O Beijo das Sombras
3 Boneca de Porcelana
Notas iniciais
— Hey não! Eu segurei sua mão _ Fica comigo essa noite. Disse quase num sussurro.
— Não, eu não posso me aproveitar de você. Ele respondeu desviando o olhar.
— Eu quero você, fica?
O sorriso de Bo se alargou mais do que antes, voltando a me olhar nos olhos profundamente.
Beijou-me mais uma vez e me desceu da camionete.
Suspirou profundamente.
— Vamos? Disse me segurando pela mão.
— Sim. Só vou pegar minha mala.
Ele já escolhia o quarto quando cheguei à recepção, eu torcia para que meu documento falso não fosse um problema, eu havia pagado caro por ele então era melhor não falhar, não agora. Não ligo de pagar caro nas coisas, mas gosto que elas funcionem quando eu preciso.
A escolha de Bo não era muito boa, mas eu entendia a julgar pelo seu terno barato mais uma vez, por mais que ele quisesse, creio que não poderia satisfazer meus luxos.
— Oi amor, deixa que passe o meu cartão dessa vez. Disse para não criar um constrangimento para ele. _ Homens, sempre querem pagar tudo, não é mesmo?! Sorri amarelo para a recepcionista.
Bo ia falar algo, mas ao ver meu cartão de crédito se calou. É impressionante como um simples cartão pode dizer muito sobre uma pessoa. Como por exemplo, minha conta bancaria tem mais zeros do que pode contar. Eu na maioria das vezes tentava omitir esse fato. Meu dinheiro não tinha que ser mais importante que eu. Mas no meu mundo sempre era.
Escolhi o melhor quarto, apesar de o Hotel não ser dos melhores, tinha certo charme, e o quarto era uma graça, o bastante para termos uma noite bem prazerosa.
Os Lençóis eram pretos, e tinha umas luzes sob a cama, á banheira era ótima.
— Acho que preciso de um banho relaxante, você também. Afirmei. _ Onde estão suas coisas.
— Acho que preciso mesmo de um banho relaxante agora, que se danem minhas coisas. Ele disse sorrindo e deitando-se sobre mim na cama.
Eu achei esquisito quando saímos do carro ele não ter pegado nada, mas agora eu estava mais preocupada com outras coisas.
O corpo dele sobre mim era pesado, ele tinha um jeito diferente no olhar, como naqueles filmes de vampiros, como se quisesse me devorar, aquilo me excitou.
Ele me encarava profundamente, passava seu rosto no meu, e aí me deu uns beijos, mas desta vez calmos e demorados, sentindo cada partícula da minha boca. Beijou meu pescoço e aquilo me fez molhar a calcinha. Eu o tirei de cima de mim o jogando na cama, e sentei no colo dele, era maravilhoso sentir o corpo dele daquela maneira, eu pude sentir toda a sua ereção em baixo de mim, o beijei mais profundamente. Bo agarrou minha cintura, e tirou minha blusa, subiu as mãos para meu rosto, me acariciou e tocou meus cabelos, puxou minha cabeça para trás e mordeu meu pescoço de leve, depois desceu agarrando meus seios, sugando-os com muito desejo.
Tirou a parte de cima de minha lingerie de cetim rosa claro, e se deliciou por ali por alguns minutos, ele passava a língua devagar e me encarava, depois sugava como bastante força, nunca perdia aquela coisa do olhar, e com ele sempre ia do mais calmo ao mais voraz. Não tinha muito equilíbrio, ou uma linha que ia crescendo aos poucos.
Eu tirei a parte de cima de seu terno em fim, seu corpo era definido, forte, sem exageros, tinha alguns pelos no peito, eu gostava disso. Eu o acariciei, levantando de seu colo. Fui encher a banheira, quando virei de costas para ele, Bo suspirou, e me agarrou por trás, mais voraz agora, abriu o botão de minha calça e então eu a deixei cair lentamente, me esfregando ao corpo dele.
Bo se abaixou atrás de mim e beijou a poupa de minha bunda, e tirou minha calcinha.
Enquanto a Banheira enchia de água, ele me sentou ao mármore na borda, de frente pra ele.
Tirou sua calça e cueca e veio até mim, eu suspirei ao ver seu membro para fora, todo duro e pronto pra mim.
