O Amor Único {em reforma}
44 Princesa Sophia - part II
Notas iniciais
Na espreguiçadeira rustica e almofadada em vermelho dentro da biblioteca de decoração clássica no segundo andar da casa, Hyuuga Hinata estava sentada, com os olhos perolados cheios de angustia, centrados na vista além da sua vasta varanda, ela não tinha sequer a ousadia de piscar, suas mãos estavam juntas pousada na boca, enquanto a doce amiga Haruno encontrava-se ao seu lado com um pinça retirando os cacos de vidros que acabaram perfurando drasticamente a sua carne, a cada pedaço de vidro puxado mesmo que fosse com delicadeza, Sakura dava uma encarada em Hinata, deveria estar doendo é claro que estava doendo, mas ela não demostrava nenhuma reação, sua mente transparecia o ignorar de qualquer coisa, e até mesmo o som do estralar da madeira em brasa na lareira se tornou assustador, no meio daquele silencio de palavras. Ainda bem que além de grande amiga Sakura era uma boa médica e muito prevenida, já fazia muito tempo que Hinata não era a mesma pessoa, depois de tudo que passou, depois do incidente que quase a matou junto com Naruto ela passou a ver o mundo de outra maneira como se os momentos de sua vida fossem jogados numa mesa, ela decidiu ser mais realista, e não acreditava mais no impossível, ou seja, raramente sonhava. E decidiu ser assim, para não ser uma mãe ruim, como Hiashi havia sido como o pai, para não ser uma arrogante como Naruto, uma mentirosa como Hushi, ou uma fraca como sempre considerou que fosse. Mal sabia que Hinata que mesmo nesse mundo cheio de pedregulhos que acertam nossas vidas machucando-nos mais do que o improvável, sonhos ainda podem se tornar realidade, e mesmo que muita coisa traumatizante tenha lhe corrido, a prova de estar viva, era ser a mãe que era, amorosa mãe, esposa incrível a grande empresaria e maravilhosa artista, são as provas de que sempre foi mais forte do que todo mundo. Ela ainda era doce, e irritantemente gentil, ainda era a Hyuuga que Kaoro sempre imaginou que fosse, porém cicatrizes irreparáveis a deixam assim, constantemente perdida.
– Você não pode se estressar desse jeito Hina – começou Sakura com sigilo – não quero isso te perturbando, trate de ligar para Dr. Neudes essa semana por favor – ela falava o psiquiatra, nem de longe Hinata era louca mas com tudo que passou era bom ter com quem conversar, alguém com quem pudesse falar sem deixar preocupada, era melhor do que falar com as paredes.
– Viu como ela me olhou? – murmurou a pergunta com voz fraquejada, enquanto ainda fitava o céu além da sua varanda, com uma considerável quantidade de agua de olhos perolados – minha filha tem medo de mim.
– Ela só se assustou Hina – Sakura respondeu tranquila – Hanabi esta conversando com ela e Naruto também, as vezes crianças se assustam, mas é só susto.
– Qual a diferença Sakura? – disse meio ríspida e confusa, a rosada suspirou.
– Acredite Hina, o medo é bem mais forte – respondeu então – você mais do que ninguém sabe disso.
– Eu não queria que ela visse a maldita caixa – se repreendeu – Sophia é, ela é uma princesa, ela não precisa saber de coisas ruins como essa.
– Não pode protege-la para sempre querida – agora Sakura fazia um curativo quase terminando – lembro de um dia que acabou a energia de madrugada e Noah, bom não conte a Sophia ele tem medo do escuro, eu levantei para ir vê-lo no quarto no trombamos ele rolou alguns degraus da escadas, e Sasuke teve que dormir com ele por pelo menos uma semana, eu o assustei bem.
–...
– Mas sabe, passa – continuou a Haruno – é só você conversar com Sophia.
– Não a explicação para isso Sakura...
– Há a verdade – finalizou a faixa em um nó, Sakura se levantou e sentou-se do outro lado de sua amiga abraçando de forma sincera que a fizesse a encara-la – Hinata seus pais esconderam coisas de você a vida inteira na tentativa de te proteger, eles criaram regras para o seu destino, você cresceu querendo ser melhor que todos eles, e você mesma escondeu coisas de nós para salvar nossas vidas de Riroki. Você já deveria ter aprendido isso não funciona minha amiga. Você não tem proteger Sophia, tem ensina-la a ser forte, a vida reserva coisas ruins a todos nós.
...
As portas duplas do escritório se abriram, e era massacrante para Naruto ver sua esposa naquele estado, mais uma vez, machucada por causa de Riroki Morimoto, pensou em todas promessas que fez, de que nunca mais deixaria ele machuca-la, parecia que até de longe ele conseguia fazer isso, seus olhos azuis como as mais belas safiras brilhavam envelopados com fúria, juraram para si mesmo que jamais deixariam que aquele fantasma retornasse para assombrar suas vidas, e ainda sim agora Sophia estava envolvida, em que momento puderam relaxar tanto? Talvez nunca, o grande erro foi pensar que havia terminado. Junto com Sasuke entrou, pois além de melhores amigos eles eram braço direito um do outro, Hiashi que estava muito preocupado, como pai e como patriarca da família Hyuuga, um homem o qual Hinata jamais tinha visto, de cabelos brancos jogados para trás, um físico forte e um rosto gentil, a corrente metálica com símbolo da Guarda Japonesa já mostrava que deveria ser algum detetive.
