Notas iniciais
Boa leitura!

Acordei no Hotel no dia seguinte meio sem saber onde estava, mas Bo estava lá nu e magnífico ao meu lado.

Levantei-me devagar para não acordá-lo. Já fiz uma bagunça na mala ao procurar uma roupa para a viagem, hoje seria outro longo dia de fuga.

Bo despertou ao ouvir o barulho do chuveiro, logo se juntou a mim no banheiro, pegou o sabonete de minha mão e começou a me ensaboar.

— Bom dia Carly. Disse me virando para ensaboar minhas costas. _ É um lindo dia não acha?

— Com toda certeza. Disse pensando na noite de ontem, e em como aquele estranho soube me satisfazer. Nunca mais ia vê-lo outra vez então ia tirar o máximo que eu pudesse disso.

Ele parecia não ter pressa ao me tocar, e realmente estava me limpando de verdade.

Achei estranho e engraçado ao mesmo tempo. Como se eu fosse um bebê.

Seu toque era forte e firme.

Virei-me para ele e o beijei, em um movimento rápido ele me ergueu contra a parede e me penetrou.

Estremeci. Bo me encarou por uns minutos, senti sua respiração alta ao lado da minha ansiando por aquele toque.

E então ele não desgrudou de meus lábios enquanto me fodia.

Eu o arranhava e apertava, eu o queria todo dentro de mim.

Logo nos desfizemos em um gemido alto e satisfação.

Ele me manteve em seu colo por mais algum tempo. Deu-me um beijo na bochecha e outro na testa.

E então me deixou.

Ouvi seu riso de dentro do banheiro e saí para olhar, ele estava encantado com minhas lingeries e fantasias.

Sempre gostei muito desse tipo de coisa, entre outros fetiches, de todas aquelas coisas ali havia poucas que eu realmente tinha usado com alguém.

Sempre pensei que não tinha encontrado alguém ainda a altura da minha excitação, não até ontem, mas como eu ainda era jovem encontraria muitos outros.

— Carly... Ele me olhava malicioso. _ Vou querer uma dessas pra guardar de lembrança. Acho que essa daqui, ele pegou a calcinha que eu havia usado ontem e a cheirou. _ Essa mesma.

Sorriu como se o cheiro de minha calcinha fosse o melhor que ele já tivesse sentido.

E após isso aconteceu tudo muito rápido, em um momento de descuido, mexendo como louca em minha bagunça, não parei para olhar no objeto que tinha derrubado no chão, mas Bo sim.

E logo aquela manhã tão boa tinha se desfeito.

— Não é possível Carly Jones, você mentiu pra mim? Bo me questionou praticamente esfregando os documentos na minha cara. _ Você tem noção do problema em que você pode ter me colocado com suas mentiras.

Bo estava exaltado e começou a se vestir com pressa.

— Espera, me desculpa. Foi tudo que consegui dizer. Eu havia conseguido foder com o cara mais legal que havia conhecido nos últimos meses. _ Me deixa explicar.

— Explicar Carly. E se esse documento não tivesse passado e eu pudesse ter sido preso tentando entrar num Hotel com uma adolescente, preso como um pedófilo, estuprador e sei lá mais oquê! Você já parou para pensar nisso?

Bo se vestiu mais rápido do que quando tirou a roupa na noite seguinte, e isso era um desperdício.

_ Por favor, me escuta. Disse segurando sua mão e o fazendo sentar na cama ao meu lado._ Eu jamais quis te prejudicar de alguma forma. Eu sabia que o documento passaria, já viajei até para o exterior com ele. Bo tentava se acalmar.

— E o que isso muda você continua sendo uma adolescente. E pra começar, se veste.

Ele me encarava decepcionado.

Já vestida, Bo parecia mais calmo sentado na cama.

Liguei na recepção e pedi que trouxessem nosso café, pra ganhar mais tempo. Ele Suspirou pesadamente.

— Tá tudo bem, não vai acontecer nada, vamos sair daqui e vai ser como se nada tivesse acontecido. Cada um pro seu lado.

