O Amor Único {em reforma}

41 Rosas sob a lapide!


Notas iniciais
Quero primeiramente pedir desculpas aos meus amados leitores por estarem sempre do meu lado e ainda terem que presenciar a minha falta de comprometimento eu estou muito chatiada, uma serie de coisas aconteceram essa mês, eu fui assaltada saindo do banco perto da minha casa e ainda to muito abalada com isso, e mais um vez não passei em medicina ma faltou pouquissimo, mas vamos que vamos mais seis meses de cursinho, não entrei no computador e por isso não postei, mas você mandaram recados de força e ajuda isso foi gratificante e importante. Amo vocês ♥ Quero anunciar que O amor unico, só tera mais três ou quatro capitulos ♥ E quero agradecer a todos que comentaram recomendaram favoritaram em fim fizeram dessa historia ATÉ AGORA o sucesso que é e enfim espero que até o fim ela cresça mais um pouco Obrigada amados ♥

“Pai, Ferreiro, Mãe, Cavaleiro, Guerreiro, Donzela, Estranho. Ela é minha e eu sou dela, desde agora e para sempre, até a morte – The Game of Thrones (George R.R Martin).”

– Ele acordou.

O tempo nunca passará tão devagar, e doía sentir o coração parar de bater.

Disse o médico depois de quinze agoniantes minutos dentro daquela sala toda fechada, escondendo o desfecho final. Namikaze Naruto entrou em parada cardiorrespiratória, e foi considerado morto por pelo menos um minuto e meio, os médicos cogitaram a possibilidade de manda-lo para a sala de cirurgia, mas o desfibrilador ressuscitou bem mais que seu coração, seu enorme coração, fez sua mente finalmente despertar depois de uma longa semana, foram os piores quinze minutos da sua vida, foram os maiores quinze minutos sem noticia da sua vida, e aquela frase, ah “Ele acordou”.

Hinata sorriu bobamente com ainda mais lagrimas escorrendo no seu rosto inchado, e dessa vez não eram lagrimas de tristeza tão pouco de desespero, eram lagrimas, de felicidade, era um momento inexplicável, a alguns minutos parecia perdido e agora de repente era como se sentisse seu coração voltar a bater também, era como seu corpo conseguisse respirar de novo, tão assustador que chegava a ser inacreditável, Dr. Tagashi, conseguiu, Naruto estava a salvo, finalmente estava a salvo, Kushina parou de gritar e enterrou seu rosto no ombro do marido, ambos sorrindo e agradecendo aos céus por aquela noticia tão inesperada, não existia nenhuma dor pior no mundo que perder um filho, e de maneira indireta Hinata entendia isso, ela imaginava então que o alivio que eles estavam sentindo agora, era algo muito grande, maior que o dela mesmo, e deveria se a melhor sensação do mundo, através de olhares brilhantes enxergava as almas agradecidas que durantes tantos dias ficaram perdidas em trampos, Minato Namikaze tão rígido e severo pela primeira vez abalado e emocionado, era um cena bonita ela tinha sorte de presenciar aquilo.

Para Kushina, o desespero era o maior, Naruto sempre foi muito apegado aquela ruiva, ela passou horas sem fim em seu leito, rezando, fazendo promessas, e até mesmo se cuidando, querendo que alguma graça divina tivesse piedade e a livrasse daquele castigo, ah Kushina, seus apanhadores de sonhos funcionaram, suas rezas procederam, seu poder inabalável de mãe o protegeu, e Hinata por mais que boba de tão alegre não podia deixar de ficar feliz por Kushina, por mais que saibamos que todos um dia devemos partir desta vida a realidade é que nunca se esta preparado para perder alguém, tão pouco um filho, uma mãe nunca deveria perder um filho, um pai nunca deveria perder um filho. E como mãe totalmente provida de muitos sentimentos ao mesmo tempo ela também imaginava que Hinata a doce amada do seu filho também estava sofrendo, e na hora do desespero ela nem percebeu a imensidão da gravidade da situação, só pensou no mundo sem Naruto, e como a vida se tornaria dolorosa, a ruiva sempre tão doce soltou-se do marido dando-lhe a oportunidade de sentar e refletir sobre a oportunidade que recebera, pois sim todos podemos partir a qualquer momento e Naruto havia acabado de receber uma segunda chance, porém quantas chances mais Minato receberia? Quantas chances mais ele receberia para o pai entendesse que ele precisava da atenção de um filho, independente da idade, independente do ocorrido, Kushina, correu até Hinata e abraçou, forte, um abraço materno, cheio de amor e de ternura que ela não recebia a muito anos, sua musculatura inteira a relaxou, era como se estivesse sendo acolhida.