– Meu pai, Ino e Gaara estão lá embaixo com a Rose, enrolando as coisas – disse o loiro para a sua esposa, respirou fundo e passou as mãos em seus braços, não como quem a culpava, mas como quem se sentia culpado, como homem da casa sentia o dever de protege-la o tempo todo.
– Naruto – começou chorosa – e Sophia?
– Ela esta com Hanabi meu amor, ela esta bem foi só um susto – tentou acalma-la – eu te entendo, e ela vai entender também.
– Me desculpe – tremeu agarrando no paletó do marido, que sentiu com fervura o quanto aquilo estava a deixando agoniada.
– Sra. Namikaze – chamou para a Hyuuga, o homem desconhecido então – muito prazer sou Detetive Ken Kimura, a Detetiva Kana que cuidou do seu caso a dezoito anos atrás foi transferida e agora eu sou o atual responsável pelo caso.
– Muito prazer Detetive – ela curvou-se e tentou sorrir, mas era absurdamente claro o quanto sua alma gritava em desespero, nesse instante a porta do escritório bateu ferozmente e um outro Hyuuga, muito irritado por sinal havia chegado. Neji por mais atrasado que estivesse ele não era nem um pouco mal informado, assim que recebeu a ligação de Hanabi que lhe contou todo o ocorrido ele acelerou mais até chegar no condomínio o qual Hinata e Naruto morava, enquanto Tenten foi ficar com a aniversariante Neji subiu para o segundo andar como um furacão.
– Aquele mostro psicopata reapareceu?! – todo aquele alvoroço já respondia sua pergunta do Hyuuga passou os dedos pelos fios longos e castanhos indignado.
– Neji – sibilou Hinata, parecia um grande alivio vê-lo e nada era mais tranquilizante que receber um bom abraço daquele que considerava seu irmão mais velho em um momento tão difícil, e assim ela andou em sua direção sendo acolhida por seus braços aconchegantes agradecendo por terem se tornado tão próximos com o tempo. Hiashi estava comandando a empresa e Konoha ainda, Neji e Hinata dividindo a presidência da sede em Tóquio, com certeza isso criou um laço muito grande entre os dois, se davam bem, tinha ideias sempre muito parecidas.
– Bom – começou Naruto, jogando a caixa que continha a mensagem de Riroki, ainda a encarando com certa fúria – eu quero realmente entender, como isso veio parar na minha casa Detetive! Riroki Morimoto já fez estragos demais na vida da minha esposa e na minha, eu não quero que ele chegue perto da minha filha, eu não quero ele perto mais dessa família, e quando digo família inclui meus amigos.
– Os Hyuugas Detetive, pagaram bem – explicou Hiashi – pagaram muito bem para que esse homem fosse condenado da forma que merecesse, eu espero que nossos esforços não tenham sido em vão.
– Riroki Morimoto não é um criminoso qualquer – disse Sasuke analisando a evidencia o bilhete que com certeza tinha a sua letra – a justiça japonesa não pode dar brechas a ele, todos sabem o seu passado os estragos as vitimas o que a sua família causou ao Japão a Europa, francamente sejam mais eficientes.
– Senhores, eu vim até aqui sozinho, por que os senhores me disseram que não queriam estragar o aniversario da criança – respondeu o Detetive com um nó garganta eram muitos homens ali, muito cheios de influencia, causava um certo arrepio – Riroki Morimoto esta preso, no presidio de segurança máxima de Sandai o mais forte do país na costa leste do Japão, bem longe daqui, ele será sentenciado daqui duas semanas.
– Como assim sentenciado? – perguntou Hinata.
– Ele esta no corredor da morte – o detetive respondeu – a cadeira elétrica o aguarda daqui duas semanas, em nome de todos os seus feitos criminosos.
Um medonho silencio percorreu a sala por alguns longos minutos, Hinata, Naruto, Neji, Hiashi, Sakura, Sasuke. Não sabiam se estavam mais perturbados ou aliviados, todos puderam ver com clareza tudo que ele fizera o mundo não precisava de homens como ele, mesmo assim a pena de morte era algo que causava arrepios em qualquer um.
– Por que não fomos avisados? – disse Neji quebrando aquele pairar de moscas causado pelo silencio – quer dizer nós deveríamos ter sido avisados não deveríamos? De que ele seria sentenciado.
– Eu estava esperando o Sr. Itachi chegar na verdade – respondeu o Detetive.
– Meu irmão apenas vem para o Japão no fim da semana que vem – respondeu Sasuke – para trazer a minha mãe.
– Na verdade ele vem para a sentença, afinal foi o Sr. Itachi que prendeu Riroki Morimoto – explicou o Detetive Ken então – há uma razão para não te contado que ele seria sentenciado, como vocês sabem os presidiários tem direito a um ultimo desejo antes de morrer, Riroki não desejou escrever as ultimas palavras, não quis uma ultima refeição ele não quis nada, ele fez apenas um desejo...
