O CEO que Eu Paguei
221 Nada Foi Por Acaso
Isaac estava vivendo o melhor momento da sua vida.
Tinha conquistado a vaga de Analista em Banco de Investimentos, estava na reta final do TCC e prestes a se formar. O dinheiro começava a entrar de verdade, fruto de noites mal dormidas, pressão constante e uma rotina puxada que, surpreendentemente, ele adorava. Pela primeira vez, sentia que tudo estava se encaixando.
Além disso, tinha um sobrinho que amava de um jeito quase visceral. E, agora, tinha também Ana Alice.
A namorada.
A mulher por quem estava completamente apaixonado.
O trabalho naquele dia tinha sido pesado, reuniões longas, números, metas e decisões. Mesmo assim, Isaac saiu mais cedo com um plano claro em mente. Decidiu buscá-la no trabalho. Queria surpreendê-la.
Passou antes em uma floricultura e escolheu um buquê bonito, elegante, pensado nos mínimos detalhes. No banco do passageiro, repousava também uma caixa de veludo.
Dentro, um colar de ouro branco, delicado, com a letra “A”.
Ana Alice tinha comentado, dias antes, que a Helena havia ganhado de Heitor um colar com a inicial do nome. Disse que achava aquilo romântico. Isaac não pensou duas vezes. Encomendou um para ela no mesmo dia.
Queria vê-la sorrir daquele jeito específico, o sorriso que só aparecia quando ela se sentia escolhida.
Ele havia marcado um encontro duplo com Helena e Heitor para aquela semana. Sabia que Ana Alice e Helena já se conheciam, mas queria mais do que cordialidade. Queria proximidade. Queria que a namorada e a irmã se dessem bem de verdade. Para Isaac, família era algo sério. Precisava estar unida.
O celular vibrou ao seu lado.
Ele olhou a tela e sorriu imediatamente — um sorriso largo, aberto e apaixonado.
Era ela.
Amor 💘🥰
Passei o dia inteiro pensando em você. Não consegui me concentrar.
Isaac respirou fundo antes de responder, sentindo aquele calor familiar no peito.
Isaac:
Eu também, amor. Sorte a minha que coloquei sua foto na mesa. Assim posso sempre te olhar e lembrar do quanto sou sortudo por ter você.
A resposta veio rápido.
Amor 💘🥰
🙈❤️❤️
Você é muito fofo! Eu sou completamente apaixonada por você!
Você é tão homem… tudo que eu sempre pedi pra Deus.
Isaac apoiou a cabeça no encosto do banco por um segundo, sentindo o coração acelerar. Não era costume dele se entregar assim. Nunca foi.
Ele já tinha ficado com algumas mulheres, mas nunca tinha se envolvido de verdade. Sempre manteve uma linha clara entre desejo e afeto. Não era como Jonas, nunca foi. Isaac raramente se permitia aproximações profundas. Era respeitoso, contido e emocionalmente fechado.
Ninguém nunca tinha mexido com ele daquele jeito.
Até Ana Alice.
Ela chegou sem pedir licença. Quebrou o ritmo dele, atravessou defesas que ninguém antes tinha conseguido atravessar. Não parecia impressionada com o sobrenome, nem com o cargo do pai dele. Para Isaac, aquilo era sinal de verdade.
Ela o enxergava.
E, mais do que isso, era amiga da Helena, uma amizade antiga, de antes de tudo. Isso importava. Dizia muito.
Ana Alice falava da família com um misto de dor e força. Da igreja. Do quanto sempre tentou agradar, ajudar, mesmo sendo maltratada. Toda vez que ela contava sobre o pai, o sangue de Isaac fervia. A raiva vinha silenciosa e protetora.
Ela não precisava mais passar por aquilo.
Ele cuidaria dela.
Em algum ponto — sem perceber exatamente quando — Isaac já tinha se decidido. Não em palavras, mas em convicção.
Ana Alice seria sua esposa.
A mãe dos seus filhos.
Quando estacionou em frente à Fort Group, sentiu um aperto inesperado no peito. Aquele prédio ainda carregava lembranças ruins. Foi ali que sua irmã tinha sido humilhada. Mesmo com Heitor agora no comando, o lugar ainda trazia um gosto amargo.
Mas aquilo também ia mudar.
Isaac já estava conversando com superiores no banco. Queria abrir uma porta para Ana Alice. Dar a ela uma chance melhor, longe dali.
Enquanto desligava o carro, segurando o buquê, ele pensou que tudo aquilo fazia sentido.
Isaac olhou o relógio no painel do carro. Já estava na hora dela sair.
Não demorou.
Ana Alice surgiu na porta do prédio, atravessando a calçada com passos confiantes, o cabelo solto e o corpo desenhado pela roupa. O mundo pareceu desacelerar por um segundo.
As pernas de Isaac bambearam.
