Notas iniciais
Olá amadinhos, amadinhas, queridos leitores. DESCULPEEEEEEEEEEEEEEEEEEEM, eu sei que demorei um pouquinho, gente MDS SENTIRAM O SOL DE 42 E GRAAAUS, é o fim dos tempos serio, fritou os meus miolos, quase murri, tive alguns problemas com os vestibulares, enem chegando, provas na escola e blá blá blá, MAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAS to aqui por um capitulo novo sei que muita gente ta ansiosa com muita coisa que ta acontecendo que esta para acontecer e que vai aconteceeer e sim vocês estão certos tem ficar ansiosos mesmo. Agradecendo com sempre aos lindos e lindas maravilhosos que comentam recomendam e que favoritaram a fic vocês estão de parabéns, mais de 300 pessoas acompanhando queridos leitores fantasmas apareçam, não se acanhem eu não mordo :DDDD BOA LEITURA.

Na cela quatorze da prisão de segurança máxima de Sandai, proximidades de Tóquio, a cela quatorze, demostrava um agoniante silencio, era o pior dos corredores, ele sabia para onde iria depois dali, aquele lugar era pros julgados mais perigosos, já se considerava no corredor da morte, Riroki Morimoto não tinha mais o pai, para quem corria sempre que algo dava errado, sua família humilhada fora embora para algum país onde talvez noticias tão macabras não tenham chegado, sua mãe mandou um advogado e ligou uma ou duas vezes, porém sabia com seus atos e com o poder dos Hyuugas e dos Namikazes isso não ajudaria muito, tinha uma população do lado de fora da cadeira que gritava “assassino” “mostro” “louco”, gostava, mas era uma população indignada com historia que ouviram no jornal, queriam sua cabeça isso sim, ele não tinha aliados, a Ordem o traiu, ninguém além do seu unicamente advogado, mesmo que era quase certo que iria para o corredor da morte depois de um longo e torturante tempo de prisão. Esse é os problemas dos vilões, ficar sozinho no fim das contas, usou as cartas erradas, ou melhor confiou nas cartas erradas, e assim as coisas perderam o controle sem perceber, nada saiu como o planejado, sua liberdade tão importante quanto o grande amor da sua vida, escorregou de maneira ridícula como um sabonete da suas mãos, ah Riroki, gênio psicopata, e burro manipulável, como pode depender tanto de Nagato, agora olha só onde estava.

Complicado era se conformar, psicopatas não sabem aceitar o erro.

[...]

No Centro Particular Hospital Universitário de Tóquio, já era tarde da noite, denunciado pelo silencio e os corredores que estavam consideravelmente vazios, os dias tem passado com extrema tristeza e com dificuldade, Hinata sentia saudades, estava de pé em seu quarto, sem sono, ou talvez com medo de ter pesadelos, ela não conseguia dormir, sua vida, estava mais complicada do que podia imaginar, se sentia como uma boneca de porcelana, que foi jogada no chão com violência, quebrou-se em centenas de pedaços e agora, seus pedaços foram colados de má vontade, o problema é que as rachaduras permaneciam, para sempre. No criado mudo da sua cama desconfortável ela via os cartões que recebeu dos amigos da escola um delesd e um certo garoto, nada interessante para, mas ao mesmo tempo profundamente nostálgico e um tanto carinhoso ficou feliz, Tanaka Akio.

A primeira vez que Naruto sentiu ciúmes foi por causa dele, ela sorriu, e rapidamente aquele seus lábios morreram, suspirou pesadamente, viver não era mais a mesma coisa, até o vento gélido da noite escura se tornou estranho e doloroso de respirar, não sabia mais pensar, ela tinha necessidade, de se sentir culpada e ainda mais necessidade de ser perdoada, por que dentro daquela cabeça teimosa a culpa era toda sua.