– O que? – murmurou Neji em curiosidade, os olhos de Hinata brilharam que de forma encontraram os do marido, parecia que ambos já imaginaram o que viria.
– Ele quer uma visita – disse com receio – quer ver a Sra Namikaze pela ultima vez.
– Mas isso de jeito nenhum! — exaltou-se Naruto com o peito estufado e os olhos cintilantes de ódio – aquele homem nunca mais, NUNCA MAIS!!!!! Vai chegar perto de Hinata! Aliás Detetive tudo isso não explica como isso chegou na minha casa.
– Sr. Namikaze, Riroki Morimoto é o criminoso de elite, um mestre o caos, e como grande mestre os caos ele não poderia ir embora desse mundo sem causar, ele esta se despedindo... – até que fazia um notório sentindo a mente psicopata é completamente bagunçada e abusiva Riroki não iria para cadeira elétrica sem antes se despedir de Hinata da sua maneira preferida, causando dor ao seu trauma, essa era sua maneira de ama-la e ela era o único ser nesse mundo que ele amava – criminosos como ele conseguem colocar pessoas no ápice do desespero, Riroki tem seguidores, ah se tem ele recebeu muitas visitas na cadeia, fãs, funcionários, seguidores, loucos que atuam por ele aqui fora, não podemos impedir as visitas, ele deve ter mandando que alguém trouxesse tal correspondência a sua residência, meus estagiários estão nesse momento pegando a lista de visitas dos últimos dois meses e as câmeras de filmagens também, pode ter certeza alguém será punido.
– Detetive Ken – começou Naruto andando para um lado e para o outro e fuzilando o homem de segundo e segundo tendo o papel de pai de marido de patriarca dos Namikazes – eu admiro a eficiência da Guarda Japonesa eu não teria essa vida se não fosse essa equipe, mas vou deixar uma coisa bem claro sobre Riroki Morimoto, eu não quero ele por perto, eu não mais receber esses presentes mesmo que sejam só para assustar, eu acho bom vocês investigarem bem investigado, eu quero todos longe, fãs, seguidores, qualquer aliado dele, longe, longe da minha família...
– Sr. Naruto...
– É A VIDA DA MINHA FILHA! – bateu na mesa em revolta – é a vida da minha filha que eles ameaçaram, e minha esposa já sofreu mais que o suficiente com tudo isso, já chega! Se tem uma coisa que eu aprendi com ele é que um dia, dois dias, duas semanas, muita coisa pode acontecer.
– Sakura – Hinata sussurrou para a rosada enquanto os homens ainda conversavam, havia muita gente pronunciando o nome dele ao mesmo tempo e aquilo estava a incomodando realmente, com um certo embrulho do estomago por ter rever o passado de dezoito anos atrás que jurou enterrar bem lá no fundo da memoria – chame Sophia a esperarei no quarto dela, quero vê-la.
– Claro – respondeu a rosada, que apenas deu um sorriso para o marido do outro lado do circulo de homens que tentava chegar no acordo sobre Riroki ela saiu do escritório sem ser percebida na verdade era um assunto que incomodava a todos tanto que Hinata chegava imaginar se fosse esfaqueada ali mesmo naquele instante continuaria sem ser despercebida, seria cômico se não fosse trágico.
– Eu ainda não acredito que meu irmão não falou nada sobre isso, sobre o caso sobre tudo, quer dizer, eu deveria ser o primeiro a saber por ele, quantas vezes conversamos sobre isso – Sasuke murmurava a sua revolta com Itachi, foi a partir de então que Hinata voltará a prestar atenção.
– Pelo menos algo esta sendo feito a respeito – complementou Hiashi – ele desafiou os Hyuugas, nos envergonhou, tentou matar a minha filha preciosa e isso é algo que jamais irei deixar barato.
– Eu quero seguranças envolta da casa, e quero que a segurança do condomínio também seja reforçada, nas próximas duas semanas qualquer correspondência deve passar por mim primeiro – ordenou Naruto.
– Vou dar essas ordens na empresa também, Hinata recebe muitos pacotes – confimou Neji mandando mensagens para sua assistente – tio Hiashi é o melhor a fazer na sede em Konoha também.
– Vamos proibir ao máximo as visitas a Riroki Morimoto e Itachi deve vim ao Japão o mais rápido possível – concluiu o Detetive.
– Se não se importam Senhores, essa conversa realmente me deixou cansada – Hinata ganhando a divina atenção dos homens de sua vida – eu não quero nem ouvir o nome desde homem, com licença eu vou conversar com a minha filha...
Hinata saiu do escritório já exausta, alias já fazia mais de dezoito anos que Riroki Morimoto a deixava exausta, era um eterno pesadelo, um eterno fantasma, ela apenas desejava que tudo ficasse bem. Nunca foi uma mulher vingativa, mas queria muito que ele deixasse de existir.
