O Amor Único {em reforma}
21 Por Hanabi Hyuuga.
Notas iniciais
Quando Namikaze Naruto despertou sonolentamente depois de mais uma noite que era apenas dele sem dar satisfação a ninguém, percebeu seu corpo estar nu, os raios solares invadiam o quarto chique sorrateiramente, lembrava-se então da noite incrível que tivera, olhou a mulher do seu lado, apenas coberta pelo tecido fino do lençol branco da cama do hotel luxuoso no centro de Tóquio, sentou-se na cama sentindo brisa fresca da manhã entrar pelas largas portas da sacada, jogando as cortinas para longe dando vagas vistas para a paisagem lá fora, bela capital, o quatro da cobertura era seu favorito, apanhou o cigarro no criado mudo, o acendendo apropriadamente sem nenhuma cerimonia tragando a fumaça para dentro dos pulmões, ficou pensativo fitando sua ultima semana em meio as lembranças, soltou a fumaça e deixou o cigarro descansar em meio aos lábios enquanto vestia a cueca box preta, saiu andando caminhando pelo quarto a analisando ali deitada. Ah que bela mulher que estava deitada ali ao seu lado, deitada de bruços com o cabelo volumoso e louro todo ondulado, estava dormindo, porém ele lembra-se bem dos seus olhos, tom de mel, uma bela luz no fim do caminho escuro, belas pupilas que hipnotizavam qualquer homem sem nenhuma dificuldade, seu corpo deveria ser sido esculpido por algum deus por ser tão perfeito, todo cheio de curvas todo bem esculturado, passou a mão pelos proprios fios dourados e sorriu de canto maliciosamente, tão maravilhosa, e ele sequer se lembrava de seu nome, afinal ela tinha um horrível defeito, ela não era sua amada, não era Hinata.
Sentou na poltrona de couro preta deixando seu corpo afundar entre as almofadas, ouviu uma forte vibração, seu celular encima da mesa de centro, na tela estava escrito “mãe” quantas vezes ela havia ligado? Centenas, pobre Kushina deveria estar morrendo de preocupação, odiava fazer isso com ela, porém Naruto não se sentia com nenhum pingo de paciência para lidar com as pessoas a sua volta, Hinata morava não apenas em seus pensamentos mas também em seu coração, tudo que fez fora pensar nela, imagina-la o tempo todo nos braços de outro que logico era um homem muito melhor que ele era com certeza um verdadeiro pesadelo.
[...]
Hinata jogou a bandeja na mesa, Sasori, Deidara e Hidan conversavam disfarçando o fato de estarem analisando todo o refeitório, eles faziam muito isso procurando algum defeito em sua vida, mais do que já tinha, cobrar venenosas querendo ir correndo contar para Riroki o que estava fazendo, ela até sabia o que eles tanto observavam, porém era inútil, o loiro que procuravam não estava lá, já fazia três dias que Gaara havia a encontrado no parque, e eram três dias torturantes, Sasuke sempre a olhava com um profundo ódio nos olhos, não era para menos, Naruto era seu melhor amigo ele deveria estar querendo protege-lo, porém nem mesmo o Uchiha tão chegado sabia onde ele estava, de longe ela podia ver suas amigas conversarem, sentia saudades, Hinata remexia na comida não consumida, estava angustiada, o Sabaku avisou que após qualquer noticia ele a avisaria, mas não ter resposta de seu amado era tão torturante quanto estar se afogando sozinha em um profundo oceano, estava muito preocupada e sempre procurando brechas para que pudesse escapar, estava farta de ter aqueles três sempre na sua cola, cansada de não ter noticias dele, e sempre ouvir os murmúrios sobre onde estaria o Namikaze, toda a escola a considerava um falsa, muito pior que qualquer outra patricinha metida, porém a Hyuuga não estava nem um pouco intimidada, ela fez um escolha por eles.
– Hinata coma – ordenou Sasori, a libertando de seus devaneios.