Hinata começou a andar, saindo do quarto vestindo apenas o pijama que Rose lhe mandou, carregando como fiel escudeiro e carrinho metálico comprido cuja as rodinhas faziam um ranger irritante, mas ele carregava seu soro onde quer que fosse, ela não podia se livrar dele, os corredores brancos e silenciosos eram de causar um certo medo, a maioria dos enfermeiros e funcionários estavam dormindo, e mesmo que a vissem eles não se importavam, a recuperação de Hinata tem sido rápida, o medico recomendou que andasse, não de madrugada, mas já era o suficiente pelo menos para ela era, passava pelas portas de quartos e imaginava os problemas de cada um, talvez procurando uma maneira de comparar com os seus próprios problemas. Recebeu muitas visitas desde que acordou, seu pai principalmente, se tornou muito atencioso, talvez ele ainda tivesse meio hesitante com tudo que aconteceu na família talvez ainda desejava o perdão da filha, mas Hinata não se lembra nem de estar magoada com ele, com o tempo passou a se acostumar, com o jeito rancoroso e sempre rígido, querendo proteger os bens da empresa, da imagem da família. Era tanta coisa ao mesmo tempo, Ino e Sakura passaram a maior parte de suas tardes junto com ela, Sakura fora aprovada na faculdade de medicina, em Tóquio mesmo, então ela lembrou, o ano estava terminando, ela nem sequer correu atrás de alguma Universidade, e nem precisaria, sua vida seria baseada na empresa e no seu hobby favorito, assim como a Sasuke e a de Naruto, suspirou, se melhorasse. Ino não sabia ainda muita coisa da sua vida, mas falou algo sobre um curso na França para conseguir vaga em um boa faculdade de Direito, ela tinha garra e tinha nome, para ser um diplomata assim como o pai, e Gaara, ah Gaara não foi visita-la. Tenten também fez visitas e lhe ofereceu companhia, Neji estava em Konoha então ele não ficava ponderando seu tempo livre, mas Hanabi estava iniciando um tratamento delicada e para a família pela família devemos nos dividir, Hinata falou com os irmãos por telefone e se emocionou ao ouvir a voz da sua pequena caçula. Sai também praticamente morava naquele hospital, ainda mais agora que ele estava com um pé fora de Tóquio, tinha necessidade de proteger a melhor amiga.

Depois de virar três corredores e subir dois andares de elevador, estava na UTI, a área das emergências, dos estados graves, faziam um dia que estava acordada, e um dia desesperado apenas ouvindo Kushina dizendo que Naruto estava melhorando, estava entubado mais melhorando, porém mães sofriam até mesmo com as próprias mentiras e assim Hinata sabia que ela estava tentando protege-la, Naruto, seu amado unicamente, não deveria estar, nada bem.

Chegou no quarto 82, piso três, área B, consideravelmente graves, a cortinas que davam vista para quem estava no corredor encontravam-se fechadas e ela então se perguntou se realmente deveria entrar, não tinha nenhuma duvida que queria ver Naruto, ah seu amado, nessas hora difíceis tudo que ela mais desejava era um abraço, e ao abrir a porta de deparou diretamente com o relógio que marcava quatro e meia da manhã, não era tarde, era cedo, e considerando o tanto de tempo que demorou para ir vê-lo, estava se controlando bem, deveria ser o efeito da morfina, a deixava sonolenta.

Viu o loiro então.

Namikaze Naruto estava deitado, e tinha uma certa dificuldade para ver sua face, uma vez que estava quase toda enfaixada, nem seus belos olhos azuis, profundos como o oceano não davam qualquer sinal de que iriam aparecer, e faze-la sorrir, Hinata sentiu como se alguém apertasse o seu coração com fosse, com sede de ver escorrer sangue de dor, de tristeza de angustia, de preocupação de tudo, seus olhos perolados pareciam o reflexo da lua no mar abundante, tremula pelas lagrimas que não conseguiam se controlar sozinhas, ela se aproximou vendo sua garganta entubada os aparelhos que apitavam em ritmo constante e ao mesmo tempo que permitiam que ele ainda vivesse, tinha soro que despejava remédio no seu sangue em tempo certo, era absurdamente doloroso, para ela, absurdamente doloroso, uma dor que nunca sentiu e algo que também não sabia explicar, mas queria por que queria, chorar apenas chorar, em seu leito o jovem prodígio dos Namikazes repousava, tão tranquilamente mesmo que em estado tão critico, era gritante a maneira como parecia, que ele nunca mais acordaria, parecia que a qualquer momento todos os aparelhos iriam apitar, a enfermeiras correr desesperadamente mas Naruto, ninguém conseguiria salvar, nem ela, Hinata que era a culpada de tudo.

Grudou seu carrinho de soro, junto da cama do leito de Naruto, a deixando confortável, assim ela se deitou no pequeno espaço que tinha ao seu lado, rezando para que alguém de força maior notasse seu desesperado sentimento, o cabelo azulado esparramado pela cama, seu corpo colado junto a dele, sua mão acariciando seu rosto com certa delicadeza, mais lagrimas escorreram e assim o que era inevitável veio, seu choro seu soluços seu desespero.

