V ligou pra sua mãe dizendo que iria a casa de Krissy pra comer um bolo e conversar um pouco, sua mãe ficou feliz, afinal V finalmente teria amigas, ou algo do tipo, Victoria desligou o telefone e esperou Krissy perto do portão da escola – Minha casa é aqui pertinho, lá perto do bosque – V abriu mais seus olhos – Perto do bosque ? – Bom, minha mãe disse que foi mais barato comprar uma casa lá, você sabe depois dos assassinatos ninguém quer morar ali – V já sabia agora porque a garota não tinha muitos fãs.

Caminharam até chegar a ver a plaquinha do início do bosque em memória das vítimas “Paz para aqueles que já se foram”, aquilo arrepiava tanto Krissy como V, viraram pra direita e lá estava a casa de Krissy, ela era linda e não podia ser vista da estrada que tomavam pra ir pra escola, não era dentro do bosque o que deixava V mais calma, era uma mansão cor de salmão e muito bem cuidada pela mãe de Krissy, uma viúva com muito dinheiro e que não sabia o que fazer – Essa é a minha casa, pode ir entrando, o portão se abriu revelando o jardim magnífico – Uau Krissy, essa jardim é maravilhoso – a boca de V não conseguia se fechar, era tudo muito lindo – Obrigada, minha mãe que cuida das plantas, vamos entrar ? – por dentro a casa não decepcionava, não mesmo, a sala de estar era rouge e o piso era branquíssimo como a neve, ou como a pele de Krissy – Olá garotas ! Mas que visitante bela – interrompeu uma voz – Sou Katherine, mãe da Krissy, é um prazer eterno conhecê-la. – Eterno pensou V – Obrigada Sa. Estonng – Bom, a Krissy disse que traria uma bela jovem e vejo que estava certa – sorriu Katherine, ela era uma mulher de quase 40 anos, era muita parecida com Krissy mas era menos pálida e era maravilhosa, diferente de Krissy que era loira, Katherine era ruiva e tinha os cabelos perfeitamente escovados.

