O CEO que Eu Paguei

193 Irritação acumulada


Notas iniciais
Amanhã é dia 12/11, aniversário do Heitor. E cabe um capítulo especial para a data (:

POV Heitor Monteiro



A reunião já tinha começado errada antes mesmo de eu entrar na sala.

Planilha otimista demais, sorriso despreparado de menos. Reconheço o cheiro de ilusão de longe — e hoje ele estava impregnando o ar.

Me sentei, abri o tablet, e em menos de cinco minutos ouvi a palavra “vantagem cambial” pela terceira vez. Quando o gerente de Supply falou sobre como “a construção americana é mais barata que a brasileira”, eu ri. Não de deboche — de tédio.

— Vocês esqueceram que estão falando de dólar? — perguntei, encostando a caneta na mesa com dois toques secos.

Duas batidas. Um aviso.

A sala ficou muda. Finalmente.

O entusiasmo deles era quase fofo… se eu estivesse de bom humor. Mas eu não estava.

— Barato pra quem? Pra criança que compra doce com moeda de videogame? — Eu me recostei na cadeira. — Isso aqui é uma filial da Monteiro Inc. nos Estados Unidos. Não é intercâmbio. Se querem brincar de expansão, façam isso com o próprio dinheiro. E deixem o meu fora disso.

Meus olhos foram até o gerente de RH, que já me olhava com aquele pavor respeitoso.

— O treinamento dos funcionários? Está saindo ou vocês estão fazendo só palestra motivacional?

Ele pigarreou, hesitou um segundo, mas respondeu:

— Está indo bem, senhor. O investimento inicial é alto, mas o retorno será sólido. A longo prazo, teremos resultados consistentes em desempenho, cultura e retenção.

Assenti, sem ironia. Pelo menos um deles tinha vindo preparado.

— Bom. Porque o que segura uma operação não é o prédio, nem o custo do cimento. É a mentalidade de quem tá dentro.

Respirei fundo, mas não me acalmei. Eu não fico calmo fácil.

— Abrir uma filial lá fora não é só bater no peito e dizer que chegou. É entender que eles vão querer engolir a gente na primeira oportunidade. E se vocês se curvarem sorrindo… eles vão fazer isso sem nem tirar a gravata.

Pausa.

— Quero uma equipe treinada. Cultura sólida. Entrega no padrão Monteiro, que, pra quem esqueceu, não é medíocre.

O gerente de Logística se apressou em mostrar um cronograma novo. Escutei, revisei em silêncio, e respondi o necessário.

— Me manda isso até hoje. Sem erro de quilometragem. Porque da próxima vez que alguém entrar aqui e não tiver lido os relatórios, eu vou chamar pelo nome.

Levantei da cadeira. Não esperei ninguém reagir. Eu não espero.

— Reunião encerrada.

Saí da sala com o maxilar travado e a sensação de que, se eu não fizesse tudo sozinho, esse império já teria virado areia.

Mas é por isso que sou o CEO.

Eu sabia que estava insuportável.

Eu sabia disso. Sabia que estava grosso, ríspido, parecendo um touro preso num escritório de vidro.

Sabia e, sinceramente, não estava com paciência pra melhorar.

Meu corpo inteiro estava num estado de alerta desde o hospital.

Tensão acumulada, trabalho, preocupação com a Helena e o bebê, vigilância por causa do Fortenelle… e zero tempo pra respirar.

E no meio de tudo isso, o quê?

Nada.

Nenhum alívio. Nenhuma válvula de escape. Nenhum toque. Nenhuma porra de punheta.

Minha cabeça estava a mil e meu corpo querendo guerra.

Minhas bolas doíam. Literalmente.

O peso ali embaixo já estava me irritando mais do que o atraso no cronograma da nova filial.

Eu podia colocar fogo num prédio agora e achar que estava sendo gentil.

Tinha cogitado bater uma no banheiro da diretoria. Rápido. Só pra tirar o excesso de raiva.

Mas que merda de CEO se tranca pra gozar sozinho numa pia de mármore?

Eu queria ela.

Minha mulher.

Não era só sobre gozar.

Era sobre comer.

Comer com vontade. Com raiva. Com sede.

Fazer ela esquecer do mundo inteiro.