Mas ele não teve pressa, apesar de seu membro parecer latejar em suas mãos quando ele o apertava.
Bo beijou meus pés, depois minha barriga, depois se afundou no meio das minhas pernas, agarrou meu clitóris com sua boca afoito, abriu bem as minhas pernas para ele e contemplou a visão da minha intimidade rósea, riu maliciosamente, e cravou sua língua dento de minha vagina, descia e subia lambendo minha intimidade inteira, do clitóris ao ânus. Arfei e me segurei na borda para não deslizar, a banheira quase cheia, mas eu não queria interromper aquele momento.
Eu segurava sua cabeça, para não gozar precocemente, era quase impossível, ele me chupava incessante, agarrava-se por de trás de minhas coxas.
Quando percebeu que eu não resistia mais parou.
— Eu não havia conseguido segurar e gozei em sua boca, gemi discretamente e meu corpo tremeu.
Bo sorriu satisfeito com seu trabalho, agarrou seu membro e o masturbou por um rápido momento. Passou os dedos sobre minha intimidade molhada, e introduziu dois dedos em mim delicadamente, depois levou os dedos ao nariz e a boca e sorriu.
— Seu gosto me satisfaz. Ele parecia se deliciar com o momento.
Enrubesci de imediato.
Nunca havia transado com um cara mais velho, apesar de não saber sua idade exatamente, era nítido já ter passado dos 30.
Eu não era exatamente inexperiente, já havia transado com um ou dois garotos da minha idade, mas era totalmente diferente de transar com um cara como ele. Na verdade, não tinha comparação.
Sinto que aquele homem podia me dar muito prazer e me ensinar muita coisa sexualmente falando.
Eu tinha minhas esquisitices, meus fetiches, e alguma coisa me dizia que aquele homem compreenderia e saberia como me satisfazer.
Ele se levantou e aproveitando a deixa, desliguei a torneira, mas já havia alagado um pouco o banheiro.
Não importava. Agora era minha vez de satisfazê-lo.
Entrei, sentei na banheira e chamei por ele.
Antes que ele se sentasse agarrei seu membro enfiei todo dentro da boca.
Ele gemeu, e me segurou pelos cabelos, me fazendo continuar.
Seus gemidos rudes eram prazerosos de se ouvir.
Seu membro era médio, então era mais fácil de conseguir colocá-lo inteiro na boca, contudo era bem grosso, o que com toda a certeza do mundo seria um deleite dentro de mim.
Ele me fez parar, segurou a base do pênis e o passou no meu rosto.
Sentou na banheira e me beijou avidamente.
— Seus lábios são uma delicia. Acariciou meu rosto e desceu para meu corpo. _ Você toda é uma delicia. Parece uma boneca de porcelana.
...
10 de janeiro de 2006
— Se eu pudesse ouvir seus pensamentos, eu diria que foi nesse momento que sua obsessão por mim começou. Minha boneca de porcelana me perseguiu por todo o tempo em que estive presa. No principio acredito que ele só estava tentando me caçar como todos os outros, mas nesse momento ele percebeu que poderia ter um objeto só dele, para ele, o tempo todo, para ele usar como quisesse.
Eu me pergunto se a fria escuridão de um assassino, psicopata, às vezes não pesava, se eles não sentiam medo em algum momento, angústia, solidão, e se os outros sentimentos predatórios sufocassem os sentimentos comuns. Era como se eu fosse uma válvula de escape, onde ele deixava sair á confusão dentro de si.
— Ele compartilhava com você sobre os assassinatos? Por exemplo. “_Hoje meu dia foi produtivo, matei cinco pessoas”.
E o língua afiada ataca de novo.
A forma como alguns deles me faziam perguntas me deixava com muita raiva, o acusador sempre tentando provar minha participação em tudo, querendo rever o caso e me levar a júri.
Mas o língua afiada era o que eu odiava mais, ele sempre denegria Bo, e não tinha consideração alguma para com os meus sentimentos.
Eu sei exatamente o que ele era, e eu também sei exatamente o que eu havia me tornado ao ter me apaixonado e ao ter deixado as coisas mais fáceis para Bo e Vincent. Mas o que ninguém parece entender é que eu não tinha outra escolha, eu passei todo esse tempo tentando sobreviver, me agarrando a qualquer coisa, e conviver bem com os irmãos Sinclair foi á melhor forma que eu encontrei para fazer isso.
