O Apanhador de Almas

9 A Busca por Conhecimento


Notas iniciais
Olaaaa desculpe a demora. Voltei com um capítulo novinho em folha e muito interessante. Quero agradecer por quem acompanha e favorita. jinxlol você é demais! A única que mantêm meu ânimo em alta. Obrigada por todos os comentários. Não lembro se já comentei, mas esta mesma fic está sendo postada em outra site. No spirit. Quem quiser dá uma olhadinha lá. Será bem-vindo rs Boa leitura e um ótimo dia das mães!

Levy

A guilda toda se agitou ao ouvir a visão da Charle. Mestre Makarov permanecia sentado no balcão do bar com uma expressão pensativa.

— Juvia ama muito o Gray-sama, mas também não quer perder a rival do amor. – Falou chorando como se algo de ruim já tivesse acontecido.

Eu não conseguia falar nada. Estava estática. Algo de ruim vai acontecer a Lucy?

Levantei convicta a não ficar parada. Natsu, Gray e Erza foram atrás da Lu-chan, mas eu não posso ficar parada aqui sem nada fazer. Vou ajudar do meu jeitinho.

Andei em direção a saída da Guilda, pronta para ir em direção ao Conselho Mágico. Se os livros não me dão as informações necessárias, tenho certeza que o Conselho Mágico deve saber sobre este dragão.

Já havia saído da Guilda quando senti meu braço ser puxado para trás.

— Onde você vai? – Gajeel falou. Lily voava ao lado de sua cabeça.

Deveria envolver Gajeel nisso? Bem, não é como se ele já não estivesse envolvido, porém eu não sinto que deveria envolvê-lo nos meus planos.

— Vou ao Conselho Mágico tomar as informações certas. Acredito que eles saberão dizer exatamente no que Lucy está envolvida. – Puxei meu braço de seu aperto.

Voltei a andar em direção a estação de trem. Gajeel me seguiu, pagou sua passagem e entrou na mesma cabine que eu.

— Não olhe para mim assim. É óbvio que não vou deixá-la sozinha. – Ele virou o rosto e olhou pela janela. – Vai que te confundem com uma criança e te sequestram. – Ele riu.

— Escrita Sólida: Água. – Acabei com sua graça molhando seu corpo todo.

Lily ria enquanto se aconchegava ao meu lado. Gajeel bufou enquanto tentava escorrer a água de seus longos cabelos.

Me imaginei secando tranquilamente seus cabelos com uma toalha macia, depois passando meus dedos para desembaraçar de forma superficial.

“Pare agora com esses pensamentos sem fundamentos Levy. Você não é menina de sair acariciando garotos.”

Me repreendi tentando afastar pensamentos confusos que poderiam me atrapalhar. Se Gajeel veio junto para me ajudar, não começou bem.

[...]

Um tempo depois, desembarcamos do trem, nas proximidades da Sede do Conselho Mágico. Gajeel decidiu me acompanhar e pediu que Lily, se exceed, tentasse analisar a cidade buscando por vestígios dragônicos.

Eu e Gajeel seguimos nosso caminho em silêncio. Chegando lá, fomos recebidos por um dos funcionários nada simpáticos com corpo de sapo. Preciso dizer que Gajeel usou a força bruta para que conseguíssemos passar? Evidente que ele faria isso, mesmo se não fosse necessário.

Entramos na sala de reunião encontrando nove magos, cada um vestindo um monte azul marinho. Um único homem se manifestou ao nos ver. Expressão dura, postura rígida. Parecia ter passado da meia idade, se levar em consideração sua longa barba.

— A que devo a honra, pequena fadinha? – Gran Doma falou mantendo um olhar incisivo sobre mim.

— Me apresento a vós para obter informações referentes a um Dragão visto recentemente. – Fui direto ao ponto.

Não tenho tempo a perder. Sei para que vim até aqui e não sairei sem alcançar meu objetivo.

— Está tratando de um assunto muito delicado, pequena fada. Devo dizer que não é da sua conta. Volte já para...

— De forma algum sairei daqui sem tais informações. – O interrompi. – Isso é um assunto que coloca em questão a segurança de muitas pessoas e vocês ainda têm a astúcia de manter em segredo. – Meu corpo ficou tenso ao notar como havia falado com os membros do Conselho Mágico.

Podia sentir o olhar de Gajeel sobre mim. Pelo menos ele me respeitou deixando que eu assumisse esta responsabilidade.

Os homens ali presentes se agitaram murmurando coisas entre si. Não consegui identificar perfeitamente.

— Calem a boca e a deixem falar, seus estrumes. – Gajeel falou alto o suficiente para que eles escutassem.

— Como ousa? – Gran Doma, o velho, falou extremamente irritado. – Eu me nego a responder umas fadas insolentes que não sabem respeitar as autoridades. – Ele sinalizou para que uns guardas nos tirasse daquela sala.

— Vocês estão agindo assim porque é verdade. Há, de fato, um dragão à solta e vocês não fizeram a respeito. – A raiva irradiava por minhas palavras. – VOCÊS SÃO UNS INCOMPETENTES! INÚTEIS! – Gritei sendo carregada por dois guardas.

Gajeel trocada socos com cinco guardas que tentavam contê-lo, mas ao ver que eu estava presa e sendo carregada para fora dali, veio na direção deles.