Fazer ela lembrar quem é o homem dela.

Mas Helena estava fragilizada.

A mãe dela mexia com ela. A gravidez a deixava mais sensível.

Ela dormia feito um passarinho encostado em mim — e eu me sentia um leão com as patas presas.

Odiava isso.

Não poder agir. Não poder resolver. Não poder tê-la.

Era uma tortura do caralho.

A porta do elevador estava quase fechando quando ouvi:

— Senhor Monteiro!

Segurei a porta com a palma da mão. Força contida.

Era o gerente do RH. Ótimo.

— Pode falar. — minha voz já dizia tudo: rápido ou morre.

Ele gaguejou, começou a soltar palavras sobre “imersão cultural”, “programas internos”, “aprovação”.

Enquanto ele falava, minha cabeça fazia outra coisa.

Eu pensava na curva da cintura da Helena.

O jeito que ela suspira quando eu mordo a parte de trás do pescoço dela.

As pernas entreabertas enquanto dorme, de camisola fina.

Inferno.

Voltei os olhos pro sujeito.

— Manda por e-mail. — cortei. — Tenho coisa mais urgente.

Urgente tipo desligar essa porra de mente e não arrancar a roupa da minha mulher.

A porta fechou.

Me encostei no aço frio do elevador e fechei os olhos. Respirei fundo.

Eu não era moleque.

Eu me controlava. Sempre me controlei. Não tanto quando o assunto é ela, mas eu tento.

Mas esse era o tipo de fogo que não apaga com gelo.

Chegando em casa, eu ia pegar ela no colo, colocar no sofá, beijar cada centímetro daquele rosto.

E se ela deixasse… se ela pedisse, mesmo com o olhar…

Aí o homem que eu sou ia vir à tona.

E se não deixasse, tudo bem.

Eu esperava. Esperava, mas não esquecia.

Porque esse corpo aqui é dela.

Mas o dela também é meu.

E ela sabe disso.

Endireitei os ombros, ajeitei a gravata, saí do elevador com o andar de sempre.

Mas por dentro?

Por dentro, eu era um tambor carregado, pronto pra disparar na primeira fagulha.

Estava quase explodindo quando finalmente sentei na minha mesa.

Reunião atrás de reunião. Gente burra querendo discutir dólar como se fosse real. RH empurrando pauta como se o orçamento crescesse em árvore. E eu? Com o saco cheio. Literalmente. Cheio, pesado, latejando. Um homem sabe quando tá chegando no limite — e eu já tinha passado do meu.

Soltei o ar com força e encostei na cadeira, girando levemente. Meus olhos caíram em cima do porta-retrato.

Era uma foto nossa, de Uberlândia. Restaurante do hotel. Ela tava com aquele vestido vinho, de alcinha fina, que deixava o ombro à mostra. O decote não era escandaloso, mas Deus sabe como eu quase arranquei aquilo com os dentes naquela noite.

Peguei o quadro e aproximei. A curva do pescoço dela. O sorriso de canto. Aquele olhar que só ela tem quando tá me desafiando. A porra do meu coração batia no saco de tão tensionado. Mulher linda, gostosa, minha. E fazia dias que eu não encostava nela — pelo menos, não do jeito que eu precisava.

Minha mão desceu devagar em direção ao volume que já se formava, e eu já tava ali, meio aéreo, quase cometendo a insanidade de aliviar na própria sala, quando o bip do telefone me trouxe de volta pra realidade.

— O que foi, Verônica? — rosnei, ainda com a voz carregada de frustração.

— Senhor Monteiro, o gerente do RH está aqui. Quer falar com o senhor.

Fechei os olhos e senti o sangue subir.

— Eu não posso vê-lo agora.

— Senhor, ele insiste. É sobre uma funcionária.

Porra. Claro que é.

— Tá. Pede pra ele entrar. Rápido.

Massageei as têmporas. Só de ouvir a palavra “funcionária”, minha paciência evaporava. Quando ele entrou, continuei sentado, demorando de propósito pra encará-lo. Eu tava com raiva. E o pior é que eu sabia que tava insuportável. Mas dane-se. Que aguentem.

— Sente-se — falei, ríspido.

Ele sentou, ajeitando a gravata como se estivesse prestes a me pedir um favor pessoal.

