O CEO que Eu Paguei
69 Daquele Jeito que Só Ele Consegue
Helena não soube exatamente quando aconteceu.
Só soube que estava ali.
Com a cabeça encostada no peito nu de Heitor Monteiro, ouvindo o som do coração dele batendo lento, ritmado.
Sentindo a respiração dele mover o peito forte sob a bochecha dela.
Os dedos dele acariciavam os cabelos bagunçados dela com uma delicadeza surpreendente.
Dedos que antes tinham cravado na pele dela com força, agora deslizavam como se ela fosse feita de vidro.
De vez em quando, um beijo no alto da cabeça.
Outros, na testa.
E os toques… desciam pelo braço, pela cintura, pelas costas nuas, só pra lembrar que ela tava ali, que era dele agora.
Era uma sensação estranha.
E ótima.
Principalmente quando ela se deu conta de uma coisa:
Sentia escorrer.
Por dentro.
O líquido dele.
A lembrança do que fizeram voltou em um arrepio quente que subiu pela espinha.
Ela mordeu o lábio inferior, tentando ignorar.
Mas não dava mais.
Agora não adiantava fingir, nem esconder.
Ela era dele.
Fechou os olhos e murmurou, baixinho, como se confessasse para a noite:
— Cuida bem de mim, tá?
Heitor, ainda meio sonolento, cochichou de volta:
— É tudo que eu mais quero. Cuidar de você é meu objetivo agora. Sua felicidade… virou minha meta.
Ela sorriu sem que ele visse. Acariciou com as pontas dos dedos no peitoral dele e sem dizer uma palavra em voz alta, ela pensou: "Eu também vou cuidar bem de você".
E, com o corpo inteiro relaxado sobre o dele, cochilou.
O celular vibrou e começou a tocar.
Helena acordou com o som insistente do despertador e o rosto amassado no travesseiro.
Reclamou, virou pro lado…
E lá estava ele.
Heitor Monteiro.
Deitado de lado, o cabelo bagunçado, sem camisa, com o lençol baixo o bastante pra mostrar a barriga quase definida e o V marcado que dava vontade de cometer pecado antes mesmo de escovar os dentes.
— Merda… — ela murmurou, ainda de olhos fechados. — É verdade. você dormiu aqui mesmo.
Ele riu, a voz rouca e ainda mais grave de manhã.
— Bom dia, esposa.
Ela bufou.
— Só se for no seu mundo paralelo onde você mora comigo e transa sem camisinha.
— Ué, tu também tava lá. Inclusive, gozando bastante.
Ela deu um tapa fraco no ombro dele, sem abrir os olhos.
— Você não presta.
— E mesmo assim, você me deixa dormir do seu lado. Isso diz mais sobre você do que sobre mim.
Ela soltou uma risada curta e virou de costas.
Foi aí que ela sentiu.
Algo cutucando. Pressionando de leve.
— Heitor...
— Oi.
— O que é isso encostando em mim?
— Ah… isso aí… — ele estalou os lábios. — Isso aí é o resultado de dormir pelado com a mulher mais gostosa do universo colada em mim.
— Heitor, a gente tem que trabalhar.
— Mas a gente pode ser feliz rapidinho antes.
Ela tentou se afastar, mas ele colou ainda mais, o pau já roçando entre as coxas dela com vontade.
— Só uma… — ele murmurou no ouvido dela. — Uma rapidinha… daquele jeitinho que tu adora… antes do café.
— Não. A gente vai se atrasar.
— Atrasado por um bom motivo. Eu posso deixar um bilhete no RH: “desculpem o atraso, minha mulher rebola melhor que o despertador”.
Ela tentou manter a cara fechada, mas riu.
— Você é muito sem vergonha.
— E você é toda molinha de manhã. Olha só... — ele roçou mais uma vez, devagar, a respiração colada no pescoço dela. — Seu corpo já respondeu. Tá pronta pra mim. Como sempre.
Ela soltou um suspiro de rendição, sentindo a pele arrepiar, o corpo ceder.