— Tirem suas mãos sujas dela. – Seus olhos estavam negros.

Nunca vi Gajeel se comportar dessa forma, com exceção das batalhas. Eu podia jurar que o fato de eu estar rendida fez com que irritassem o Dragon Slayer do Metal.

Num piscar de olhos eu estava sendo carregada por ele. Ele não reagiu mais aos guardas e se pôs a sair daquela sala.

— Me solte Gajeel. Eu preciso voltar lá. – Tentei me soltar de seus braços, mas estava tão presa a ele, jogada de qualquer jeito nas suas costas.

Ele não dirigiu uma palavra sequer a mim, deixando que eu falasse sozinha até que entrou num corredor bem deserto. Não havia nenhum funcionário circulando por ali.

Ao final do longo corredor com aparência medieval, um grupo de homens estava vindo em nossa direção.

Gajeel encontrou uma pequena entrada com pouca iluminação, me apoiou cuidadosamente no chão antes de me empurrar contra a parede e cobrir minha boca.

Era óbvio que eu me queixaria por ele ter me tirado a força da sala do Conselho, porém, ao me deparar com a situação que me encontrava, senti minha boca travando cada palavra que formulei, cada incursão respiratória, fazendo com que eu inalasse o forte perfume que exalava de um Dragon Slayer. A essência se assemelhava a hortelã e mel.

Resisti a tentação de aproximar meu nariz da curva de seu pescoço na intenção de tragar melhor aquele perfume delicioso. Estarei mentindo se eu repetir esta mesma frase, levando em conta que aconteceu exatamente o que não pretendia.

Parei quando notei o que tinha feito. Minhas bochechas esquentaram tanto quanto estar presa em fortes braços. Sua postura rígida e seus músculos tensos mostravam um pequeno momento de fragilidade.

O corredor estava deserto novamente, com exceção de um Dragon Slayer que saiu andando na frente sem nada falar. Corri atrás dele sem nada falar também. A vergonha acarretada pelo meu ato insano fazia com que eu não soubesse como reagir.

Ele parou de frente a uma grande porta dupla. Presa nela estava uma placa indicando que ali era a Biblioteca Oficial. Senti toda a tensão se esvair ao entrar e me deparar com, provavelmente, milhares de livros. A tentação de me trancar ali, tomando conhecimento de todo conteúdo magnífico, foi gigantesca. Contudo, lembrei que cheguei até aqui com um objetivo.

— Faça sua parte enquanto eu vigio a porta. – Gajeel falou sem olhar em meus olhos.

Me senti magoada. Apesar de ter agido inconscientemente, não acho que foi algo tão incômodo assim.

Me aproximei dos livros, recitei um feitiço de reconhecimento fazendo com que os livros que continham informações sobre dragões brilhassem. Peguei dois livros, confiando no meu instinto de que aqueles seriam os ideais.

Coloquei meus óculos de leitura rápida registrando as informações lidas. O primeiro livro comentava sobre a história dos dragões há 400 anos atrás e sua relação com a humanidade. Tratou somente da parte história informando sobre cada dragão que foi encontrado. Havia informações sobre os dragões que cuidaram do Natsu, Wendy e Gajeel.

Passei as páginas mesmo estando tentada a ler o que ali continha. Fui relevando as informações enquanto passava as páginas aqui que bati os olhos num dragão estranho. O homem dragão, Acnologia.

“Um grande dragão negro, corpo coberto por escamas negras pinceladas com um tom azul. Toda a parte inferior de seu corpo possui uma coloração acinzentada. Seus olhos são brancos expressando toda a crueldade. Seus dentes são extremamente afiados.

Conhecido como a personificação do mal. Acredita-se que não é um dragão original. A crueldade, personalidade violenta e desejo por sangue acarretou em sua transformação em dragão.”

Meus olhos ficaram focados neste nome. Confiando nos meus instintos, algo me dizia que poderia ser ele o dragão comentado na carta entregue à Lucy.

O resto da página estava em branco apresentando somente uma imagem dele. Me assustei diante do desenho.

Continuei folheando aquela página vendo que não havia mais nenhuma informação ali.

— Baixinha, ande logo com isso. Tem pessoas se aproximando daqui. – Gajeel falou com certa urgência.

Deixei o livro de lado. Não havia mais tempo para ler nenhum outro livro. Olhei para a mesa e peguei o segundo livro que eu havia selecionado: A história dos Dragon Slayers. Me retirei às pressas daquela biblioteca.

Autora

Rapidamente, Levy se retirou dos aposentos do Conselho Mágico acompanhada por Gajeel. Porém, a mesma deixou para trás uma estrofe muito importante. Ela não podia imaginar que não prestou atenção num parágrafo extremamente essencial.

“Acredita-se que Acnologia pode abrir Portais fazendo uso da magia absorvida de Magos Celestiais. Esses magos devem manter distância, pois, somente estando próximo ou, pior ainda, se eles passarem através desses portais, terão sua energia e magia sugada.

Isso ocorre por um encantamento que Acnologia deixa por onde passa, fazendo uma ligação direta a fonte de poder que os portais se tornam. Tal poder retorna para Acnologia, fortalecendo seu estado e sua própria magia.

É desconhecida a real intenção desses atos realizados por Acnologia, mas há quem julgue como um ritual que antecede a utilização do Apanhador de Almas.”

Notas finais
Boa semana para todos e até mais : )