta as coxas.

Me aproximo do ouvido e passo a língua.

— Abre as pernas amor. — sussuro no ouvido dela — E empina bem para mim.

Ela arfa, me obedece, e cada movimento dela só confirma o quanto estamos conectados naquele instante.

Dou um tapa na bunda e puxo o lado da bunda dela um pouco, observo meu pau entrar e sair.

— Isso… empina assim para mim…Caralho que raba é essa… Olha como sua buceta engole meu pau.

Meto mais forte e inteiro, sentia as mãos dela tentando se soltar para segurar em algo, mas as envolvi firme, nada disso meu amor. Quietinha.

O som dos gemidos dela com o barulho alto da minha virilha batendo na sua bunda molhada era indescritível, deliciosamente indescritível. Fui com a outra mão e segurei no

Seguro o cabelo dela, guiando o ritmo, sem machucar — só o suficiente pra ela sentir quem está no controle.

— Hei…tor… assim eu não vou aguentar.

— Rebola no meu pau, desliza nele daquele jeito que só você sabe. Ah… isso… assim que eu gosto… Porra Helena, você nasceu para dar para mim, para ser a minha mulher.

Puxo um pouco o cabelo para trás, a fazendo segurar o gemido entre os dentes.

— Fala, quero ouvir bem alto quem é o seu homem.

— Você… Heitor… — ela diz apertando meu pau dentro dela quando o meto inteiro e fundo. sinto o corpo dela fraquejar enquanto ela goza.

Solto as mãos dela rapidamente e passo o braço por baixo da cintura., , mantendo ela firme contra mim.

— Fica firme safada, tô quase.

Meto mais rápido e em um movimento forte para dentro, sinto minha ejaculação sair de uma vez, daquele jeito que é um jato rápido e o resto vai saindo e preenchendo, sinto minhas bolas se esvaziando.

— Ahhh! Gozei igual um filho da puta agora! — digo satisfeito, a sentindo bambinha no meu braço.

— Você me paga por isso Heitor! — ela diz me olhando por cima dos ombros.

Dou um sorriso lento.

— Pago. E com juros. Mas da próxima vez… quem vai estar por cima é você. Não quero usar as mãos.

— Você é insuportável — ela diz corada — Faz tempo que a gente não transa, vou me acostumar.

— Claro que vai.

Beijei a curva das costas dela com aquele gosto de missão cumprida.

— É como dizem, Helê... homem feliz é homem com o saco vazio.

Ela revirou os olhos daquele jeito que eu adoro.

Quando se virou e me olhou, toda bagunçada, com aquele olhar de quem também estava satisfeita, senti um orgulho da porra. Linda. E tão minha.

— Heitor… foi ótimo — ela se inclinou pra me beijar — obrigada por tudo isso.

Ouvir aquilo da boca dela me fez inflar o peito.

— Que nada, amor. Você merece. Só preciso recuperar um pouco e a gente repete.

Abaixei, peguei ela no colo.

— Vem, vou te levar pra nossa cama.

— Não quer ir pra sala de cinema?

— Vamos ficar aqui um pouco… meu corpo relaxa demais depois de gozar. Não fico bambo igual você, mas preciso esperar um pouquinho.

Ela me empurrou com a mão, rindo.

— Não viaja, Monteiro. Comigo é a mesma coisa.

— Sei… te deixei bem arrombadinha. Pode confessar.

— Se acha demais…

— É que você se desfez todinha em mim, né? Fica difícil não me achar.

Coloquei ela na cama e deitei do lado. Puxei pro meu peito. Ela ficou ali, toda manhosa, beijando meu peitoral, passando a mão pela minha barriga... e até apertando o meu pau de leve. A vida tava nos trilhos de novo.

— Eu tava com saudades de você — ela disse, passando os dedos na minha barba — sério... eu tava precisando muito disso.

Levei a mão pro cabelo úmido dela, fazendo carinho devagar.

— Eu também tava, amor. E vou dar um jeito da gente ter um tempinho só nosso.