— Senhor Heitor, sei que está muito atarefado, mas estou com um problema com uma funcionária.

— Você é o gerente de RH. Como pode estar com problema com uma funcionária? Resolva logo!

— É que… ela responde diretamente ao senhor.

Ergui uma sobrancelha, já irritado. Que merda é essa agora?

— Que tipo de trabalho?

— Faz dois meses que ela não aparece no escritório. E… veio hoje.

Na hora, levantei da cadeira. O sangue ferveu. Dois meses? Dois!?

— Você tá de brincadeira comigo? — gritei. — E você só veio me falar isso agora? Isso é abandono de trabalho! Por que não mandou embora? Por acaso essa empresa virou um parquinho? Vem quando quer? Sai quando quer? Você enlouqueceu?

— Senhor… é que…

— Cala a boca! Me diz o nome dessa funcionária. E de qual setor ela é gerente. Eu mesmo vou resolver isso agora!

— Ela é… analista, senhor.

— Analista?

— Sim. A novata. Helena Ribeiro Campos.

Os olhos arregalaram. O sangue que tava na cabeça desceu tudo pra um lugar só.

— Helena?

A minha Helena?

— Sim. Sei que o senhor havia liberado home office, mas faz tempo que nem isso ela envia. Hoje apareceu no escritório e eu disse que o senhor falaria com ela.

Engoli em seco. E pigarrei, tentando reorganizar o cérebro.

— Bom… muita coisa aconteceu com a Helê, quer dizer, a Helena. Mas não se preocupe, eu resolvo isso.

— Sim, senhor. Ela está esperando do lado de fora. Eu falei que o senhor conversaria com ela a respeito.

— O quê?

— Ela tá ali. Do lado de fora.

Ah coração… de hoje você não passa.

— Sei que vocês têm um envolvimento, senhor, mas como o senhor mesmo disse: regras são regras.

Tive que virar de costas. A boca queria sorrir. O corpo inteiro queria outra coisa. Mas eu só assenti, com um suspiro longo.

— Tá certo. Pode sair. Eu… eu cuido disso.

Já sabia que aquela conversa não ia terminar com palavras.

O ombro ainda doía de leve, resquício do hospital, mas que se dane. Nada ia me parar hoje.

Peguei o telefone e falei com a secretária:

— Verônica... a Helena tá aí?

— Sim, senhor.

— Manda ela entrar. Agora.

— Claro.

Lembre de algo super importante e antes do telefone tocar o gancho, o trouxe para falar novamente:

— E Verônica... não me interrompe por nada. Nem se o prédio estiver pegando fogo.

— Deixa comigo.

Soltei no gancho e fiquei de pé, encostado na mesa. As mãos nos bolsos, o olhar fixo na porta. O coração batia forte, mas não era nervoso. Era outra coisa. Era tesão acumulado, saudade sufocando no peito. Eu precisava dela. Hoje. Agora.

E então a porta abriu.

Helena.

A primeira coisa que vi foi o jeito como ela olhou pra mim e depois o sorrisinho debochado. Linda. Sempre foi. Mas agora, grávida… Tinha alguma coisa nela que tava mexendo com o meu instinto mais primitivo. Ela é inteiramente minha.

Ela entrou com aquele ar provocador, sem pressa, como se tivesse o controle da situação. E tinha — mas só porque eu deixava.

— Então... você vai me repreender, é? — a voz dela veio brincando. — Quando o gerente do RH me chamou, eu achei que fosse piada. Mas cá estou.

Fez uma pose dramática e completou, com aquele olhar que me fazia perder a linha:

— A sua funcionária.

Minha mandíbula travou um pouco com aquela última palavra. Funcionária, é? Queria ver se ela continuava com esse teatrinho depois do que eu ia fazer com ela.

Cruzei os braços.

— É. E pelo visto, precisando de correção.

— Correção? — Ela deu uma risada leve, se aproximando deliciosamente de mim.

— Você responde diretamente a mim. E seu comportamento, digamos, não tá nos padrões da empresa. — Minha voz saiu arrastada, carregada de todo o meu desejo por ela.

— E o que o chefe vai fazer a respeito?

