O Bom Beijoqueiro
8 Galarim
Júlio surpreendeu o moço sentado ao seu lado ao oferecê-lo um pedaço de seu bolo, sem tirar o olhar da festa.
O galã hesitou, mas estendeu sua mão para aceitar a prenda. Os dedos dos rapazes roçaram num toque suave e breve, por acidente. A eletricidade desse contato era como ser atingido por um raio no galarim do pau-de-sebo, da melhor forma possível, e não passou despercebida por Júlio.
O citadino sorriu discretamente ao perceber, pelo arregalar dos olhos do outro e como o beijoqueiro afastou a mão com tanta afobação, que ele não foi o único a sentir aquilo.
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