O CEO que Eu Paguei
63 Contra a parede
O beijo perdeu qualquer vestígio de controle.
Heitor pressionava o corpo dela contra a parede com força, como se quisesse que Helena sentisse cada centímetro dele — o calor, a tensão e a fome que ele vinha guardando o dia inteiro.
A mão dele se enroscou nos cabelos dela, puxando para o lado, expondo o pescoço, a fazendo soltar um gemido no processo.
Ele lambeu devagar a curva entre o maxilar e o ombro, sentindo o gosto da pele quente. E então, mordeu, só o suficiente pra ela arfar contra o peito dele.
— Porra, Helena... — ele rosnou contra a pele dela. — Cê não tem ideia do que tá me fazendo.
A outra mão dele apertava a cintura dela com firmeza. Pegada forte. Dominante. Aquele jeito que fazia ela desmanchar nos braços dele, perder o controle e esquecer qualquer briga.
— Você tá maluco. — ela sussurrou, com a respiração falha.
— Tô. Mas é culpa sua. E vou descontar em cada parte do teu corpo.
Ele girou o corpo dela com um movimento só. Helena ficou de frente pra parede. As mãos espalmadas contra o reboco branco. A respiração saindo quente. Ele se aproximou por trás, colando o corpo no dela. A ereção quase rasgando a roupa.
Beijou o pescoço outra vez. Depois os ombros. Depois a parte das costas que o vestido não cobria. Devagar. Como se o gosto da pele fosse suficiente pra manter ele vivo.
A mão esquerda subiu pelos braços dela. Ele entrelaçou os dedos nos pulsos dela e segurou firme por cima da cabeça, colando as mãos dela contra a parede.
— Fica assim. — ele ordenou, a voz rouca, carregada de desejo.
Ela obedeceu. Não que tivesse muita escolha, mas adorava se sentir assim, mais do que poderia admitir.
A outra mão dele desceu pela lateral do corpo dela, acariciando devagar, como se estivesse mapeando cada curva e cada tensão.
— Tu me tirou do sério. Cê me deixou maluco. — ele disse, colado ao ouvido dela. — Agora aguenta.
Ela mordeu o lábio, os olhos fechados.
— E se alguém ver?
— Que veja. Mas, tu só geme pra mim .
A mão dele escorregava pela cintura, subindo e descendo, explorando. O quadril pressionado contra o dela. A respiração misturada. O corpo dela inteiro vibrando naquela tensão.
Ela tentou virar o rosto, ele não deixou.
— Não foge agora. Você me fez pular portão, quase fui preso. Agora tu vai me pagar gemendo nessa parede.
Helena arfou, o rosto encostado no antebraço, as mãos ainda presas pelos pulsos.
O calor entre eles era quase insuportável. E nenhuma roupa tinha sido tirada.
— Eu odeio quando você fala assim. — ela gemeu, mas a voz já vinha falha, entregue.
— E você ama quando eu faço assim. A diferença é que agora tu não vai esquecer.
A mão dele desceu pela coxa dela, firme. A fazendo arrepiar com o toque.
— Quero você em mim. — ela disse manhosa.
Ele riu baixo, colado à nuca dela.
— Tu já tá implorando, mulher. E nem começou.
A respiração de Helena já vinha falha, presa na garganta, o corpo todo tenso e entregue ao toque dele.
Heitor, atrás dela, segurava os dois pulsos acima da cabeça com uma das mãos.
A outra desceu até a própria cintura. Ele desabotoou a calça com rapidez, os dedos quase tremendo de urgência. Quando abaixou o zíper, o alívio veio quase como um gemido.
O pau dele tava duro de doer.
Latejando.
Pedindo por ela.
Ele o tirou da cueca com raiva. O ar frio da sala encostou na pele quente, mas ele nem sentiu. Só conseguia olhar pra ela.
Segurando os pulsos ainda com força, puxou a cintura dela com a outra mão, colando o corpo dela no dele. E deu um tapa delicioso na bunda dela que a vez soltar um gemido safado.
— Empina pra mim, vai... — ele murmurou com a voz carregada de tesão. Aquela voz rouca, mais baixa, que só ela conhecia. — Empina pro seu homem.
Helena gemeu baixo e empinou.
O vestido subiu com facilidade quando ele puxou por baixo. E o que se revelou ali…
Fez o peito dele parar por um segundo.
A bunda redonda, firme, as coxas grossas, e aquela cintura que parecia feita pra ele agarrar.
Heitor perdeu até o ar.
— Porra, Helena... Isso aqui vai me matar um dia.
Ele passou a palma da mão com reverência pelas curvas, como se marcasse território.
Desceu a calcinha melada devagar.
Só pra sentir ela estremecer quando o ar frio bateu na pele exposta.
Ela foi com a cintura para trás, o procurando. Heitor deu um sorriso, sabia que ela estava completamente entregue a ele. Segurou a cintura dela, não a deixando se mover mais.
A cabeça dele encostou no vão entre o pescoço dela e o ombro. Ele arfava.
— Sabe o que eu mais gosto? — ele sussurrou. — Você querendo manter a pose... e o corpo todo tremendo pra mim.
Quando ele posicionou o quadril atrás dela, pronto pra se encaixar, ela virou o rosto um pouco, ainda ofegante:
— E a camisinha?
Ele parou por um segundo.
— Hoje vai ser sem. — disse, firme, com a boca próxima ao ouvido dela.
Ela arregalou os olhos, surpresa.
— Heitor...
— Confia em mim. Eu não vou gozar dentro.
Ela hesitou.
Mas estava tão anestesiada pelo toque, pela voz, pelo calor do corpo dele colado nas costas dela… que só fechou os olhos.
Heitor sorriu contra a pele do ombro dela. Um sorriso vitorioso, lascado e possessivo.
— Assim que eu gosto. Você bem obediente, rebolando pra mim... Sabendo que eu não vou machucar. Mas também não vou te poupar.
Ela gemeu em resposta.
E ele falou mais baixo, a voz encostando direto no coração dela:
— Hoje tu vai lembrar disso até de manhã. Vai andar sentindo o formato do meu pau marcado dentro do seu corpo. E vai querer mais. Porque eu sou seu. Só seu.
Ela não respondeu.
Mas o corpo respondeu tudo.
E Heitor…
… foi esfregando a cabecinha do pau na entrada toda molhada dela, como se ela fosse a única coisa certa num mundo que ele ainda não sabia como controlar.
Mas, não se importava com o controle na verdade. Sabia que era o dono, o único e que ela era a mulher dele.
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