– Obrigada – a ruiva sussurrou engasgada, com uma voz de chora, e com as lagrimas nos olhos fechados, transbordando devagar – você salvou o meu filho, você salvou o Naruto.

– Kushina... – ela ficou chocada com as palavras e ao mesmo tempo um tanto abalada por que não era nada disso que Hinata pensava.

– Sim, você – ela continuou a dizer, agora encarando com fervura e toda a sinceridade do mundo os olhos perolados assustados – você o salvou Hinata.

– Kushina... Naruto esta nessa UTI por minha causa – então ela começara a chorar também toda inconsolável enquanto Kushina sorria notoriamente – eu o amo, mas, eu só trouxe sofrimento para ele, eu só trouxe problemas.

– Hinata – sibilou a ruiva segurando em sua mão – sofrer faz parte de amar, é completamente normal, o amor nunca é 100% bom, por que nada nesse mundo é 100% bom, para cada decisão tem um risco, e nós sempre passamos por isso em tudo, amar é bom e sofrer faz parte do pacote não da para fugir disso querida.

– O que quer dizer?

– Naruto, Hinata, ele sempre cresceu sob pressão, Minato colocou centenas de milhares de expectativas nele, desde o dia que eu disse que estava gravida, e quando Naruto nasceu foi o auge das industrias Namikaze, ele teve um pai muito ocupado quase nunca lhe dava atenção, ele era um doce de menino, eu sei que é impossível imaginar isso mas ele sempre foi um doce de menino, e toda vez que Minato faltava a algum jogo de basebol ou a alguma festa de aniversario ele ficava ainda mais irritado, e quando ele finalmente ganhou a atenção do pai, foi apenas para empresa, por que ele deveria ser preparado para ser o herdeiro da empresa.

– Sei como é – ela sorriu bobamente, mas nem de perto a situação de Hinata fora pior que a de Naruto, pois Hinata, apesar da rigidez da família Hyuuga ela sempre soube contornar a realidade, eles eram mais parecidos do que ela imaginava.

– Isso – Kushina voltou a dizer – Naruto aprendeu, que nesse mundo só os fortes se dão bem, e por mais odiasse a empresa que lhe tirou toda atenção do seu pai e o universo feminino que o traiu uma vez na vida e não ia deixar de tirar proveito de ambos, e jogo de manipulação começou dentro de casa. Naruto queria ser um homem mais poderoso que o pai, era sua maneira de desafia-lo, e com o dinheiro, carros, festas, e até a beleza ele virou não apenas o garoto mais metido e arrogante da escola, mas também o mais desejado, e Minato o mimava cada vez mais com viagens, lanchas, carros, até um avião, só para que Naruto não fosse rebelde o bastante a ponto de virar as costas para o seu futuro cargo de dono das industrias Namikaze – ela suspirou tristemente – Naruto sempre foi um menino bom, Sakura, Sasuke e Gaara sempre foram testemunhas disso, eles são amigos a muitos anos, porém o papel de rico e metido que ele encarnou para desafiar o pai acabou se incorporando a ele, depois de um tempo Naruto acreditava mesmo que ela um homem horrível, e então ele não se importava mais, vi ele ser grosso, e prepotente varias vezes, vi garotas chorarem por ele e ele nem se importar com o sentimento delas, vi meu filho se tornar frio e irônico um falso. Ninguém nunca conseguiu colocar Naruto no seu devido lugar, nem eu que tinha um dever de mãe, ninguém, até você aparecer...

– Kushina eu não...

– Sim você sim – ela a cortou antes que contrariasse – você com toda sinceridade e seu jeito único de ser, ah Hinata você colocou ele onde eu e Minato deveríamos ter colocado ele a muito tempo, ter dinheiro não significa ter poder, e ter poder, não é o mais importante nessa vida, Naruto passou a vida desafiando, as pessoas que ama e as que não ama, mas acho que ninguém nunca o desafiou, ninguém nunca chegou nele e disse “você esta errado e você é idiota” – ambas riram sem querer – mas você o fez, sem importar com quem ele era, independente da sua vida da sua classe social, você foi sincera com ele, você o mudou, você o salvou Hinata, e eu nunca seria grata o suficiente.