– Não estou com fome papai – ela ironizou irritada e viu o ruivo sorrir falsamente, apenas haviam apanhado a comida por que o Akazuna insistia muito, pouco comia desde que sua vida havia virado um pesadelo, poucas garfadas e o resto morria no prato, Riroki era absurdamente cuidadoso da mesma forma que era calculista e extremamente observador, arrepiava-se de cima a baixo apenas de ouvir o nome dele, sabia que Hinata era uma mulher temperamental e Sasori deveria cuidar para que ela não fizesse nenhuma loucura.
– Você não come quase nada a dias – murmurou.
– Eu gosto de comer em casa.
– Claro eu acredito! – é claro que não acreditava, ele se irritou ainda mais com ela, porém custou a ignorar, Sasori era um vigia não nenhuma babá ele apenas tinha que repreende-la se a Hyuuga fosse para no hospital por falta de vitaminas e energias provavelmente os três ali seriam os culpados, Morimoto amava Hinata obsessivamente e gostava de ver ela sempre perfeita, tão radiante e linda quanto a luz do dia. Os seus olhos perolados captaram a turma de amigos se levantarem a mesma mesa que se sentavam sempre, Sasuke não largava o telefone em nenhum minuto, enquanto digitava mensagens ligações chegavam, ele era importante e influente por ser filho do dono e uma grande empresa de segurança, estava procurando Naruto, pensou em Kushina e se preocupou ainda mais sentiu o ar dos pulmões sumirem, ela queria tanto de alguma forma ajudar, levantar e dizer, é tudo mentira, porém seus capangas a quem desejava profundamente a morte em poucos momentos saiam de sua cola trabalhavam bem pelo preço que pagam, e sem falar em Uchiha Sasuke, ele não confiava nela, não depois de toda aquela confusão e ele até que estava certo. Tão próximos uns dos outros ela pode vê-los passando por ela beirando sua cadeira, e todos ficaram em silencio, apesar de estar com o olhar desviado pode sentir ser metralhada com pensamentos e olhares suspeitos, Hinata sua traidora.
– Então Hinata você e Riroki marcaram a data do casamento? – Hinata travou a cadeira ouvindo o elevado tom de voz de Deidara, Hidan sorriu malignamente e ela percebeu que eles, seus amigos, haviam ouvido, logico, foi proposital, Morimoto Riroki é o mestre do caos um verdadeiro coringa, é claro que ele queria a preciosa primogênita dos Hyuugas toda para si, porém apenas depois de destruir toda a sua vida por tê-lo abandonado, ele queria um show, queria que todos vissem que não era nada da garota meiga e maravilhosa que imaginava, se afastariam, a odiariam e claro ele a teria apenas para ele, e ela não seria de mais ninguém apenas dele.
– Então Hinata quando é o casamento? Ligou toda feliz onde para contar e não disse a data – agora Hidan quem provocava enquanto Ino que andava na frente de todos parou para ouvir, ela não queria acreditar, era quase impossível que fosse verdade, porém sua antiga amiga, a quem considerou uma irmã era uma falsa, Hinata não passava de uma grande mentira no fim ela se tornou tudo que nunca mais quis ser, um peso na consciência da Yamanaka por ter apoiado esse namoro em diversas formas, talvez o loiro merecesse um pouco após partir o coração de tantas, mas não era assim, o amor não é para brincadeira, o amor é perigoso e machuca as pessoas era monstruoso, lindo, um sentimento o qual a humanidade não pode viver sem, mas não deixa de ser brutal, e por falar em coisas monstruosas Ino pensava a todo momento que ela se tornara um mostro, ao ouvir sobre o casamento sentiu os pés serem fincados no chão com brutalidade, por mais que odiasse Hinata o desesperado coração de irmã dizia que havia algo errado, mas não deixou que seis sentimentos a enganassem, agora ainda mais, ela tinha certeza que estava enganada, viu ela sorrir para os amigos sentados na mesma mesa que ela, o loiro de cabelos compridos deu um gole orgulhoso no refrigerante jogando a cabeça para trás arqueou a sobrancelhas e lhe atirou um olhar, mostrando, ela esta feliz sem você.