Ela era, sem exagero algum, a mulher mais linda que ele já tinha visto. Sempre era assim, mas naquele dia parecia ainda mais intensa. Quando ela o viu e sorriu, Isaac chegou a perder o fôlego. Um sorriso aberto, vivo, daqueles que não pedem permissão — simplesmente tomam.
Ana Alice se aproximou rápido e o abraçou.
— Gatinho! — disse, rindo. — O que você tá fazendo aqui? E com tudo isso?
Os olhos dela brilharam ao notar o buquê.
Isaac ainda sorria, meio desnorteado. Passou a mão pela cintura dela com cuidado, sentindo o próprio rosto esquentar.
— Quis fazer uma surpresa. — levantou o buquê, um pouco sem jeito.
Ana Alice pegou as flores e o apertou contra si, forte, sem pudor. O rosto dela se encaixou no pescoço dele, e os lábios roçaram sua pele em beijos lentos, provocadores. Isaac sentiu o corpo inteiro reagir ao simples toque dela. Precisou se concentrar para manter o controle.
— Você fica muito gostoso nessa roupa — ela sussurrou no ouvido dele, a voz baixa, carregada. — Tô doida pra arrancar.
O arrepio foi imediato. Isaac engoliu em seco, o corpo traindo qualquer tentativa de disfarce. Um som baixo escapou de sua garganta antes que ele pudesse conter. Estava completamente entregue.
— Vamos pro hotel… — disse, meio zonzo. — Eu tinha pensado em dar uma volta no shopping, mas… acho melhor o hotel.
Ana Alice sorriu de lado, satisfeita.
— Vamos pro hotel. Depois a gente vê o shopping. — disse, com charme.
— Claro, amor. — Isaac respondeu sem pensar. — O que você quiser.
Eles entraram no carro. Antes de ligar o motor, Isaac pegou a caixa de veludo do banco e entregou a ela.
— Isso é pra você.
O sorriso de Ana Alice cresceu na hora.
— O que é isso, gatinho?
— Uma surpresa. — disse, os olhos brilhando.
Quando a caixa se abriu, Ana Alice soltou um gritinho animado, levando a mão à boca. Aquilo bastou para encher Isaac de orgulho. Ele retirou o colar com cuidado e colocou no pescoço dela. O ouro branco reluziu contra a pele.
Ela se virou para o espelho do retrovisor, depois abriu a câmera do iPhone — o mesmo que ele havia dado — completamente encantada.
— Ficou lindo! — disse. — Eu amei. Muito mais bonito que o da Helena.
Isaac sorriu de leve.
— É mesmo? Então vou pedir um modelo desse pra ela também.
Ana Alice franziu a testa, confusa.
— Mas… por quê?
— Porque ela é minha irmã. — respondeu naturalmente. — Quero que ela tenha sempre o melhor.
— Ah… — Ana Alice suspirou, deslizando a mão pela coxa dele com suavidade. — Mas deixa isso pro Heitor, amor. Presente assim é coisa de namorado.
Isaac segurou a mão dela com carinho.
— Eu sou irmão dela. Ela não tem que esperar nada do Heitor. Tem que esperar de mim e do Jonas. A gente que cuida dela.
O semblante de Ana Alice fechou por um instante.
— Isaac… — ela disse, com voz mais baixa. — Você acabou de conquistar um emprego novo. Precisa juntar dinheiro. Pensar nas suas conquistas.
Ele sorriu, tranquilo.
— Amor, a maior conquista de um homem é a família. De que adianta dinheiro se você não pode usar com quem ama?
O celular dele vibrou.
Isaac puxou o aparelho do bolso. Na tela de bloqueio, uma foto dele com Ana Alice. No papel de parede, ele com Humberto no batizado. Abriu o grupo da família, empolgado. Helena tinha enviado um vídeo.
Era Humberto no tapetinho, fazendo tummy time, sorrindo, virando sozinho para pegar um brinquedo. Isaac sentiu os olhos marejarem.
— Olha isso… — disse, emocionado. — Ele já tá virando sozinho. Olha esse sorriso. Esse menino é um prodígio.
Virou o celular para Ana Alice, o coração aquecido.
— Ele é bonito mesmo. — ela comentou. — Não parece com a Helena.
— Parece sim — Isaac riu. — Puxou mais ao Heitor. Mas minha irmã é linda, não tinha como ser diferente.
— Eu fico até surpresa como a Helena teve um filho tão bonito.
Isaac riu de novo.
— Combinação boa dá nisso.
Ana Alice pegou o celular da mão dele e mandou um áudio no grupo, a voz doce, quase infantil:
— Humbertinho da titia! Você tá lindo demais, parabéns!
Isaac observou a cena com um sorriso bobo. Aquilo o tocava mais do que ela imaginava.
