O Amor Único {em reforma}

45 Especial Day. FINALE


Notas iniciais
Capitulo dedicado a UzumakiHyuga17 Uma querida recomendação bem no ultimo capitulo, eu estou realmente feliz muito feliz na verdade, suas palavras me deixaram muito emocionada, quero que saiba que também sou uma grande fã de Intense Love e fico honrada ter minha história elogiada como tal. Obrigada por reconhecer o que eu faço e ter tanto carinho pelo meus personagens por prestar atenção nos meus melhores detalhes, eu fiquei realmente feliz com sua recomendação. Obrigada de verdade ♥ Há mais muitas coisas que eu gostaria de falar mas vou deixar para as notas finais ♥

Por que tudo em mim, ama tudo em você

Ama suas curvas e todos os seus limites

Todas as suas perfeitas imperfeições

Dê tudo de você para mim

Eu te darei meu tudo

Você é meu fim e meu começo

Mesmo quando perco estou ganhando

Por que te dou tudo de mim

E você me dá tudo de você oh

Jonh Legend – All of Me

Ainda mais anos se passaram, muitos anos se passaram, e tudo que era já diferente havia mudado ainda mais. Sophia Namikaze, Himawari Namikaze, Bolt Namikaze, os três filhos de Naruto e Hinata estavam crescidos, e encaminhados para vida. Para começar que pela união de três irmãos que fizeram as Industrias Namikaze e as Empresas Hyuuga se tornarem uma só e fora um grande feito que fez toda a diferença no mundo dos negócios, Sophia por ser a filha mais velha, era presidente e futura líder da família, seus dois irmãos ocupavam a segunda e a terceira presidência e assim juntos cuidavam de tudo, mais do que Minato e Hiashi haviam feito um dia os negócios estavam no auge de tudo, com ações que valiam milhões e um sucesso no mercado de trabalho, o tempo muda as coisa, muda as pessoas, atraia problemas que a união soluciona, o tempo passa, simplesmente passa.

E no alto do seu escritório principal, através da parede vidro Sophia assistia a produção em massa bem embaixo dos próprios pés, desde os trabalhadores suados, até os maiores engenheiros químicos e elétricos do mundo. A sede da empresa ainda continuava em Konoha, na qual seu primo Koji, filho de seu tio Neji, era o responsável em nome da própria Sophia. A tradição Hyuuga ainda era mantida. Sophia sempre teve uma relação muito forte com seus dois avôs, tradicionalistas que fizeram ela se apaixonar pela tradição da família, de um jeito diferente que seus pais ela aceitou tudo de bom grado, era uma mulher surpreendentemente humilde e lutadora, talvez por que além dos ensinamentos sobre os negócios Sophia fora inspirada pelos pais a correr atrás dos seus sonhos também, ou seja não fora forçada nada, e não apenas ela seus irmãos e seu primo abraçaram isso com muito carinho, eram uma geração especial. Tudo que vinha depois do esforço era especial.

Três toques foram ouvidos e o giro da maçaneta das portas duplas de carvalho pesado, se abrindo com ousadia sem ela se quer dar a permissão para que fosse aberta chamaram sua atenção, pois só havia uma pessoa que fazia isso, todos os seus funcionários conheciam a exigência com o respeito a privacidade de Sophia, todos conheciam, todos, menos ele.

– Ah modificou a decoração da sua sala – murmurou a voz rouca e seria, Noah Uchiha o rapaz meigo e imperativo que havia conhecido na infância, havia então se tornado tão parecido com o pai, o que ela depois de uns anos o conhecendo já esperava, mais do que qualquer pessoa poderia imaginar, eles eram realmente muito parecidos tanto na aparência, os cabelos escuros, os olhos ônix o corpo rígido e forte, quanto no jeito serio e intimidador e mais que isso Noah se tornara também um desafiador.

– Ah você gostou? – ela disse a pergunta de forma irônica, fazendo ele rodopiar os olhos pela exuberante decoração clássica do escritório de Sophia, os armários embutidos nas paredes, cheias de livros pois sim, Sophia era uma voraz leitora, a mesa grande cheia com pilhas e pilhas de papel digna da sua eficiência como presidente os portas retratos espalhados pela sala, fotos que mostravam o carinho e o orgulho que tinha da sua família, muito aconchegante. O Uchiha caminhou sutilmente como quem fosse um comprador de carro, analisando até os quadros recém pregados na parede, se acomodou no sofá de couro para as visitas, sorriu curtamente sem mostrar os dentes, se fazendo de folgado chato com a única finalidade de irritar a Namikaze.

– Eu gostaria muito de um refrigerante – ironizou ainda mais a provocação, como sempre gostava de fazer com ela – se puder pegar para mim...

– Você não vai atacar meu frigobar Noah, vá embora – murmurou ríspida e ao mesmo tempo com tom gentil, então ele pode perceber a seriedade no tom de suas palavras, não era um bom dia para Sophia Namikaze.

– Gostei dos quadros – ele disse como uma trégua mudando de assunto – fico feliz que guarde as obras da sua mãe, e que bom que seu pai finalmente deixou você tira-las da galeria, aquele lugar esta fechado a cinco anos.

– Minha mãe cuidou daquela galeria por quarenta anos – ela sorriu – que tipo de pessoa eu seria se não guardasse algumas das obras dela, em um dos quadros dela, ela pintou a nossa família, vai ser a pintura do Hall de entrada do museu.

– Um museu apenas de Hyuuga Hinata – ele riu – acho que ela nunca esperou por isso.

