O corpo dela respondia como fogo em palha seca.

Arfava, tremia, se entregava com uma facilidade que só o toque dele despertava.

E Heitor…

Ele tava em outra dimensão.

A respiração descompassada, o peito arfando, o corpo latejando de vontade.

Quando ele finalmente se encaixou nela, a sensação bateu como um soco no estômago.

Ele prendeu o ar, os dedos apertando ainda mais os pulsos dela contra a parede.

Ele sentiu o calor dela irradiar pela glande dele, estava tão molhada e o apertava, ele forçava e sentia o corpo dela resistir a entrada dele, mas era deliciosa a sensação de sentir o pau dele abrindo espaço forçado, sem pedir licença, a obrigando a aceitar.

Ela arrebitava mais a bunda, e os dedos dela apertavam tão forte as paredes que com certeza fariam marcas. Deliciosa. Aquela visão só o deixava mais excitado.

— Puta que pariu...

Fechou os olhos com força. Encostou a testa nas costas dela por um segundo, como se precisasse pedir misericórdia.

— Caralho, Helena...

A voz saiu rouca, arrastada, como se tivesse sido arrancada do fundo da garganta.

— Pele com pele... Porra... eu tô sentindo você toda.

Ele deslizou mais fundo, devagar, sentindo o pau a abrir todinha e gemeu contra a pele dela:

— Tão quente... tão molhada... Parece que seu corpo tava me esperando assim.

Helena mordeu o antebraço, tentando conter o som que escapava da garganta. Mas não tinha mais controle.

A sensação de estar completamente preenchida, sem nenhuma barreira, fazia o corpo dela vibrar como nunca.

— Tu é perfeita... — ele sussurrou, enterrado nela. — Desse jeitinho aqui… crua, inteira… minha.

Ela tentou se virar, queria ver o rosto dele, mas ele não deixou.

— Fica assim. Hoje tu só sente. Eu vou te deixar tão marcada... que até tua alma vai lembrar de mim. Por outras vidas até.

Ele começou a se mover com ritmo lento e profundo.

A cada estocada, um gemido abafado.

A cada investida, um novo arrepio.

A mão dele, firme nos pulsos.

A outra, subindo pela barriga, passando pela cintura, como se estivesse esculpindo o corpo dela só com o toque.

— Você sabe que depois de hoje… eu não vou conseguir te comer com camisinha nunca mais, né?

Helena gemeu alto. Ele sorriu.

— Você apertando meu pau assim... Deliciosa... Tu sem filtro. Eu sem freio. — ele completa com uma voz totalmente satisfeita — A gente do jeito que tem que ser.

Ela se jogou pra trás, colando mais nele, rebolando devagar, provocando.

— Safada... — ele falou num tom de desejo. — Me enlouquece mesmo.

As estocadas aumentaram o ritmo. O som dos corpos. O barulho da pele. O cheiro de sexo. Tudo ali… era deles.

Helena sentia cada músculo do corpo dele se mover contra o dela. Cada palavrão que ele sussurrava era um novo orgasmo que ameaçava surgir. E ele, mesmo no controle, tava quase perdendo a cabeça.

— Você tá muito apertada. Muito boa... Muito minha.

Ela assentiu, ofegante.

— Sua...

— Repete.

— Sou sua…

— De novo.

— Sou sua, Heitor. Só sua.

Ele mordeu o ombro dela.

E gemeu como um homem que tava vivendo o maior prazer da vida.

O som do corpo dela contra a parede era abafado, úmido, inacreditavelmente excitante.

Helena empinada, com as mãos presas no alto e o vestido levantado. A calcinha já estava pendurada na coxa.

Ele metia até a base nela. Pele com pele. Sem nada no meio.

A cada estocada sem camisinha fazia ele sentir a vontade gozar. A camisinha era horrível, mas ela o fazia durar mais, sentir ela por dentro assim, quente, molhada e ele tinha a sensação que conseguia sentir até a parede do útero dela.

— Fodeu...

Ele rosnou baixo, como se tivesse sentido um raio atravessar o corpo.

— Porra, Helena… Tu vai me matar assim.

Ela mordeu o braço, tentando segurar o som. Mas ele sabia. Sabia exatamente onde apertar, onde entrar, o que dizer.

A mão dele subia e descia na cintura dela, apertando com força.

— Você não tem noção... Tô te sentindo todinha agora… Quente, molhada, apertada pra caralho... E crua… Do jeito que eu sempre quis.

A voz dele tava rude, grave, embriagada de prazer, batendo direto no ponto mais sensível do corpo dela.

— Tu tirou a única regra que tu me impôs. — ele mordeu no ombro dela e lambeu — E agora? Agora você tá me dando tudo. — ele lambeu a orelha dela e falou com o hálito quente — Tu é minha. Toda minha. Inteiramente minha.

Helena gemeu alto, descontrolada.

— Fala mais. — ela implorou.

Ele riu com a respiração entrecortada.

— Você quer que eu fale o quê? Que tu goza quando eu falo sujo? Que tu adora quando eu te prendo assim, como se o mundo inteiro fosse só você e meu pau?

Ela gemeu mais alto, o corpo tremendo sob o dele.

— Vai gozar, não vai? Só com as minhas palavras? Vai gozar ouvindo o homem que te fode dizendo que tu é a melhor coisa que ele já meteu?

Helena tentou segurar.

Mas não deu.

O gemido saiu rasgado, alto, quase desesperado, com o corpo dela se desfazendo contra a parede.

— Isso... goza pra mim. Goza com minha pica dentro de você, sem camisinha, sem censura. Goza sabendo que agora tu é minha. E que depois disso... não tem mais volta.

Ela gemeu o nome dele, o corpo tremendo inteiro.

E Heitor... Ele olhou pra ela, o cabelo colado na testa, o peito arfando.

— Você não é mais minha ficante, nem a é minha peguete. Tu é a porra da mulher que me faz perder o nome, o juízo, o medo e o coração...

Ele encostou a boca no ouvido dela novamente e sussurrou, ofegante:

— E agora tu é minha sem nada. Do jeito que sempre deveria ter sido.

Ela não respondeu. Não conseguia.

Porque naquele momento… ela tava toda dele.

E ele sabia.