Ela passou o dedo pela minha boca. Abri e fiz que ia morder, só pra ver ela rir.

— Helê… você tá muito gostosa. Sempre foi. Mas a gravidez… deu um upgrade. Acho que podia manter esse corpo.

— Não inventa, Monteiro. Eu tô gorda.

— Suculenta. Essa deveria ser a palavra.

Ela ficou em silêncio por uns segundos. Aí veio baixinho:

— Acha que o Humberto tá bem?

O nome do nosso moleque me deu um aperto no peito. Normalmente ele estaria ali entre a gente. Saudade do nosso garotinho.

— Deve estar dormindo, amor. Minha mãe falou que brincaram o dia inteiro.

— É a primeira vez que a gente passa tanto tempo longe dele…

Ela escondeu o rosto no meu peito. Sentir ela chorar ali me desmontou. A abracei forte.

— Amor, é só uma noite. Amanheceu, a gente busca ele, tá bem?

Ela assentiu devagar.

Ficamos assim um tempo… até ela dormir primeiro. Depois, eu.

Acordei com o celular tocando. Helena ainda tava deitada no meu peito. Beijei o topo da cabeça dela e fui tateando até achar o celular.

— Quem é, amor? — ela perguntou sonolenta.

— Deixa eu ver…

Vi que era minha mãe. Atendi rápido, o coração já acelerado. E do outro lado... escutei um chorinho que eu conheço muito bem. Helena se virou na hora.

— Oi filho... desculpa acordar vocês — era a voz da minha mãe.

— É o Humberto? — Helena já perguntou, assustada.

— Tá tudo bem aí? — perguntei.

— É que o Humberto acordou chorando. Não quis leite, não tá molhado, não tá com dor... mas tá muito manhoso.

— Tamo indo — falei já saindo da cama.

— A gente pode levar ele aí, filho… vocês descansam mais.

— Não, mãe. A gente vai. Obrigado por cuidar dele.

— Então esperamos vocês. Beijo.

— Outro.

Desliguei e olhei pra Helena. Ela já tava no closet se vestindo.

— Acho que o nosso filho tá com saudade da gente.

— Ele deve ter acordado e não viu a gente… se assustou. — ela disse aflita.

— Vamos buscar ele, amor.

Fui até a gaveta pegar uma cueca. Mas aí... senti uma azia maldita. Não posso contar pra Helena. Ela vai ficar chateada por causa da comida.

Me vesti e fui direto pro banheiro.

— Anda, Heitor. A gente tem que ir — ela gritou do lado de fora.

— Relaxa, amor… tô só mijando!

Abri o armário do espelho, peguei um Engov, joguei na boca e virei um pouco de água da pia mesmo.

Assim que saí do banheiro, reparei que a Helena não tava mais no nosso quarto. Desci e encontrei ela lá embaixo, já pronta, me esperando com um energético na mão.

Ela me entregou e deu um sorriso tenso. Não sou exatamente fã disso, mas como vou dirigir com minha família dentro do carro, é melhor não arriscar. Dei uns goles. São três e pouca da manhã. Não é hora de brincar com sono.

O trajeto até a casa dos meus pais dá uns quarenta minutos. É perto, mas fui um pouco mais rápido do que o normal. Helena tava aflita, o que não ajuda muito minha concentração, então comecei a puxar assunto. Falei da Ferrari Roma que encomendei — ela já tinha se encantado com o modelo anterior no test drive. A concessionária não tinha o novo ainda, mas deixaram a gente brincar com a anterior. Helena ficou encantada e eu fiquei encantado por ela. Um cliente francês me disse que esse carro era perfeito pra casais, e ele tem razão.

Falei também que tô planejando levar ela pro Vale do Cuiabá assim que a nova filial estabilizar. Um final de semana só nosso, com vinho, silêncio e... ela. Acho que ela vai amar.

Quando estacionamos na porta da mansão dos meus pais, já dava pra ouvir o choro do nosso filho ecoando lá dentro.

