O citadino perdia-se admirando as quadrilhas. Só desviou sua atenção quando sentiu um par de olhos que também o admiravam: aquele rapaz do beijo. O galã parecia acanhado, alarmado como se ser percebido fosse um doesto.

Júlio apenas deu um sorriso e estendeu a mão sobre o espaço vazio do banco, convidando-o a se aproximar. Ele assentiu e sentou-se junto a Júlio.

Júlio voltou a aproveitar seu bolo de milho, esperando que o moço ansioso do lado parasse de bater os pés no chão e dissesse algo. Enfim, o beijoqueiro quebrou o silêncio.

— Júlio, né?

— Olha, você lembrou.

— Difícil esquecer.