– Meus erros do passado me perseguiram até aqui, e Naruto pagou por isso.

– Hinata, ele fez isso por que ele te ama, não se culpe nunca jamais por isso, não se destrua dessa forma.

– Por que diz isso?

– Por que, se você tivesse morrido naquela explosão, um Naruto muito pior que do eu já conheci, estaria em casa, deitado num quarto escuro chorando, se culpando – Hinata não respondeu e Kushina ficou satisfeita que as palavras que disse a realmente deixaram pensativas – talvez você devesse pensar um pouco no lado dele, Naruto não sabe viver sem você Hinata ele te ama muito, muito mesmo, e eu também amo.

Ela não sabia o que dizer, ela não tinha o que dizer, por mais que parece loucura Kushina estava certa, o amor não apenas ama, o amor também sofre, protege, o amor é engraçado, o amor é divertido, o amor acalma, consola, o amor se engana, mas quando certa ele não falha, multiplica e sempre de bom grado.

– Vou permitir que alguém entre para vê-lo –disse o médico as interrompendo – mas só uma, vai fazer bem para ele, esta meio confuso e agitado.

– Vá Hinata – disse Kushina.

– Não – ela rebateu – você é a mãe dele, é melhor você ir primeiro, eu posso esperar o horário de visitas.

– Quando você estava no hospital, seu amigo Sai, disse assim para nós, que Naruto deveria ser o primeiro, por que ele era tudo que você precisava no momento, acho que depois de tudo isso, você é a única pessoa que ele precisa no momento.

– Você é um anjo Kushina – ela disse cheia de lagrimas, Hinata.

– Você que é querida, você que é.

[...]

Quarto 82

Hyuuga Hinata empurrou a porta com toda sutileza que lhe restou, não por educação, por medo, ela estava com medo, não havia razão para ter medo, os pesadelos haviam acabado, mesmo assim, e fato de tudo estar bem parecia tão distante e ao mesmo tempo tão surreal, como se a qualquer momento alguma coisa fosse dar errado, e assim um onda virtuosa de desejo, para que o mundo congelasse, e aquela sensação maravilhosa de saber que ele estava bem, nunca terminasse.

Naruto ainda estava ligado a muitos aparelhos, inclusive ainda respirava usando a mascara de oxigênio, seu rosto estava enfaixado, queimaduras de segundo e terceiro grau que quase destruíram seu rosto primoroso, eles tinham sorte, por que tudo que os atingiu foi o bafo quente da explosão, o concreto os protegeu do pior, e o loiro tinha mais sorte ainda, Naruto sairia dessa sem sequelas e principalmente sem cicatrizes físicas, Hinata ainda tinha marcas por todo corpos marcas que ficariam em seu coração despedaçado para resto da vida, e a marca de queimadura no ombro esquerdo que descia até a costela, tão próximo ao peito, aquilo também jamais sairia.

Ele estava parado olhando o teto, pupilas azuladas, safiras perfeitas que encaravam a imensidão azul com jeito confuso, realmente deveria ser muito confuso acordar depois de tantos dias, eram tantos dias dormindo imaginando, sonhando o que estaria acontecendo em sua ausência, eram tantos dias lutando pela vida, eram tantos dias, sem saber o que iria acontecer, ela não disse nada, ela não conseguia dizer nada, bem diante dos seus olhos estava muito mais que amor da sua vida, estava a oportunidade que Deus deu ao seu anjo da guarda viver mais uma vez. Onde ela estaria se Naruto não tivesse entrado na sua vida?

Lagrimas escorreram de seu rosto mais uma vez, de emoção de felicidade, viu a cabeça dele girar, pois ela não sabia chorar silenciosamente, Naruto notou sua presença mais que rapidamente, não sabia controlas as fortes emoções contidas nos sentimentos, ela nunca sabia. Seus rostos se encararam, o par der luas peroladas no olhos de Hinata tocaram o oceano, não era um olhar de satisfação, tão pouco de alivio, era um olhar de saudade, era um olhar e em muitos sentidos transmitia saudade, uma respiração forte tomou conta do quarto na mistura do alivio de ambos, por poderem se admirar e ambos corações tranquilizar, o amor é paciente e vence muitas coisas.