– Foi difícil, meu pai não queria deixar ninguém tocar na galeria, na casa, em nada que fosse dela, queria que tudo ficasse da maneira que ela deixou, mas acho que no fundo ele gostou da ideia de construir um museu só dela – Noah pode ver os olhos dela brilharem como um sonho que havia acabado de se realizar – não vejo a hora dele ser inaugurado.

– Seu pai sempre foi um homem difícil de lidar Sophia.

– O seu também, não atoa que você briga com ele até hoje – ela rebateu.

– Só a minha mãe o vence, deve ser por isso que ele a ama tanto e não vive sem ela, por que ela sempre vence ele – gargalhou curtamente então, se levantou rapidamente se aproximando da Namikaze e a encarando com certeza – acho que esse é meu erro, não deixar você me vencer, mas não posso negar a mim mesmo que você é bem mais forte do que eu, cá estou dando o braço a torcer mais uma vez.

– Estava demorando para você entrar nesse assunto, estava demorando! – debochou indignada desviando os próprios passos dos dele.

– Seu advogado apareceu na empresa Sophia, você não assinou o divorcio – ele explicou – você quer que eu assine primeiro? Ou não quer que eu assine? Você esta me testando, por que na verdade você não quer dar o braço a torcer primeiro, você quer voltar para mim...

– Até parece! – o cortou de maneira indelicada, mas que Noah percebia as pitadas de sarcasmo – eu já aguentei você por vinte anos eu não preciso aguentar mais nenhum dia se quer.

– Ah você aguenta – ele gargalhou a emparedando, a impedindo que a desviasse dos próprios passos – você não quer assinar, e ao mesmo tempo não quer admitir que quer voltar, você se faz de difícil e manda seu advogado ir me enfrentar, por que na verdade você só quer assistir de longe o resultado.

– Acho melhor você parar de raciocinar como se estivesse certo, por que você não esta.

– Qual é Sophia, já vivemos isso no colégio, a nossa vida inteira, desde que a gente se conhece! – começou então o Uchiha a gesticular com sabedoria, se aproximando ainda mais da Namikaze – quando que nós começamos a brigar? Faz tanto tempo que eu nem lembro mais, brigamos, brigamos, brigamos, ficamos, namoramos, brigamos, nos separamos, voltamos, você fez intercambio, enquanto eu me formava, separamos de novo, você voltou pra escola, no meu baile de formatura decidimos que nada ia nos separar, mas eu fui pra faculdade na Inglaterra e você terminou comigo de novo, você se formou e foi para a Suiça, eu namorei e terminei, senti sua falta, conversamos, voltamos, e terminamos e voltamos, e brigamos, brigamos, brigamos, brigamos, brigamos, e terminamos. Mas claro, a empresa Uchiha existe a duzentos e dez anos, uma hora ou outra eu tinha que voltar para Tóquio, e você como leal neta Hyuuga Namikaze também, o destino sempre tromba a gente, e o dia do nosso casamento foi o dia mais feliz da minha vida, o dia mais feliz da vida de nossas mães, e acho que...o pesadelo de nossos pais, você sabe que eu não me canso de falar disso... – terminou com um sorriso.

– E sei também que são só palavras Noah, você é muito persuasivo eu te conheço a tempo o suficiente já, não tente fazer esse jogo comigo – realmente Namikazes não são nada fáceis de lidar.

– Sophia por favor, eu já fiquei, namorei, transei com mulheres o suficiente a minha vida inteira para saber que eu não quero nenhuma delas! – exaltou-se consideravelmente e então uma parede impedia que Sophia desse mais passos para trás, fazendo o Uchiha a fechar com seus braços – e acho que você também – suspirou a fuzilando com um olhar ônix sincero, e essa era diferença entre Noah e Sasuke, Noah podia ser serio e orgulhoso, tão persuasivo quanto seu pai, mas ele era amoroso – acho que vinte anos, foi o maior período de tempo que ficamos juntos e esses dois meses, foram um pesadelo, do hotel pra empresa, da empresa pro hotel, ahh, um tedio sem você querida. Eu sei que a gente sempre esta brigando, se discordando em tudo, mas isso é por que somos loucos um pelo outro, sabe desde sempre, eu estou até sentindo falta das crianças...

– Só pode estar sentindo falta de brigar com elas também – ela gargalhou um pouco.

– Yang tem dezoito anos, ele esta naquela fase de só quero festar e nada mais, e Mayame ela esta com dezesseis é a fase aborrecente, nós vamos superar isso. Sabe que eu amo nossos filhos e amo você – riu também então, e uma troca de olhares fora lançada.

– Eles também estão sentindo sua falta – Sophia abaixou-se um pouco e se arrastou pelas paredes, se desviando de Noah, o que fez o Uchiha admirar a grande mulher que ela havia se tornado. Sophia absurdamente elegante, totalmente parecida com Hinata em todos os sentidos, sempre fora meio baixa e por isso tinha uma enorme coleção de sapatos de saltos, tinha medo se se sentir diminuída, os cabelos azul marinho ainda prevaleciam na sua cabeça, longos, com lindos grandes cachos nas pontas, e com luzes azul cobalto, não para dar diferença mas por que era uma mulher que gostava de mudanças, e ah os olhos azuis, azuis como o céu, como o mar, e como tudo que fluía com vida na terra. Uma vez em um artigo, leu sobre os olhos azuis tem como um mero defeito na pigmentação quando os olhos são formados, mas o que importava não era a cor, não a cor nunca era o mais importante, nem do cabelo, nem da pelo, tão pouco os dos olhos, o que mais importava era o jeito o qual olhava, tinha sentimentos no seu olhar que o hipnotizava, ela já era linda, e aquele olhar, ah aquele olhar a deixava mais linda e com a certeza do ditado, que os olhos são as portas da alma, eles dizem tudo sobre nós. Inúmeras ouviu Sophia falar sobre o amor de seus pais, ela era totalmente apaixonada pela historia de Naruto e Hinata, e toda vez que ele ficava assim pensativo, perdido como se mergulhasse no mais profundo oceano que viviam exclusivamente nos olhos dela, ele imaginava que era assim que Naruto e Hinata se sentiam, quando ela vivia no oceano e ele na lua, era quando sentiam mais amados e quando se amavam mais. E provavelmente eles não seriam os únicos, seus próprios pais, Sakura e Sasuke também, os tios de Sophia Neji e Tenten, e seus tios de consideração os quais já não via um certo tempo Ino e Gaara. O amor estava em todos os lugares.