– Vamos Ino, não escute isso – murmurou Gaara apoiando suas mãos geladas nos ombros magrelos, ela o agradeceu mentalmente e aliviou-se um pouco por se lembrar que alguém ali pelo menos a compreendia, Sakura recusou-se a virar-se para ver Hinata, ao contrario da Yamanaka que estava sempre jogando suas frustações aos quatro ventos Sakura nunca se manifestava, na verdade desde do dia que a Hyuuga disse que não as queria mais como amigas ela não ouviu a rosada dizer uma única palavra, esse era jeito de sofrer, guardando, esmagando, espremendo, toda a dor dentro de si, eles voltaram a andar, Sasuke continuou mexendo no celular ignorando completamente a inusitada situação, pouco ligava para a Hyuuga, ainda mais agora que ela se tornara uma traidora, eles não eram apenas amigos, suas famílias eram amigas, e Hinata usou Naruto e se desfez de todos sem nenhuma preocupação sem nenhuma consideração, falta de classe a sua, mal educada, desonrada como o pai sempre falava, problemática, oh sim, pensou no melhor amigo, e pediu para que estivesse bem e para que não cometesse nenhuma bobagem, cresceu ao lado de Naruto e viu ele se amargurar desde cedo quando o pai começou a realmente ser severo assim que entraram no ensino fundamental, ele mudou, odiou a vida, odiou o mundo, nunca mais confiou nas pessoas, amava apenas sua mãe e amigos, contados no dedos, um sorte imensa por ter ele, Gaara e principalmente Sakura, claro que confiava muito em Ino e em Kiba também, mas não eram como os três, os melhores amigos desde a infância, se preocupou mais ainda, Naruto sempre gostou de aproveitar a vida, mulheres e bebida o tempo todo o luxo da festa coisas que o dinheiro de poucos pode comprar, sempre fez isso para esquecer a vida amargurada que sempre teve, onde ele estava, ninguém sabia responder, e tinha que encontra-lo logo, Kushina precisa dele.
– Falsa – Hinata pode ouvir Ino falar quase num sussurrou enquanto andavam se afastando dela, enquanto os populares estavam de costas ela girou a cabeça e os observou, deixando que uma lagrima solitária escorresse de dentro das belas perolas de seu rosto, Hidan e Deidara riam abafado tentando se controlar, a provocando deixando que seu sangue borbulhasse cima a baixo, continuou os encarando e viu tanto o loiro quanto o de cabelos acinzentados não estarem nem um pouco intimidados, sim queria irrita-la, Sasori ainda estava serio comendo, se deliciando sem pressa os vegetais em seu prato, engolindo um a um devagar, as pernas da Hyuuga ganharam coragem para se levantar e retirar-se dali com toda a astucia que podia, girou os calcanhares indo em direção a sua sala, não ligou para eles, Riroki podia faze-la de refém, mas ele não podia controlar seus sentimentos. Seus vigias não foram atrás dela, eles não ousariam ir atrás dela, Hinata não era nenhuma prisioneira e também os três não tinham nenhuma obrigação de ficar o tempo todo com ela, afinal Riroki Morimoto a conhecia tão bem o suficiente para imaginar que Hinata não faria nenhuma loucura mediante a suas ameaças, e ele não estava errado, ao passar pelas portas sanfonadas no refeitório parecia que um terremoto atingira a cidade de Tóquio, seus passos irritados faziam o chão se sentir amedrontado, e pouco se importou com os olhares que a cercava enquanto andava pelos corredores, de uns tempos em diante sozinha.
Parou diante do seu armário o corredor estava lotado, e ela tinha que ir logo para aula, em seguida seus pensamentos começaram a borbulhar novamente, Hinata estava sofrendo, sentia seu coração sendo engolido pela dor, todo sofrimento começa com uma felicidade, queria eles entendessem que soubessem o que estava acontecendo, que tudo aquilo era um papel uma farsa, mas nada nessa vida é fácil, a vida de seus amigos significava seu sacrifico, e em nenhum momento se sentia arrependida, apenas odiava ser odiada pelas pessoas que mais amava, amaldiçoou Riroki mentalmente desejando mesmo que isso chegasse até ele. Suspirou ajeitando a pasta fichário dentro do armário e apanhando o livro de matemática, lembrou-se dele, Naruto era péssimo em matemática, não por falta de inteligência, mas sim por preguiça, ele odiava contas, porém aprendia álgebra com muito mais facilidade que ela, o que Hinata demorava a semana inteira para entender, apenas o ensinando no sábado ou domingo ele já pegava de uma só vez trazendo boas lembranças, soltou um sorriso bobo abrindo o livro e vendo um coração feito de maneira esquisita na contra capa do livro, fechou os olhos.
