— Então, moço bonito... — Júlio fez o moço corar com aquele elogio e seu jeito nada sutil de encará-lo, até o galã perceber que o citadino estava perguntando seu nome.

— Marcos.

— Marcos. Você queria perguntar algo?

— Olha, o que aconteceu na barraca...

— Deixa eu adivinhar, fica na barraca?

— Sim. Não. — o beijoqueiro chegou cheio de bonomia, mas toda a sua confiança habitual se esvaiu e lhe faltavam as palavras certas para aquela situação que ele nunca se imaginou vivendo — Quer dizer...

— Seu beijo é melhor que sua conversa, sabia? — Júlio deu um sorriso gaiato, o que pareceu acalmar o outro rapaz.