O CEO que Eu Paguei

107 Antes do Adeus


Helena acordou com o toque quente dos dedos de Heitor traçando a linha suave da cintura dela. A primeira luz da manhã entrava pelas frestas da cortina, iluminando o quarto com um brilho dourado que se espalhava entre os dois corpos entrelaçados.

Sem dizer nada, ele a puxou mais para perto e beijou o ombro dela.

— Bom dia, Helê.

— Hm... você tá virando um fofo, é isso? — ela resmungou, a voz rouca, preguiçosa.

— Tô virando o que você quiser, e o que precisar.

Ela virou de frente pra ele com um sorriso debochado, mas os olhos já entregavam a ternura que tentava esconder. O cabelo ondulado estava bagunçado, pesado nas costas. O moletom dele tinha subido durante a noite, revelando uma faixa morena de pele quente logo abaixo da cintura.

Heitor olhou. Sem disfarçar. Os olhos azul-pecado cravados nela.

Aquela Helena ali,descabelada, com o rosto inchado de sono e ainda assim linda de um jeito cruel, era a imagem que ia assombrar ele até o dia de rever.

Helena notou o olhar dele. E não desviou. Sentou devagar na cama, ficou ali, com as pernas entreabertas, o olhar fixo no dele. O ar parecia preso entre eles.

Ela mexeu no cabelo com um gesto preguiçoso, e os fios desceram em ondas, soltos, bagunçados, quase selvagens.

Heitor engoliu seco. A respiração já mais pesada.

Ela se ajoelhou, subiu devagar no colo dele. O quadril se encaixando como se o lugar dela sempre tivesse sido ali.

— Você vai embora hoje, né? — ela perguntou, a voz rouca.

— Vou… depois do almoço. — ele respondeu baixo, os olhos passeando pelo corpo dela. — Por quê?

Ela se aproximou do ouvido dele, arrastando a respiração quente na pele.

— Porque eu quero te dar um presente. Um que você vai lembrar… todo santo dia.

Ela rebolou sutilmente no colo dele, sentindo a ereção já pressionada os pequenos lábios dela. Heitor fechou os olhos por um segundo, ofegante. As mãos foram direto pras coxas dela, apertando com força.

— Caralho, Helena…

— Quero que você pense em mim cada vez que encostar na cama — ela continuou. — Que sonhe comigo montada em você, com o gosto da minha pele, com o som da minha voz te chamando de gostoso… e mandando você ficar quieto enquanto eu tomo o controle.

— Porra… — ele sussurrou, o olhar em brasas. — Tu vai me enlouquecer, mulher.

Ela roçou a boca na dele, mas não beijou.

— Quero que, quando estiver no Rio, nenhuma mulher chegue perto sem que você pense: “ela nunca vai ser a Helena.”

Ele gemeu baixo, quase em lamento.

— Me dá essa lembrança então… Me marca. Faz direitinho. Que eu vou carregar no peito. E no corpo todo.

O corpo dela, moreno, curvilíneo, escorria sob a luz da manhã como pecado ao sol. Heitor não parava de admirar.

— Cê é uma visão. Minha deusa morena. Minha cavalona… com essa bunda grande que me deixa cheio de tesão. — ele disse com a voz baixa, tensa. — Gostosa do caralho.

Muitas coisas passaram na cabeça de Helena, porém, seria apenas uma vez, ela precisava fazer isso, sem camisinha, para Heitor pensar nela a cada momento. Não teria problema. Era o que ela dizia mentalmente para si mesma.

Ela montou de verdade. Sentou devagar, rebolando com precisão. Os músculos das coxas se contraíam, e ele sentia tudo. O atrito quente, o cheiro da pele dela, o peso no colo, o ritmo calculado como tortura doce.

— Porra… — ele gemeu, jogando a cabeça pra trás, a mão espalmada na bunda dela. — Vai me matar. Que cavalgada é essa?

Ela mordeu o lábio, os olhos fixos nele.

— A de despedida. A que vai te deixar com saudade até da minha respiração.