FLASH BACK ON
Namikaze Naruto encontrava-se na casa da namorada estudando álgebra, dizendo que Hinata precisa-la ajuda-lo pois ele nunca entendia matemática, apenas o que ela não podia saber era que o namorada praticamente dormia em todas as aulas, enquanto ela explicava a ultima parte da matéria ele começou a se entediar e brincava com as folhas do livro de matemática.
– Naruto para, presta atenção – Hinata brava apenas faltava palestrar de tanto que falava, ele não queria deixa-la a esse ponto, riu cinicamente fechando as paginas entre os seus dedos.
– Cansei de estudar linda, chega – afirmou ríspido e autoritário, sempre o mesmo Naruto de sempre o Naruto que odiou e ao mesmo tempo se apaixonou.
– Da para você parar é a ultima matéria.
– Okay – impaciente e inquieto e pegou a caneta antes que Hinata retirasse o livro da contra capa, de qualquer jeito e de maneira veloz ele desenhou um coração de maneira toda e sem jeito e boba.
– Mas o que você ta fazendo? – perguntou levemente corada e rindo um pouco.
– Eu te amo, agora sempre pense em mim nas aulas de matemática – afirmou risonho.
FLASH BACK OFF
Para o seu desespero não era apenas nas aulas de matemática que Hinata pensava nele, era em todo momento em cada segundo em cada instante, as batidas do seu coração gritavam o seu nome, sorriu meio boba aguardando o livro nos braços, ao fechar a porta do armário deu um susto saltando para trás ao ver os cabelos róseos de Sakura, era tão repentino tão estranho ver ela ali e com uma expressão triste de partiria até mesmo os mais fortes, a Haruno com os olhos esmeraldas tão próximas enfincados em sua face, Hinata arregalou o olhos e soltou devagar a respiração alterada, colocando a mão sob o peito tentando controlar sua ansiedade, com a boca entre aberta custou a olhar sua amiga com desconfiança, era só o que me restava Riroki poderia tentar retirar até mesmo suas boas lembranças mesmo que guardadas no fundo de sua mente, sempre forte consigo mesma, porém também de uma forma que poucos conheciam, sempre indefesa e sempre muito azarada.
– Estou atrasada para aula, perdão – seca, ao máximo que conseguiu segurando a própria alma que gritava por socorro de maneira infinita, tinha que se afastar antes que um dos três a visse conversando com a rosada, não queria que nem nenhum momento Riroki imaginasse que estava planejando algum tipo de conspiração.
– Hinata – ela a chamou serio, Sakura era sempre meiga, sempre gentil, não se lembrava jamais de ter visto sua amiga brava, o tom de voz de uma certa forma a preocupou ela trancou o armário rapidamente se preparando para se retirar, os olhos perolados encararam os esverdeados esperando uma brutal frase rápida – não deixe que Naruto saiba.
– O que? – mesmo que fosse um erro, perguntou com receio.
– Não deixe que o Naruto sabia que você vai se casar – nem mesmo ela sabia que iria se casar, porém se fosse mesmo verdade Riroki provavelmente no mínimo anunciaria num jornal como se ela fosse um troféu, ela não respondeu suspirou profundo dando alguns passos meios travados para se distanciar da Haruno – ele já esta sofrendo o bastante Hinata – ela travou de vez, se sentindo paralisada como uma maquina enferrujada.