Na cabeça dele, a imagem era clara:
Ana Alice ali, integrada. Parte da família. Parte do futuro.
Ela seria uma boa mãe.
Ele tinha certeza disso.
E essa certeza… era exatamente o que o deixava completamente apaixonado.
Para Ana Alice, homens nunca foram mistério. Foram degraus. E Isaac era exatamente isso.
Ela sabia exatamente como funcionava: um sorriso, o corpo bem exposto, o olhar que prometia mais do que entregava. Sempre funcionou. Sempre funcionaria. E quando não funcionava, o problema não era ela — era o homem que não valia o esforço.
O alvo ideal, claro, era Jonas.
Jonas Medeiros era bonito demais para ser inseguro, rico demais para ser carente, festeiro demais para se impressionar com qualquer mulher. Acostumado a corpos variados, a mulheres diferentes toda semana, ele não cairia fácil. Não porque fosse inteligente ou profundo, mas porque já tinha visto de tudo. Para Ana Alice, isso tornava Jonas um projeto trabalhoso demais. Possível, sim. Mas demorado.
Isaac era outra história.
Mais novo. Mais limpo. Mais disponível. Bonito, mas sem o excesso do irmão. Um homem que ainda acreditava em conexão, em exclusividade, em intenção. Para alguém como ela, Isaac era fácil. Previsível. Um meio para chegar onde realmente importava.
O plano era claro desde o início: namorar um dos irmãos Medeiros, circular, se infiltrar. Depois, se aproximar de Heitor Monteiro. Conquistá-lo. Tornar-se amante. E, se o jogo fosse bem jogado — como sempre foi —, ainda se casaria com um dos Medeiros. Seria nora do governador do Rio de Janeiro. Um governador que, naquele ano, concorria à presidência da República.
Nada mal para alguém que sempre soube subir sozinha.
Desde que começou na Plano & Forma, alocada dentro da filial da Monteiro Inc, Ana Alice tinha certeza de que Heitor apareceria ali em algum momento. Homens como ele sempre apareciam. E quando apareciam, ela estava pronta. Corpo moldado, imagem construída e discurso afiado. O único contratempo foi a supervisão feminina. Um detalhe irritante, mas administrável. Ainda assim, tinha Gaspar. E graças a ele, acreditava ter garantido seu lugar quando a oportunidade surgisse.
O problema foi Helena.
Helena não fazia sentido. Não tinha presença, não tinha impacto, não tinha nada que justificasse atenção. Ana Alice chegou a supor que Heitor se interessaria por Clara — a única ali que, em sua opinião, não envergonhava o gênero feminino. Mas Helena? Helena era um erro estatístico.
Era para ser ela naquela posição.
Era para ser ela perto de um milionário.
E como se não bastasse, Helena ainda conseguiu atrair outro homem poderoso. Sempre mais um. Sempre tudo. Quando veio à tona que a mãe desaparecida havia se casado com o governador do Rio de Janeiro, o incômodo virou desprezo puro. Helena não conquistava nada — tudo lhe era entregue. Amor, proteção e sobrenome. A preferida do mundo.
Ana Alice sempre precisou arrancar.
Ela já tinha feito isso antes. Usado beleza, corpo e desejo. Não tinha culpa nenhuma nisso. Era espetacular e sabia. Todos queriam. Poucos tinham. E isso sempre fora suficiente para abrir portas.
Quando a visita bancada pela Monteiro Inc terminou e Helena desistiu da vaga na FORT GROUP, Ana Alice permaneceu no Rio, agora sustentada pela Plano & Forma. Um hotel inferior, claro. Nada comparável ao luxo que Helena recebeu. Ainda assim, aceitável.
Até Isaac.
Bastou comentar que o hotel era mal localizado, que não se sentia segura, e ele resolveu tudo. Um hotel de luxo. Sem perguntas. Sem barganha. Fácil demais.
Mesmo assim, estar com Isaac começou a incomodá-la de um jeito novo.
Ela sempre se envolveu com homens mais velhos, previsíveis, fáceis de manipular. Isaac parecia ingênuo, quase bobo. E ainda assim… não exigia atuação na cama. Não exigia fingimento. Pela primeira vez, ela não precisava entregar uma versão fabricada de si mesma — e isso a deixou vulnerável.
O problema real não foi o sexo. Foi o resto.
Isaac gostava dela. De verdade. Sem jogos, sem disputa, sem tentativa de controle. Ele a incluía, a apresentava, a protegia. Fazia com que ela se sentisse escolhida — não desejada, mas escolhida.
E isso bagunçou tudo.
Apaixonar-se nunca esteve no plano.
Era para ser mais um degrau.
Mas, em algum ponto que ela não soube identificar, o jogo virou. O cálculo falhou. E quando percebeu que a ideia de perdê-lo a incomodava mais do que a ideia de perder status, Ana Alice entendeu — com irritação, medo e um gosto amargo na boca — que estava apaixonada.