—Se em algum momento eu tivesse tentado fugir, me rebelado contra eles, nas poucas chances que tive, quase nenhuma, teria sido muito pior pra mim, eu poderia ficar muito mais presa do que já estava, sem Bo e sem Vincent, talvez bebendo água de esgoto, porque toda a vez que eu fazia algo que Bo não gostava, por menor que fosse ele me deixava passar fome, ou me dava algo que era impossível de comer por dias, e me isolava, em algum lugar sujo e fétido, o que era insuportável. Então eu aprendi a fazer sempre a vontade deles, era melhor pra mim, eu também saia ganhando.
Por mais que os médicos acreditem de fato na Síndrome de Estocolmo, e de que eu tenha muitas chances de tê-la, isso não faz com que elem tenham compaixão e empatia, ou eles tentam fazer com que saia algo dentro de mim, que pode ser que exista, talvez não.
O que eu sei é que eu sinto muito ódio por tudo isso ter acontecido e sinto raiva de mim mesma, eu fui tão idiota, fugindo de casa, confiando em um estranho, eu sei que isso pode ter trazido consequências irreversíveis para minha vida, que talvez eu nunca mais seja a mesma pessoa.
Mas, por mais que tudo isso me machuque, que os médicos continuem me machucando, eu sei que só preciso me manter no controle, tudo isso já está perto de terminar.
Respirei fundo e segui em frente com minhas respostas.
— Ele nunca falava detalhadamente sobre nenhum assassinato. Ele se deitava ao meu lado, ás vezes machucado, ás vezes cansado, falava que tinha tido um dia difícil ou um dia bom, mas nunca detalhes explícitos. E sempre acrescentava que a melhor parte do dia era quando estava comigo. E eu não ousava perguntar muita coisa.
...
23 de Julho de 2003
Após apreciar meu corpo com os olhos por alguns minutos, Bo se sentou na banheira, me colocou sentada em seu colo de frente pra ele, procurou o preservativo que havia colocado ao lado da banheira, massageou seu pênis novamente, ainda rígido, e então o introduziu em minha entrada molhada, deslizou para dentro com facilidade, seu membro era magnífico.
Bo soltou um suspiro de satisfação.
E então comecei a rebolar a cavalgar, ele gemia baixo, procurando meus lábios.
Eu achava muito sexy a maneira com que ele me olhava profundamente, fazia tudo parecer mais excitante.
— Eu não quero gozar ainda. Bo me segurou algumas vezes pela poupa da bunda, para adiar a ejaculação, intercalava com chupadas fortes em meus seios.
Mas na terceira vez não conseguiu segurar e se derramou dentro de mim num gemido mais alto.
Jogou seu corpo para trás e relaxou na banheira.
Deu-me um beijo calmo e me fez virar de costas para ele, e deitar me apoiando em seu corpo.
Ficamos abraçados, suspirando por algum tempo.
Logo ele começou a beijar minha orelha, meu pescoço e descer pelas minhas costas, me fez levantar, e com o meu bumbum em seu rosto me fez dar uma empinada, passou a língua em minha entrada e me penetrou com dois dedos.
Depois me pegou no colo e me tirou da banheira, me deitou na cama de costas pra ele.
— Vou secar você com minha língua.
Meu corpo tremia de excitação.
Ele beijou toda a extensão de meu corpo, e se lançou em mais um oral bem sucedido, mas dessa vez não se demorou muito, seu corpo parecia não querer esperar mais.
Colocou outro preservativo, e me penetrou com força, se ajeitou dentro de mim, me colocou de quatro, e então começou movimentos rápidos, fortes e profundos.
Senti um pouco de dor no início, mas logo meu corpo adaptou-se e era inebriante o prazer que ele me proporcionava, logo gozei em seu membro, o fazendo ficar ainda mais excitado e veloz.
Não demorou para que ele chegasse ao ápice também, segurou firme em meus cabelos e se desfez em um gemido forte.
Caiu ao meu lado na cama, me virou de costas pra ele e se enterrou em meus cabelos, apreciando o cheiro deles, e assim adormecemos.
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