Assim que meu pai abriu a porta, a cena me fez sentir como se eu fosse o pior pai: Humberto tava nos braços da Dona Olívia, num choro sentido, o mais sofrido que já vi nele.

— Bebê, por que você tá chorando, hein? — Helena se aproximou com aquele tom doce que só ela tem.

Ele reconheceu a voz dela na hora. Levantou a cabeça num pulo e começou a procurar. Quando finalmente viu a mãe, deu um sorrisão que parecia até alívio.

— Chegamos, Humbertinho. O papai chegou — me aproximei, sentindo o coração apertar e amolecer ao mesmo tempo.

Aquele olhar azul grudou em mim e sorriu de novo. Ficava alternando o olhar entre nós dois, todo empolgado.

— Chegou a mamãe, foi? Que felicidade que eu tô! — minha mãe falava com ele, se derretendo igual a gente.

Helena pegou ele no colo. Humberto deu aquele gritinho animado, misturado com suspiro. A voz ainda trêmula, mas o sorrisão escancarado.

Me aproximei e abracei os dois. Dei um beijo na testa do meu filho. Ficar longe é tortura. Ser pai é o maior presente que a vida me deu.

— Agoo… êêêh… — ele balbuciava, empolgado.

Me olhou e, com aquele jeitinho só dele, começou a "contar" tudo o que tinha acontecido naquela madrugada.

— Guuuh… ah! Agoo! — parecia que queria explicar direitinho o drama da noite sem os pais.

Fiz cara de quem tava prestando muita atenção.

— Então foi isso... você acordou e não viu nem a mamãe nem o papai. Ficou preocupado, né? Que coisa, meu filho! Isso não se faz. Vou ter uma conversa muito séria com a mamãe sobre isso — falei sério, mas com aquele sorrisinho no canto da boca.

— Uuuh… aaah… êêê… — ele respondeu, como se confirmasse. Depois soltou uma risada gostosa.

— Ouviu, né, Helena? Ele vai te perdoar só dessa vez.

Ela tava toda derretida.

— Deixa comigo, Humberto. A mamãe não vai mais te deixar assim. Da próxima vez eu te aviso com antecedência — disse ela esfregando o nariz no dele.

Ele soltou outra risadinha, daquelas que fazem a gente esquecer o mundo.

— Êêêh… aaah… uuu — e seguiu animado, batendo as perninhas.

Helena beijou o rostinho dele com aquele amor que só ela sabe demonstrar.

— Bom, acho que já vamos. A senhora vai voltar com a gente? — perguntei pra Dona Olívia.

— Vou amanhã com o Afonso — ela respondeu.

— Certeza, vó? — Helena ainda checou.

— Certeza, minha filha.

Minha mãe se aproximou mais da Helena.

— Ele mamou às duas, já troquei a fraldinha. Foi um anjo. Só agora que ficou assim, chorando demais.

— Obrigada por cuidar dele, Celina — Helena disse com um carinho genuíno.

Meu pai me entregou a mochila com as coisas do Humberto.

— Pena que ele não ficou. Mas chorou tanto que achamos melhor ligar — disse ele.

— Relaxa, pai. Agradeço demais. Eu e a Helena só… — sorri, e vi o olhar de censura vindo.

— Heitor, limites — meu pai cortou com aquele tom que só ele sabe usar.

Levantei as mãos, rendido.

— Eu não ia passar deles — falei com um sorrisinho cínico.

Ele me lançou um olhar desconfiado e foi se despedir do neto.

Nos despedimos de todo mundo e partimos.

Helena sentou no banco de trás com Humberto na cadeirinha. Dirigi mais devagar dessa vez. Cada risadinha dele arrancava um sorriso meu. Pelo retrovisor, vi meu filho batendo as perninhas no ar, conversando com a mãe.

Aquela conversa dos dois tava tão animada que acabei entrando junto. Comecei a responder as perguntas que ele nem fazia, só pra ver a reação.

Nada nesse mundo me dá mais paz que ver os dois assim.