– Meu amor – sussurrou entre dentes ofegante amedrontada – pode acordar meu amor...o pesadelo acabou Naruto, você conseguiu, já pode acordar.

– Naruto... – continuou a sibilar em lagrimas ainda deitada no leito do amado – não me deixe, eu estou aqui, eu sempre vou estar aqui eu preciso que você esteja aqui comigo.

Continuou chorosa, deitada ali por mais alguns minutos, esperando por qualquer mudança repentina do seu estado grave, esperando por uma resposta, porém, não houve, nem mesmo um único suspiro nada, nem a sensação de que iria perde-lo mudou. Pobre Hinata.

[...]

Depois de dois dias pensativa, Yamanaka Ino encontrava-se bem na escadaria da mansão Sabaku, era de manhã ela sabia que ele não iria para o colégio então ela também não foi, queria falar com ele e lá estava ela, a gloriosa mansão que havia sido construído com sujeira, com traição, com o sangue de outras pessoas, ela suspirou e suspirou tentando controlar os nervos e lembrando do motivo de ali estar.

Gaara.

O ruivo sempre foi reservado, ah isso ele sempre foi mesmo, no começo ela não sabia se era por timidez ou se não gostava realmente de fazer amizade, depois de um tempo ela nem notou muito viraram amigos próximos, claro andavam na mesma turma, ele se tornou divertido, se tornou brincalhão, se tornou falador, mas isso só quando estavam entre eles, e principalmente perto dos meninos, com pessoas desconhecidas ele ainda era o mesmo receoso Gaara de sempre, exceto com as mulheres, elas também era uma exceção, e agora talvez ela soubesse o motivo de seu confinamento, ah Gaara, tem vergonha de si mesmo é uma coisa tão natural, não é algo que devemos sentir, mas é algo que vem, quando temos uma família vergonhosa, ele a amou durante tanto tempo, e se manteve em silencio por tanto tempo, tudo por que queria ser alguém perfeito para ela também, Ino sempre achou distante de ser boa moça, porém seus sentimentos encontravam-se muito mais do que confusos, nunca imaginou obter qualquer tipo de sentimento ruivo e agora, tudo esta confuso, bagunçado, embaralhado. Ele sempre foi amigo, reservado meio chato mas sempre bom, sempre bom demais para Ino, e pela primeira vez ela conseguia ver que alguém enxergava nela o que as outras pessoas não viram, homens aproveitadores, não faltaram na sua vida, e por mais que Sai fosse um dos outros diferentes nunca passaria de diversão e sexo, Sai era um artista do mundo, ele poderia estar em qualquer lugar, mas Gaara, ele queria estar sempre do seu lado, ele queria ser só dela, e ela não sabia o que queria, mas pensar era tentador, Ino não sabia guardar rancor, tão pouco ficar brava com as pessoas que amava por muito tempo, estava toda confusa mas também toda certa de como as coisas terminariam.

– Ino – a voz sempre assombrosa a assustou repentinamente, se perdeu tanto nos próprios pensamentos que nem ouviu os papos meio vergonhosos e comprometedores do ruivo que estava apreciando o jardim também com a cabeça longe do mundo atual, até ver a figura dos cabelos loiros platinados que sempre achou perfeito que sempre foi apaixonado estavam ali, parada de boa vontade na sua escadaria.

– Gaara... – murmurou sem querer, parecia que a alguns minutos tinha tanto a falar e agora tudo havia sumido da sua cabeça, ela não sabia o que dizer o que fazer ela não sabia de nada.

Ambos ficaram por longos minutos se olhando, e ela não tinha nenhum pudor de encara-lo, na verdade quanto mais mirava nos olhos verde agua tão exuberantes mais ela percebia não tinha como Gaara seguir com o negocio horrendo da família, ele podia ser serio, reservado e até arrogante as vezes, mas nem de longe ele era uma pessoa ruim, pelo contrario, Gaara era uma da pessoas mais maravilhosas que conhecia, ele nunca era mal, eu nunca seria mal, ele era apenas o Gaara, seu ruivo amigo e esquisito.

Ela desceu alguns degraus e o sufocou com seu perfume na maneira como o envolveu em seus braços lhe dando um abraço, foi tudo que sentiu vontade de fazer, abraça-lo.

– Me desculpe – começou a dizer – me desculpe por tudo que eu disse, ah Gaara, eu fui horrível, eu disse coisas horríveis...