– Não posso fazer nada sinto muito, e não estou vendo ele a dias, imagino que já deva esta melhor, logo ele voltara para escola – seu pouco caso deixava a rosada horrorizada com a face surpresa, querendo dizer inúmeras coisas para a Hyuuga, dar um tapa em sua face talvez fosse pouco, queria gritar também, chorar e desabafar talvez entender um pouco mais o que havia acontecido, sua amiga Hinata não era essa mulher toda certa de seus deveres, sua amiga era uma pessoa cuja as pessoas admiravam inclusive ela mesma, porém até mesmo para a meiga e gentil Sakura, seu orgulho falava mais alto.
– Se ainda tem alguma coisa daquela garota que eu conheci, por favor, avise ela para pelo menos poupar meu amigo de um noticia tão horrível.
– Eu avisarei – disse fitando o chão de maneira triste – mas duvido que eu a encontre.
Dito isso ela jogou os cabelos para trás caminhando com um jeito superior que não surpreendeu nem um pouco sua antiga amiga tão pouco as pessoas a sua volta, afinal todos já sabiam que Hinata não era nada do que todos imaginavam, ninguém sabia o que estava acontecendo dentro daquela roda de amigos, mas o fato da herdeira dos Hyuugas, meiga e maravilhosa que sonhava em ser artista não passava de uma mascara que agora estava caída e estilhaçada sob o chão, era o suficiente para todos falassem mal, principalmente as garotas apaixonadas por Naruto que logicamente a odiavam, ela havia mudado, ela era uma falsa, tudo que achavam da garota maravilhosa que conseguiu conquistar o coração do Namikaze era mentira, e indo em direção ao banheiro querendo limpar as lagrimas rezando para que Sakura não tivesse notado, e ela não notou mesmo, talvez ela desejasse no fundo que ela tivesse visto que a tivesse questionado e a abraçado, pois tudo que Hinata mais queria era se jogar nos braços da amiga lhe contar toda a verdade, não podia, não podia, era por eles, era por Naruto.
[...]
Hiashi Hyuuga encontrava-se pensativo talvez completamente perdido, mergulhado dentro dos próprios pensamentos, sentindo falta de um certo modo da época que era feliz, estava no vasto jardim de inverno do grande hospital psiquiátrico de Kyoto, ele usava apenas a calça social preta e a camisa branca com a gravata cinza um pouco frouxa, havia deixado o paletó dentro do seu carro alugado, suas mangas estavam arregaçadas até o antebraço deixando que o mesmo passasse as mãos sob a pele até que jovem para considerável idade, ele estava tenso, o vento que entrara pelo teto aberto jogou os cabelos lisos e castanhos os jogando para longe, sempre tão serio, com um olhar severo, sem deixar que verdadeiros sentimentos transparecessem. A mente do Hyuuga trabalhava a mil, pensava, suas filhas jamais o perdoariam, Hinata principalmente, ela o odiaria para o resto de sua vida, isso caso já não o odiasse o suficiente, suspirou pesadamente mirando seus olhos prateados cheios de poder nas flores coloridas ao seu redor, odiou-se por ser tão amargo e por ter se distanciado tanto de sua filha Hinata, sua rebeldia, todas as vezes que brigaram, o fato dela ter fugido, suspirou novamente, talvez um pouco de culpa fosse sua, após a morte da esposa o líder da família não conseguia mais ser o mesmo pai que sempre foi. Quando Hiashi conheceu Kaoro em uma grande exposição de arte em uma das festas de sua empresa, teve sorte de sua amada ser de boa família, e se apaixonou perdidamente, para ele sua linda esposa era como uma noite de natal, tão cheia de bondade e de esperança mais do que qualquer outra noite no ano tão diferente dele sempre tão serio com todo respeito e repleto de compromissos, eles se casaram e planejaram ter um filho o maior desejo de Kaoro era ser mãe, e até mesmo para um pedra de gelo como Hiashi um filho o faria tão feliz, as empresas Hyuugas mereciam um herdeiro, porém o sonho de sua esposa sempre foi ter uma menina, e por ama-la incondicionalmente apenas um única vez Hiashi deixou as tradições de lado e aceitou ter uma filha, por ela e seu belos olhos azulados num tem purpuro e turquesa como o céu azul em plena manhã ele fazia tudo, por sua amada ele faria tudo, mal conseguia imaginar o quanto a amou, e não era atoa que até hoje não havia mais ninguém depois tanto a razão de ainda usar a aliança de ouro refinada com seu nome gravado na mão esquerda, colocou a mão dentro da camisa e descansou os olhos, e ainda carregava a dela no pescoço preso em uma corrente que andava sempre com ele, Hinata nem imaginava que toda sua vida fora planejada dentro de um laboratório, um bebê completamente planejado, um processo que custou milhares de dólares, por ser tão delicado e sigiloso, era um segredo apenas dele e de Kaoro, e havia um razão muito dolorosa para tudo isso. Abriu os olhos devagar, e a imagem de sua segunda filha veio a mente, havia um problema, havia uma preocupação, Hanabi Hyuuga, ao contrario de Hinata, não fora nem um pouco planejada, futuro de uma noite de amor sem cuidado.