Chegamos em casa com o Humberto ainda com os olhos bem abertos, curioso, olhando tudo ao redor. O rostinho se mexia, o pescoço esticava como se buscasse algo.

— Uuh…? — ele resmungou baixinho. — Agoo… êêh…

Helena sorriu.

— A au-au, né filho? — ela me olhou — Tá no hotelzinho. Vem amanhã às oito da manhã.

— Isso, filhinho, a au-au tá chegando — digo pegando ele do colo dela.

— Ele tá com a roupinha de dormir… será que troca? — pergunto.

— Vamos, né. Só não vamos dar banho pra ele não despertar de vez.

Mas eu tava encarando nosso filho e, sinceramente… com o tanto que os olhos dele estavam arregalados, nem sabia se dormiria mesmo.

— Melhor você tomar um banho, amor — falei casual.

— Por quê? — ela arqueou uma sobrancelha, desconfiada.

— Você sabe… caso ele vá mamar… é que eu mamei muito antes — disse com aquele meu sorriso safado.

Ela ficou vermelha na hora, sem saber onde enfiar a cara.

— Eu vou subir… tomar banho. — saiu na frente, toda envergonhada.

O Humberto acompanhou ela com o olhar. O sorriso dele foi murchando, a boquinha fazendo um biquinho. Me encarou depois, claramente perguntando pra onde a mãe tava indo.

— Êêêh… — reclamou. — Uuuh… aaah…

— Relaxa, campeão. Ela só foi tomar banho. — tentei tranquilizar. — Daqui a pouco ela volta cheirosa e quentinha do jeito que você gosta e eu também.

Mas o garoto não se convenceu. A cabecinha se mexia, os olhos grudados na escada.

— Grrr… êêêh… — ele protestou, mais firme, como se dissesse: "ei! Espera aí!"

As perninhas começaram a se mexer, o corpinho ficou mais tenso, pescoço esticado.

— Agoo… aaah… uuuuh… — resmungou ofendido.

Não aguentei. Ri alto.

— É sério isso, filho? Vai fazer birra porque a mamãe subiu?

A resposta foi imediata:

— Agoo… uuuh… êêêh…!

Suspirei.

— Tá bom, tá bom. Já entendi. Vamos buscar a mamãe juntos. Missão resgate, versão pai e filho. O que me diz?

Ele me olhava curioso, atento às reações do meu rosto. Fiz uma cara totalmente indignada e ele entendeu que eu também não estava de acordo com as atitudes dela.

Subi a escada com ele no colo, e na hora o olhar do Humberto se iluminou. As perninhas começaram a chutar no ar, os braços abertos. O moleque tava animado.

— Cadê ela, hein? — perguntei, sussurrando. — Vamos procurar.

Fingi espiar pelos cantos do corredor, andando devagar, de propósito.

— Será que ela tá aqui? — cochichei, parando perto do quarto de hóspedes.

Humberto respondeu com uma sequência de sons que pareciam código:

— Aaah… guh… agoo!

Eu interpretava, nós nos entendemos:

— Ahn, entendi. Você acha que ela pode estar no quartinho?

Desviei do nosso quarto e fui direto pro dele. A reação foi imediata: ele me olhou com uma expressão de “pai, você errou a rota”. Vai ser muito fofo quando ele aprender a falar.

— Mamãe?? Cadê você? — perguntei teatralmente, olhando ao redor.

Ele me imitava, virando o rostinho de um lado pro outro, atento.

Peguei o coelhinho de pelúcia da prateleira.

— Senhor Coelho… precisamos de informação urgente. A mamãe desapareceu. Você a viu?

Humberto arregalou os olhos, hipnotizado na pelúcia.

— A mamãe? — fiz uma voz esganiçada, mexendo o bichinho. — Hmmm… talvez! Mas só falo se o Humbertinho vestir o uniforme de coelhinho também!

— Opa! — disse, virando pro meu filho. — Ouviu isso, parceiro? Hora de vestir o uniforme!

