A TV continuava ligada, mas nenhum dos dois estava assistindo.

Heitor estava com o travesseiro no colo ainda, a perna balançando de tensão. Helena, de lado no sofá, com as pernas cruzadas, ajeitava o cabelo de forma displicente demais. O batom tinha sumido, mas a boca continuava maliciosa. O vestido curto revelava mais do que escondia — e o sorriso que ela disfarçava, então… só provocação.


Helena:

Você tá nervoso, Monteiro?

Se quiser eu sento no seu colo e te acalmo.

Com jeitinho.

Ou com a boca mesmo. 😘


Heitor:

Helena.

Tu quer que eu goze só com mensagem tua?

Para.

Juro por Deus, se tu falar mais uma gracinha…


Helena:

Você tá falando sério?

Nem encostei em você e já tá desse jeito?

Pior que eu sei exatamente o que fazer com esse travesseiro aí.

Tira ele e senta direito. Quero ver a coragem.


Heitor:

“Eu não posso levantar.

Minha rola tá mais em pé que esse controle da TV.

E a culpa é todinha sua, sua praga.


Helena:

Fala mais.

Fala o que quer fazer comigo agora.


Heitor:

Você quer que eu escreva?

Tá pedindo?


Helena:

Tô pedindo, safado.


Heitor:

Quero enfiar minha cara entre essas coxas grossas e te ouvir implorar.

Quero te sentar no meu rosto, te deixar tremendo.

Depois meter em você até esse sofá quebrar.

Agora vê se para antes que eu te jogue contra essa parede e sua vó me dê um tiro.


Helena:

Te desafio.


Heitor:

Não provoca, Helena.

Já tô no meu limite.


Helena mordeu o lábio inferior e soltou um risinho silencioso.

Heitor passou a mão no rosto, frustrado e ofegante. Só conseguia pensar em como ela estava se divertindo com o tormento dele.

Foi então que ouviram a voz de Dona Olívia.

— Eu vou deitar, viu? Já deu minha hora.

Helena virou o pescoço como quem levou uma flechada.

— Ah… mas já? — perguntou com o cenho franzido.

Dona Olívia olhou pra ela com aquela sobrancelha arqueada de avó que sabe.

— Já. E você se comporta, viu? Nada de bagunça. Heitor — completou ela, se virando — obrigada pelo dia. Você foi um amor.

— Eu que agradeço, vó. Foi uma honra — disse ele, com um sorriso que era quase indecente de tão bonito.

Helena revirou os olhos.

— Vó… você não quer ver mais um capítulo da novela? Tava tão boa hoje…

— A novela pode esperar. Meu sono não.

Helena tentou disfarçar o desespero, mas não teve sucesso.

— Mas… cê não vai dormir agora, né?

Dona Olívia sorriu de canto, dando aquele último recado com o olhar.

— Não demora pra ir embora, Heitor. E nada de fazer barulho.

— Pode deixar — respondeu ele, com a voz baixa, carregada de segundas intenções.

Assim que a porta do quarto da Dona Olívia fechou, Helena virou o rosto e viu Heitor a observando, como um predador.

Ele se levantou do sofá.

Devagar.

O travesseiro agora abandonado.

Ele mandou uma mensagem e depois jogou o celular no sofá. Helena desbloqueia a tela para ler.


Heitor:

Agora você tá sozinha comigo.

Tem certeza que quer continuar provocando?


Helena sentiu o estômago revirar.

— E se eu quiser?

Heitor sorriu, aquele sorriso torto, com os olhos mais escuros que o normal.

— Então agora aguenta, minha gostosa. Porque eu vou jantar. E não é arroz com feijão.

Helena ainda estava sentada no sofá, o coração acelerado batendo como se tivesse acabado de correr.

Heitor deu dois passos e parou na frente dela, o olhar queimando.

Sem dizer nada, inclinou-se devagar, segurou o rosto dela com uma das mãos grandes e firmes, e a beijou.

Um beijo que começou calmo, mas que foi se abrindo... tomando espaço... até arrancar um gemido abafado da boca dela.

A língua dele se enrolava com a dela, explorava a boca, e o gosto de desejo que vinha junto parecia embriagante.

Com a outra mão, ele desceu do rosto para o pescoço, e dali para o colo, até o seio dela. Apertou com firmeza — como quem sabe exatamente o que está fazendo — e sentiu o corpo dela responder com um arrepio visível.

Heitor afastou só um pouco a boca da dela e sussurrou com aquele tom rouco que fazia as pernas dela amolecerem:

— Eu te avisei... Que se provocasse, ia se foder… Literalmente.

Ele lambeu o canto da boca dela, puxou de leve o lábio inferior com os dentes. Depois desceu, beijando o queixo, o pescoço... com a barba arranhando de leve a pele sensível.

Helena fechou os olhos e soltou um suspiro involuntário. A respiração dela já estava descompassada, e ele mal tinha começado.

— Fica quietinha aí — ele murmurou no ouvido dela — que hoje eu vou jantar direito.

Quando disse isso, ele já estava se ajoelhando entre as pernas dela. Suas mãos puxaram com firmeza a parte de trás das coxas dela, encaixando as pernas dela sobre os ombros dele com facilidade, como se soubesse exatamente o que estava prestes a fazer.

O vestido subiu sem esforço, revelando mais do que devia — mais do que ela estava preparada para aguentar naquele momento.

Heitor olhou para cima, e os olhos azuis dele estavam famintos.

— Abre pra mim. Agora.

Ela obedeceu. Sem pensar.

Helena estava com as costas afundadas no sofá, as pernas abertas, uma em cada ombro de Heitor. O vestido encolhido na cintura, o corpo em brasa, o peito subindo e descendo, tentando controlar o próprio gemido.

A boca dele trabalhava com uma precisão quase criminosa pelo clitóris e toda a extensão dos grandes lábios.

A língua quente, firme, passava devagar… depois rápido… depois em círculos, depois sugava — como se quisesse devorar tudo que ela tinha pra dar.

Helena mordeu o lábio inferior com força, as duas mãos pressionando os cabelos dele. Uma delas segurava firme a nuca, mas a outra desceu… arranhando o braço dele com as unhas, se segurando para não perder o controle.

— Heitor... — ela sussurrou, arfando. — Assim…

Ele riu baixo contra ela, a barba arranhando a parte interna da coxa, enquanto sua boca voltava a sugar, agora mais fundo, com mais ritmo.

Ela gemeu mais alto — e em seguida levou uma das mãos à boca, ofegante.

— A vó… a vó tá no quarto…

Heitor levantou o olhar, os olhos azuis faiscando, a boca molhada, a expressão… de puro prazer.

— Então se controla, minha linda — ele sussurrou. — Mas não fecha essas pernas pra mim.

E voltou com ainda mais vontade.

A língua dele dançava nela como se soubesse os segredos mais profundos do corpo de Helena. Ele pressionava o ponto certo e, de vez em quando, sugava com força e ritmo o clitóris, como se quisesse ver até onde ela aguentava.

Ela apertou mais os cabelos dele e puxou, tremendo inteira.

— Você é... um insuportável, Heitor — sussurrou no tom mais fraco e rouco que já saiu da boca dela.

Ele deu uma última lambida mais lenta nos grandes lábios, e com a voz baixa, firme e quente, disse:

— A buceta mais gostosa que eu já provei. Toda melada assim... E agora… é só minha. Eu vou tomar ela todinha.

A resposta dela foi um suspiro trêmulo e o corpo se curvando mais fundo contra a boca dele.