– Ino você...

– Eu não tenho nojo de você – ela começou a dizer tomando coragem, e uma coloração rosada no rosto – você é meu amigo, você não é como eles, você esta muito longe de ser como qualquer um deles Gaara, ah eu fui uma idiota.

– Você não foi idiota – afirmou com uma certeza – você estava se defendendo, eu entendo a sua reação passei a vida toda reprimindo ela de mim mesmo.

– Shikamaru veio conversar comigo, esclarecer as coisas.

– Eu não mandei ele ir atrás de você – ela o soltou e deu um tapa no seu ombro o repreendendo do seu pouco caso, em seguida soltou uma risada, aquele sorriso com um som gostoso de se ouvir que ele tanto amava.

– Cretino – o xingou com tom de brincadeira – parece que eu não sei ficar muito tempo brava com você.

– Sei que todo mundo que você é patricinha, mimada, birrenta, mas você é um doce que não consegue ficar brava com ninguém nem comigo – ele riu, e quando o sorriso dela sumia devagar e seu olhar subia pelo rosto do ruivo o desvendando, suas encaradas custaram até mesmo deixar Gaara sem graça, mas demorou tanto para ela perceber o quão bem ele fazia, Shikamaru estava certo, Gaara sempre a valorizou, ele sempre viu o melhor dela, coisa que a maioria das pessoas ao seu redor não viam.

– Ah Gaara eu realmente sinto muito – assim ela se aproximou novamente dando lhe um beijo no rosto, nas bochechas rígidas e brancas do jovem amigo, mas não era um beijo qualquer tinha mais coisa, tinha tanta coisa que chegava ser estranho.

– Não sinta – ela o ignorou completamente e depois custou a sussurrar em seu ouvido.

– Acho que ainda temos muita coisa para conversar – disse com um duplo sentido.

– O que quer dizer?

– Não se faça de bobo Gaara – ela riu o deixando sem palavras, e realmente poucas pessoas eram capazes de deixar Sabaku no Gaara sem palavras, e Ino ficou seria o encarando novamente pousando agora a mão no seu rosto aveludado – sempre vi você como um amigo, eu nunca imaginei que seria mais que isso, mas sei lá, deu vontade de pensar, deu vontade de imaginar sabe.

– Ino...

– É serio – ela o interrompeu, antes que palavras iludidas de incerteza fizessem o ruivo perder o eixo na tentativa de que fosse feliz – sei que tem vergonha da sua família, não deixe isso fazer você pensar que não é bom o suficiente para mim. Isso é loucura sabia?

– O que?

– Tive inúmeros relacionamentos, e o cara mais perfeito para mim, todo tempo, estava bem na minha frente – pela primeira vez pode enxergar os olhos dele brilharem de uma forma que a loira jamais viu, ainda não amava Gaara, continuava sendo o mesmo amor de amigo, mas ela queria amar, ela realmente queria amar.

[...]

Já era a milésima encarada de Uchiha Sasuke para o seu prato de comida, estava no Colégio, era hora do almoço, alguém ainda tinha que estudar naquele lugar, a pequena tigela de arroz, a carne picada em cubos e as ervilhas, tudo quase frio, tudo quase sem gosto, já se faziam dias se só comia por que sua amada Sakura obrigava, ela sabia ser osso duro, porém ele começara a perceber que era uma situação dolorosa tanto para ele quanto para ele, ambos não tinham a menor vontade de fazer nada, assim fingindo que o humor estava melhorando ele passou a vê-la em outros horários, horários que eram mais fáceis de lidar com a situação. Sakura, Sasuke, Naruto, cresceram juntos como um trio inseparável, como melhores amigos. Uchiha e Namikaze sempre brigaram como cão e gato, mais que isso, sempre brigaram com verdadeiros irmãos, por que sempre amaram e sempre se consideraram irmãos. Não poder proteger os amigos é a coisa mais dolorosa que pode existir, ver uma pessoa que sempre esteve do seu lado machucada sem poder ter ações para ajuda-la é pior ainda, e Sasuke, ah Sasuke como se sentia impotente com medo de tudo podia acontecer com seu amigo, tinha uma enorme probabilidade de Naruto morrer a qualquer minuto. Suspirou pensativo, nada melhoraria se ele não melhorasse, ultimamente era difícil até ter vontade de ir escola, mas tinha que ir, era final de ano, no próximo mês teria as provas finais a formatura, sem falar que ele Sasuke se tornou a ligação, o porta voz do estado do loiro, essa era a pior parte, era a hora que menos conseguia se esquecer dele, pois no Colégio era onde mais se falava dele, suas fãs principalmente que agora o viram com um príncipe herói encantado do amor, bufou de raiva, até dormindo ele sabia fazer aquelas pobres coitadas se derreterem de amores.