Seus olhos eram iguais aos de sua quase nova amiga, mas de alguma forma V não se sentia confortável com sua presença fina – Irei deixa-las agora queridas, vou ligar pra nova secretária do seu tio, vou viajar pra Chicago pra resolver uns negócios, já foi até Chicago Victoria ? – Nunca saí de Fortlight – Katherine fez uma cara de desapontamento – Já assistiu ao musical ? Al Capone ? – Sim senhora – Grande homem aquele – Kath olhou para o teto – Bom o jantar está servido.
Krissy não falou uma palavra com sua mãe, talvez tivessem brigado, pensou V – Nós brigamos pela manhã – Ah, me desculpe – Tudo bem, vamos ficar bem – V sorriu para Krissy, então chegaram até a sala de jantar, era em um tom de vermelho mais claro que o da sala de estar, a mesa estava cheia de comida, tudo muito adorável como aqueles quadros franceses tudo com velinhas com o número 17 pintado de vermelho, as cores favorita da família talvez – Muito exagerado né ? – Bom, eu achei lindo, sua mãe se esforçou – Minha mãe ? – Krissy sorriu e gritou –Maddie ! – uma mulher de uns 60 anos entrou na sala de jantar – Olá querida, vejo que trouxe uma amiga – Essa é Madelaine – sorriu Krissy – Ela fez tudo isso, obrigada Maddie – Madelaine sorriu e pronunciou com seu sotaque britânico pesado – Não há de quê, senhorita — Olá Madelaine, sou a Victoria, amiga da Krissy – amiga, foi o que V disse, percebendo o sorriso de Krissy – É um prazer conhece-la senhorita, espero que goste de comida francesa – Mas o que seria comida francesa ? Pensou Victoria – Claro que sim – disse V.
Madelaine retirou-se – Amigas então ? – Riu Krissy – Bom, se você sobreviver a mim ? – Na verdade quem deve sobreviver é você a mim, querida. – Disse Krissy dando um abraço em Victoria – Obrigada mesmo por ter vindo, é triste não ter milhares de amigas para dividir toda essa comida – gargalharam juntas – mas o que seria comida francesa ? – Perguntou V – Não sei também, mas é boa – sentaram e comeram como loucas, depois repetiram a sobremesa e estavam empanturradas, o tempo passou rápido e V jpa tinha falado muita besteira, o que jpa teria feito qualquer outra menina sair correndo, mas pelo incrível que parecia Krissy já tinha falado mais bobagens ainda – a porta da sala de jantar se abriu com uma rapidez incrível – Tio Robert, o senhor veio ! – Quando Victoria virou em direção aporta viu Robert com um uma rosa vermelha e um pacote quadrado vermelho com bolas brancas, era ele, tio da Krissy ? Ah Deus – Olá Victoria, não esperava te encontrar aqui – disse Robert depois de se soltar dos braços de Krissy – Ah Vicky, o Robert é meu tio, acho que já se conhecem – V só pensou no alívio de não ter contado de sua paixonite pra sua nova amiga – Oi Sr. F-Ford – Bom sobrou sobremesa pra mim ? – sorriu Robert que por dentro se sentia maravilhoso ao saber que veria Victoria muitas vezes já que ela parecia ser amiga de sua sobrinha, Robert era o irmão adotado de Katherine, ele também morava ali, começou a ser professor ali a pouco mais de um ano, algo que V nunca tinha ligado a chegada de Krissy – Vocês são amigas agora ? A Krissy já me falou de você algumas vezes, disse que era seu professor – Robert explicou já se sentando – Bom, parece que agora somos oficialmente amigas – sorriu Krissy – Bom, vou buscar um bolo pra você – disse a garota saindo da sala de jantar.

Robert e Victoria, sozinhos, numa sala vermelha. Ele estava sem o casaco e Victoria só conseguia pensar no quanto ele era lindo, ela usava um vestido branco que contrastava com sua pele amendoada, ela também estava sem casaco e estava descalça como sua sobrinha – Bom, fiquei triste quando o senhor passou para a terceira geração romântica, eu amo Edgar Allan Poe – falou V, quebrando o silêncio – Eu já havia percebido – Ah, como sou idiota, ele percebeu que eu insistia em falar com ele – Ele é meu autor preferido e gosto muito de falar dele com você, se me permite falar isso – Claro Sr. Ford, obrigada, as obras dele são fascinantes – assim como você, Vicky – pensou Robert, eles se olharam profundamente quando V olhou pro lado, não permitindo mais o contato – o senhor é tio na Vicky né ? – Fui adotado pelos avós dela, eu moro aqui, desde que elas se mudaram – V ficou feliz pela nova descoberta – mas você não é daqui, estou certo ? – Sim, está. Me mudei pra cá aos 12 eu e minha mãe, somos brasileiras. – Um lindo país, é quente, não ? – Muito, depende do lugar também, é um país extenso – Posso imaginar, seu sotaque é muito bonito, se é que me permite observar. – V queria explodir – pode sim Sr. Ford, obrigada.

Krissy chegou com uma torta linda nas mãos – é de chocolate com amêndoas, espero que gostem – Robert pegou um pedaço e começou a comer, quando percebeu que estava comendo sozinho – vocês não querem engordar, não ? – ele tinha uma maneira as vezes antiquada de falar, V tinha observado isso – Já comemos por três homens adultos – Krissy riu – é verdade Sr. Ford – Me chame de Robert – o senhor tem certeza ? – E porque não ? – sorriu – então me chame de Vicky – falou V – gosto de pronunciar seu nome por inteiro, Victoria – ele pronunciou seu nome como se recitasse um poema, V estava fadada a se apaixonar mesmo pelo seu professor.