– Não precisamos de pressa, eu sei que podemos nos entender aos poucos – ele gesticulou com ganancia e um toque de sedução – um jantar?

Sophia mordeu o lábio inferior e se jogou na cadeira atrás de sua mesa.

– Sábado, as nove horas – ela sussurrou.

– Sábado? Quando as crianças estão indo para balada – ainda continuava a desvenda-la ele adorava fazer isso – quer fazer surpresa para eles? Acho que eles já esperam que nós iremos voltar, nós filhos nos conhecem bem...

– Cala a boca – ela rebateu com um sorriso – antes que eu mude de ideia.

– Muito bem, sábado as nove – ele finalizou com uma careta medrosa e saindo em retirada – Esta vendo Sra. Uchiha, o primeiro amor a gente nunca esquece...

Ele fechou a porta deixando ela finalmente relaxar, Sophia girou a cadeira tendo a visão da sua outra janela que dava vista para a cidade, com a caneta na boca ficou pensativa, conhecera Noah desde que se entendia por gente, e o que era amizade virou amor, e virou amizade de novo, e amor mais um vez, e uma louca apaixonante bagunça que apesar de desavenças e brigas eles se apaixonaram até por isso, o Uchiha estava certo através dessas brigas sem fim eles se entendiam, loucos um pelo outro, até que com um sussurro admitiu a si mesma.

– O primeiro amor, a gente nunca esquece...

[...]

O inverno em Tóquio não perdoa, o mando branco e cintilante trazia beleza única cobrindo as cerejeiras da terra do sol nascente, Sophia Namikaze encontrava-se agora dentro do SUV blindado preto da empresa, que era dirigido por seu motorista. São dez horas da manhã, e ela trajava uma calça preta justa, as botas de montaria de cano longo marrons, o sobretudo vermelho de veludo, justo do decote até a cintura, sendo o tecido levemente rodado até o meio das coxas, a metade de seus cabelos presos com uma bela presilha, ela bufou o ar quente de seu corpo para fora, pensativa, rapidamente colocou a boina marrom por cima do cabelo, começou a colocar as luvas vendo as mãos tremerem, e por vê-las tremerem em meio ao frio, o frio que a fazia recordar de bons momentos, e assim flashes de lembranças vinham em sua cabeça.

Vocês gostam de abraços quentinhos?

A voz dela ainda existia em seus pensamentos.

A diferença de idade entre Sophia e seus irmãos gêmeos era grande, houve tempos de invernos que eles invadiam seu quarto alegando que era o quarto mais quente da casa, e por mais que ela tentasse os expulsar eles não saiam, depois de Sophia berrar as mãe varias vezes, ou de faze-la voltar da empresa as pressas, Hinata sempre chegava mergulhando os três com abraços quentinhos, eles caiam no tapete felpudo cheio de almofadas se cobriam com edredons, e quando os pequenos dormiam, a mãe levava Himawari e Bolt para seus próprios quartos, e quando ela voltava para o quarto da mais velha, até Sophia que já era quase uma adolescente precisa de carinho e uma tarde de soninho, eram bons tempos.

– É um dia especial não é mesmo Sra. Sophia? – disse o motorista quebrando aquele silencio dentro do carro, Sophia havia quase não usava os motoristas da empresa, ela nem mesmo o conhecia, mas ficou surpresa por saber a data que era – Como estão seus irmãos? Seus filhos? Seu marido? Seus sobrinhos? São três não é mesmo? E Sr. Gaara Sra. Ino? Faz tempo que não ouço deles. Sr. Sasuke Sra. Sakura? Sr. Naruto? Seu tio? Sua tia?

– Estão...bem... – ela respondeu com certo receio, o senhor sorridente que a metralhava com perguntas – meus irmãos...estão bem, meu marido também, sim são três sobrinhos, dois da minha irmã e um do meu irmão. Tio Gaara e Tia Ino estão bem, mandam noticias sempre que podem mas quase nunca veem para cá, eu falo muito com os filhos deles, são meus amigos, e meu sogro e minha sogra e meu pai e meus tios também estão super bem. Ahn? Quem é você?

– Ah, me desculpe a minha grosseria, eu mudei de setores, é claro que você não me reconheceria...

– Não tem nada, eu só quero saber, você parece conhecer muito bem toda a minha família, e o caminho é longo, é bom conversar.

– Bom... Eu fui motorista de sua mãe durante muito tempo – ele respondeu com sutileza – é claro que ela nunca usava motorista Sra. Hinata sempre fora humilde demais para isso, mas, não me surpreendente que nunca tenhamos nos encontrado a empresa é muito grande, eu trabalhei em varias setores depois que deixei de ser motorista dela, mas, ela me contratou quando eu tinha apenas dezessete anos e você tinha acabado de nascer...

– Ela?? Ela própria te contratou? – Era algo então inédito – quando você tinha dezessete anos?