— Heitor...
— Fala, amor.
— Só se for muito rápido.
Ele sorriu, aquele sorriso vitorioso, safado, de quem sabia que ela não resistia nunca.
— Amor, eu sou o rei da eficiência matinal.
E então, puxou a cintura dela com força, encaixando o corpo por trás, pronto pra mostrar que realmente… não ia demorar.
Mas que ia fazer ela esquecer que o dia tava só começando.
Heitor puxou Helena com firmeza pela cintura, encaixando-se de novo nela por trás.
— Você prometeu que era rapidinho — ela disse, tentando parecer firme, mas a voz já vinha falha.
— E vai ser. Mas é rapidinho com intensidade e estilo, mulher. Eu tenho reputação a zelar.
Ele começou a mover o quadril devagar, provocando, com os lábios colados na nuca dela.
E então…
RANG.
A cama estalou alto.
Helena travou na hora.
— Heitor!
— Que foi?
— A cama!
— Ah…
RANG. RANG.
— Para! — ela empurrou o braço dele. — Tá fazendo muito barulho!
— Relaxa. A Dona Olívia nem vai ouvir. Ela deve tá lá na cozinha...
— Cozinhando com o som da gente transando no fundo?! Essa porra tá rangendo igual carroça velha, Heitor!
Ele tentou mexer de novo, bem devagar.
RANG.
Helena jogou a cabeça no travesseiro.
— Ai, meu Deus...
— Tenta não gemer. — ele murmurou, rindo baixinho. — Aí disfarça.
— Não é o meu gemido, é a cama rangendo como se a gente tivesse desmontando os móveis!
Ele coçou a cabeça, ainda com o corpo colado no dela.
— Tá... ok… então. Não tem jeito. Vai ter que ser assim mesmo, com som de marcenaria.
— Absolutamente NÃO.
Helena se virou de supetão, saindo debaixo dele, com os cabelos bagunçados e o olhar determinado.
— Levanta. Agora.
— O quê?
— Vem, rápido. A gente vai tirar o colchão da cama.
— Helena...
— Shhh! — ela pôs o dedo na boca, andando nua até a porta, verificando se estava mesmo trancada. — Fala baixo. A gente tá em operação sigilosa agora. Criminosos sexuais.
— Tu é doida. — ele sussurrou, mas já estava rindo.
— Cala a boca e pega a ponta.
Ele foi até o outro lado e juntos puxaram o colchão da cama, com toda a delicadeza possível.
— Você é bem criativa sexualmente, sabia?
— Cala a boca, Heitor. E empurra esse lado.
Eles ajeitaram o colchão no chão, tentando alinhar sem fazer barulho.
— Pronto. Agora sim. Piso firme, estrutura mínima, zero rangido. — ela disse, batendo levemente na superfície.
Heitor a olhou como se ela fosse o maior prêmio da loteria.
— Helena Ribeiro Campos. Você é uma visão.
Ela riu, jogando os cabelos pro lado.
— E agora, como é que você quer?
Ele se ajoelhou no colchão, os olhos famintos.
— Todas. Mas a gente tem que escolher qual vem primeiro. Porque tu me acordou com o rabo empinado… então meu cérebro desligou.
— Você só pensa com o pau.
— E com o coração também, às vezes. Mas o pau sempre chega primeiro.
Ela se ajoelhou na frente dele, passando a mão pela barriga dele, sorrindo.
— Então escolhe, senhor indeciso.
— De quatro… me tenta. De frente… me destrói. Em cima… tu me domina. Por baixo… eu me perco.
— Heitor!
— Tô tentando fazer poesia, porra.
Ela mordeu o lábio, rindo, e o empurrou de leve.
— Deita. Agora é eu que vou escolher.
— Vai me torturar?
— Vou te servir um café da manhã que tu nunca mais vai esquecer.
Heitor sorriu, esticando os braços atrás da cabeça.
— Então vem, mulher. Me alimenta com seu corpo. Me vicia mais do que já viciou.
E ela foi.
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