Por muito tempo Hinata Hyuuga duvidou que pudesse ter filhos de novo, Riroki causou danos terríveis a sua primeira gravidez, ao seu útero, o que levou a perda da vida daquele ser que não sabia nem o que estava acontecendo no mundo não via, foram coisas que marcaram sua vida para sempre, que a traumatizou com sempre dolorosas cicatrizes no coração, para que nunca se esquecesse do passado. Então, com os tratamentos certos, e muito amor, Sophia veio ao mundo, quando olhou aqueles olhos gigantes e azuis pela primeira vez, quando finalmente pode pega-la em seus braços e abraça-la como toda mãe deve fazer, foi o mais próximo de paz que conseguiu chegar, era como segurar a própria vida nos braços, o próprio coração, e de alguma maneira tão linda Sophia se tornou seu mundo, ela lhe trouxe o renascer, a esperança, a alegria o contemplar de poder aproveitar a vida de novo, Hinata pensou até mesmo em ter sonhos ao invés de pesadelos, é um amor, que muda as pessoas que move lugares transforma paisagem, é o melhor amor do mundo, cada segundo com Sophia só fazia ainda mais esse amor crescer. Caminhou pelos corredores da mansão um tanto pensativa, bem ali Sophia cresceu, era um lugar grande, bonito, arejado, florido, muito florido, de um jeito que a pequena Namikaze chamava de magico, Hinata não deixaria que Riroki fizesse qualquer mal a Sophia, ela não podia deixar, não conseguiria viver sem Sophia.
[...]
O quarto oval em lilás era o mais enfeitado quarto da casa, prateleiras brancas embutidas na parede guardavam ursinhos de pelúcia de todos os tipos e historias de contos de fadas, o tapete felpudo redondo no centro do piso de carvalho, a roupa de cama cheia de babados floridos, a casa de bonecas encima da mesa, o baú brinquedos no canto do quarto, Sophia estava crescendo, e estava crescendo rápido, havia muitos dos brinquedos ela nem ligava mais, logo o carro ficaria infantil demais para ela e Hinata teria que renovar tudo, era a parte mais divertida, mãe e filha, ao invés de contratarem pintores e decoradores para fazer o serviço, gostavam de fazer isso elas mesmas, juntas, era divertido bagunçar e passar o tempo juntas em meio a decoração. A Hyuuga sorriu andando pelo quarto da filha, estava esperando Sakura trazer a pequena, observando tudo se lembrando de tudo, desde o começo, nunca brigou com Sophia, Sophia era doce, completamente doce e razoável, inteligente de uma forma extraordinário, ela via o noticiário, as noticias ruins de assaltos, mortes, acidentes, assassinatos, pequena criança que sabia compreender, sabia debater, falava de atrocidades e de como a mente humana era confusa, sofrida, vingativa, e como as pessoas deveriam perdoar. É as aulas de historia lhe faziam bem, nunca brigou com sua filha, mas Sophia era uma criança cheia de pureza e o mais próximo de terror que viu em seus oitos anos de vida, fora da própria mãe.
O estralo da maçaneta rustica banhada a ouro cravada na porta branca de madeira, fez seus pensamentos se dissiparem, Sophia entrou estreitamente no quarto de cabeça baixa, grudada na parede, seus olhos tremiam, e Hinata suspirou pesadamente, ela estava com medo, ela ainda estava com medo, Sakura sorriu pela fresta da porta, como quem dizia que ela estava entregue e saiu sem murmurar um único ruído. Mãe então tentou se aproximar da filha, passo por passo o vestido se arrastou pelo carvalho e tudo que ecoou pelo local foi o som do salto trincando contra o chão, Sophia se encolheu na parede, Hinata parou, seu coração se entristeceu ela não queria que Sophia tivesse medo.
– Sente-se filha – ela disse gentilmente e como um disparo a pequena correu para a penteadeira comprida e sentou-se na cadeira de frente para o espelho, Hinata se posicionou logo atrás dela como face generosa e com os olhos arrependidos, ela nem sabia o que dizer, ou por onde começar, as pupilas peroladas desceram tranquilamente analisando como ela estava linda, com aquele vestido que combinava tanto com o dela, ah como amava sua filha. Hinata mexeu nos cabelos azulados que eram tão iguais aos dela, aqueles cachos lindos e perfeitos nas pontas, e viu a filha apertar com força os braços da cadeira. Deu três passos para trás suspirante e desapontada, apanhou a pequena banqueta que almoçada de apoio para os pés e pôs na lateral direita da cadeira rustica a qual sentava-se a menina, ela se sentou no mesmo e apoiou as costas na penteadeira e ficou ali a encarando, olhos nos olhos mãe e filha.
– Mamãe desculpa, desculpa mamãe, desculpa, eu juro que não queria te deixar brava, eu não faço mais – implorou Sophia com um tom choroso e um olhar amedrontado que espantava.
– Sou eu que peço desculpas Sophia, peço desculpas, eu nunca mais vou agir dessa maneira – a mãe disse suavemente posando com leveza a mão no rosto da filha – eu jamais machucaria você, jamais, eu te amo Sophia eu te amo muito.
– Você não esta com raiva? – perguntou receosa para a mãe que ainda a encara com jeito meigo e um brilho no olhar.