– Sua mãe me ajudou quando ninguém mais quis ajudar – e agora o motorista olhava para Sophia pelo retrovisor do carro com um brilho no olhar – ela me viu pedindo dinheiro no sinaleiro, e não era nada comum uma criança japonesa pedindo dinheiro no transito, alias nada comum mesmo, um dia ela me seguiu e viu que estava dormindo em uma escola abandonada, e mesmo sendo um lugar cheio de gente perigosa e de moradores de rua, ela entrou lá e começou a conversar comigo, eu a expliquei que perdi minha família com o furacão nas Filipinas e com uns trocados resolvi tentar a vida em Tóquio mas não deu muito certo. Sua mãe me ofereceu uma vida Sra. Sophia, ela disse que pagaria meus estudos e uma moradia descente se eu fosse o motorista dela, e quando eu me formasse ela me daria um salario digno de trabalhador da empresa.

– Eu...eu não sabia disso – Sophia ficou totalmente sem palavras.

– Ela pagou a minha carta de motorista e desde então ela não andava mais de carro, era de proposito, apenas para me dar um emprego, ela confiava em mim no volante e modéstia parte eu sempre fui bom – ele fez uma pausa, como quem acumulava lembranças no coração, não era um homem qualquer, era um senhor gordinho e bronzeado e com muitas cicatrizes nas mãos, com cabelos levemente grisalhos e um belo sorriso no rosto, era um homem bom, um lutador – ela sempre sentava-se nesse banco e ficava conversando comigo, falava de vocês por horas, de todos vocês. Ela era uma pessoa muito boa Sra. Sophia, você esta cada vez mais parecida com ela, espero que sua irmã também.

– Ela esta – Sophia sorriu feliz – minha irmã também se parece muito com minha mãe, meu irmão puxou meu pai. Minha filha mais nova também se parece um pouco com ela.

– Ah seus filhos, eu levei a Sra. Hinata no hospital quando eles nasceram ela estava muito feliz, muito feliz mesmo.

– O mais velho vai começar a se preparar agora, para a empresa – explicou Sophia – e a mais nova quer medicina como a avó, a mãe do pai dela...

– Não vai impedi-la? Sra. Hinata sempre disse sobre a empresa ter tradições únicas.

– Não – sussurrou a resposta – ela não vai deixar a empresa, só vai dar mais atenção para a medicina, minha mãe correu atrás do próprio sonho que foi a galeria, e ao mesmo tempo cuidou da empresa melhor do qualquer pessoa até hoje, Mayame fara o mesmo, pode-se dizer que ela quer se inspirar nas duas vovós dela.

– É uma pessoa muito gentil Sra. Sophia, como sua mãe sempre foi, estou feliz de estar levando a senhora hoje...

– Ela estaria bem feliz de saber que você esta aqui na empresa, até hoje.

– Eu estou aqui – ele finalizou – e pretendo continuar, estou aqui até hoje por ela, sua mãe me deu uma vida, uma oportunidade que eu nunca irei me esquecer, e eu quero valoriza-la muito ainda.

– É, ela era uma pessoa muito boa mesmo...

[...]

A avenida numero sete era a avenida mais tranquila de Tóquio, dentro da cidade, colada com as centenas de arvores e a vegetação, longe do centro, do caos de tudo, era um lugar muito especial, que tinha uma imensa quantidade de templos budistas o que dava a característica daquela região de avenida sagrada.

Embaixo da figueira que era enorme, e completamente sem folhas por causa do frio, duas figuras incrivelmente iguais e ao mesmo tempo um tanto diferentes viam o tempo passar. Bolt Namikaze era o gêmeo mais velho ele estava de calça jeans suéter e jaqueta de couro, escondendo a boca dentro do cachecol enrolado no próprio pescoço, ele é muito parecido com o pai Naruto, os cabelos dourados que puxou dos Namikazes e os perfeitos olhos azuis, o sorriso que quase ninguém via nos loiros mais velhos, com certeza podia ser visto nele, isso por que ele tinha ainda um pouco da esperança de Hinata. Himawari, que significava girassol, era gêmea mais nova e assim como Sophia ela era muito parecida com Hinata, ela carregava um buquê de girassóis nas mãos, mas ela tinha um estilo diferente, seu cabelos azul marinho, eram lisos com pontas finas e perfeitas de comprimento até os ombros, seus olhos e seu sorriso também eram de Naruto, mas na expressão meiga e carismática era muito possível ver Hinata, e ela usava um vestido preto todo florido, como se fosse a estampa de um quimono, meio rodado até as proximidades dos joelhos, a meia calça fio oitenta de lã junto com a botas e o sobretudo preto a mantinham aquecida, os dois tinham trinta e sete anos nasceram no dia três de março com três minutos e quinze segundos de diferença. Quando Sophia nasceu, Hinata explodiu em alegria por poder ter filhos, depois dos terríveis acontecimentos em sua vida, e quando descobriu que estava gravida de Bolt e Himawari, ficou chocada, e ao mesmo tempo era como se coração quisesse explodir como fogos de artifícios. Não havia nada mais bonito que ter irmãos, essa era sua opinião, Sophia teria irmãos e ela e Naruto uma família grande.

Os dois viram o carro de Sophia parar do outro lado da rua, a mesma nem esperou que o motorista abrisse a porta e desceu as pressas arrumando suas luvas, berrou para o motorista agradecendo, e foi correndo ao encontro dos irmãos.

– Me desculpem! – ela disse de tacada – eu estava resolvendo umas coisas...

– Meu avião quebrou, e olha só! Eu estou aqui – provocou Bolt, afinal Sophia estava atrasada a uma hora e meia e Bolt por mais que dos três ele fosse o mais parecido com Naruto, ele respeitava muito horários.