— Você está bem fora de si se acha que eu vou te deixar sozinha por aí depois disso, agora é uma questão de honra, você é minha responsabilidade, depois de tudo que aconteceu. Não posso fingir que não vi. E se acontecer algo com você daqui pra frente nunca iria me perdoar. Eu vou te levar para casa, não importa onde seja.

Bo cuspia as palavras ainda sem olhar pra mim.

— Você não pode fazer isso, nem sabe por que estou aqui, fugindo, de quem.

— Acho que é melhor do que pode encontrar pelo caminho.

Eu estava começando a ficar com raiva dele, mas achei melhor não ir por esse caminho. Como o cara careta que ele demonstrou ser desde ontem, era de se esperar que agisse dessa forma.

— Você não pode fazer isso comigo. Já disse em tom de choro, e as lágrimas logo vieram.

— Hey também não é assim. Ele logo se sensibilizou e se aproximou para me consolar.

— Realmente não sei dos seus problemas, o que esta acontecendo, mas para onde você esta indo é melhor?

— A verdade é que não estou indo pra lugar nenhum, eu só não posso voltar.

— Isso esta errado, você precisa colocar a cabeça no lugar e voltar pra sua casa. Não vê que corre perigos assim sozinha por aí.

— Você tem toda a razão Bo, mas não posso voltar, acredite em mim, não por enquanto.

Ele respirou fundo ao pronunciar suas próximas palavras.

— Então eu tenho uma ideia melhor pra você do que ficar se arriscando por aí, espero que pelo menos com isso você concorde. Na minha casa somos apenas eu e meu irmão, numa cidadezinha perto daqui, é uma cidade pacata e tranquila, lá com minha supervisão pelo menos você ficaria segura. Se você aceitar, posso abrir as portas da minha casa pra você por alguns dias, até você criar juízo e voltar pra casa.

Se fosse outra pessoa eu com toda certeza não aceitaria, simplesmente viraria as costas e iria embora, ignorando suas medidas de segurança para comigo, mas como era ele, e eu queria mais tempo com ele, mais prazer com ele, não hesitei em aceitar.

— Eu não iria tirar sua privacidade de alguma forma?

— Jamais, pode ficar tranquila quanto a isso. E além do mais Carly. Ele disse segurando meu rosto em suas mãos. _ Vai ser um prazer para mim passar um pouco mais de tempo com você. Deu-me outro beijo na testa e então se afastou.

— Nós vamos comprar seus produtos e depois vamos pra sua casa?

— Não, vamos direto para minha casa, depois peço a alguém pra fazer a compra pra mim.

O nosso café chegou e interrompeu a tensão entre mim e Bo. Apesar de termos chegado a um acordo, uma discussão na primeira noite juntos é algo chato de se lidar.

O café estava generoso a minha medida, não tenho muito apetite pela manhã. Havia frutas vermelhas que particularmente adoro, uvas, ovos mexidos com bacon e suco de laranja.

Bo se sentou a mesa e se serviu de café preto apenas.

— Não a nada que um bom café não resolva não é mesmo. Suspirou. _ E às vezes umas boas palmadas. Disse sorrindo pra mim em seu terno ainda preto.

— Você sempre viaja sem roupas? Perguntei incomodada com a estranheza daquilo.

Ele ponderou alguns minutos e então respondeu.

— É que ontem foi um dia atípico. Participei de um enterro pela manhã e dei uma passada rápida pelo meu posto e identifiquei uma falta importante em meu estoque, da qual eu não tinha me dado conta. E então ia viajar pra buscar, era pra ser um bati e volta, mas acabou que minha camionete deu problema na estrada e então acabei tendo que ir parar naquele posto. Ele explicava a situação muito calmamente com sua xícara na mão.

— O que me estressou no dia de ontem, mas hoje percebo, apesar de sua mentira, foi o melhor perrengue que já me aconteceu.

Eu não me controlei e ri de sua situação.

— É complicado, um dono de posto precisar de outro posto para se suprir.

Ele me puxou para seu colo e me beijou carinhosamente.