– Há muito anos atrás Sophia, um homem muito mal, muito mal mesmo fez coisas muito ruins pra mamãe sabe, e até hoje é difícil para mim falar disso – Hinata tentou explicar vendo os olhos de Sophia brilharem de curiosidade – tem coisas nesse mundo filha, pessoas ruins, coisas que eu queria que jamais soubessem que existisse, as coisas que esse homem fez em atormentam até hoje, me perdoe querida, me perdoe, desculpe por ter perdido o controle.
– Eu não sou mais criança, eu entendo que o mundo é cheio de ódio – Hinata deu um curto sorriso, vendo a maneira tão miúda a qual ela falava – eu vou a escola mamãe, eu assisto TV, não precisava esconder isso de mim.
– É diferente querida, esse homem é muito mal mesmo – Hinata não queria entrar em detalhes ela ainda era uma criança quando crescesse ela podia sentar e contar tudo com detalhes mas aquele, exatamente aqueles oito anos de idade que estava fazendo, aquele não era o momento – ele é o pior nível de mal Sophia, quando você crescer eu prometo que vou te contar essa historia com detalhes.
– Eu...Eu pensei que você estivesse com raiva de mim mamãe...
– Ah Sophia eu nunca vou ter raiva de você filha nunca, eu te amo – Hinata abraçou a filha com força – você é meu mundo, você é a minha vida.
Hinata era uma mãe reguladora, exigente, com as notas, com a educação, com o comportamento, mas nem de longe era uma mãe severa tão pouco ruim, sempre tratou Sophia com muito carinho e muito amor, sempre foi uma grande mãe, orgulhosa, babona, e sempre teve uma relação maravilhosa com a filha, elas nunca brigara, não existia no mundo mãe mais compreensiva e gentil.
– Você quer me contar mais? – perguntou a menina ainda um tanto confusa.
– Você só precisa saber homem é um homem sem coração Sophia, durante anos pensei que não teria uma vida normal – ela fez uma pausa e prosseguiu – você é tão doce, tão gentil, tão incrível Sophia, pode vencer tudo que vier pela frente sendo você mesma, eu não queria que visse dentro daquela caixa, há coisas horriveis que seres incríveis como você não devem ver.
– Mamãe...
– Eu só queria te proteger – sorriu – mamãe e papai sempre vai estar para te proteger querida.
[...]
Namikaze Naruto, hoje, ainda era o mesmo Naruto de sempre, pessoas nem nas mais transtornadas dificuldades sabem mudar seu jeito de ser, pela eternidade ouviria Hinata dizendo que ele era teimoso, arrogante, egocêntrico e etc, e o mais formidável era sempre bom ouvir tudo isso e depois sentir um belo abraço da esposa e que insistia, que ele era uma boa pessoa. Mas o loiro amadureceu com o tempo, ficou mais serio, mais esperto o que fora bom para os negócios as Industrias Namikaze, ficara mais amoroso é claro a cada ano que passava ao lado dela, parecia que se apaixonava cada vez mais, ah Hinata era uma grande mulher, e ele tinha uma grande sorte, com a vinda de Sophia ao mundo Naruto ficara mais preocupado, mais brincalhão e com certeza um grande pai coruja, apaixonado por sua princesa, ou seja, nem sempre o tempo muda as pessoas, mas com certeza que há coisa que mudam a vida das pessoas.
Pensava com agilidade, deixou Hiashi e Neji com o Detetive, os Hyuuga era incrivelmente convincentes e cheios de influencia, dariam um jeito para Kimura ficasse calado e mais atencioso com o caso de Riroki, agora ele estava de pé da varanda da sua sala de estar, admirando a vista noturna que o Condomínio o Coin lhe oferecia, era uma pena que naquele dia Hinata tenha deixado o jardim apagado, era um grande jardim e muito bonito, ele iluminado teria uma combinação perfeita com a paisagem. Assim Naruto segurou no parapeito de concreto e respirou fundo, seus ouvidos podiam prestar atenção no barulho que vinha do pátio central, do outro lado da sala de visitas, onde a festa de Sophia acontecia, havia muitos convidados, mesmo assim ele ainda não estava nem um pouco afim de encontrar com os convidados, ele tinha acabado de chegar de viagem, Gaara, Ino, Sakura, Hanabi fariam de tudo para todos ficassem distraídos os suficiente para que esquecessem dos ocorridos, o loiro não gostava de perguntas, apesar de todos os convidados ali presentes fossem amigos, amigos de sua filha, amigos dos negócios da empresa, amigos próximos, amigos distantes, e apesar de gostar muito de todos ali, não gostava de ficar dando satisfações de sua vida, principalmente se o assunto era Riroki Morimoto algo que ele e Hinata decidiram enterrar para sempre.
Foi surpreendido por um abraço inusitado por atrás, tão pensativo que nem ouviu o barulho dos saltos pontiagudos se aproximarem, mãos delicadas deslizaram pelo seu peitoral forte e rígido, e um corpo colou as suas costas, um calor percorreu a sua alma, era um abraço cheio de amor, era o melhor abraço do mundo, o Namikaze se virou então e era jeitoso e ao mesmo tempo apaixonante olhar para ela toda hora, Hinata agora estava com um olhar mais tranquilo, mais singelo, estava mais calma, isso era bom, tranquilizava seu coração.