Meu olhar desceu automaticamente. A curva da cintura dela, o vestido marcando os seios, o leve salto, a curva da barriga já saliente… Porra, com certeza era a grávida mais gostosa de todas. E é toda minha.

— Como sou justo, vou resolver pessoalmente — Minha voz saiu baixa e tive que passar a língua no canto da boca, porra, eu já estava salivando.

Aproximei. Devagar, mas firme. Ela não recuou — nunca recua. Ela sabe a quem pertence. Sabe que é minha.

Quando fiquei a um palmo dela, minhas mãos foram sozinhas pra cintura dela. Puxei. Coloquei perto. Ela soltou um suspiro que bateu direto no meu autocontrole.

A beijei.

A apertava contra meu corpo, sentindo uma de minhas mãos deslizar nas costas por cima do vestido e a outra deslizar rapidamente para a coxa dela. Nosso beijo era carregado de saudade, desejo e fome. Eu estou faminto por ela.

E ela…

Ela se agarrou nos meus ombros e eu gemi baixo contra a boca dela, que garota sedenta. Desesperada pela homem dela, a forma em que seus dedos enroscaram e puxavam meus cabelos, já me dizia tudo.

Porra… eu não aguento mais. Nem mais por um segundo.

Minha boca desceu pela linha do seu pescoço, passei a minha língua sentindo seu sabor delicioso, sua respiração ofegante me encorajava ainda mais, desci meus lábios e mordi por cima da sua clavícula. Ela apertou mais os dedos na minha cabeça, me fazendo afundar a boca mais.

Apertei com mais força minhas mãos pelo seu corpo, como se ela pudesse escapar a qualquer momento.

— Isso vai marcar… — ela murmurou entre um sorriso.

— É pra isso mesmo — sussurrei no ouvido dela. — Pra lembrar que você é minha.

Passei a língua ao redor da orelha dela e senti a perna dela subir e prender a minha coxa. Que mulher deliciosa.

— Heitor… — ela arfou, os dedos me apertando mais contra ela.

Ergui ela como se pesasse nada e a sentei na beirada da mesa. Ela encaixou as pernas ao redor do meu quadril, e eu deixei o corpo se colar no dela. Quero que ela sinta como estou louco por ela. Como estou quase rasgando a calça de desejo. A respiração dela batia no meu rosto, quente, acelerada.

A palma da minha mão subiu pela coxa dela, firme. Segurei sua nuca, olhei direto nos olhos, aqueles olhos.

— Você tem ideia do que tá fazendo comigo?

— Não. — ela disse com um sorriso safado e a voz saiu baixa, sedutora… — Me mostra…

Essa maldita sabia. Sabia exatamente o que estava fazendo comigo. E, mesmo assim, me provocava.

O instinto gritou mais alto. Minhas mãos foram rápidas. Passei o braço pela cintura dela e a deitei um pouco mais sobre a mesa, com o cuidado que só ela me fazia ter mesmo nos meus impulsos mais brutos. A outra mão já puxava o zíper da calça sem hesitar. Não dava pra esperar. Eu não queria esperar. Eu não ia esperar.

— Vira — ordenei, a boca roçando no ouvido dela.

Ela obedeceu. Claro que obedeceu. Ela é uma safada muito obediente. Não porque eu mandei… mas porque ela também queria. Eu sentia isso no jeito como ela se encaixou de novo em mim, como se tivesse sido feita sob medida.

O corpo dela reagiu antes mesmo que eu tocasse. Levantei o vestido dela e fui com os dedos da outra mão deslizando pela calcinha dela, a sua pele estava arrepiada. Sua buceta estava quente, entregue, receptiva e muito molhada. Pressionei os dedos ali deslizando até o clitóris. Sua reação foi instantânea, empurrava a bunda nos meus dedos buscando mais, muito safada mesmo essa minha gostosa.

— Tá vendo o que você faz comigo? — murmurei com a respiração descompassada, encostando o rosto na curva do pescoço dela. — Mal consigo pensar.

Chega de brincar com minha refeição. Coloquei a sua calcinha de lado, com a outra mão guiei meu pau que já expelia o líquido lubrificante para dentro dela. Quando a encostei a ponta e a forcei senti como ela estava quente. Chega minhas pernas até fraquejaram um pouco, que deliciosa essa sensação dela me sugar para dentro.