O sinal então tocou era hora de voltar para sua sala, nem se preocupou com a comida, deixou lá mesmo, andou alguns metros pelos corredores, nada mudava, garotas o olhavam e riam, suspiravam, não falavam mais com ele, tinha medo de Sakura, é ela sabia ser brava de vezes enquanto, e riu, adora o jeito dela, ah apaixonante, mas se contentava e ainda ser um sucesso, fora de linha era um rapaz comprometido agora, mas ainda era um sucesso.

[...]

– Tem certeza que não quer que eu te leve para casa? – Uchiha perguntou a namorada exatamente na hora da saída da aula – eu gosto de passar o tempo com você rosinha.

– Meu pai também gosta de passar o tempo comigo, e vamos conversar sobre a faculdade – ela respondeu sorridente se desfazendo do abraço apertado e um só braço do moreno que tanto amava.

– Estou com ciúmes – tentou fazer uma cara meiga, mas nem de longe essa era uma das boas qualidades do Uchiha, Sakura caiu na gargalhada ele estava de parabéns, ultimamente tem sido difícil rir.

– Ele que esta com ciúmes Sasuke, sou a princesinha dele – afirmou então.

– Verdade, agora você é minha princesa – ele a beijou se despedindo – nos encontramos no hospital?

– Sim – disse suspirante e desanimador, a preocupação fazia a felicidade durar pouco, ele murmurou um o.k com a cabeça e finalizou com o beijo na testa, viu ela se distanciar e ir em direção a calçada, onde o provavelmente o pai a esperava, não tirou os olhos ônix de sua figura, cuidou dela até onde conseguia enxergar, rosada era sua joia rara sempre tão perto e ele sempre tão cedo não queria perde-la nem por mais nenhum instante, nem por mais nenhum momento, cuidaria dela para sempre, e quem diria que em tão poucos meses, em menos de um ano se sentiria tão apaixonado, e era bom era um amor saudável, na maioria dos relacionamentos assim como teve com Inoue sempre tinha um que amava mais, e ele a amava muito mais, se machucou e teve bons motivos, achou que ninguém nunca mais iria curar isso mas Sakura curou sem que ele percebe-se e melhor, era reciproco, eles se amavam na mesma intensidade ah como era divino, tinha sorte, o pai de Sakura era realmente um homem ciumento com relação a sua pequena princesa, tinha sorte de se dar bem com seu sogro. Assim o Uchiha girou os calcanhares, evitando os olhares que o perseguiam ao longo do estacionamento, era comprometido, oh se era, mas ainda adorava fazer sucesso, exibido, não demorou muito para chegar perto de sua Mercedez, iria para casa, passaria na empresa e em seguida hospital, ver o melhor amigo idiota, torcer para seu estado ter qualquer tipo de melhora.

Encostada no seu carro, um garota ruiva de cabelos caramelos, meio cacheados meio encaracolados, bela garota, com os olhos cor de mel tão tristes quanto a própria expressão estampada no rosto delicado, quem via podia até pensar que ela era mesmo tão meiga, mas na verdade não era, e Sasuke a conhecia bem, a conhecia o suficiente.

– Naomi – sibilou seu nome a chamando, a garota que era tão apaixonada pelo Namikaze olhava para o chão pensativa.

– Sasuke – sibilou de volta meio surpresa, desencostou do veiculo prateado meio sem graça meio sem saber como falar – eu não queria conversar com você perto da Sakura.

– Ah, a maioria diz a mesma coisa – ele afirmou notoriamente, Sakura era assustadora – o que você deseja?

– É verdade que Hinata recebera alta hoje? – ela perguntou então.

– É sim, Hinata ainda não esta totalmente recuperada mas o medico acha que fara bem a ela voltar para casa, ela esta bem atormentada – e era verdade, ficar no hospital só trazia ainda mais e mais lembranças a remoendo sem parar de tudo que aconteceu, a fazia ficar pensando em Naruto que estava tão debilitado.

– E Naruto? – perguntou com um tom triste.