Hinata levou a mão ao rosto querendo controlar a emoção, enquanto cambaleava em direção ao seu leito, e então, nada mais importava, aquele monte de fios ligados a telas planas que indicavam seus sinais vitais não iriam impedi-la, de abraça-lo. E ela o abraçou, sem deixar que ele murmurasse uma única palavra, o abraçou forte a ponto de sufocar, abraçou por amor por saudade por desespero por agradecimento, abraçou, por abraçar, abraçou por que não existia nada melhor nesse mundo que abraçar o homem que tanto amava.

Era o primeiro abraço.

Era como primeiro abraço, mas, de um novo tempo, e de um recomeço, Naruto era outro homem, Hinata estava diferente, e depois tantas metamorfoses e dificuldades jogadas como pedras no meio do caminho, agora finalmente, quem sabe, eles poderiam começar do jeito certo, começar do zero.

Todos têm dificuldades, todos temos fardos, todos temos problemas, mas depois da luta, depois da superação, a felicidade vem, mesmo que forma inusitada e desacreditada, a vida é maravilhosa a aqueles que merecem, mas ela nunca é fácil.

E aquele abraço estava fazendo toda a diferença, não era apenas o primeiro abraço, era como se estivesse sentindo o perfume dela pela primeira vez, como se visse aqueles fios azulados pela primeira vez, os olhos perolados cintilantes, e o seu jeito estabanado, nervoso e ao mesmo tempo tão meigo, era como se estivesse a vendo pela primeira vez, e como se apaixonasse pela milésima vez, sempre toda, ah Hinata.

Estava feliz, não por estar vivo, mas por ela esta ali.

– Hina... – ele começou a dizer, mas foi interrompido pelo soluço baixo do seu choro inquieto, lagrimas desesperadas, caiam pelo rosto delicado da jovem Hyuuga e despejavam-se no ombro rígido do Namikaze, ver Naruto ali, dependendo de tantos aparelhos para ficar vivo, todo cheio de curativos de faixas, de uma forma que a fazia lembra que o quase perdeu para sempre. Hinata chorava, e chorava, fungava querendo se controlar, até tomar um pouco de coragem. Ela se soltou de seu pescoço de maneira constrangida para deixar ele respirar, e sentou na beirada da cama, suas pálpebras vermelhas e inchadas o encararam sendo respondidas pelas safiras azuladas pelas quais era tão fisgada.

Ela passou a mão em seu rosto mesmo que por cima do curativo, e sorriu.

– Nunca mais arrisque a sua vida por mim – ela disse fanha – nunca mais se coloque na minha frente nem mesmo na frente de tiro.

– Eu sempre vou faze...

– Eu não quero! – exaltou-se seria e forte, e logo em seguida voltou a chorar – eu também não quero viver em um mundo o qual você não exista, eu não quero que você me de oportunidades, o mundo tão pouco a vida, eu quero tudo Naruto, e eu sei que posso ter tudo que quiser, mas eu quero que você esteja comigo.

– O que você queria que eu fizesse? Largasse a única garota que realmente me fez bem nessa vida, para morrer sozinha, as mãos de um psicopata.

– Riroki, esta preso – ela o informou e viu Naruto cerrar o punhos com força – Itachi e a Guarda Japonesa o pegaram, e Gaara e Ino estão quase namorando.

– Oi? – ela gargalhou um pouco da surpresa dele, embora quase nunca deixasse isso transparecer, talvez um dia ela conseguisse mudar o jeito serio.

– É algumas coisas aconteceram enquanto você dormia.

– To vendo.

– Sua mãe... – ela começou com jeito singelo – começou a fazer a quimioterapia, ela ficou desesperada Naruto, não saiu desse hospital um único dia, e foi se ajoelhar e rezar no templo em todos os intervalos, implorar pela sua vida.

– Ela começou a se tratar...

– Acho que ela percebeu o significa perder alguém, e o quanto devemos evitar por mais que seja inevitável – no criado mudo Naruto viu a pequena arvore sintética com cartões transbordando, quase não dava para ver as folhas de tantas mensagens de amigos e principalmente das suas admiradoras que desejavam ferozmente que ele ficasse bem, ele e Hinata trocaram um olhar desconfiado, mas no fundo ela nem se importava, as garotas gostavam dele, ele era desejado, isso ele não podia mudar, ele só queria ela, e ela só queria ele, bastava, nada mais importava. Em seguida os olhos azuis viram o filtro dos sonhos pendurado na parede, feito a mão com toda a delicadeza, só uma pessoa tinha superstição o suficiente para fazer aquilo, só uma pessoa tinha paciência e dom, ah sua mãe sabia sem sempre unicamente sua mãe, pensou nela, e o quanto deveria ter sonhado com seu colo protetor durante tantos dias, Naruto suspirou, e ao encarar a amada Hinata novamente, viu que mais lagrimas escorriam dos seus olhos perolados, como uma cachoeira de tristeza.