Soltei o meu pau e levei minha mão no peito dela, a segurando com o meu braço.

Céus, como eu estava faminto por ela. Soltei a calcinha e dei um tapão naquela bunda saborosa. Empurrei mais para dentro dela, eu entrava sem resistência nenhuma.

Ela mordeu os lábios pra conter um som alto, mas escapou um gemido abafado.

Rápido, tampei a boca dela com a mão.

— Shhh… menos barulho, gostosa… — falei no ouvido dela, ofegante. — Ou vão ouvir o quanto você sente a minha falta. — mordisquei a orelha dela.

Ela tentou responder, mas estava rendida. O corpo dela vibrava sob o meu.

Meu ombro ainda dava sinais de dor, mas que se dane. Nada me faria parar. Nada me tiraria dela de novo.

— Olha isso… toda minha. — Me inclinei mais. — Você tem noção de como fica quando tá assim, debaixo de mim? Gostosa do meu caralho.

Ela arqueou o corpo, mais um som abafado indo de encontro a minha mão. Segurei firme, controlando tudo, sentindo a tensão subir pelas costas. O calor. A pressão. O domínio completo. E a entrega dela, que me deixava ainda mais louco.

Ela é minha. Toda minha.

Não há dúvida, não há pausa, não há espaço.

Eu a amo, como eu a amo… mas não consigo me segurar. Mete com força sentindo minha virilha bater entre as coxas, sentindo ela apertar meu pau por dentro, não posso gozar, não agora. Preciso fazer ela derreter no meu pau antes.

Helena passava a língua na palma da minha mão e porra… que delícia. Abaixo minha mão e dou dois dedos para ela se deliciar.

— Me chupa… isso… olha só como você me chupa… tava com saudade é? — bato de novo com a mão aberta na bunda dela. — Queria ser fodida né, nem aguentou me esperar chegar em casa.

Ela gemeu, um som quente, enquanto chupava meus dedos e levava o meu pau na buceta.

— Quietinha — rosnei, mordendo o ombro dela — Vai me deixar maluco desse jeito… quer que o prédio todo saiba o que eu tô fazendo com você?

O som que escapava da gente preenchia a sala inteira — respiração, fricção, pele contra pele. O calor se acumulava rápido demais. O corpo dela se moldava perfeitamente ao meu. Fodasse, que todos sabem para quem ela geme.

Tirei os dedos da boca dela e segurei por baixo do seu maxilar.

— Fala, quem te fode forte?

— Você…

— Não ouvi direito. Você pertence a quem?

— Heitor…

Sorri, satisfeito.

A mesa rangia levemente sob os meus impulsos ritmados. Senti então ela apertar meu pau com força dentro dela e apertar as coxas, o corpo dela queria se contorcer na mesa, mas eu não deixei. a segurei com o braço.

— Você não faz ideia do quanto eu sonhei com isso — sussurrei, rouco, puxando o ar como se o ar não fosse suficiente. — Te sentir assim de novo… porra, Helena… Que saudade dessa sua buceta.

O corpo dela relaxou sobre meu braço e eu senti ela se derretendo no meu pau Porra, não aguento mais, vou gozar.

— Helê… — sussurrei com os olhos apertados, ofegante. — Eu te amo tanto… tanto...

Movimento mais rápido minha cintura e sinto meu gozo sair, aperto minha virilha contra ela, me enterrando o mais fundo que consigo. Puxo o corpo dela e a abraço por trás, mordendo seu ombro.Tentando abafar o som do meu próprio alívio, os meus músculos tremiam, o corpo inteiro latejando.

Agora finalmente o mundo voltou a girar do jeito certo. Meu coração estava disparado e eu sentia meu pau ejaculando tudo que eu estava segurando nesses meses.

Fiquei assim por alguns segundos, parado, respirando forte, ainda com o corpo colado ao dela, como se pudesse fundir nós dois para sempre. Só preciso me recuperar um pouco. Puta que pariu, queria deixar ela com as pernas bambas, mas quem ficou foi eu.

Com um meio sorriso preguiçoso e satisfeito, ainda ofegante, me afastei, tirei meu pau de dentro dela e já vi meu gozo escorrer, o tampei com a calcinha dela. Finalmente ele estava onde sempre deveria estar, escorrendo dentro dela.