– O estado dele não mudou Naomi – respondeu serio vendo os olhos dela brilharem – na verdade os médicos acreditam que se ele não melhorar logo ele pode entrar em coma.

– Em coma...

– Só não conte a ninguém, sei que gosta dele, na verdade de todas aqui que vivem suspirando por amores platônicos por aquele loiro idiota, você é a que mais gosta dele de verdade, e só por isso estou te contando isso, mas seria uma verdadeira tragédia que Kushina ou Hinata descobrissem.

– Não vou contar – abaixou a cabeça de novo – o ano esta acabando.

– Você vai onde Naomi?

– Kyoto, faculdade de jornalismo.

– Bom Naruto não vai arredar o pé daqui, se isso te tranquilizar – disse com um sorriso.

– Tem esperança que ele acorde? – perguntou novamente.

– É o Naruto, meu brother, eu tenho total esperança que ele acorde – ela sorriu também o que fez o sorriso de Sasuke morrer no mesmo instante, por mais que fosse lindo o amor de alguém por outra era importante lembrar, ela não tinha futuro com ele – aquele idiota não vai deixar Hinata sozinha nesse mundo.

– A culpa é toda dela.

– Não diga isso, ele realmente ficaria realmente bravo se ouvisse isso.

– Ele a ama de verdade não é? E eu a tratei tão mal, não queria que ele tivesse essas lembranças de mim – disse com um certo arrependimento.

– Ele não tem – Naruto não se lembrava daquelas que não o interessavam – agora se me der licença eu tenho que ir encontrar o meu pai.

– Desculpe eu não queria te atrasar, Sasuke.

– Relaxa – respondeu destravando o alarme do carro – eu te vejo amanhã.

Assim Uchiha Sasuke adentrou-se em seu veiculo se reconfortando nos bancos de couro, rapidamente girou a chave e como sempre fazia saiu em arrancada, deixou o estacionamento do colégio dirigindo pela cidade, como sempre em silencio como sempre pensativo, Mercedez Benz era um de seus carros favoritos por isso, pelos protetores acústicos que tinham em toda a estrutura impedindo que o barulho infernal da movimentada Tóquio entrasse no carro, o motor o silencioso e potente motor, ah adorava dirigir, o acalmava o ultimamente desde que começara a namorar teve poucos momentos sozinhos, não que incomodasse mas Sakura, ocupou grande parte dos seus horários do seu dia de tudo de absolutamente tudo, toda hora era hora de estar com ela, ah como adorava estar com ela.

Suspirou, e começou a mexer no aparelho de DVD do veiculo que guardava sua agenda, seu pai estava começando a lhe preparar para empresa, então já podia se dizer que era meramente ocupada, não era nem de perto do que queria, Ino estava certa sempre esteve certa, mas nenhum deles, nunca teve escolha.

– Irmão – a voz de Itachi perfurou seus ouvidos, como verdadeiro agente do FBI que era estava sentado no banco de trás se ter a presença notada, Sasuke levou um susto que o fez pisar no freio com velocidade antes que batesse o carro, o transito atrás dele buzinou antes que parasse totalmente, e em seguida jogou o volante para a direita estacionando na guia logo a frente, ofegante.

– Desculpe – Itachi disse mais um vez – eu não queria te assustar.

– Mas que diabos você esta fazendo dentro do meu carro! – berrou nervoso.

– Ah eu sou um agente, eu sempre quis fazer isso – gargalhou de maneira divertida enquanto Sasuke Uchiha continuava olha-lo pelo espelho retrovisor com uma expressão esquisita.

– O que você esta fazendo dentro do meu carro?

– Eu queria te ver irmão, sabe conversar...

– Conversar?

– É conversar, sobre as coisas da vida, ah sim nós temos muito que conversar.

– Já conversou com a mamãe não foi o suficiente.

– Ah Dona Mikoto é rápida!

– Ela chegou toda animada em casa.

– Eu sei Sasuke, eu também senti sua falta – foi a hora que de Uchiha para Uchiha ele resolveram se encaram, pois de irmão para irmão eles precisavam conversar, já era tarde para conversar, e muitas coisas precisavam ficar esclarecidas, pois naquela casa sombria quem mais precisou de um irmão durante todos esses anos foi Sasuke, e Itachi nunca deu um só sinal de vida.

[...]