– Seu avião não quebrou, e Konoha nem é tão longe – Bolt como vice presidente visava muito os negócios para o exterior e por isso estava sempre em Konoha e em Tóquio.

– Eu liguei para a sua secretaria – invadiu a discussão Himawari, com olhos brilhantes – ela disse que Noah estava no seu escritório mais que você já estava a caminho. Então vocês vão voltar?

– A gente sempre volta né?! – respondeu retoricamente rendida.

– Vocês estão meio velhos para ficar se separando não estão? – murmurou o loiro com uma provocação, mas que Sophia, ignorou com muita bravura por que aquele dia não era um dia de pirraça era um dia especial.

– Ahh eu não vou cair na sua piada – ela rebateu com uma cara de revolta e em seguida relaxou – onde esta o papai?

E assim saiu a pergunta que fez Himawari desviar o olhar e Bolt bufar.

– O que você acha?! – murmurou novamente o loiro, mas dessa vez de uma forma um tanto arrogante – ele não veio, ele nunca vem.

– Não! Ele disse que vinha, ele prometeu que dessa vez viria, eu passei horas conversando com ele...

– Fala serio... – debochou o irmão.

– Não é serio, ele disse que vinha, sempre o papai promete ele cumpre...

– Sophia! – ele a cortou – ele nunca veio, já cinco anos que ele nunca veio, nem naquele dia, nem as celebrações, nem no dia das mães, nem no natal, nem hoje, nem hoje que é o aniversario dela ele vem, já faz cinco anos que nós chamamos e ele nunca, ele nunca veio vê-la...

– Não fale assim Bolt, ele precisa de tempo para processar...

– Tempo?!!!! Serio isso?! – exaltou-se então o segundo irmão – nós demos cinco anos para ele cinco anos, você não acha que depois de tudo que eles viveram é meio um pouco de falta de respeito com ela...

– Você sempre foi mais apegado a mamãe – comentou Himawari para o irmão e em seguida olhou para a sua irmã que tinha um olhar amedrontado – e você sempre foi mais apegada ao papai. Mas nós três amamos eles muito e igualmente então se eles precisam de nós, então, nós ajudaremos.

– O pai não precisa de tempo, ficar se escondendo de nós, sozinho...

– Talvez ele precise – rebateu Sophia Bolt mais uma vez e Himawari previa uma discussão a ser iniciada.

– O.k – disse a Namikaze mais nova dando um fim naquele antes que tivesse um começo drástico – é o aniversario da mamãe, se o papai não vai chegar tudo bem talvez ele não esteja pronto, nós vamos entrar deixar as flores e sair, por que querendo ou não, não temos o dia todo.

Os três se olharam, e como se fizesse todo sentindo eles se ignoraram, e começaram a caminhar para dentro do pasto cercado que os aguardava, era o aniversario de Hyuuga Hinata, a mãe que eles tanto amavam, opiniões diferentes não podiam deixar que atrapalhassem o dia, e naquele dia pela primeira vez estariam indo os três sozinhos, sem sobrinhos sem filhos, sem primos tios, apenas eles e o pai, que não aparecerá. Bolt sabia muito bem como Naruto era, afinal como pai e filho herdaram o mesmo gênio um tanto arrogante um tanto teimoso, depois de anos de casado ele achava um desrespeito o pai não visitar a mãe uma única vez em cinto anos, por ser tão igual a ele apenas ele sabia o ser que o pai podia se tornar, apenas ele parecia entender a sua cabeça o seu jeito de ser, e o segundo Namikaze não estava errado, exceto por um detalhe, Naruto podia ser de todos a pessoa mais difícil de decifrar, a vida toda mostrou não se importar com as pessoas, sempre fora ridiculamente calculista cínico metido e arrogante, as palavras defeituosas que Hinata nunca conseguia parar de dizer e que a fez se apaixonar por ele perdidamente, por que na verdade, ela sabia a pessoa boa que ele era, ela sabia que ele era muito mais do que parecia ser, ela enxergava isso, e Naruto sempre fora um maravilhoso namorado, marido, pai, a melhor coisa que acontecera em sua vida. Bolt amava seu pai e tinha medo que ele se perdesse, que mudasse, o que ele não via, era, que Naruto jamais se tornaria alguém que Hinata não amasse.

– Você pensa que conhece o pai Sophia – ele começa novamente ainda caminhando pelo caminho de pedregulhos no meio do vasto pasto verde, era um considerável caminho até o destino, Himawari, fechou os olhos e bufou, lá iam eles discutir de novo, bem no dia especial – você não enxerga o que ele pode ser tornar se não souber lidar com a situação.

– Eu concordo com você, ele precisa de ajuda – ela disse então – mas ele não vai mudar o que ele é.

– Ele já esta mudando Sophia, ele esta sumido, não tem aparecido na empresa, ele não deixou nós, NÓS, NÓS, sabe filhos, não pudemos tocar na casa nem na galeria por cinco anos, demoramos um ano para descobrir o novo endereço dele, ele quase nunca visita os netos, ele não sorri direito e se investigarmos um pouco mais vamos descobrir um monte de coisas, eu me preocupo – ele desabafou.

– Ele precisa de tempo...

– É só isso que você fala ele precisa de tempo.

– NÃO É FACIL PARA ELE BOLT! – ela parou e berrou ofegante, olhos azuis miraram nos olhos azuis, uma guerra de pensamentos começou, Himawari ficou entre os dois, observando.

– Pra ele? – ele rebateu com uma pergunta retorica e em seguida voltou a caminhar como se nem tivesse ouvido a irmã – não é fácil para nenhum de nós, todos nós estamos sofrendo, eu você Himawari, nossos filhos, tio Neji, todos nós.