Heitor não conseguia nem responder. O quadril dela subia e descia com perfeição. Os cabelos dançavam, os seios balançavam no ritmo, e o som dos dois preenchia o quarto.

Ela se inclinou pra frente, roçando os seios no peito dele. A pele suada, os gemidos abafados entre beijos. E então se afastou de novo, jogou o cabelo pro lado e continuou cavalgando, agora mais rápido.

Ele gemeu alto, apertando as coxas dela com os dedos marcados.

— Vai, caralho… não para… — ele arfava. — Engole meu pau, Helena. Marca essa porra do meu corpo.

— Já marquei. — ela sussurrou, sem parar. — Agora você é meu.

Quando ela virou de costas e sentou de novo, Heitor quase perdeu o controle. A visão da lombar dela, o movimento dos quadris, o cabelo descendo solto pelas costas… era demais. Era insano.

Ele cravou as mãos nos quadris dela e gemeu alto quando sentiu que o corpo ia explodir.

Mas ela não parou, ela foi mais devagar para que ele não gozasse ainda.

— Helena… — ele arfava. — Amor… eu vou desmaiar, juro por Deus…

— Aguenta. — ela respondeu com um sorriso nos lábios. — Ainda não acabei.

Helena arqueou o corpo para frente, as mãos apoiadas no peito dele, os cabelos bagunçados caindo como uma cortina quente ao redor do rosto. O quadril acelerava sem pressa, mas com intenção — como se cada movimento estivesse marcado em mapa, traçado só para ele.

O som dapele contra pele preenchia o quarto abafado pela luz suave do amanhecer.

Ela mordeu o lábio inferior, os olhos semicerrados, o rosto contraído pelo prazer que subia desgovernado. Heitor sentiu. Viu. Reconheceu os sinais.

— Vai, Helê... — ele rosnou entre os dentes. — Goza pra mim. Me mostra como é só minha.

E ela foi. Rápida. Sem controle.

O corpo inteiro dela tremeu sobre o dele, as coxas contraindo com força, a boca aberta num gemido sufocado que ecoou direto no peito dele. O orgasmo veio forte, quente, rasgando de dentro. Os músculos dela se contraíram ao redor dele, apertando com força, o calor escorrendo pelo membro dele, se espalhando até molhar as coxas dele completamente.

— Puta que pariu… — Heitor arfou, a cabeça tombando contra o travesseiro. — Que delícia... Socorro Deus.

Mas ela não parou.

Mesmo ofegante, os cabelos colados no rosto, o suor escorrendo pelas costas, ela manteve o ritmo — lenta, firme, rebolando com o quadril molhado e o olhar de quem não ia dar trégua.

— Helê… — ele gemeu, a voz já arrastada. — Assim tu vai me matar.

Ela não respondeu. Só sorriu. Aquele sorriso sujo, quente, perigoso — que só ela sabia dar. E desceu o corpo de novo, sentando até o fim, sentindo cada centímetro pulsar dentro dela, ainda latejando, ainda sensível.

— Sente tudo — ela murmurou, os olhos queimando nos dele. — Que pau gostoso.

A visão dela ali, por cima dele, ainda escorrendo prazer, com a pele morena brilhando de suor e os cabelos desgrenhados descendo pelas costas… era demais. Heitor estava à beira. Tonto. Desarmado.

Ele agarrou a cintura dela com força, tentando conter o impulso, mas era inútil. Cada movimento dela o puxava mais fundo, até não sobrar nada de controle.

— Cê vai me fazer gozar assim… — ele avisou, com a respiração falha. — Toda por cima, toda suada, toda molhada…

Ela inclinou o corpo de novo, roçando a boca na dele.

— Então goza, Monteiro. Mas goza sabendo que ninguém nunca vai te montar como eu.

E ele explodiu.

Os olhos fechados, o corpo tenso, os dedos cravados nas coxas dela enquanto sentia o próprio prazer se espalhar dentro da dela, quente, urgente, violento. Os gemidos se misturaram ao dela, os dois ofegando juntos, grudados, suados, destruídos.