Hinata saiu do hospital cedo, foi para sua casa do condomínio, desfrutou de um almoço preparado por sua maravilhosa Rose, e monitorado por Sai, que não deixou que ela levantasse da mesa até tomar todos os remédios e logo em seguida comer tudo, certificou bem de que estava bem alimentada, andou pela casa deixou tudo em ordem, dormiu e também foi monitorada, no dia seguinte ela iria receber uma visita de Hanabi que ficou muito feliz de saber que a irmã mais velha havia recebido alta, Neji a estava trazendo de Konoha, ansiosa porém nada feliz, nada estava feliz sem saber o estado de Naruto.

Na primeira oportunidade ela voltou para o hospital, na capela uma garota de sapatilha bege, macacão jeans até os calcanhares blusa branca até os cotovelos e trança embutida nos fios azuis marinhos, ela sentava-se no banco de madeira, e encarava o Grande Buda, com o mesmo fervor que pensava no Buda da flor de lótus, a mais sagrada para os asiáticos, pois essa flor quer dizer espiritualidade, alguém que passou por muitas dificuldades na vida e conseguiu seguir, uma vez que a belíssima planta nasce da lama e desabrocha com beleza rumo ao sol. Queria seguir com a vida, queria que Naruto seguisse com vida também, desde que havia chegado apenas implorava para que alguém lá em cima de coração profundamente bom, tivesse um pouco de misericórdia pediu perdão pelos próprios pecados e pelos pecados do amado, oh Deus não o tire de mim.

Lagrimas escorreram pela sua face, ela queria ter esperança, por que era tão difícil ter esperança? Agora que ela mais precisava de esperança.

Desde que acordou foram dias de pura choradeira, e rezas e por mais que rezasse muito ela nunca tinha fé o suficiente, o medo era mais forte, o medo era muito mais forte queria tanto Naruto rindo de novo, sendo palhaço de novo, sentia falta até mesmo do seu jeito sacana, cafajeste e arrogante, foi assim que se apaixonou por ele, brigando com ele, e adorava brigar com ele de maneira divertida por que depois, ah depois e sempre queria pedir desculpa a enchendo de carinho e de beijos e com certeza, essa, era a melhor parte.

Levantou-se do seu local e resolveu voltar para sala de espera, ficar com Kushina, Hinata não era egoísta, sabia que seu coração de mãe estava sofrendo bem mais do que o dela.

...

E lá estava ela, sentada fitando o jarro de flores colorido do lado da porta do quarto do filho, os cabelos vermelhos ruivos como fogo, hoje presos com um lenço por causa da quimioterapia, Naruto ficaria feliz por vê-la se cuidando, e com certeza estaria tirando um sarro dos seus cabelos que estavam caindo constantemente, mas como um filho tão apegado a mãe estaria dando o maior apoio a ela.

Hinata se sentou ao lado dela, e pelo blindex largo na parede ela via seu amado loiro viver com a ajuda de aparelhos, elas se abraçaram e trocaram sorrisos esperançosos.

– Ele vai ficar bem querida Hina – disse Kushina colocando sua mão doce de mãe encima da sua – ele vai ficar bem.

– Ah Kushina, é tudo que mais peço, que ele fique bem – Kushina sabia o que ela se sentia culpada e até entendia sua dor, mas nunca jamais culparia a jovem Hyuuga, nem ela, nem Minato, tão pouco Naruto, ninguém era culpado o único culpado era Riroki.

– Minato... – ela sorriu feliz, e quando Hinata girou o pescoço viu o pai de Naruto chegando ao hospital deveria ter acabado de sair da empresa, ele estava na metade do corredor, caminhando sempre de jeito poderoso. Naruto não era igual o pai, ela sabia disso, ele era tão traumatizado que ela tinha absoluta certeza que ele jamais seria como Minato, ele era um grande Namikaze mas não era como Minato, mesmo assim adorava ver como o casamento do casal era feliz, como eles se amavam e mesmo apesar de tantas diferenças um nunca deixava o outro, era uma forma diferente de amar, mas ainda era amor, de era um tipo lindo de amor, por que na verdade apesar de vários tipos tudo que importava de verdade era a intensidade a diversidade o companheirismo e nisso eles tinham de monte, era um tipo de amor que ela mesmo queria, queria com Naruto para toda vida, sorriu notoriamente e pela primeira vez em todos aquelas dias, Hinata ficou esperançosa, imaginou o futuro e desejou e sonhou que ele chegasse de verdade, queria que fosse realidade, que passar o resto dos seus dias com ele com seu amado, ele iria acordar, ela pensou, iria melhorar, eles se acertariam e agora não tinha mais Riroki para atrapalhar, o pesadelo acabou, suspirou, tem esperança era bom, ter esperança dava motivação ter esperança era tranquilizador.

