O CEO que Eu Paguei
105 Não era só a madrugada que queimava.
Eles subiram as escadas de mãos dadas, com o silêncio carregado de algo denso e quente. A luz dos corredores apagada, o som dos passos suaves — mas o coração de Helena batia forte, como se cada degrau fosse uma decisão.
Heitor subia com a mochila dela pendurada no ombro, como se fosse parte do que ele carrega por estar com ela — as bagagens dela, os medos dela, a escolha dela.
Helena tirou a legging devagar, deixando o tecido escorregar pelas coxas. O moletom dele caiu solto até a metade da coxa. E Heitor… só ficou olhando. Parado. Com a boca entreaberta e o corpo já reagindo.
— Tu vai dormir assim? — ele perguntou, a voz rouca, baixa, com aquele sotaque carregado de malícia carioca.
— Tem problema? — ela respondeu, fingindo inocência.
Heitor andou até ela devagar, o olhar fixo, os olhos azul-pecado queimando nas pernas dela.
— Tem. Porque assim… desse jeito… eu não durmo e nem você.
Ele agarrou a cintura dela com firmeza e a jogou na cama como se o corpo dela fosse dele — e era. Helena soltou uma risada curta, mas os olhos já sabiam no que ia dar.
— Você tá doido?
— Tô. De saudade da sua pele. Do seu cheiro. Do seu gosto.
Subiu por cima dela, os joelhos afundando no colchão. Prendeu os pulsos dela acima da cabeça e encostou a boca no ouvido:
— Você me liga duas da manhã com essa voz manhosa de safada… e aparece aqui usando meu moletom e essa calcinha?
— Que que tem? — ela sussurrou, o peito subindo e descendo.
— Tem que agora você é minha. E eu vou mostrar por quê.
Ele mordeu o lóbulo da orelha, desceu com beijos pelo pescoço, roçando a barba na pele sensível dela. Os dedos já deslizando pela coxa, puxando devagar o pano da calcinha pro lado.
— Caralho, Helena… tá quente. Tá molhada. Tá toda minha — ele murmurou, sentindo com os dedos. — Tá encharcada, porra. Tu me quer. Desde que ligou, você já sabia onde isso ia dar.
O hálito quente batia no pescoço dela e arrepiava a pele.
— Tu ligou de madrugada só pra isso, né? — ele murmurou no ouvido dela, a voz arrastada, rouca, carregada daquele sotaque que derretia qualquer resistência. — Tava doida pra dar pra mim… confessa.
Ela mordeu o lábio, tentando esconder o sorriso safado, mas ele a conhecia demais.
— Tava com saudade do meu peso em cima de você, né? — ele continuou, arrastando os lábios até a base da orelha dela. — Fala. Me chama de gostoso. Diz que tava morrendo de tesão, por isso ligou.
Helena tentou virar o rosto, mas ele segurou de leve, com aquele olhar que dizia tudo. A boca dela estava entreaberta, quente, implorando pra ser beijada.
— Fala. — ele insistiu com aquele sotaque todo cheio de malícia. — Tava querendo me dar, não tava?
Ela soltou um riso fraco, o peito subindo e descendo.
— Talvez…
— Talvez? — Ele riu. — Ligou no meio da madrugada, coração. Você tava com fogo no rabo, isso sim.
Ela fechou os olhos, tentando manter o controle. Mas ele não dava espaço.
— Fala que é minha. Fala que tá com saudade do meu peso em cima de você. — a voz dele vinha grave, pegando na alma.
— Tava… — ela admitiu, entre gemidos.
Heitor sorriu de canto, sem soltar os pulsos dela.
— Então cê vai gozar por mim. Como da última vez. Só que agora… na cama do seu homem.
E ele desceu. Com a boca. Com a língua. Com o desejo inteiro concentrado nela.
Devagar. Depois rápido.
Ela sentia a língua daquele homem no ponto certo. Ele sabia. Ele lia o corpo dela como quem escreveu. A mão firme na coxa, os olhos nela enquanto lambia, chupava, gemia baixo de tesão por estar ali.
— Isso… — ele disse, entre uma lambida e outra. — Rebola na minha cara, amor. Me dá essa porra desse gozo. Que eu quero sentir tudo. Até o tremor.
Helena não resistiu. Arqueou, gemeu, tremeu. O corpo inteiro entregue.
Ele subiu com o queixo molhado, a boca suja de saudade e o sorriso mais indecente que ela já viu.
— Isso que eu chamo de matar saudade. Agora vira. Que eu ainda nem comecei.
Ele voltou a se abaixar entre as pernas dela, lambendo o caminho pelas coxas, abrindo com as mãos. Os olhos dele não saíam do rosto dela. Queria ver. Cada reação. Queria decorar.
Helena tentou fechar as pernas com o calor da sensação, mas ele segurou firme.
— Nada de fugir agora, porra. Agora tu aguenta.
E ele começou com a ponta da língua, provocando. Depois, se aprofundando. Helena gemia, se contorcia. O quadril arqueando, os dedos nos lençóis. Ele sabia exatamente onde tocar, como pressionar. Quando ela gemeu o nome dele, sem controle, ele sorriu.
— Isso, fala meu nome desse jeito. Tá tão bonitinha implorando… — ele lambeu mais uma vez, devagar, e depois subiu, o rosto ainda com a pele quente, os olhos em brasas. — Agora eu vou meter. Tô duro faz tempo por sua causa, Helena.
Ele se ajeitou entre as pernas dela, posicionando-se com urgência. E então...
— Heitor — ela disse, firme, ofegante. — A camisinha.
Ele parou.
— Ah, não, porra… — suspirou, frustrado, como se tivessem desligado o sol. — Já vai começar? Tá no período fértil, sim, e daí? Isso não quer dizer nada! Camisinha vai cortar a vibe toda, amor.