Ela ainda se moveu mais uma vez. Depois outra. Só pra ele sentir tudo. Até o fim.

Heitor caiu de costas, os olhos ainda fechados, como se não soubesse mais onde estava. A respiração dele era um desabafo.

— Tu é um perigo, Helena. — ele disse entre risos fracos. — Um perigo real.

Ela saiu de cima dele devagar, com as pernas tremendo, e se jogou ao lado, o peito subindo e descendo.

— Presente de despedida. — ela murmurou.

— Presente? Isso foi uma tatuagem na minha alma, mulher.

Ela riu, virando o rosto pra ele.

— Então grava. Porque vai demorar até a próxima.

Heitor puxou ela pra perto, ainda suado, ainda mole.

— Vou pensar nisso toda noite. Juro por Deus.

Ela sorriu.

Sabia que era verdade.

Helena se ajeitou sobre ele de costas, com a firmeza de quem sabia exatamente o que estava fazendo. O quadril moreno, cheio, encaixou-se de novo, e Heitor quase perdeu o ar.

A visão era um delírio: a curva acentuada da lombar dela, o cabelo ondulado escorrendo solto pelas costas, alguns fios colados na pele suada. A bunda dela... grandona, firme, redonda, se movia com aquele ritmo que parecia sacanagem de tão perfeito.

Ele deixou a cabeça cair no travesseiro, a respiração já saindo falhada, ofegante.

— Caralho, Helena… — ele sussurrou, a voz rouca, quente de tesão. — Por cima… desse jeito... socorro.

Ela riu por cima do ombro, mas não parou. Pelo contrário — cavalgou com mais precisão. Rebolava quando descia, subia devagar como se fosse tortura. Como se soubesse que ele tava na beira e não queria deixar cair.

Heitor apertou com força as coxas dela, sentindo cada centímetro de contato, cada vibração que ela provocava no próprio corpo e no dele. O barulho dos movimentos molhados preenchia o quarto. O calor entre eles era quase insuportável — e ao mesmo tempo, impossível de largar.

Ele gemeu baixo, gutural, os dedos agarrando a cintura dela.

— Olha pra mim… — pediu, a voz falha, tentando manter o controle. — Me deixa ver tua cara quando eu gozar…

Helena virou o rosto por cima do ombro, mordendo o lábio, os olhos castanhos semicerrados de prazer. A pele dela brilhava, o quadril movendo sem piedade.

E então…

Foi como se o mundo parasse por um segundo.

Heitor sentiu o corpo todo se contrair. O abdômen endurecido, os dedos tremendo, os olhos virando quase pra dentro. O calor explodiu com tanta força que ele gemeu alto, sem vergonha nenhuma. Um gemido rouco, forte, de quem não aguentava mais guardar nada.

Ele gozou.

Com a cabeça tombada no travesseiro, a boca aberta, o peito subindo e descendo rápido, o corpo completamente mole debaixo dela.

Helena continuou por alguns segundos, só pra fazer ele gemer mais uma vez. Depois parou, ainda ofegante, sorrindo com aquele ar de vitória no rosto. O corpo ainda quente, os lábios vermelhos de tanto morder a própria vontade.

Ela se inclinou, tirando-se de cima dele com calma, e deixou o quadril escorregar devagar, o líquido quente ainda escorrendo pela coxa dela.

Olhou pra ele de lado, sem culpa nenhuma.

— Sem camisinha… — sussurrou, com a voz baixa, rouca e maldosa. — Pra você lembrar bem direitinho como eu sou por dentro e porque quero sentir seu leitinho escorrendo dentro de mim.

Heitor fechou os olhos, com um riso fraco escapando. Destruído. Mole. Completamente rendido.

— Porra… — ele murmurou. — Tu vai me matar, Helena.

Ela deitou ao lado dele com um sorriso satisfeito e a pele arrepiada. Como se tivesse deixado ali mais que um presente — uma marca.

Uma memória pra que ele carregasse por todos os dias longe dela.

E ele sabia que ia carregar.

No corpo.

Na mente.

E na alma.