– O que foi? – perguntou confuso.

– Eu pensei... – tinha até dificuldade para falar – ah Naruto, eu pensei que fosse te perder, eu não quero te perder...

– Você não vai me perder...

– Eu quase perdi – disse seria com tom estridente e cortante – é o suficiente para mim, você fala que eu te mudei, que eu sou diferente que tudo mais, mas quem mudou quem aqui, foi você, foi você.

– Hina...

– Nunca me abri com ninguém, nunca tive coragem de fazer amigos, nunca tive vontade de fazer tudo que eu fiz com você, nunca quis ser feliz de verdade, sempre me contentei e ser a Hyuuga perfeita que meu pai e meu avô moldaram, aquela que merecia honra por ser a herdeira da família, você me deu coragem, você me deu amor, você trouxe diversão, você me trouxe momentos os quais sempre serão inesquecíveis, você se arriscou por mim, não saiu de perto por mais que eu implorasse, você não me deu ouvidos por que você me ama, você quase deu a sua vida por mim, e eu nunca serei grata o suficiente – ela chorou ainda mais – tem noção do quanto eu te amo? Eu te amo muito Naruto, muito muito muito, eu te amo tanto que não aguento, eu te amo de uma maneira que não fala que não se explica, eu te amo eu te amo muito muito muito muito, e quando eu digo que não quero que se arrisque nunca mais é por que quem não vai suportar te perder sou eu.

– Mas eu também te amo.

– Eu já perdi gente demais, eu já perdi muito da minha vida, da minha liberdade da minha tranquilidade, até mesmo dos meus sonhos – ela abaixou a cabeça – eu não posso perder você, nunca.

– Você nunca vai me perder.

– Eu te amo, você nem imagina o quanto eu te amo Naruto – ela apertou forte a mão do loiro e beijou suavemente — eu nunca mais quero pensar em te perder de novo.

– Eu que não quero pensar em te perder novamente, tem noção do meu desespero? Você não tem noção do meu desespero, viver sem você nossa... – ele parou um instante para sentir a dor só de imaginar – eu não quero imaginar viver sem você.

– Você ama? – ela perguntou.

– Eu amo, Hinata, eu te amo, eu te amo muito.

– Eu também amo Naruto – ela afirmou – eu te amo mais que tudo.

– Ah meu amor.

O pesadelo acabou – murmurou o abraçando.

[...]

Com Hinata se recuperando Hyuuga Hiashi realmente achou que seu lugar não era perto dela no momento, com tanta rigorosidade como tanta tradição, sua doce filha mais velha não aprendeu apenas a crescer sozinha, ela aprendeu a viver sem ele, aprendeu a viver sem seu suporte, ela não precisava do pai agora. Saber que ela havia acordado já era o suficiente, saber que sua recuperação era uma questão de tempo, ah, aquilo deixava um pai aliviado. Perder Hanabi, por mais que todos os tratamentos médicos a ajudassem seria algo inevitável daqui alguns anos, já era horrível acordar todos os dias sabendo que quase nada poderia ser feito, perder sua doce filha a maior lembrança pela incrível semelhança com Kaoro, ah Hinata, se perder uma filha já era horrível, imagine as duas.

Talvez por isso estivesse ali, sobre o entardecer, fugido em Tóquio sem avisar ninguém, estava em Konoha, sentindo a grama fresca e bem cuidada e muitas arvores de cerejeiras que tinham no lugar, da lápide cinza sombreada por uma roseira seca, quanta judiação, e na escritura que doía ser lida.

Kaoro Hyuuga, amada filha, esposa e querida mãe.

