O Bracelete de Prata

1 A terra além da da Névoa - Capítulo 1


Notas iniciais
É a primeira fanfic que posto em anos, espero que gostem.

Era um dia perfeito. Não que fosse um belo dia. Havia um forte nevoeiro em toda região, e estava mais frio que o normal. Mas Arthur estava sozinho em casa, esse fato transformava aquele dia perfeito para oque ele desejava fazer.

Entrou no quarto de seus avós, e começou a procurar em todos os cantos. Ele tinha certeza de que deveria estar ali, afinal, sua avó raramente o usava. Revirou o armário, olhou em baixo do colchão, e até mesmo em baixo da cama. E finalmente encontrou oque procurava, na última gaveta da escrivaninha, dentro de uma caixa, embaixo de antigas fotos de família.

Ali estava o antigo bracelete de prata de sua avó. Aquela joia o fascinava desde onde sua memoria alcançava. A avó quase nunca usava essa joia. Ele só se lembrava de tela visto usando obracelete em publico em duas ocasiões. Uma fora no casamento de sua tia mais nova, no outro, o aniversario de 15 anos de uma prima distante.

Mas a primeira vez que vira a joia fora quando entrara no quarto da avó sem avisar, quando tinha por volta de 5 anos, e a surpreenderá apreciando a beleza do bracelete. Ele em si parecia muito antigo, feito de prata, forjado de forma a se assemelhar a folhas de louro, como a as coroas dos antigos imperadores romanos. Mas no centro o bracelete carregava uma gema rustica, cujo brilho variava de um amarelo prateado até o vermelho rubro, conforme a luz.

"Oque é isso vovó?" — lembra-se de ter perguntado a ela, em sua inocência. "Isso?" respondeu ela na ocasião " isso não é nada, não passa de uma velharia de família". Mas a forma que ela guardava a joia, o respeito que parecia ter ao segura-la, e a própria beleza e brilho da joia a dava um ar misterioso, quase magico.

A alguns dias ele perguntou onde estava a joia, e ela respondeu que não fazia ideia. Mas ele teve certeza que a avó estava mentindo. Desde então ele passava horas pensando no bracelete, e não resistiu a ideia de procurar o objeto que percebeu que ficaria sozinho.

Ele olhou a joia de perto. Ela era mais bela do que se lembrava. Quando percebeu, já estava colocando o bracelete no braço, e para sua própria surpresa, a joia encaixou perfeitamente.

Foi nesse momento que as coisas saíram do planejado. Ele começou a ouvir barulho do lado de fora, e imediatamente tentou arrancar a joia, mas ela parecia insistir em permanecerem em seu braço, como se tivesse encolhido em seu pulso. Parecia até mesmo brilhar de forma travessa, como que para chamar ainda mais a atenção.

O desespero começou a tomar conta de Arthur, mas então ele percebeu que o barulho não era o de alguém chegando. Parecia mais como uma confusão, uma barulheira sem nenhuma ordem, cheia de gritos e outros sons ainda mais esquisitos. No começo parecia que vinha de muito longe, mas cada vez se aproximava mais.

O garoto decidiu sair, pensando que poderia ter acontecido um acidente, alguem poderia estar ferido ou algo assim. Foi até a porta da sala, e quando a abriu, não viu nada, absolutamentenada. Era como se o nevoeiro estivesse se tornado ainda mais forte. Ele deu alguns passos para frente, e luz do claridade começou a sumir. Ainda devia ser umas 3 horas da tarde, era cedo demais para anoitecer.

Arthur continuou andando, mas não conseguia achar o portão de casa. Na verdade, ele não achava nada, nem portão, nem muro ou parede, não encontrava nada. Pela quantidade de passos que ele havia dado, já devia ter chagado aos limites do terreno, mas ele continuava sem nenhum impedimento.

Os gritos e barulhos aumentavam, e ele começou a ficar desesperado. Estava começando a achar que era melhor retornar para casa e chamar alguém, quando finalmente encontrou algo. Mas não era nada do que esperava. Ele, acabava de encontrar o tronco de uma arvore, e não havia arvores no casa de Arthur.

Nesse momento o nevoeiro começou a diminuir rapidamente, e ele percebeu que a arvore que encontrava não era a unica. Na verdade, parecia que ele estava em uma floresta. E não havia sinal da casa de Arthur, ou de qualquer outra coisa familiar ao garoto.

Estava escurecendo, e os barulhos estavam diminuindo.Parecia que as fontes dos gritos estavam se dispersando. Arthur estava com medo, e a floresta estava cada vez mais escura. As únicas fontes de claridade agora eram as estrelas e luzes distante, que se assemelhavam a fogueiras.

– Não se mova — ordenou alguém, e Arthur, olhando na direção da voz, viu um arqueiro de meia idade — És um dos guerreiros de Cair Paravel? Ou és servo do Estrela Negra?

O arqueiro apontava uma flecha para o coração do garoto. Ele esteva vestido de maneira estranha, como se fosse um personagem dos filmes de Robin Hood, tinha cabelos e barba de um dourado já salpicado de branco, aparentando ter uns 50 anos.

– Eu... Eu não sei do que esta falando... Senhor — gaguejou Arthur.

– Você não parece um guerreiro — falou o homem — e de qualquer forma, não vou matar um garoto desarmado, seja inimigo ou não. Mas me responda, segues o estardante do Leão ou do Umbromante?

– Eu não sei, não faço ideia de onde estou.

– Acredito em você — respondeu o arqueiro, finalmente abaixando o arco — Bom, se não serves o Estrela Negra, é melhor fugires ao meu lado, se é que tens amor a própria vida. Os aliados de Cair Parável foram derrotados, os soldados do Leão estão em fuga, é melhor irmos.

E nisso, o arqueiro começou a andar apresadamente, em direção contraria da que havia chagado, e Arthur, sem alternativa, o seguiu.

– Mas aonde estou? — perguntou o menino.

–Estás na terra de Nárnia — disse o homem — ou pelo menos, no que resta dela.

Notas finais
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