– Você não sabe o que ele passou, você não tem noção nem de um terço dos sentimentos dele – ela respondeu tentando caminhar em sua frente – então sempre que me disser que precisa de um tempo para superar eu vou dar todo tempo que ele precisar.

– E você tem sabe por acaso Sophia?

– Nem eu sei – ela disse – mas...mas...olha... Vocês não entendem, vocês não sabem...

– O que nós não sabemos? – agora fora vez de Himawari parar no meio do caminho exatamente embaixo de uma laranjeira que fazia uma sombra boa, gêmeos ficaram segundo observando a irmã mais velha, o tom de seriedade fizera toda a diferença naquele dia que deveria ser o dia especial dos quatro, Sophia, Bolt, Himawari e Naruto, ela não queria falar, é um assunto que morrera a anos, mas também não suportava que eles não soubessem, eles precisavam entender, o fato de não saberem foram motivos de brigas por deverem ou não internar ou pai, por deverem ou não tomar seus bens, por deverem ou não considerar louco, mal amado, deprimido. Sua mãe não merecia mais ver isso.

– Olha, vovô nunca foi um homem fácil de se lidar, papai se tornou um homem arrogante, cínico, egocêntrico e frio por querer desafia-lo, até que um dia, passou a acreditar que ele realmente assim, um homem pior que o pai – ela explicou suspirante então – mamãe foi a mulher que bateu de frente com ele, que disse você é isso, você é aquilo, ela parecia uma arma de paint ball jogando os defeitos na cara dele, e ela sempre dizia que ele era um homem bom, que era um cara muito bom e merecia ser feliz. Entendem por que ele ama tanto? Ela é a salvação dele, tudo que aconteceu de bom na vida dele foi por causa dela, por causa dela ele pode ver o mundo de outra forma, os amigos de outra forma, ele pode ver a família de outra forma, isso inclui o vovô e a vovó ele pode ter nós, ela é a felicidade dele...

– Mas nós também somos – rebateu o loiro – Sophia ele ainda tem uma família...

Mas a mamãe se foi Bolt! – ela inflou os pulmões – e ela é a base, ela mudou tudo ao redor dele, ela é a base ela é a felicidade dele, ela ainda está lá no meio do coração exercendo a sua função, e nós estamos em volta dela, é uma pirâmide e esta desestruturada por que ele acredita que a base se foi, ele precisa de tempo para enxergar, enxergar que mesmo que ela não esteja aqui, ela esta lá no meio do peito onde o amor sempre esta, em volta de nós onde o amor sempre esta. Ele não sabe viver sem ela, e eu acho que ele sempre esperou morrer antes dela.

– Sophia...

– Vovô Hiashi – ela o interrompeu mais uma vez – vovô Hiashi obrigava mamãe a fazer as obrigações da família, a tradição Hyuuga sempre foi exigente, ele a obrigou a se casar com um homem chamado Riroki, depois de um termino conturbado ela fugiu para Tóquio onde conheceu o papai, e eles começaram a namorar. Eu pesquisei tudo sobre ele, Psicopata assassino que foi visto durante anos como um homem bom, ele perseguiu a mamãe por um amor doentio, a obrigou a retomar o noivado, a terminar com o papai se afastar de todos ele a chantageou, a perseguiu, bateu nela – os olhos de Sophia encheram de agua por uns instante enquanto Bolt e Himawari prestavam atenção na historia chocados – ele a torturou e ela aguentou tudo em silencio para proteger a família para proteger ao papai, tio Sai, me contou que ela teve uma outra gravidez, e quando ele descobriu bateu tanto nela que ela perdeu o bebê quase perde a capacidade de ter filhos, ela quase morreu.

– Como nós não sabíamos disso? – perguntou-se Himawari.

– Quando viu que nunca não a teria, ele a trancou numa casa velha em um condomínio abandonado com uma bomba – a mais velha fez uma pausa tranquila e ofegante – papai foi até lá, Riroki o mandou até lá, ele queria matar os dois, ele sabia que papai iria, ele a ama tanto mais tanto mais tanto mais tanto, estava disposto a morrer por ela e com ela, por que por ela ele arriscaria sua vida de todas as formas que fossem necessárias, papai achou um calabouço e se esconderam lá, eles quase morreram.

– Como você sabe disso? – perguntara Bolt então.

– Você noção do tamanho do amor que eles sentem um pelo outro?! Eu não tenho noção, até hoje quando eu penso nisso eu não consigo ter no...

– Sophia! – berrou o loiro – como você sabe disso?! E nós não??? Por que???

– Mamãe virou uma mulher traumatizada – ela respondeu – talvez vocês tenham notado por que ela sabia disfarçar muito bem. Teve um aniversario que ela recebeu uma encomenda dele, eu era criança eu só queria ver o que tinha na caixa, nunca vi mamãe com um olhar tão cheio de ódio na minha vida, tio Sai e Sasuke me contaram o que ela não me contou com o tempo.

– Mamãe? Impossível... – murmurou a mais nova.

– Não foi culpa dela, ela, só não queria que eu soubesse, não queria que fosse alguém traumatizada como ela – Sophia suspirou pesadamente.

– O que houve com esse cara? – perguntou o irmão do meio – depois eu vou pesquisar eu quero saber tudo...

