O CEO que Eu Paguei

89 E quando ela Implora


A mesa da cozinha nunca foi feita pra isso.

Mas ali, com ela deitada, a pele arrepiada, o corpo molhado e as pernas abertas pra ele… não existia lugar mais certo no mundo.

Heitor segurou as duas coxas dela, os dedos afundando na pele macia, trazendo-a pra beirada da mesa.

A força dele.

A fome dele.

Tudo dizendo o quanto ela era dele.

— Tá pronta?

— Tô esperando você parar de falar.

— Ah, é?

Ele baixou devagar a samba canção.

Ela viu o volume se libertar, pesado, quente.

O corpo dele gritando desejo.

A cabeça dele perdida nela.

Heitor puxou o quadril dela com firmeza.

Se inclinou.

E antes de qualquer coisa, deu um tapa forte na parte de dentro da coxa.

— Abre mais. Agora.

Ela obedeceu.

Porque não tinha como não obedecer.

Era o corpo respondendo antes da mente.

Ele passou a glande ali, devagar, provocando.

— Tu tá sentindo isso? — a voz rouca, o sotaque ainda mais arrastado. — Tá sentindo sua buceta puxando meu pau antes de entrar?

Ela gemeu, tentou empinar.

Heitor segurou com uma mão a cintura dela, e com a outra, cravou no quadril.

Entrou.

Devagar.

E fundo.

Helena jogou a cabeça pra trás.

— Porra, Heitor…

— Isso. Fala meu nome. Grita ele aqui nessa porra de mesa.

Ele começou o movimento — firme, cadenciado, poderoso.

A mesa rangia.

Mas ele não parava.

— Tu ficou com saudade, né?

Ela assentia, gemendo, segurando na beirada da mesa como se fosse a única coisa sólida no mundo.

— Fala.

— Eu… — a voz dela falhou. — Eu senti falta de você. Do seu corpo. Disso.

— Então recebe. Recebe meu pau, minha porra, minha saudade. Recebe tudo, Helena.

Ele se inclinou sobre ela, segurou as duas mãos dela por cima da cabeça, e começou a meter mais rápido.

Os corpos batendo.

Os gemidos escapando.

A respiração misturada.

— Porra… Essa buceta vai me matar. Tu vai me matar.

— Não para… — ela disse gemendo. — Por favor… Não para…

E foi assim.

Entre a raiva de antes, o amor que ninguém dizia direito, e o prazer que só os dois conheciam… que Helena implorou.

E Heitor atendeu.

Com o corpo.

Com a alma.

Com tudo.

Heitor segurava os quadris dela, o ritmo firme, os olhos grudados nos dela.

Cada estocada era um pedido e uma promessa ao mesmo tempo.

E ela… ela se perdia ali.

Na força dele.

Na entrega que ele dava toda vez que se encaixava nela.

— Porra, Helena... — ele grunhiu, o suor escorrendo pelo pescoço, o peito colado no dela. — Eu vou fazer tu gozar de novo. Aqui. Na mesa da minha cozinha. Pra nunca mais esquecer.

Ela mordeu o ombro dele, os olhos apertados, o corpo tremendo.

— Vai, fala pra mim... — ele insistiu, a voz mais baixa agora, suja de desejo. — Diz que vai gozar.

— Tô… Heitor… Heitor…

Ele acelerou, mudou o ângulo, segurou mais forte.

E foi ali.

No meio da manhã, no calor da casa, no cheiro do café e do suor — que Helena gritou baixo, o nome dele preso no peito, enquanto gozo e sentimento explodiam ao mesmo tempo.

O corpo dela tremia.

A respiração falhava.

Mas Heitor não parou.

Ele continuou mais algumas estocadas — agora mais intensas, mais erradas de tão boas.

E então…

— Caralho… — ele sussurrou. — Eu vou gozar, porra…

E gozou.

Dentro dela.

Afundando com tudo.

Segurando a nuca dela.

A boca colada na dela — e o coração dele também.

A respiração ficou densa, carregada de tudo que não diziam.

Ele encostou a testa na dela, os dois suados, os corpos ainda conectados.

E depois de alguns segundos em silêncio, ele murmurou, com um sorriso sacana nos lábios:

— Valeu pelo café da manhã. Tava uma delícia.

Helena riu fraco, empurrando o ombro dele, sem força.

Heitor saiu devagar de dentro dela.

Beijou sua barriga, a parte interna das coxas, as mãos, o pescoço.

Beijou tudo.

Como quem tem medo de esquecer qualquer pedaço.

Então ele se afastou, respirando fundo.

Pegou a toalha, ajudou a limpar o corpo dela com carinho — e depois, com toda a naturalidade do mundo, pegou o que tinha preparado antes.

Colocou a jarra de suco na mesa.

Frutas cortadas.

Pão quentinho.

Alguns ovos mexidos ainda no prato, que ele rapidamente aqueceu no micro-ondas.

Helena ainda estava sentada na mesa, desnorteada, os cabelos bagunçados, o corpo ainda se recompondo.

Ele voltou, abriu espaço entre as pernas dela, colocou as mãos firmes na cintura e perguntou, com aquele olhar cheio de malícia:

— Não ficou satisfeita, não? Quer repetir?

Ela riu, ainda sem fôlego:

— Tô só pegando um ar…

Heitor deu uns beijos no rosto dela, no queixo, mordeu de leve a pontinha do nariz.

— Vai ter que comer de verdade agora. Ou vai cair dura.

— Eu tô bem. Não precisa…

— Vem cá. Comigo não é só pau e água.

Ele a ajudou a descer — não que ela precisasse, mas porque ele quis.

E ela deixou — porque agora, ela queria isso também.