– Sophia? – ele murmurou com um sorriso.
– O que esta fazendo aqui fora? – perguntou por cima, os olhos dela estava mais tranquilos, Naruto considerou aquilo algo bom.
– Vim da um tempo, não quero entrar lá e ser enchido de perguntas, nós decidimos Hina decidimos nunca mais tocar no nome de Riroki Morimoto – desabafou o Namikaze incomodado – deixei Sophia correr, brincar, sorrir, ela abraça nós todos vêm que esta tudo bem sabe...
– Eu sempre tenho que chamar a atenção com os meus escândalos não é – começou como um tom de brincadeira, por que nada verdade Hinata não era culpada, ela recebeu o pacote na cozinha que tinha janelas de vidro, que estavam com as cortinas abertas por jeitoso para os convidados ver como a cozinha era prestativa e organizada.
– Desde do tempo da escola – ele rebateu com um gargalho – e isso é incrível por que você é a pessoa que sempre menos quer chamar a atenção – ela sorriu e ver aquele sorriso era tão um alivio notório, de tempos em tempos que a felicidade de Hinata era prioridade – e Sophia querida?
– Ela esta bem, eu expliquei para ela, expliquei a verdade, ou pelo menos tentei, agora ela já foi se encontrar com os amiguinhos foi brincar – ela respondeu com sinceridade e como quem estava mais leve – nunca mais deixei eu gritar com ela nunca mais, por favor, nunca mais deixe eu olhar daquela forma para ela.
– Você é uma boa mãe Hinata, nunca duvide de que você é a melhor mãe do mundo para Sophia – seus olhos azuis penetraram nos perolados como sempre desde daqueles vinte anos juntos que eles tinham, se hipnotizavam, acariciou seu rosto com delicadeza – e é a melhor esposa do mundo para mim.
– O que ficou resolvido lá dentro? – ela mudou de assunto – sei que tem muita coisa que você gostaria de ter dito a aquele detetive e não disse por que eu estava presente, é incrível como você gosta de me proteger.
– Ah, quando você saiu eu disse, eu disse muito, a Guarda Japonesa tem entender que essa família não precisa mais sofrer nenhum caos por causa de Riroki Morimoto – ele respondeu de forma saliente – Sophia não precisa saber a existência dele, seu pai e Neji estão com ele agora, sabe fazendo o que os Hyuugas fazem melhor.
– Protegendo a tradição de família tradição e perfeita – ela comentou concreta e com certeza.
– Tenho certeza que o Detetive Ken vai reforçar a revista na entrada e saída do presidio, e a partir de agora Riroki não recebe mais qualquer visita, Itachi esta vindo para o Japão, e nenhuma encomenda passa para as suas mãos sem antes passar por mim Neji ou seu pai, Hiashi esta furioso queria levar Sophia para ficar com ele em Konoha por uns dias, mas eu assegurei que ela ficaria bem aqui, alias se ela fosse você que não ficaria bem não é?
– Parece que o pesadelo voltou... – comentou, bastou para Naruto apertar seus braços com forçar e metralhar seus olhos com seriedade.
– Não vou deixar que esse homem faça mais nada a nossa família! Nunca mais – afirmou – nunca mais Hinata! São apenas duas semanas, duas semanas para ele ser sentenciado, duas semanas e tudo isso acaba.
– Obrigada – ela o abraçou, e Naruto correspondeu carinhosamente relaxando seus músculos – por sempre me proteger e por me acalmar, você é o melhor meu amor — Hinata não merecia nada daquilo, de todas as pessoas do mundo, mais até que ele mesmo, Hinata merecia mais que tudo ser feliz, e ele faria de tudo para que ela tivesse os melhores anos da sua vida.
– Eu que digo obrigado – ele rebateu – por sempre ser a esposa maravilhosa que você é, por ter você na minha vida, por ter me dado uma princesa tão incrível como Sophia, por ter me mudado e por ter me feito o homem mais feliz do mundo, sabe meu amor, eu entraria naquela casa mesmo sabendo que ela fosse explodir, entraria de boa vontade, quantas vezes fosse necessário, não apenas para te livrar das mãos daquele mostro, mas por que esse futuro, esse futuro incrível é algo que eu não abro mão, não seja egoísta, aceite meu desejo, eu te amo tanto Hina.
Ela sorriu, e de todos os sorrisos de Hinata que Naruto já viu, aquele era o mais bonito que ele já havia visto em todos aqueles anos. Ela segurou em sua mão com delicadeza, e de uma forma dançante o puxou para o lado o guiando, o loiro a encarou novamente agora sua amada esposa mordia o lábio inferior e tinha um jeito carinhoso, no olhar que o fuzilava a sedução involuntária, por sim nem imaginava o quão sexy era. Guiou o marido até a escada na lateral da varanda, ambos desceram entrando no jardim vasto e escuro.