– Ele morreu, duas semanas depois que ela recebeu a encomenda, cadeira elétrica, foi condenado ao corredor da morte, o pai dele morreu esse ano, estava cumprindo a prisão perpetua – um silencio oriundo os percorreu de tão, os deixando mais pensativos e ainda mais chocados – tem noção do quanto ele sofreu por imaginar que podia perde-la? Tem noção o quanto ela sofreu por imaginar que nunca teria uma vida com ele? Eles sofreram muito. O amor deles é uma coisa fora do comum vocês sabem disso. Palavras não podem explicar. Ele não veio no enterro, ele não veio visita-la uma única vez, ele não deixou ninguém tocar na casa nem na galeria, escondeu seu endereço, ele não estava pronto para viver sem ela, mamãe nos deixou repentinamente, e ele ainda esta sofrendo...

– Ainda não acredito que não sabíamos de nada, uma historia dessas... – sibilou Himawari.

– Vovô Hiashi e vovô Minato fizeram de tudo para proteger a imagem da família, pagaram milhões para que Riroki tivesse o fim que merecesse e para que essa história fosse esquecida.

– Ele precisa de ajuda. O pai precisa de ajuda.

– Ele precisa de tempo Bolt – ela respondeu mais uma vez com insistência – eu sei cinco anos é muito, mamãe sabia que ele um homem bom por ele mesmo, e não por que ela o mudou, ela quer que ele seja feliz, ele tem perceber isso sozinho, ele tem perceber que ela sempre vai estar com ele, e quando ele perceber isso, ai, nós iremos ajudar.

– Meu Deus – resmungou Himawari – faz todo sentido.

– Você podia ter nos contado – disse Bolt.

– Eu prometi para a mamãe... – Bolt se posicionou de frente para a irmã mais velha e começou a lhe dar um belo sermão sobre a união de irmão, e os problemas de família e como tal historia e tais pensamentos teriam feito ele julgar menos o pai e que ela deveria ter contado a verdade a ele, por eles eram irmãos, filhos do mesmo pai da mesma mãe, todos com lagrimas nos olhos e chocados. Mas Sophia nem o ouviu, tudo que que viu de canto foi o mexer da sua boca, por que foi cima do ombro do irmão ela viu outra coisa, meio longe mais ainda era alguma coisa, embaixo de uma outra arvora mais a frente estava ele ainda com alto com o corpo rígido sendo apoiado pela bengala de madeira rustica e posição seria, de terno preto e sobretudo com uma boina escondendo os cabelos grisalhos, e com um cigarro pendurado na boca, Sophia tinha uma excelente visão. Embaixo da arvore que ficava ao lado da lapide de sua mãe, estava ele, ela quase não acreditou quando o viu.

– Pai... – ela murmurou incrédula deixando o irmão falando sozinho e indo em direção a ele e logo em seguida sendo seguida pelos menos ao perceberem a figura de Naruto ali de frente para tumulo de Hinata.

Já fazia cinco anos que Hinata Hyuuga Namikaze havia falecido, aos setenta e dois anos de idade quando o acumulo de fluidos nos pulmões simplesmente a obrigou parar de respirar. Fora uma morte tranquila em uma noite fresca da primavera, ninguém estava por perto, morreu sozinha, sonhando enquanto dormia, ou seja ela nunca parara de sonhar. Naruto trancou a casa o qual viveram os melhores anos da vida, a galeria, e tudo que poderia lembrar-se dela, nada deveria ser tocado para a preservação de suas memorias pelas quais ele era tão apaixonado, os filhos assumiram a empresa, e ele fugiu, mudou de endereço sem comunicar ninguém, demorou um certo tempo até Sophia, Himawari e Bolt descobrirem o endereço, Naruto nem chegou a ir no velório e nunca nesses cinco anos pisara no cemitério, além de não aceitar ainda tinha esperança de manter a imagem dela viva em seu coração. A única coisa que mantinha o Namikaze mais velho nesse mundo era seus filhos e seus netos, amava seus filhos mais do que qualquer coisa e amava ainda mais seus netos, ter netos era como ser pai pela segunda vez, era amor dobrado, com certeza eles era tudo que restavam e que faziam seu coração bater. Manter a cabeça erguida por mais que esteja machucado esse era o segredo da vida.

– Pai...pai – disse Sophia se aproximando rapidamente sendo seguida por Himawari e Bolt. Naruto tossiu o engasgo de sua garganta e com uma rapidez surpreendente e um olhar severo virou-se para encarar os três filhos. Com a bengala acertou a cocha de Sophia, o braço de Bolt e para finalizar um cutucão no ombro de Himawari.

– Pai! – Himawari fora a primeira a resmungar.

– Por que o senhor fez isso?! – Bolt em seguida.

– Você veio – sibilou Sophia com um sorriso – você realmente veio.

– Vocês estão atrasados – virou-se novamente para o tumulo após a frase gentil que como sempre seu jeito deixava até mesmo seus filhos num transe de confusão – e é o aniversario da sua mãe, eu estou onde devo estar.

– Estamos lá fora te esperando – explicou Bolt.

– Eu cheguei faz tempo.

Um silencio pairou por alguns minutos enquanto os quatro observam o tumulo mandando mentalmente para a amada esposa e mãe pensamentos de saudade, de benção e principalmente de honra.

Então Naruto voltou a falar, com voz fraquejada e apoiando ainda mais o corpo envelhecido na sua bengala.

– Vou tirar Hinata daqui – ele murmurou como um soco no estomago dos filhos.

– O-oque? – perguntou Sophia sem entender muito bem.

– Pai... – sibilou Himawari.

– Como assim você vai tirar a mamãe daqui? – elevou-se Bolt.

– Aqui não é o lugar dela – explicou Naruto – ela deve ser enterrada em Konoha, ao lado do avô de vocês, ao lado de Hanabi, ao lado de toda família Hyuuga, Namikazes também são enterrados lá – ele fez uma pausa tranquila e pensativa – eu não quero que ela fique aqui sozinho. Já entrei com a ação de transferência.