— Estou com problemas de Administração, acho que vou precisar de uma jovem aprendiz para me ajudar.

— Você não está mais com raiva por eu ter mentido? Indaguei. Minutos atrás não podia olhar pra mim e agora era como se nada tivesse acontecido.

— Você mentiu e essa responsabilidade é sua. Ontem à noite nessa cama eu estive com uma mulher não com uma adolescente, uma mulher que queria estar comigo, pediu pra estar comigo. Eu não posso mais vê-la de outra maneira, não tem como olhar pra você agora e enxergar uma menina. Não da pra desfazer o que aconteceu.

— Fico feliz que pense dessa maneira. Disse segurando seu rosto e lhe roubando um beijo. _ A responsabilidade é toda minha, e eu ainda quero você.

— Sabe Carly, não sou do tipo de homem que pode te fazer mal, e tudo que posso fazer agora é impedir que outros façam isso. Bo disse beijando a palma de minhas mãos.

Bo era mais certinho do que eu gostaria, sempre gostei de caras corajosos que roubavam a cena, mas principalmente tinha uma queda pelos bad boy.

Mas ele estava cedendo ao que eu queria então isso que importava apesar de seus princípios ele sabia que a responsabilidade era minha.

Comi minhas frutas no colo de Bo, intercalando com beijos molhados. Eu o provoquei com o morango em minha boca e depois dei para ele comer. Ele mastigava e me encarava profundamente. Logo já não estava mais em seu terno preto.

Eu o chupava na beirada da cama ajoelhada, submissa a sua frente, ele jogava a cabeça pra trás e suspirava.

Pegava-me pelos cabelos e me instigava a ir mais fundo, o empurrei na cama e subi pelo seu corpo, me virei, e sentei em sua boca, em um perfeito meia nove.

Bo pareceu se extasiar com meu movimento, devido aos seus suspiros e gemidos. Agarrou forte minhas nádegas e a beijou. Depois sua língua percorreu afoita por minha entrada úmida e clitóris.

Engoli seu membro mais uma vez então ele se derramou em minha boca.

Suspirei satisfeita com meu trabalho enquanto ele urrava de prazer.

Após seu deleite continuei meus movimentos, circulares e rápidos, com minha intimidade em seus lábios, até atingir ao meu ápice também. Bo não me deixou sair de cima dele enquanto não extraiu última gota de prazer mim.

Caí ao lado de seus pés na cama, logo ele começou a beijar os meus e acariciá-los.

Nunca me senti tão à vontade com um homem na vida, bem eu nunca tinha estado com um homem na vida. Apenas com Jason Blossom meu ex-namorado, mas não se comparava com isso nem de longe.

Talvez fosse porque daqui a uns dias eu iria embora e nunca mais o veria, então não ficaria com vergonha depois, travada como quando eu e Jason transavamos, eu sabia que iria o ver no dia seguinte, todos os dias.

Apesar de que eu nunca fui apaixonada por Jason, nem sentia muito excitação na verdade. Mas de certa forma nós éramos os reis do baile que a escola precisava. Quanta idiotice.

Bo beijava meus pés demoradamente e subia, eu arfava com seu toque, sentir seus lábios pelo meu corpo inteiro era inebriante.

Ele encontrou meus seios e os chupou delicadamente dessa vez. Depois chupou meus lábios e me penetrou.

Seu cabelo suado caindo sobre minha pele, seus movimentos rápidos e fortes dentro de mim, seu corpo quente em cima do meu. Sua respiração em meu ouvido. Era tudo que eu queria sentir.

O prazer parecia tão intenso pra ele quando era pra mim, logo ele gozou novamente praguejando. Não queria ter gozado ainda, não conseguiu segurar.

— Me diz como faço Carly, pra conseguir sair de dentro de você? Sorriu malicioso. _ Porque eu iria querer isso.

Bo se afundou em meus cabelos e então se levantou relutante. Tomamos mais um banho relaxante na banheira, onde ele me massageou demoradamente e então nos vestimos para ir embora.