– Querida, ahn? Onde estamos indo? – perguntou como sempre como um jeito serio, Hinata caminhava pelos pedregulhos, com uma mão agarrada no pulso de Naruto e a outra deslizando pela parede de trepadeiras, seu campo de visão era péssimo, conseguia ver a sombra dos grandes arbustos e apenas rezava para acabar não tropeçando nas flores, sim era um jardim absurdamente florido, e ela amava cada uma das suas lindas flores, não queria de forma alguma estragar por causa de uma brincadeira que estava fazendo.
– O que foi meu amor, o tempo te deixou rabugento? – murmurou a pergunta como uma brincadeira — onde esta aquele Namikaze metido, que não tinha a menor noção do perigo, gostava baladas e bebidas exageradas?
– Ele cresceu né – sorriu cinicamente, como quem não dava o braço a torcer – você não gostava da maneira como ele vivia perigosamente, você estava sempre brava com ele.
– Eu me apaixonei por ele, por aquele cara odioso e aventureiro – ela respondeu com um brilho nos olhos que fazia Naruto adorar a sua astucia, de como ela era gentil e ao mesmo tempo durona.
– Você esta bem? – ele perguntou então.
– Eu estou bem Naruto, você não tem que se preocupar tanto sempre, sabe – respondeu, agora ela parara pois suas mãos sentiram a abertura na parede, uma porta de madeira escondida no meio das trepadeiras, e sua mão encontrou a maçaneta, ela se virou para o marido e continuou – você tem entender que eu estou sempre bem, Riroki Morimoto é passado, tudo que aconteceu é passado, eu enterrei isso de todas as formas possíveis, o que ele me causa hoje são abalos, eu sou uma pessoa traumatizada é inevitável, mas me recupero rapido, ele não existe mais, fim, minha vida é isso, nossa filha, nossa família, meu pai meus irmãos nossos amigos e nossa empresa, ele não existe e eu estou bem.
– Hina...
– É isso que eu quero que entenda, desculpa se não é sempre consigo controlar, mas é isso, já é difícil me lembrar a todo momento que eu tenho que esquecer disso, será mais difícil se eu ficar vendo nos seus olhos o quanto você se lembra – ela sorriu – Naruto eu sou feliz, eu sou a mulher mais feliz do mundo e devo isso a você.
Ela o beijou então, e passou seus braços finos pelo seu pescoço, cravou as unhas em suas costas, era suficiente para deixa-lo excitado, o beijo foi esquentando vez mais, Naruto apertou a cintura da esposa com força e ao mesmo tempo com vontade, eles ficaram ofegantes, ambos, o loiro desceu os beijos pela clavícula se aproximando naquele busto farto, adora explorar o corpo da sua amada. E Hinata ela era mais esperta do que aparentava, entre os beijos fervorosos deu dois passos pra trás empurrando o corpo do marido consigo, a porta se abriu, e eles haviam acabado de entrar no armário do jardineiro, era um cubículo apertado e abafado, mas a ideia em si era muito divertida, com o tempo Hinata aprendeu ser tão ousada quanto Naruto, e aquilo se tornava divertido para ambas as partes.
– Foi por isso que apagou o jardim essa noite? – perguntou o loiro com uma voz rouca e sedutora em seu ouvido, de maneira que a arrepiava de cima a baixo como o calor penetrava a carne no verão, certas coisas nunca mudam.
– Não – respondeu com um sussurro, e sem mesmo ele perceber Hinata já havia arrancado seu cinto dos passadores de sua calça social e jogou no chão – mas que bom que eu fiz isso.
– Alguém pode nos procurar querida – sorriu cínico, vinte dois anos de casados e ele ainda gostava de provoca-la como nunca.
– Mas ninguém vai nos achar – ela riu – não bagunce o meu cabelo, hoje eles ficaram presos – ordenou por fim.
Naruto ficou olhando ela tirar seu paletó, tirar sua gravata, desabotoar sua camisa, depois ela teria que arruma-lo de novo, mas ela não ligava, se Hinata já era uma garota perfeita quando a conheceu, e hoje com o passar dos anos ela apenas havia se tornado ainda mais perfeita, meiga e exigente, gentil e calculista, tímida e sexy, tranquila e brava, tão carinhosa e tão ousada, era essa mistura perfeita e equilibrada de quantidades únicas e certas que era completamente apaixonado, completamente apaixonado por sua esposa pelo seu jeito, seu carisma, até mesmo pelos seus defeitos, não sabia viver sem ela, e até hoje se surpreendia por ter tornado aquele homem, pois sim foi ela que o tornou assim, Namikaze Naruto era tudo que por causa de sua linda esposa Hyuuga Hinata. Por trás de um grande homem existe um grande mulher, tal como atrás de uma grande mulher existe um grande homem, seus olhos azuis admiravam ela como se estivessem hipnotizados, em sincronia perfeita, mas sempre que o assunto era sexo, ele não sabia se controlar, seu corpo maravilhoso era como uma kriptonita para Naruto.