Rapidamente seus ouvidos foram invadidos com precariedade pelo som da porta de vidro logo atrás se abrindo vagarosamente, Hiashi virou-se para encarar o homem de jaleco, já de idade cabelos grisalhos penteados para trás entre o gel brilhante, olhos sedutores, era um velho bem conservado, amigo de Hiashi e dono daquele enorme hospital, um dos melhores médicos neurologistas do Japão, também conhecido por ser um homem muito sigiloso do jeito que o líder da família mais tradicional gostava.
– Meu velho amigo – murmurou Hiashi com voz áspera – e então?
– Meu caro Hiashi, minhas opções estão se esgotando – sem rodeios respondendo, o médico o rodeou até ficar de frente para o Hyuuga, em suas mãos uma pasta branca que Hiashi imaginava ser, e temia em imaginar – não sei mais por quanto tempo vamos controlar o coração.
– Esta ficando pior – disse em tristeza.
– Sinto muito – lamentou-se pousando uma de suas mãos no ombro do Hyuuga, e logo tentou mudar de assunto – e como esta suas duas filhas?
– Tenho três filhos velho amigo – corrigiu em tom orgulhoso.
– Ah, você criou o filho do seu irmão, como eu poderia me esquecer desse detalhe tão importante, perdão, como andam seus três filhos.
– Hanabi esta em Konoha comigo – viu ele olhar o teto pensativo – ela esta se sentindo sozinha, os mais velhos morando em Tóquio então posso vim mais para cá sem que eles desconfiem, Hinata estuda agora no Tóquio High School de elite finalmente aceitou ser líder da empresa e vai se casar.
– Casar?
– Riroki Morimoto.
– Ah meu cara amigo a família Morimoto é excelente, grandes empresários políticos são descentes e seguem as tradições muito bem, Riroki é o do meio se me lembro bem, muito bom garoto, muito bom mesmo, eu conversava muito com Kayo quando ia a Konoha.
– É mesmo, Neji também esta namorando, não é o tipo de garota que eu arrumaria para ele, mas apesar de ter o criado como filho necessito ter que lembrar que ele é meu sobrinho, me parte o coração.
– O filho homem que você sempre quis.
– O filho homem que eu sempre quis – repetiu.
– Você é um bom pai Hiashi, os educou muito bem.
– Yamashida, eu lhe devo muito, você é um grande médico e meu amigo a anos, fez muito pelos meus problemas.
– Acalma-se Hiashi, eu ainda posso fazer mais – sorriu, um sorriso gentil, o médico era pai de quatro filhos, três fortes homens e uma doce mulher todos já na faculdade ingressando fantásticas carreiras, ele era um bom pai, coisa de que anos em diante ele não foi para suas belíssimas princesas, e talvez tão pouco para Neji.
– E os exames de Hanabi? – viu o medico respirar fundo e entregar o envelope, Hiashi engoliu o seco e abriu o conteúdo com velocidade, ao retirar o papel seus olhos prateados o analisaram de maneira eficaz, e temeu, apesar de já ter quase certeza do resultado, mesmo assim naquele momento, para Hiashi Hyuuga o tempo parou.
POSITIVO.
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