Justamente quando não podia.
O quarto ainda estava quente quando Ana Alice se espreguiçou preguiçosa entre os lençóis. O corpo satisfeito, a pele sensível, aquele cansaço gostoso que vinha depois de ser bem comida. Isaac tinha esse efeito nela. Gostava de como ele ficava depois — mole, carinhoso, quase bobo. Gostava ainda mais das juras que ele fazia, como se não tivesse medo de parecer apaixonado demais.
Ela observou quando ele se levantou nu, tranquilo, completamente à vontade. Isaac tinha um corpo bonito, jovem e firme. Não era Jonas — nunca seria —, mas servia. Servia muito bem. Ele voltou pulando na cama, rindo, a puxou para um abraço apertado e beijou seu pescoço com devoção.
— O que acha de tomar um banho comigo? — perguntou, a boca deslizando pela curva da pele dela.
Ana Alice riu, satisfeita consigo mesma.
— Adoraria… mas se eu for, a gente não vai conseguir tomar banho nenhum.
Ele suspirou, rindo, e lhe deu mais um beijo antes de se afastar.
— Então vou tomar um banho. Depois eu te busco pra… não tomarmos banho.
— Vou te esperar. — ela piscou, segura.
Isaac saiu em direção ao banheiro, despreocupado.
Ana Alice ficou ali, estirada, sentindo-se bem. Bem demais. Rica, desejada, instalada em um hotel caro, com um homem jovem e poderoso apaixonado por ela. Era assim que as coisas deveriam ser.
Seus olhos caíram no celular dele, largado na cômoda.
Pegou sem culpa. Isaac tinha colocado a digital dela ali — um gesto que sempre a fazia se sentir dona de algo que não era só dela. Abriu o WhatsApp e foi direto onde queria. Nem tentou disfarçar.
Heitor.
Clicou na conversa. A foto abriu grande na tela.
Ana Alice sentiu o sorriso murchar.
Uma selfie em frente ao espelho. Heitor segurava o celular com uma mão; no outro braço, o filho dormia tranquilo. Helena estava colada nele, uma mão no braço dele, os olhos fechados enquanto beijava o rosto dele. Tudo perfeito demais. Arrumados demais. Felizes demais.
Ela sentiu nojo.
Ridícula.
Deu zoom no rosto de Heitor, avaliando como sempre fazia. Bonito demais. Seguro demais. Um homem daquele porte jamais deveria ter acabado com alguém como Helena. Não fazia sentido. Nunca fez. Ele merecia mais. Merecia alguém à altura. Merecia alguém como ela.
O incômodo veio automático, mesmo ali, nua, satisfeita, no quarto pago por outro homem que a amava.
A inveja nunca dormia.
O celular vibrou na mão dela.
O coração deu um salto seco.
O prazer evaporou na mesma hora.
Ana Alice já sabia. Nem precisou olhar para confirmar. O corpo inteiro entrou em alerta, como se alguém tivesse jogado água fria nela. Levantou rápido demais, o estômago revirando, e foi até a cozinha, afastando-se do som do chuveiro.
Abriu as mensagens.
Gaspar:
Engraçado te ver andando com gente importante agora.
O mundo gira rápido, né?
O peito apertou.
Gaspar:
Só espero que ninguém confunda as histórias.
A mão começou a tremer.
Gaspar:
Tem coisas que não ficam bem fora de contexto.
Ana Alice sentiu o sangue gelar. Aquele tipo de frio que não vinha do ar, vinha do passado.
As mensagens continuaram, sem que ela tivesse tempo de respirar.
Gaspar:
Ainda guardo aquelas conversas antigas.
Nunca pensei que fossem importantes… até agora.
O coração começou a bater rápido demais.
Gaspar:
Relaxa, não sou louco.
Mas às vezes a gente precisa se proteger, né?
Ela apoiou o celular na bancada, respirando curto.
Gaspar:
Imagina isso caindo na mão errada.
Eu não ia gostar.
A boca secou.
Gaspar:
Você sempre soube me acalmar.
Talvez a gente precise conversar pessoalmente.
O pânico subiu quente, sufocante.
Gaspar:
Não precisa ser nada demais.
Só nós dois, como antes.
Ana Alice fechou os olhos, sentindo o estômago afundar.
Gaspar:
Você não vai querer problema agora que tá tão bem, vai?
O barulho do chuveiro seguia ao fundo. Isaac cantarolava, leve, feliz, completamente alheio.
Ana Alice ficou parada, o celular pesado na mão, o corpo tenso, entendendo com uma clareza cruel que não importava o quanto tivesse subido. Sempre haveria alguém pronto para lembrá-la de onde veio.
E, dessa vez, ela não tinha só a reputação a perder.
Tinha tudo.
Inclusive, seu novo amor.
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