Hinata, Hanabi, Neji, perderam a doce, mãe e tia, e mãe de consideração, muito cedo, e de uma maneira tão rápida que talvez a cicatrização da dor, tenha sido mais fácil, mas Hiashi, ah Hiashi, ele viu essa doença destruí-la, viu sua amada mulher, esquecer dele mesmo, esquecer dos filhos e de tudo que viveram, viu ela ficar cada vez mais magra e pálida, com os cabelos mau cuidados, viu ela perder os movimentos aos poucos, até não conseguir mais andar, e depois começar a bater em si mesma e as coisas, e depois perder os movimentos dos braços, e em seguida as dificuldades para lembrar até mesmo de respirar, o cérebro estava em curto circuito, não sabia mais mandar ordens ao corpo, assim era sua maldita doença.

E então, seu coração parou de bater, depois de sete anos escondida numa clina psiquiátrica.

Hiashi fechou os olhos se perdendo nas lembranças.

– Eu não quero que eles vejam a situação que irei ficar, eu não quero que eles vejam eu me esquecendo deles, eu não quero, eu quero”

A voz chorosa daquela noite ainda existia na cabeça dele, e provavelmente levaria aquilo para o tumulo e até para outra vida, Kaoro Hyuuga sempre foi a mulher mais incrível que conheceu em toda sua vida, e nunca a tratou da forma que merecia, mas sempre fez de tudo para ser um bom marido.

No exato instante do abrir dos olhos perolados, seus olhos se chocaram, rapidamente, um jardineiro idoso de roupas engraçadas, junto de sua carriola, estava regando a roseira que sombreava a lápide de Kaoro, era tão estranho pelo horário, e não estar usando o uniforme do cemitério, Hiashi nem viu ele chegar.

– O cemitério já vai fechar meu senhor, eu imagino que não dormir com os mortos esta noite – ele dizia encurvado seguida de tossidas vindo rasgando sua garganta.

– Eu cheguei tarde a cidade, e só vim para ver a minha esposa – Hiashi respondeu educadamente apesar de não falar muito com estranhos, apesar de nunca falar com estranhos.

– Ela deveria ser especial, mandou que plantasse essa roseira para ela? – ele riu um pouco e tossiu de novo – é uma bela roseira de rosas na cor coral.

– Mandei – ele respondeu franzindo o cenho – são rosas vermelhas, eram as preferidas delas, e estão secas meu senhor.

– Ah não senhor, são rosas coral, e se eu regar bastante quem elas não voltem a desabrochar, toda mulher gosta de rosas.

Hiashi nem respondeu, pelo jeito biruta que o homem falava ele não iria ficar prolongando a conversa, mas o idoso tinha uma cara generosa e era incrível a quantidade de agua que não parava de cair do seu regador, o Hyuuga soltou um pouco a gravata.

– Talvez uma mulher por amar tanto seu marido, aceite rosas vermelhas por uma vida inteira apenas para não decepciona-lo afinal sempre fora muito ocupado, ocupado demais para prestar atenção que suas flores prediletas, na verdade, eram rosas corais.

– Mas quem... – Hiashi nem teve tempo de terminar.

– Senhor Hiashi, rápido!!! Senhor, Hiashi, Senhor Hiashi – era um de seus segurança de longe berrando ferozmente, com tanta coisa acontecendo nem deu importância para o idoso que desafiava sua paciência, Hiashi correu ao encontro do mesmo, mas não deu mais quem cinco passos sem antes ouvir a voz do idoso jardineiro novamente.

– Você é um bom pai Hiashi, um bom marido, e sempre será muito amado e muito abençoado – ele parou no mesmo instante, e seu segurança podia esperar, tudo aquilo era muito estranho, o vento soprou um brisa fresca que não trazia ao ar as folhas festas do chão, mas também o induziam a pensar em Kaoro e traziam lembranças era um ar diferente era como se estivesse sido acolhido num intenso abraço, não sabia explicar aquela sensação. Aquele senhor, mas quem era aquele senhor? E se chocou ao olhar para trás e ver que ele simplesmente não estava mais lá, como não estava mais lá, como pode sumir tão de repente, suas pernas de poderoso empresário e líder, pela primeira vez amoleceram consideravelmente, ele caminhou devagar, com receio e medo, até a lapide de novo, a roseira, estava verde, cheia de folhas verdes, e com rosas, corais e vermelhas, desabrochadas, e de cores maravilhosas.

– Mas o que é isso? – murmurou para si mesmo, com o coração acelerado.

O amor nunca esquece, nem mesmo depois que da morte.

Notas finais
Obrigada amados, por serem tão incriveis ♥♥♥ Quero comentarios ein MUITOOOOOOOOOOOOOS por que to com saudadeeeeeees Desculpem os erros como sempre depois eu concerto