Ter esperança pode destruir as pessoas.

Dentro do quarto 82 na UTI de repente abalos intensos de sons um atrás do outro começaram a ecoar por todo o corredor, alarmes avisando problemas, avisando que estava algo errado, os aparelhos que faziam Naruto viver gritavam absurdamente como gritavam, anunciando...

Naruto Namikaze estava morrendo.

Seu sorriso morreu no mesmo instante em que vários enfermeiros começaram a correr em direção ao quarto e circular o loiro.

– Plantão Dr.Tagashi, quarto 82 com urgência. Dr Tagashi quarto 82 com urgência – pediu a voz no alto falante do hospital, meio cambaleante Hinata grudou no blindex vendo verificando aparelho por aparelho, aplicando remédios em seu soro na tentativa de faze-lo voltar ao seu estado normal, era um correria em busca de panos soros, seringas, panos, seus olhos lacrimejaram embora ainda sentisse esperança, Minato correu para segurar Kushina que no mesmo instante já estava aos berros do desespero, ela queria por que queria, insistia em salvar seu filho, virou um disputa pela vida, lagrimas rolavam na ruiva intensamente enquanto Hinata se mantinha na fé, ela ainda acreditava eles se amavam ele não a deixaria, ele não a deixaria.

Sangue saiu pela boca no paciente, o que piorava ainda mais a gravidade da situação.

– Naruto!!! – disse em desespero seu pensar grudando suas mãos no vidro.

– Meu filho, Minato o que esta acontecendo?? – ela perguntava em desespero nos braços do marido.

– Kushina acalma-se, acalme-se, não olhe isso queria – ele a enterrou em seus braços e começou a acariciar seus cabelos com as mãos tremulas mais nervosos do que ela, mas se controlando por ela por ele – ele vai ficar bem – sussurrou o pai em tom de vencido sem esperança – ele vai ficar bem – mas insistia nos restos de fé.

PIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII

Aquele som, o mundo parou, tudo parou, tudo começou a passar em câmera lenta, Hinata congelou no ar, se recusando a acreditar de que o aparelho monitoramento com coração travou, anunciando que grande coração do seu amado, o local que ela mais vivia, havia parado.

O coração de Namikaze Naruto estava morto.

– Não... – ela sussurrou para si mesma – não, não não NÃOOOO!!! – bateu no vidro sem pensar chamando por ele – NARUTO NÃO!! – tudo ficou em silencio um dos enfermeiros viu o desespero dos familiares e fechou as persianas, impedindo de Hinata visse qualquer outra coisa, enquanto ainda abraçava Kushina, Minato apanhava o celular, para ligar para Sai, Neji, Hiashi, alguém qualquer pessoa, era muito desespero apenas para ele controlar.

O elevador anunciou a chegada de alguém, Dr. Tagashi finalmente as pressas, outra enfermeira magricela mas muito prestativa, saiu do quarto as pressas.

– Tragam desfibrilador urgente!!! – ela berrou.

– Laenna, prepare 0,2 mg de Dipasol 6, aplicar soro intravenoso, quero que ergam a cabeça, abram as vias aeres, temos uma parada respiratória aqui!!! – ele correu para o balcão do enfermeiros e pegou duas luvas as colocou e entrou no quarto, logo atrás mais um enfermeiro com o desfibrilador.

Agora tudo podia acontecer.

Kushina chorava, e Minato se controlava para controla-la, Hinata entrou em estado de choque, seus olhos ficaram esbugalhados jorrando lagrimas sem parar, suas costas encontraram a parede e seu corpo escorregou rumo ao chão.

Naruto, por favor, não me deixe.

Notas finais
VISHIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII, como sempre não vou me manifestar, adoro deixar vocês meus amados arrancando os cabelos HAUEHUHEUAHEUAUEHAUHEUAHEU Mas eu amo vocês ♥♥♥ Estamos em um momento delicado da fic e tudo pode aconteceeer QUEROOO COMENTARIOS COMENTARIOOO SAUDADEEEES AMADOOOS Desculpem pelos erros não deu tempo de corrigir, mas eu também não podia deixar vocês mais nenhum segundo sem um cap novo mais tarde eu corrijo, HEARTLESS AMAANHÃÃÃ SE DEUS QUISER ♥