Ele vibrou. Dei uns “upa upa” com ele, rindo da risadinha gostosa que veio como prêmio. Peguei o macacão do Peter Rabbit e o deitei no trocador. Fui trocando a roupinha dele como se fosse parte da missão.

— Prontinho. Estamos quase prontos pra resgatar a mamãe, soldado!

Quando terminei de vesti-lo, acho que demorei uns minutinhos admirando o meu filho que é parecido com a pessoa que mais amo.

Nesse exato momento, a porta se abriu.

— Amor? Escutei as vozes de vocês… — Helena apareceu sorrindo.

O grito que ele soltou não tem como descrever. Uma mistura de vitória, alívio e euforia. Ele se sacudiu inteiro, braços e pernas indo pra todo lado.

— Aaaaah! Uuuuh! Êêêh!

— Olha só quem encontramos, Humbertinho… missão cumprida! — falei, pegando o coelho e virando pra ele. — Obrigado pela ajuda, Senhor Coelho. E obrigado, parceiro. A gente conseguiu.

Helena veio e me abraçou por trás e o cheiro dela me invadiu na mesma hora.

— O que vocês estavam aprontando, hein? — perguntou rindo.

— Te procurando, ué. — disse. — Mas com método. Informação de qualidade. O Senhor Coelho disse que quando o Humberto vestisse o uniforme de coelhinho, você ia aparecer.

Ela fez uma expressão surpresa, teatral.

— Uau… o senhor Coelho é mesmo muito sábio. — Ela se abaixou, pegou o Humberto no colo e esfregou o nariz no dele. — E você ficou um coelhinho muito lindo, sabia?

Ele soltou um gritinho animado.

— Êêêh!

Eu olhei pros dois e pensei: essa é a minha família.

— Vamos pra cama? — perguntei, com um sorriso besta no rosto.

Fomos para o nosso quarto. Enquanto ela o ninava, fui tomar um banho. Ao voltar, já era quase manhã. Droga. O energético ia perder efeito logo — e eu ia direto pro modo zumbi. Passei a mão no rosto, suspirei. Vesti minha bermuda de dormir e fui até eles.

Ver os dois rindo juntos na cama é o tipo de imagem que apaga qualquer estresse. Humberto tava elétrico.

Peguei o celular, já cancelei o despertador e mandei uma mensagem pra Verônica.

Heitor:

Bom dia.

Remarcar meus compromissos de hoje.

Não vou conseguir ir.

Se tiver algo urgente, me liga.


Deitei com eles. Fui recebido com dois olhares que valem mais que qualquer bônus de fim de ano.

— Que cara é essa, Monteiro? — Helena perguntou.

Sorri de lado.

— Só pensando em como amo vocês. É isso.

— Idiota. — ela riu e me beijou. — Eu também amo você.

— Uuuh… — Humberto resmungou, com ciúmes.

Deitei puxando a Helena pra cima de mim, só de graça. Humberto começou a resmungar mais forte.

— Heitor! Não estressa o menino!

— Tô de folga, quero aproveitar vocês. Mas acho que só eu vou dormir um pouco…

— Vou ninar ele, ver se acalma. Tá agitado faz tempo.

— Qualquer coisa, me chama.

Ela pôs a mão na minha barriga.

— Tá sentindo alguma coisa? Você tá bem?

— Tô. Só dor de cabeça. Por causa do sono.

— Quer remédio?

— Não precisa.

— Vou fazer um chá. — ela começou a levantar.

— Volta aqui, o único chá que eu quero é chá de buceta…

Ela riu.

— Monteiro! Deixa eu cuidar de você.

— Então fica. Durmo melhor com você aqui.

Ela suspirou, vencida.

— Tá… — voltou a se sentar, passou a mão no meu rosto. — Boa noite, amor.

— Boa noite, Helê. Boa noite, Humberto — falei, segurando a mãozinha gordinha dele.

— Aguu!

— Também te amo, filho.

Nada paga esse momento. Nada.