Passei meu braço pela cintura dela e a virei, ela estava ofegante, com a boca molhada, o olhar castanho bem dilatado me olhando, eu conseguia enxergar minha imagem distorcida no reflexo. Passei a mão pelos cabelos agora cacheados dela.

Eu estava com a outra mão apoiada na mesa, tentando me recuperar enquanto a olhava. Seu olhar era extremamente satisfeito e o sorriso também. Ela me puxa e me dá um beijo apaixonado. De nada meu amor. Tudo do jeitinho que você gosta.

Desci a mão dos cabelos dela e fui com ela até a barriga arredondada. Puxei o vestido com carinho, levantando-o mais um pouco. Revelando minha obra de arte. Se Helena já não estivesse grávida, tenho certeza que ela teria ficado, eu tava com muita porra acumulada.

Me abaixei um pouco e dei um beijinho lento bem no centro da barriga.

— Sua mãe é super bem cuidada, viu, meu filho?

Me gabei um pouco e Helena deu um tapa no meu ombro. Levantei meus os olhos para a olhar, e tenho certeza que esse olhar meu ela conhece de cor.

— Mais tarde eu quero de novo.

— Idiota… — Helena murmurou, rindo contra os lábios dele.

E tudo estava exatamente no lugar certo.

Agora, eu só precisava saber o que faria com essa mancha enorme de fluídos ao redor do meu zíper.

O corpo dela ainda estava colado ao meu, quente, macio, e por mim a gente nem saía dali. Encostei a testa no ombro dela, tentando puxar o ar de volta pros meus pulmões. Meus dedos ainda estavam marcando a cintura dela, mas eu não queria soltar. Não agora. Talvez nunca.

— Certeza que você não me enfeitiçou? — murmurei com a voz rouca, quase rindo, mas meio sério. — Eu era um homem normal antes de você, Helena.

Ela soltou uma risada abafada, ainda sem fôlego, e virou o rosto na minha direção. Os olhos estavam brilhando daquele jeito que me arrebenta por dentro. Ela tinha gosto de vitória, e eu era viciado.

— E agora você é o quê? — provocou, com aquele tom debochado que me tira do eixo.

— Agora? Agora eu sou o seu homem. — Beijei de novo a curva do pescoço dela, ainda com a respiração quente, sem nem disfarçar. — Um homem completamente à mercê da sua vontade. Viciado. Carente. Completamente dominado.

Ela riu de novo, mas eu sentia as pernas dela ainda bambas, e me dei o direito de sorrir, satisfeito. Bom saber que as pernas dela estão mais bambas que as minhas. Sou o cara mesmo.

— Mais tarde a gente vai ter que resolver essa dívida aí… — sussurrei na pele dela. — Porque uma vez só não é suficiente. Nem de longe.

Ela fez que ia retrucar, mas eu já tava ajeitando o vestido dela com uma lentidão quase criminosa. Minha mão passou pela barriga mais uma vez, e eu parei pra olhar, sério.

— Acha que ele ouviu? — perguntei, em voz baixa, tocando com os dedos abertos.

— Ele quem? — ela perguntou, confusa, meio aérea.

— Nosso filho. — Levantei os olhos pra ela. — Espero que não…

— Heitor! É claro que não. A médica disse que tem uma proteção que faz não chegar nada nele.

— Acho que ele ficaria bravo se soubesse que eu comi a mãe dele. — provoquei, rindo. — Vamos manter isso em segredo até o final das nossas vidas, ta bem?

Ela me empurrou levemente, e eu deixei, ainda sorrindo. Ajeitei a camisa, abotoando devagar os botões que haviam soltado, Helena bateu na minha mão e arrumou para mim. Adoro quando ela faz isso. Vou com a mão puxar o zíper com o entorno molhado me lembrando do que a gente tinha acabado de fazer.

— Preciso trocar de calça antes da reunião — resmunguei, quase rindo de mim mesmo. — Mas valeu a pena cada maldito segundo.

Ela olhou pra mim, olhos brilhando e aquele sorriso que só dava quando tava verdadeiramente feliz. Me olhou como quem sabia que me tinha inteiro.

E tinha mesmo.