— Se o seu pau quer liberdade, ele que brinque sozinho — ela respondeu, levantando uma sobrancelha, ainda deitada, mas com o tom firme de quem sabia o que estava fazendo.
— Que sacanagem, Helena… — ele se afastou devagar, abrindo a gaveta e pegando uma embalagem. — O pau aqui sofre. O coração até entende, mas o pau…
Ela riu.
— Para de drama e coloca logo.
Heitor resmungou, rasgando a embalagem com os dentes. Colocou com a cara emburrada de quem está sendo injustiçado. E, claro, comentou:
— Tá. Mas cê me deve uma. Na próxima, vou lembrar disso aqui.
— Na próxima? — Helena provocou, com um sorrisinho. — Acha mesmo que vai ter próxima depois de fazer esse show?
Ele parou o movimento, olhou nos olhos dela e respondeu com o sorriso mais safado que tinha:
— Tu me ama, Helena. Tu é doida por mim. E ainda vai pedir de joelhos pra eu meter sem nada.
Ela arqueou a sobrancelha.
— Vai sonhando, Monteiro.
— Sonhar? Eu? — ele se inclinou sobre ela outra vez. A voz estava mais baixa agora, grave, e a expressão escurecida de desejo. — Eu vou te lembrar porque vale a pena esperar. Agora abre essas pernas e me dá sua atenção… porque vou meter devagar. Bem devagar. Pra tu sentir cada porra de centímetro mesmo com esse plástico.
E ele fez exatamente isso.
Encaixou o quadril entre as coxas dela, se ajeitou com precisão, e a penetração veio em um impulso firme e cheio de fome, mas ainda controlado. O gemido que ela soltou, mesmo querendo fingir resistência, denunciou tudo.
Heitor agarrou a cintura dela com força, os olhos cravados nos dela.
— Isso, minha safada… sente o que é teu. Tô aqui. Todo teu.
A partir dali, ele começou o ritmo de novo — o mesmo de antes, o mesmo que ela conhecia e que fazia o corpo dela esquecer qualquer restrição.
Helena arqueou o corpo, os olhos revirando. As mãos agarraram os ombros dele.
— Porra... — ele murmurou, os movimentos ganhando ritmo. — Tu não faz ideia da cara que tá fazendo...
— Cala essa boca, Heitor... — ela respondeu, quase implorando.
— Não. Não agora. Olha pra mim. Quero ver a sua boca tremendo, seu olho brilhando, sua mão me agarrando sem força... Só eu vejo isso de você, porra.
Ela gemeu mais alto e virou o rosto, tentando conter.
— Heitor... — sussurrou, já quase no limite.
— Fica assim, rebola pra mim. Isso. Tua bucetinha engole tão bonito. Isso, porra... Isso…
Helena mordeu o lábio, os olhos cheios d’água. Uma das mãos esticou e passou pelo rosto dele, o polegar roçando na sobrancelha suada. Como se ele fosse o único refúgio possível.
Ele apertou a cintura dela com mais força, a boca perto da dela, os dois corpos suados, colados, unidos por um fio invisível que não era só tesão — era alguma coisa mais forte, mais funda, mais viva.
— Olha pra mim… — ele pediu de novo, a voz baixa, intensa. — Grita meu nome, porra. Deixa eu ouvir tua alma vindo inteira.
Helena soltou o ar, os olhos presos nos dele, o corpo cedendo…
Ela já sentia os músculos da barriga contraírem, um arrepio se espalhando pelos braços, pelas pernas, até a nuca. Ele se movia com precisão, o quadril marcando um ritmo constante, como se conhecesse cada ponto que a desmontava.
A mão dela subiu pelo rosto dele novamente, os dedos escorregando pela lateral da mandíbula, como se quisesse segurar alguma coisa ali — o momento, talvez. Os olhos se encontraram, e Heitor rosnou baixo, o maxilar trincado:
— Não desvia, caralho... — sussurrou, a voz abafada contra a boca dela. — Olha pra mim e vem. Quero ver sua cara quando gozar pra mim.
— Heitor... — ela gemeu, e o nome escapou carregado de tudo: desejo, raiva, amor, entrega.
Ele a segurou mais firme, as mãos cravadas nas coxas dela, fazendo o quadril dela se mexer em resposta ao dele.
— Isso... assim... caralho, cê é perfeita demais, Helena... — ele murmurava entre os gemidos abafados. — Vem pra mim. Deixa eu sentir sua buceta rasgando no meu pau.
Ela tentou morder o lábio para se conter, mas o prazer subiu como um vendaval. O corpo dela se curvou involuntariamente, o abdômen encolhendo, a mão dele indo direto para a base das costas dela, puxando mais, apertando com possessividade.
— Heitor, eu... — ela arfava. — Eu vou...
— Vai. Goza pra mim. Mostra que é minha. — Ele sussurrou junto ao ouvido dela, a língua roçando ali.
E ela foi. O corpo tremendo, a respiração falhando, o quadril latejando contra ele. Helena arqueou, cravou as unhas no ombro dele, a cabeça jogada para trás.
Heitor a segurou inteira nos braços como se segurasse um milagre acontecendo. A respiração dele acelerada, mas os olhos grudados nela — nas expressões, nos sons, nos arrepios.
— Isso... porra, olha só... — ele sussurrou, meio alucinado. — Sua cara quando goza é a coisa mais linda que já vi.
Ela caiu mole no colchão, ainda se tremendo, ainda com espasmos leves correndo pelo corpo.
Heitor não parou. Beijou o rosto dela todo, o maxilar, a testa suada, murmurando contra a pele:
— Obrigado... por existir. Por ser assim. Por ser minha.
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