– Por que o senhor veio aqui hoje? – perguntou Bolt incrédulo – depois de cinco anos eu pensei que não viria nunca mais...

– Bolt! – repreendeu Sophia.

– Sei que era muito apegado a sua mãe filho, eu também era assim com a sua vó Kushina – Bolt e Naruto ao contrario de Minato e Naruto, nem tinha longe tinha uma péssima relação de pai de e filho, pelo contrario eles tinham uma ótima relação, desde as partidas de beseball que assistiam juntos todos os domingos até os assuntos dos negócios – eu não me esqueci dela.

– Pai...

– Ela foi a melhor não foi? – os três fizeram um sim com a cabeça concordância e naquele instancia como se a vida estivesse por um fio toda sua vida começou a passar diante dos seus olhos, Hinata, ah Hinata fez toda a diferença nela, mudou ela por completo, seus olhos começaram a escorrer lagrimas doloridas pela a saudade sem fim que fazia o peito doer – a mãe de vocês era uma lutadora característica de uma grande lutadora, que sabia colocar qualidade em quem tinha os maiores defeitos, e não importava o quanto estivesse triste ainda sabia ser forte o suficiente para dar o mais sincero sorriso, ela sabia ser feliz, por que ela sabia juntar os momentos felizes em um só, toda a família Hyuuga não foi suficiente para coloca-la na linha ela tinha um dever, mas só cumpriria se seu sonho fosse cumprido junto, ela ajudava todo mundo, era uma mulher de coração enorme, tão grande que quase não cabia no peito, generosa e sincera, sabia ser justa e lutar por isso. Vocês não fazem ideia do quanto ela sofreu, e até quando tudo parecia dar errado, ela tinha esperança.

– Está tudo bem pai – confortou Himawari segurando em sua mão, em seguida a mais nova que por sinal também estava muito emocionada colocou o ramalhete de flores de girassóis na lapida da mãe, bem ao lado de seu nome e sorriu.

– Sophia, significa sabedoria – começou o pai novamente – Boruto é uma mera homenagem a mim, Himawari significa girassol, a mãe de vocês escolheu nomes muito especiais, ela amava muito vocês muito mesmo.

– Pai ela também te amava muito – tentou Sophia – pai ela amava você muito, por favor, não deixe que fato dela ter partido te afete, você não pode depender tanto da existência dela, ela queria que você fosse feliz.

– Não dependo a existência dela querida, eu dependo do amor dela, e isso é uma coisa que eu sempre vou ter, eu sei disso – ele começara a chorar levemente deixando os filhos chocados, da primeira vez até que entenderam, mas a segunda era inédita ainda mais por que nunca viram o pai chorar – palavras não explicam o que eu sentia por Hinata, mas o tanto que ama alguém, nunca é pareô para a saudade que você sente dela.

– Pai...

– A saudade que estou sentindo dela dói, dói muito, todo dia quando acordo e vejo que ela não esta mais ali. Ela era meu único amor, meu grande amor – ele pausou mais uma vez e respirou fundo – mas a vida segue, sua mãe iria querer que eu fosse feliz, era iria querer que todos fossemos feliz.

Fim.

Notas finais
Existe uma fanfic muito especial, chamada Intense Love, da autora diva Renata Pepper, no decorrer do desenvolver de Amor Único recebi muitos comentarios de queridos leitores falando que Amor Único é tão bom quanto Intense Love. Quero dizer a todos que é uma honra saber que vocês gostaram de Amor Único tanto assim. Há muitas pessoas que eu gostaria de agradecer e várias coisas que eu realmente queria dizer, mas palavras não me deixam expressam toda a emoção de ver essa história chegar ao ver, e todo amor todo carinho que eu sinto por vocês. Vocês amados são leitores maravilhosos eu eu tenho que agradecer a todos pelas 95 favoritações, as 8 recomendações, os 218 leitores que estão acompanhando, os 500 comentarios eu espero que ainda tenha mais HAUHEUHEUAHEU' Obrigada a você também querido leitor fantasma, você nunca aparece mas eu sei que você esta ai, e se você é apaixonado pelo meu escrever então eu sou apaixonada por você também, mas só no ultimo me mande um recadinho kkkkkkkkk' >.< Foram 45 capitulos 193.354 palavras, num ano de muito amor e acho que todos puderam ver também meus sentimentos e emoções e todo carinho que eu sinto por cada um de vocês em cada nota de cada capitulo aqui. GENTEEE GENTEEEEEE AMOREEEEES OBRIGADAAAAAAAAA Houve capitulos que eu dediquei a pessoas especificas houve sim, mas sabem que essa historia inteira, esse NaruHina de cima a baixoo, todo foi dedicado a vocês, Amor Único e para vocês queridos, obrigada de verdade, e ela é o sucesso que é graças a vocês, e não poderia estar mais feliz. Agora dedicarei todo o meu tempo a Heartless, e espero que vocês continuem lendo a minhas histórias. Logo nem de longe isso é um Adeus ♥ Espero que vocês tenham entendido o sentindo de Amor Único, que tanto amor quanto amizade são sentimentos muito fortes, eles não tem regras, não tem lei, tão tem aparencia nem crença, eles simplesmente acontecem, e cada um de um jeito diferente. E queridos, por mais que dolorosa, a vida é realista. OBRIGADA AMORES, ESPERO QUE TENHAM GOSTADO TO ESPERANDO OS ULTIMOS COMENTARIOS CARINHO ABRAÇOS BEIJOS VLW FLW MAMÃE AMA MUITOO VOCÊS ♥♥♥♥♥♥♥
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!