Júlio não lamentava ter deixado a cidade grande para comemorar o feriado ali. Em uma tarde só, ele escutou um forrózão ao vivo, provou os quitutes de todas as barracas e beijou o galã do arraial.

O rapaz aproveitava o lusco-fusco em um banquinho à margem da festa, comendo um bolo de milho delicioso e assistindo às quadrilhas, maravilhado com tantas cores e bailados. Quase obsidiado com aquela folia. O que mais chamava sua atenção, porém, era como aquilo unia tantas pessoas diferentes.

Dentre os dançarinos, percebeu alguns homens caracterizados como damas, mulheres em ternos e bigodes pintados...

Era bonito.