O forrobodó dispersou-se, anunciando a ansiada chegada das quadrilhas. Aqueles artistas pareciam pincelar arcos-íris pelo ar com seus tecidos e adornos.

Júlio e Marcos assistiam de longe, descansando sobre aquele mesmo banquinho que virou seu refúgio, após horas de diversão que ambos sentiram passar como minutos.

— Nunca reparei em como isso é lindo... — o galã imberbe divagou, alternando sua atenção entre as apresentações e a imagem feérica ao seu lado: Júlio, deslumbrado, com um brilho em seus olhos intensos.

— Acho que paramos de perceber a beleza em certas coisas quando nos acostumamos com elas. — o citadino respondeu, abraçando os joelhos.