Só deu tempo dela afrouxar a calça do marido, o suficiente para ele não se segurar mais, e agarrou a esposa com beijos quentes, seu sangue borbulhava por todo o seu corpo e a essa altura seu membro já estava rígido e a desejando muito, suas mãos deslizaram junto com o zíper do vestido, empurrou as alças e o tecido rosa todo enfeitado foi chão abaixo tirou o sapatos e suas peças intimas, ah o corpo dela era perfeito. Aquelas paredes de bloco de cimento a partir de hoje guardavam um segredo, Naruto abraçou Hinata com força a enchendo de beijos novamente, suas mãos firmes desceram pelo seu corpo a enchendo de caricias, ela gemeu em tesão, a boca do loiro abocanhou os mamilos enquanto as mãos já haviam chegado na parte mais intima, sentir aquela pele macia no meio do ar abafado que subia no ar por causa da respiração ofegante do casal, era inexplicável, Naruto ergueu Hinata, de forma que fez a mesma se encaixar na sua cintura com perfeição, voltaram a se beijar de forma quente, línguas dançavam em um encontro alucinante, o corpo da Hyuuga tem um choque ao seu pressionada entre a parede e o seu marido, ele abaixou o restos de suas roupas com certa dificuldade, mas não importava muito, e nessa posição que julgou perfeita, ele a penetrou, forte como a vontade de tê-la que tinha, mais do que nunca, ambos gemeram em meio a ao vai e vem do membro entrando e saindo, Hinata cravou a unhas nas costas de Naruto novamente sentindo o suor em suas costas e calor daquele lugar fechado. Uma penetração mais rápida começou, e ainda mais forte, Hinata tentava controlar ao máximo o tom da sua voz, mas era totalmente visível como estava enlouquecendo em estase pelo corpo forte do marido, o mesmo estava muito excitado, Hinata continuava perfeita, quente, molhada como sempre, apertou seus quadris e custou a mudar de posição, a mesa embaixo da minúscula janela parecia ser o mais próximo de confortável, ambos já estavam suados e quase no ápice daquela ação tão inusitada, assim o loiro deitou sua esposa, arrastando as ferramentas encima para trás, ele nem esperou que ela dissesse algumas palavras, entre as pernas pela qual adorava admirar a penetrou novamente ainda mais rápido e forte, ela formidável a sincronia a qual gemiam pela sedução que causam e já ofegantes cansados e suados Naruto atingiu o limite despejando o liquido quente dentro da sua esposa. Ah, adorava aquela sensação de nunca se enjoar dela.
Ele a ergueu e colocou a mão na nuca dela, por que lembrara ainda de não bagunçar o seu cabelo, Hinata ainda queria voltar descentemente para festa, testas coloram enquanto respirações ainda continuavam ofegantes em meio a corpos quase colados.
– Sete quartos e fizemos isso aqui?! – murmurou como uma pergunta retorica, mas ele adorou a sensação o jeito, era sempre perfeito, dar uma diferenciada no cenário tonar as coisas como se tivesse mais adrenalina ah era muito melhor
– Estou gravida – ela murmurou de volta, de uma vez, e como um soco forte na cara do loiro, Naruto sentiu o coração acelerar e ser apertado ao mesmo tempo, seus olhos se arregalaram como um choque que havia acabado de lhe atingir.
– O-oque? Hinata o que disse? – continuou enquanto a via sorrir.
– Eu estou gravida – ela riu – vamos ser país de novo.
– Mais um filho! É serio isso? – palavras não descreviam o quão feliz estava quando Sophia nasceu só se lembrava de ser o homem mais sortudo do mundo, e não houve sensação melhor sentida até hoje, mas sentir isso mais uma vez, era incrível era incrível.
– Mais dois filhos, Sr. Namikaze – ela sussurrou, e Naruto ficou ainda mais pasmo se é que isso era possível – são gêmeos.
– Hina – ele agarrou seu rosto e sorriu – Hina, ah Hina, nossa! É seguro?
– Já falei com Sakura, com os cuidados certos, é, é seguro – sorriu novamente – descobri assim que você foi para Zurique, eu fiquei tão feliz, eu já sou tão feliz e agora ah Naruto eu sou mais ainda.
– Contou a mais alguém? Além da Sakura...
– Não, eu queria que contássemos a Sophia, juntos.
– Estou tão feliz, Hinata, obrigado, obrigado – ele a encheu de beijos carinhosos cheios de amor – obrigado, estou tão feliz, eu te amo, eu não sei explicar o quanto eu te amo querida, mas eu te amo muito.
– Eu também te amo, mais do que tudo — se declarou com sinceridade, aquele amor tão diferenciado e tão único que com o passar dos anos só aumentava e agora fazia o coração deles transbordar de felicidade, três filhos era benção demais — mas agora temos que subir, cantar parabéns, dar as caras pros convidados, dar essa noticia para ela.
Ela riu olhando para ele, e Naruto não disse nada, ficou alguns segundo a encarando com olhos cintilantes e alegres, ele mordeu o lábio inferior e fez uma cara de safado analisando de cima abaixo.
– É com certeza eu te amo — ela correu para um abraço forte no corpo da esposa, a dando um beijo quente e cheio de amor.
– Eu também te amo — ela respondeu o beijando também.
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